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História You are my brother, right? - Capítulo 22


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Capítulo 22 - Por que seus olhos não estão em mim?


Fanfic / Fanfiction You are my brother, right? - Capítulo 22 - Por que seus olhos não estão em mim?

As nuvens pretas ainda cobrem o céu, e por mais que tenham ameaçado cair durante a noite se manterão firmes. Com os ventos fortes e galados, a cidade se prepara para receber as três matilhas que pertencem a cidade, e por mais que só algumas famílias venham de fato muitos dos jovens já estão na cidade. Talvez, apenas o conselho compareça de fato na arena, deixando para a grande população concentrada somente nos jovens com os hormônios a flor da pele. 

Alguns ainda nem saíram da cama, deixando que seus corpo descansem até um pouco mais das nove da manhã. Fazendo com que apenas aqueles que realmente tem alguma tarefa importante a ser feita, se levantarem e caminharem pela cidade. Muitos não tem, ficando nos lençóis um pouco mais de tempo com suas almas gêmeas, as beijando e tornando seu reencontro mais bonito e memorável. E com a pequena teoria de que se ficassem na cama além do normal, economizando energia, seriam capazes de aproveitar a luta de mais tarde com mais afinco.

Bom, esse não é o caso dos jovens que saem da floresta. Com as mochilas nas costa, casacos fechados contra o corpo e comendo uns sanduíches eles caminham para a entrada da cidade. Os olhos cansados e um leve expressão de desconforto, o alfa de pele morena aperta mais o casaco contra o seu corpo ao caminhar, sentindo a brisa gelado contra seu rosto. Levantando a cabeça para cima rapidamente, o jovem observa as nuvens cinzas no céu.

-A última Batalha Final fez sol.-Comenta a alfa de cabelos castanhos, mordendo seu sanduíche em seguida.-Foi da alcateia Miller, e não houve batalha de verdade.

-Como assim?-Questiona a ruiva ao seu lado, pegando a garrafa d'água e bebendo um gole.-Ele desistiu?

-Ele era um beta.-Afirmou a alfa, desviando seus olhos para o lado onde a de olhos verdes a observa.-Não achou que seria capaz de lutar, então dobrou o joelho desistindo do poder.

-Betas e alfas podem lutar.-Diz o loiro mais a frente, ajeitando sua mochila nas costas ao caminhar.-Podem lutar com a mesma forma e determinação, e podem ganhar se forem bons.

-Betas não governam matilhas.-Disse o ômega mais a atrás, olhando para o chão de pedras pelos quais pisa.-Biologicamente, eles foram feitos para serem leais a um alfa. Seguir alguém, não serem seguidos.

-Se você for usa a biologia como base, ômegas foram feitos para servir os outros.-Rebateu a ruiva, parando de andar e se virando para o castanho e levantou seus olhos.-Acha mesmo que sua única função aqui é servir sexualmente outra pessoa?

-Ah Lydia, não sãos vocês que controlam os ômegas.-Falou ao caminhar na direção da beta, deixando que o calor de seu corpo atingisse a ruiva diretamente, a fazendo ganhar um leve rubro nas bochechas.-Somos nós que controlamos vocês.

Ele finalizou, pegando a garrafa da mão da mulher e bebendo um gole sem dar fim ao contato visual que fez, vendo a mesma abrir os lábios e amolecer a postura a sua frente. Molhando os lábios ele colocou um mecha do cabelo ruivo da mulher atrás da orelha, deslisando seu polegar pela sedosa pele da mais velha a sua frente, sentindo o quão quente a mesta está. O castanho oscilou seus olhos entre o azul e o castanho, fazendo a beta soltar um suspiro contido de desejo.

-Ok! CHEGA!-Afirmou a alfa de cabelos caramelos, tocando os ombros da beta e a puxando para longe do ômega.-Não se leva em consideração a espécie de cada um, e sim a personalidade.

-Stiles, qual é o seu problema?-Indagou o alfa de pele morena agarrando o braço do ômega ao puxá-lo para mais perto.-Por que fez isso?

-Ela literalmente me chamou de prostituto!-Defendeu-se ao ser arrastado para mais longe de todos, revirando os olhos.-Não é como se eu fosse ficar quieto e ouvir a alma gêmea da Malia me chamar de puto barato pelos cantos! Deuses, eu tenho algo chamado dignidade, sabe? Aquilo que me faz ser orgulhoso por seu..

-Ei! O que tá acontecendo?!-Perguntou o mais velho ao segurar o outro pelos ombros, atraindo os olhos nervosos e ansiosos do castanhos para si.-Stiles.

-Eu..ah, merda!-Falou ao abaixar a cabeça, olhando seu próprio pé chutar um pequena pedrinha no chão.-Eu to frustrado! Porra, eu achei que encontraria ele nesses dois dias! Eu realmente achei que a gente fosse entrar na cidade, ele sentiria meu cheiro e correria pela cidade atrás de mim..e depois de que ter me convencido de que nunca mais o verei novamente, ele aparecesse atrás de mim dizendo seu nome. Eu realmente achei que seria assim...

-Você precisa se acalmar.-Falou o moreno, retirando seus braços dos ombros do ômega, olhando para trás onde os outros conversam em tom baixo.-As vezes, almas gêmeas se encontram depois de adultos, com suas vidas formadas. 

-Mas eu não quero isso!-Exclamou raivosos, fechando seu punho de forma intensa ao olhar para os casais atrás do alfa.-Eu já estive com ele..nas minhas mãos! E o deixei escapar..ou fugi.

-Thomas estava em perigo.-Expressa com a face tensa, olhando para os olhos irritados do mais novo a sua frente.-Stiles, você não podia deixar Thomas. Fez a coisa certa.

-Eu fiz?-Perguntou, levantando os olhos ao tempo que uma brisa corta o céu e faz seus cabelos curtos voarem para os lados.-Minha mãe estava lá, você estava lá...todo mundo estava lá. Não é como se minha presença fosse de grande ajudar, poderia ter ficado e descoberto o nome dele. 

O castanho soltou um longe suspiro ao terminar, virando seu corpo para frente e voltando a caminhar. Com o vento gelado soprando outra vez, ele foi capaz de sentir o cheiro de sua família mais a frente, ao tempo que seus olhos puderam ver a ligeira beta de olhos azuis correndo de encontro a si. Sorriu ao ver sua irmã, com os cabelos loiros soltos voando pelo ar ao tempo que a mesma se apressa para chocar seu corpo contra o ômega.

Esse que apenas abre os braços, esperando que a mesma o alcance e dê fim a saudade que partilharam nesse tempo longe um do outro. Ouvindo as pisadas fortes da menina sobre o chão de terra, ele gargalha pela cena dramática que a mesma insiste em fazer, para chamar a atenção do alfa atrás de si. Como se fosse algum mistério que a caçula dos Stilinsk. nutre uma atração pelo alfa de queixo torto que sempre está com o mais velho, sendo incapaz de esconder os olhares e suspiros pelos cantos da matilha.

Ao chegar perto o suficiente, a mesma se impulsiona para cima pulando no corpo do irmão mais velho ao abraçá-lo com vontade. Sua cabeça tomba para o espaço entre o pescoço e ombro do ômega, fechando seus olhos ao apertar o corpo do castanho de forma intensa e calorosa, mostrando para todo que veem o tamanho de sua saudade. Essa que o mais compartilha, apertando a mesma ao caminhar em pequenos círculos pela intensidade que a menina pulou sobre si.

-Nossa! Até parece que eu morri.-Exclamou o castanho ainda apertando a loira, que não demonstra sinais de que irá soltá-lo logo.-Sonya, tá tudo bem?

-Mamãe está tramando algo.-Ela fala em tom baixo, no pé do ouvido do castanho que perde o sorriso ao ouvir.-Algo haver com a batalha final de hoje. 

-Como assim?-Ele pergunta, direcionando seus olhos para a alfa que caminha calmamente na sua direção.-Do que está falando?

-Ela disse que, dependendo de quem ganhar a batalha hoje..pode afetar o futuro da nossa matilha.-Contou ao se desprender do corpo do irmão, se virando para a mãe que caminha mais frente lado ao pai.-Mas não fale nada....ela ficou na defensiva quando questionei.

O mais velho acena, apertando os olhos ao ver a alfa de pele branca e cabelos castanho caminhar na sua direção sorridente. Sorri de volta, abraçando o sentimento de saudade que existe dentro de si deixando de lado a duvida exposta pela irmã, na ideia de confrontá-la mais tarde no conforto de sua casa. Ao seu lado, a loira vira para trás e sorri ao correr novamente atraindo sua atenção, o fazendo se virar e ver o ômega caminhando de vagar.

Os observa atentamente, vendo a beta dizer as mesmas coisas para o outros retirando o sorriso de seus lábios momentaneamente por alguns segundos, mas logo voltando ao adotar a mesma ideia que si. Ele caminha de vagar e pacientemente, deixando que a caçula de olhos azuis ande até os outros mais velhos afim de por o papo em dia. Parando ao lado do ômega ele acena para os pais que caminha, sorrindo para a alfa.

-O que acha que é?-Pergunta sem desviar os olhos, cruzando os braços ao tensionar os lábios.-O que acha que ela fez?

-Mamãe faz de tudo pela matilha.-Stiles conta, engolindo seco ao olhar para o irmão ao seu lado.-Mas ela nunca escondeu da gente, nem mesmo de Sonya. 

-Ficar na defensiva diz alguma coisa.-Sugere o mais novo dos gêmeos, juntando seus olhos com os do irmão.-Ela não quer que saibamos, mas por quê?

-Não é como se ela fosse nos colocar em perigo.-Afirma Stiles, virando novamente para frente onde a alfa aperta os olhos ao encara-los.-Finge que não sabe de nada. Não to com cabeça para ser líder hoje, ok?

-O que foi?-Questiona o irmão, se virando para o outro que apenas nega com a cabeça com um fino sorriso forçado nos lábios.-Sti, eu sinto muito.

-Tudo bem.

Ele diz ao se virar para frente, onde a alfa já está próxima o suficiente para que possa abraçar seus filhos de verdade. Esses que caminham até ela sorrindo orelha a orelha, demonstrando suas saudades nesses dois dias longes da matriarca. O alfa de olhos azuis que caminha ao lado dela sorri da mesma forma, abraçando o mais novo antes pois a alfa de olhos castanhos foi mais rápida, o pegando pelos ombros e o puxando com força. 

Nos braços da mãe, Stiles fecha os olhos a apertando com força. A dor e vazio dentro de si por não ter encontrado o alfa de olhos verdes, o faz perder o ar e as forças nas pernas. E somente os braços da mulher que lhe deu a vida são capazes de lhe manter de pé, deixando que a mesma sinta sua aflição e puxe para mais perto em proteção. Temendo que o mesmo sofra ainda mais, ele o envolve em um fina camada de calor que seu próprio corpo produz.

-Você não o achou?-Questiona a mulher, vendo o mesmo olhá-la confusa por saber de tal situação.-Sua irmã não sabe ficar de boca calada.

-Mas eu não contei a ela.-Ele afirma, virando seu rosto para o outro ômega que abaixa os olhos culpado.-Porra Thomas, qual a parte de "não conte a ninguém!!", você não entendeu?

-Ela ficava perguntando o tempo todo...na verdade, Sonya descobriu sozinha que você o tinha encontrado.-Ele rebate, colocando as mãos no bolso ao erguer a cabeça.-Não é como se um Stiles saltitante pela matilha fosse normal.

-O quê?!-Diz ofendido ao se afastar da mãe, apertando os olhos indignado com a fala de seu irmão.-Como assim minha felicidade é suspeita? Não sou um cara depressivo pelos cantos, Deuses.

-Bom, sua felicidade estava...muito grande, se assim podemos dizer.-Comentou o alfa de olhos azuis, apertando o gêmeo número dois em um meio abraço.-Stiles, para de reclamar sobre nossas observações de sua vida sexual. Somos a sua família, é direito nosso saber.

-Ah, claro.-Respondeu ao cruzar os braços apertando os olhos, vendo seu irmão se divertir com tal situação.-OK, se é direito da família saber a vida sexual alheia...Thomas?

-O quê?

Ele perguntou ao erguer seus olho, no exato momento que o casal de alfa e ômega passou ao seu lado. Sorrindo, a mulher lhe deu um leve aperto no ombro ao caminhar até seus filhos, mais a frente que conversam discretamente animados. O beta de olhos azuis observou o castanhos de leve, ganhando um leve rubro na face ao se lembrar da noite anterior. O ômega abaixou os olhos, erguendo sua mão para o ombro onde a marca lateja sutilmente, mostrando a felicidade do mais novo que o observa.

-Thomas Stilinsk!-Exclamou o alfa de olhos azuis, dando um forte tapa nas costas do filho que quase caiu para frente despreparado.-Finalmente. Já estava preocupado, Deuses.

-Preocupado com o quê?-Questiona o Tom, ajeitando seu casaco no corpo ao se equilibrar de pé outra vez, vendo seu pai sorri de orelha a orelha.-Não é como se eu fosse morrer ou algo do tipo.

-Ah, não. Não era com você a preocupação, era com Brett.-Disse a alfa, colocando um mecha de seu cabelo atrás da orelha.-Depois que vocês saíram, ele foi para a floresta...destruiu umas três árvores antes de voltar e fazer as malas. Mas não conseguiu sair, ficou parado na entrada da Matilha olhando a estrada calado.

-Melissa achou que ele fosse fazer algum estupidez.-Comentou o alfa, cruzando os braços ao se virar para a pequena mas grande família mais a frente.-Ela foi lá em casa, falamos mal de você Thomas. Foi muito feio.

-Pai! Deuses.-Expressou Thomas em um suspiro, procurando o olhar da mulher que lhe deu a vida. A achando mais atrás rindo da situação.-Ótimo! Essa família realmente é um puta suporte..

-Olha, não é só porque ficou com sua alma gêmea que pode me desrespeitar essa família! Olha a boca.-Repreendeu o alfa de olhos azuis, se virando para o ômega que abriu os lábios mas nada disse.-Escute filho, você fez bem. Você aceitou seus sentimentos, e por mais que eu não entenda a razão de negá-los, vocês fez Brett feliz. Isso é muito maravilhoso.

-É.

Ele responde olhando nos olhos do pai, levando sua mente ao momento que ficou nas quatro paredes com o beta dentro de si. A sensação de completude, o desejo sendo saciado como um fome que nunca imaginou ter. A corrente elétrica percorrendo sua pele todas as vezes que o mais novo lhe tocava..o prazer que foi capaz de sentir com apenas um homem. Ele levanta seus olhos, observando o loiro gargalhar ao abraçar seu pai, demonstrando toda a sua felicidade em contar as novidades. 

-Espero não ter feito a coisa errada.-Ele diz em tom baixo, virando seu corpo para onde sua cópia gargalha abertamente com sua mãe.-Espero mesmo.

 

[............na Batalha Final...............]

 

A alfa de pele morena se senta, abaixando seus olhos para o centro da arena onde as portas se abrem. O suspiro é grande, a maior parte das pessoas sentadas ali nunca assistiram uma batalha, apenas ouviram as histórias contadas pelos mais velho ao redor da fogueira. Estar presente, sentir o cheiro de ansiedade e nervosismo, ouvir os gemidos de excitação e tremer ao tempo que eles adentram a arena é como estar nas nuvens com os Deuses. Algo irreal e nada comum.

Com os olhos atentos e nervosos da beta correr pera as duas portas, se inclinando de leve para frente na ideia de ver melhor o derramamento de sangue. Com a garrafa d'água nas mãos aberta, ela apoia a mão sobre o ombro do irmão mais velho a sua frente, erguendo seu corpo para cima ao ver os pés do alfa para fora da porta ela solta uma gargalhada de excitação. Um pouco mais -, ela pensa esticando seu corpo para frente um pouco mais e virando a garrafa sobre o corpo do ômega.

-Porra Sonya!-Ele diz, a empurrando para trás novamente, jogando a água para o chão que molha sua blusa e calças.-Deuses. Stiles, me entrega a mochila.

Ele pede, torcendo sua blusa para que toda a água saia do tecido, xingando mentalmente sua irmã mais nova atrás de si. Ele levanta seus olhos, ao ouvir os nomes do alfas no campo da arena lá em baixo, observando a pintura em seus corpos com curiosidade, mas a umidade escorrendo por suas pernas o faz revirar os olhos de raiva. Virando a face para o irmão ao seu lado, esperando que o mesmo pegue a mochila em seus pés..mas o ômega sequer piscar.

-Stiles?

-É ele.-Fala em tom baixo, ainda olhando para os dois corpos no campo de batalha se preparando para lutar.-Thomas, é ele. 

-Quem?-Perguntou confuso, virando sua face para o campo onde os alfas dão pequenos passos em círculos estudando os movimentos do outro.-Os alfas? Da Matilha Hale?

-Sim.-Responde em um suspiro contido, piscando rapidamente antes de se virar para o ômega confuso.-O que representa Poseidon. Derek..é ele!!

-Deuses Stiles, não pode ser.-Exclamou ao virar outra vez para o campo, onde esse mesmo alfa desvia do ataque que o outro lhe difere.-Stiles..ele não pode ser sua..

-Eu sei que é!-Ele afirma irritado, virando novamente para o campo, ao observar o mesmo rosnando irritado para o outro alfa.-É ele, Thomas, minha alma gêmea.

-Merda.

Expressa o castanho, virando seu corpo para o campo outra vez ao observar a luta. Com as mãos molhadas, ele toca sua testa gelada ao tempo que um trovão ressoa no céu, tremendo as nuvens cinzas. Percebendo que cedo ou tarde a tempestade cairá sobre suas cabeças, Thomas respira fundo deixando de lado a preocupação de suas roupas molhadas, olhando para o jovem seu lado. Esse que solta leves suspiros de excitação ao ver o alfa lá em baixo lutar, observando seus músculos e pele pintada em tons de azul. 

Na arena, os alfas de olhos verdes rosnam um para o outro. Um com o corpo pintado de azul, o mar em uma tempestade onde um solitário cavalo grita por ajuda. Outro com o corpo pintado de vermelho, onde no fundo de uma caverna escura o Cérbero rosna contra um intruso. Eles se olham fundo nos olhos, deixando que a ira dentro de si tome conta de seus corpos de um vez para que o lobo desperte na sede por poder. 

Mas um deles é incapaz, representando Hades, ele hesita em dar o próximo passo para acertar com o bastou no rosto do mais novo. Temendo ao extremo pelo outro, ele apenas luta na defensiva sem o desejo de machucar o outro alfa que rosta contra si. Respirando fundo, ele ergue a cabeça para cima procurando outra vez pelo cheiro da beta, mas apenas vê sua mãe sentada na cadeira, com os olhos arregalados de confusão e ira.

Ao abaixar os olhos, seus corpo não tem tempo de defender o ataque do outro contra si. Com a ponta do bastão direcionada a sua garganta, ele faz o alfa de vermelho cair de costas no chão, onde sem dar tempo para um contra ataque, Derek o atinge na costela de cima. Afundando a madeira nas costelas do outro, ele rosna para o mesmo em ira mostrando seu real proposito aqui estar tarde, chutando seu abdômen em seguida. Clark geme alto, deixando que a dor faça suas cordas vocais tremerem alto demais.

De pé, o moreno em azul olha para baixo ao tempo que rosna forte, observando o mais velho se curvar em receio. Ele da pequenos paços para trás, dando as costas para o mesmo que agoniza no chão em dor, olhando para os próprios pés descalços. Um sensação, com um alerta lhe diz para erguer a cabeça e procurar por algo, mas ele nega com a cabeça e se vira para o irmão, vendo o mesmo se levantar com dificuldade. Derek levanta os olhos, apertando a madeira em sua mão ao tempo que o outro anda para frente.

-Você vai lutar!-Ele berra, fazendo a multidão cessar os comentários.-Você lutar, berrar e continuar de pé! Tá me ouvindo?

-Derek..-O outro chama, fechando os olhos pela onde de dor em sua costela.-Por quê?!

-VOCÊ O MATOU!!-Ele grita, ao transformar de leve seu face deixando que o dentes se tornem afiados junto com as garras.-Você o matou..então eu vou matá-lo, Clark. 

O alfa geme ao comprimir sua mão na costela, sentindo as intensas pontadas de dor que lhe percorrem o corpo. Derek rosna, ao correr em direção ao seu corpo, lhe acertando com o bastão no abdômen, fazendo Clark perder o ar ao se impulsionar para frente pelo impacto. Caindo de joelhos, ele solta o bastão na arena e procurar por ar desesperado. Atrás de si, o alfa bate com a madeira em sua coluna lhe fazendo cair de bruços no chão.

O moreno em azul rosna outra vez em desprezo, caminhando em volta do corpo mole de Clark. Ele sabe, o outro está se segurando, esta hesitando e escolhendo a derrota antes da real luta, isso o deixa furioso. Derek joga o bastão longe, virando o corpo do irmão para cima afim de ver o olhos verdes que sempre admirou, mas que agora são apenas os olhos de um assassino sem motivo. O  mais novo leva seu punho fechado de encontro o a face do outro, jogando a cabeça do mesmo para a esquerda.

Ele cospe sengue, voltando a posição inicial onde o alfa mais novo lhe soca outra vez, levando seu rosto para a direita dessa vez, onde ele sente outra forte dor no maxilar. Dessa Derek lhe acerta no olho, o fazendo se fechar e dor e o deixando incapaz de ver com clareza, mas ao voltar a olhá-los nos olhos..sente as lágrimas pingando em seu rosto. Derek está chorando de raiva, com os lábios tensionados e as sobrancelhas franzidas, ele chora ao tempo que lhe soca.

-Derek...-Tenta dizer, respirando com dificuldade e deixando que o sangue escorra por sua boca.-Eu..

-CALA A BOCA!!!-Ele grita ao levantar seu corpo, batendo os pés em fúria no chão, ele procura pelo bastão que jogou longe. -Você não vai se explicar.....não agora.

-Eu...-Ele tentou dizer, mas a dor em sua garganta o fez se calar. Seus olhos se ergueram para cima, onde pode ver a alfa morena o encarando ao tempo que respira fundo.

-O quê?-Derek pergunta, ao voltar para perto do corpo caído do alfa em vermelho, respirando fundo de fúria pelo outro.-Você o que, Clark?

Esse que não respondeu, fechando os olhos em cansaço. Em um pequeno e rápido lapso de memoria, a risada da beta se fez presente em seus ouvidos e ele sorriu em tranquilidade, se perguntando porque não a beijou quando saiu do bar. Porque não a puxou pelos braços, retirando as mechas de seu cabelo preto da frente e deslisando seu dedo pela pele morena da mesma, juntou seus lábios com os dela. Por que não se deu esse pequeno é último desejo antes da morte? Ele não sabia, mas se arrepende amargamente por isso.

O alfa volta, parando ao lado de seu corpo respirando fundo impetuoso. Em sua mente, a luta seria mortal onde ele realmente veria o monstro que seu irmão se tornou, após matar o ômega em segredo, mas o mostraria que a dor em seu coração e desejo de vingança seriam maiores. Mas aqui, vendo o mais velho caído no chão, demonstrando um sentimento de desistência antes mesmo de lutar, ele se sente decepcionado.

Ele joga um bastão no chão, perto ao corpo do alfa e lhe da as costas outra vez. Olhando para o chão de terra, ele respira fundo ao sentir seu lobo agitado. O desejo de vingança deixar o lobo nervoso, ele sabia disso pois sua pele formigava por algo além de estúpidos socos trocados. Seus punhos coçam por mais do que a face do alfa em vermelho, desejando que o mesmo mostre o animal dentro de si para que ele seja capaz de tirar sua vida aqui na arena.

Derek se vira novamente, vendo o moreno pintado de vermelho virar seu corpo para o lado, apoiando seu peso no bastão de madeira para se levantar. Ele ergue sua cabeça, vendo a mulher que lhe deu a vida abrir os lábios nervosa, desviando os olhos para o lado onde a líder de outra alcateia esta. Ele vira seus olhos, mas antes de poder focar em alguma coisa algo lhe atinge no abdômen com força o fazendo cair de costas no chão.

A dor o atinge em cheio, o fazendo fechar os olhos e procurar por ar afim de amenizar a dor que o preenche neste instante. Ao seu lado, rolando o corpo para ficar cabeça para cima, o gêmeo número um respira fundo forçando seu olho ruim a ficar aberto. Sem dar um tempo certo para o mais novo entende a situação, ela fechar sua mão na costela do pintado em azul ao seu lado, produzindo no mesmo outro grito de dor.

-Ok Derek.-Ele fala, levantando seu corpo do chão e respirando fundo ao ignorar a dor em suas costelas.-Vamos lutar.

 



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