História You are my light - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fairy Tail
Tags Drama, Nalu, Romance
Visualizações 255
Palavras 2.443
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Me perdoem a demora para postar, está tudo complicado aqui. Me desculpem. Boa leitura.

Capítulo 9 - Nove


Capítulo Nove — Esperança

 

Gray • 

 

— Hey, acorda. — Falei bocejando enquanto eu pressionava o meu pé contra as costas de Natsu que estava deitado, dormindo.

Não obtive respostas. Suspirei e comecei a pisar em suas costas para poder acorda-lo mas a única coisa que eu consegui foi fazer ele virar de costas para mim. Senti a minha veia da testa pulsar e então, olhei para o relógio de pulso que eu tinha: 06:15.  Já faziam quinze minutos que eu tentava acordar o Natsu. 

— Esse dai nem a morte acorda. — Falou o Happy ao meu lado. — Até porque a morte não acorda. Natsu, acorda. Eu quero peixe! 

Happy desistiu de balançar ele também e então, subiu em cima de seu irmão e começou a pular em cima dele. Natsu se mexeu novamente, fazendo o Happy se desequilibrar e ir ao encontro do chão. Segurei o pequeno antes de ele bater contra o chão. 

— Obrigado Gray. — Falou ele suspirando. — Natsu idiota! 

Ele gritou e assim deixou o quarto. Tenho pena do Happy por ser irmão do Natsu. Até o Happy é mais responsável que ele! Bom, vou deixar ele ai.

Fui em direção ao meu quarda-roupa e comecei a pegar as roupas que eu iria vestir hoje para ira escola. Joguei elas na minha cama — que ficava ao lado da do Natsu — e fechei o guarda-roupa. Antes que eu pudesse me virar escutei um grito vindo atrás de mim. O Natsu havia acordado. 

Me virei e vi o Natsu olhando para ele mesmo, todo molhado. O Happy tinha um balde pequeno nas mãos e as suas bochechas estavam coradas e infladas. Tudo indicava que o Happy estava com raiva. 

—Mas que diabos...? Por que você fez isso?! — Gritou o Natsu. 

— Por que você me derrubou? — Happy gritou de volta. 

— Eu não te derrubei! — Defendeu-se. 

Vi o Happy ficar ainda mais púrpura com essa última frase do Natsu e então, ele jogou o pequeno balde que tinha em mãos no Natsu, atingindo a sua cabeça. Happy saiu batendo os pés do quarto. Eu olhava toda aquela cena com um pequeno sorriso nos lábios. 

O Natsu não era irmão da mesma mãe do Happy. Eles eram irmãos apenas por parte de pai. Sorri satisfeito com a ação do Happy, ele não é meu irmão mas isso não me impede de me orgulhar dele. Natsu se levantou resmungando algumas coisas que eu não consegui ouvir enquanto massageada a sua cabeça.

Tomei meu banho e em seguida Natsu fez o mesmo. Happy  por incrível que pareça, também já estava pronto para ir a escola. Ele já tinha posto seu uniforme, sua roupa estava impecável. Como uma criança tão nova assim consegue se cuidar sozinha? Bom, pelo menos na parte de seu corpo. Ele me esperou para poder colocar o seu café já que o seu irmão não sabia fritar um simples ovo. 

Fiz o café da manhã do Happy, composto por dois ovos fritos, bacon e um copo de leite quente. Ao sentir o cheiro da comida do Happy, meu estômago fez um barulho extremamente alto, fazendo o Happy olhar em minha direção com um sorriso. Sorri de volta. Apesar de minha barriga fazer todo esse espetáculo, eu sinto enjôos se for comer de manhã. 

Vi o Natsu aparecer na cozinha bocejando e com seu cabelo nais bagunçado que o normal, indicando que hoje ele nem tentou deixa-lo um pouco mais calmo. Esperamos o Happy terminar de comer para leva-lo a sua escola. Fazendo tal coisa, peguei o meu material e sai de casa junto ao Natsu. 

Levamos Happy até a sua escola que ficava um pouco depois de minha escola. Me despedi do Happy com um abraço e com o Natsu ele apenas o olhou feio e entrou na escola. Gargalhei. Quando eu e o Natsu iriamos ir embora eu vi duas garotinhas próxima ao Natsu e uma delas estava segurando a camisa do Natsu. Elas estavam coradas. 

— Nos desculpe senhor, mas... Eu e a Mei-chan, queríamos saber se vocês são... São... 

As bochechas das garotas estavam ficando cada vez mais coradas. Elas estavam pensando isso mesmo? 

— Se somos um casal gay? — Perguntei cruzando os braços e olhando curioso para elas. 

Elas olharam em minha direção e concordaram com a cabeça. 

— É que já faz um tempo que eu e a Yuu-chan vemos vocês dois trazendo aquele garoto de cabelo azul, vocês sempre trazem eles juntos e nós ficamos curiosas... — A "Mei-chan" falou enquanto segurava a mão de sua amiga. — Queríamos saber se vocês são um casal e adotaram aquele garoto.

Eu ainda não acreditava no que estava ouvindo. Olhei na direção do Natsu e ele estava com um olhar incrédulo, estava pensando o mesmo que eu. Eu e o Natsu não fazíamos coisas que fizessem os outros pensar que nós somos gays, apenas trazemos e buscamos o Happy como dois amigos normais. Bom, no final, criança são apenas criaturinhas curiosas. 

— Nós não somos gays. — Falei e em seguida mordi o meu lábio para segurar um sorriso. 

— Ah, entendi. Nos desculpe pelo incômodo. 

Eassim, elas saíram de perto de nós  sorrindo e conversando. Olhei para o Natsu e ele olhava aquelas garotas como se ainda não acreditasse. Sai andando na direção da escola puxando o Natsu pela camisa. 

Chegando na escola nos sentamos em nossos lugares e não demorou muito para a Lucy chegar junto ao seu irmão. A Lucy estava com o seu sorriso no rosto de sempre enquanto conversava com o seu irmão. Vi Sting lançar uma olhar sobre nós após ajudar a Lucy a se sentar. 

—Hey, por que acha que ele tem tanta raiva de nós? — Escutei o Natsu perguntar. 

Antes que eu pudesse responder a sua pergunta escutei o Sting chamar o Natsu. Natsu olhou para mim e em seguida para o Sting, ele estava confuso. Eu sabia exatamente o que ele estava pensando. 

"O que eu fiz?" 

Abri um pequeno sorriso. É Natsu, foi bom te conhecer. Assim que ambos saíram da sala uma garota se aproximou de Lucy. Ela era albina. Lucy olhou em sua direção e ela tinha um sorriso diabólico no rosto. 

— Lucy, você viu como o céu está lindo hoje? — Escutei ela perguntar. 

Eu não conheço a Lucy muito bem, convivi com ela a pouco tempo, mas o suficiente para me sentir extremamente irritado com aquela brincadeira idiota da albina. Pode crer, se ela fosse um homem eu já teria dado um soco na cara dela. 

Ela ignorou a albina ao seu lado e voltou a olhar para frente. A albina fez uma cara de raiva e levou a sua mão até o rosto de Lucy e pressionou fortemente a sua bochecha, fazendo Lucy formar um bico de peixe mal feito em seus lábios. A albina virou o rosto de Lucy bruscamente para o lado, fazendo elas ficarem cara a cara. 

— Eu te fiz uma pergunta, sua verme. — Disse a albina friamente.

Me levantei e fui em direção a elas duas. Chegando perto o suficiente, segurei o pulso da albina e ela finalmente pareceu me notar. Ela soltou o rosto da Lucy e Lucy levou as mãos até a sua bochecha e massageou o local. 

— Acho que você deveria dar o fora daqui, não? — Falei num tom ainda mais frio que ela usou agora pouco. 

Ela puxou o seu braço e saiu andando em direção a um grupo de garotas. Olhei para a Lucy e ela estava cabisbaixa, seu olhar não expressava absoluamente nada. Toquei em seu ombro e ele deu um pequeno pulo na cadeira.

— Obrigada, Gray. — Disse ela abrindo um pequeno sorriso. 

— Não precisa agradecer. E então, como está se sentindo hoje? — Perguntei me sentando na sua carteira. 

— Sinceramente, estou sentindo uma dor de cabeça. Para ser exata, atrás do olhos. — Falou ela pressionando levemente os dedos em cima de seus olhos. O sorriso já não existia em seus lábio.

— Já falou isso ao Sting? — Perguntei. É claro que ele já sabia. 

— Na verdade não. Eu estava apenas sentindo um leve incômodo de manhã cedo mas agora esse incômodo virou dor. Eu decidi não contar porque o Sting já se preocupada de mais comigo. Não quero dar mais un motivo. Não há com que se preocupar. — Ela olhou em minha direção e sorriu de novo. 

Ela continuou sorrindo por alguns segundos, mas havia algo diferente em seu sorriso. Ela não queria sorrir. Eu tenho quase certeza que essa dor está mais forte do que ela está descrevendo. Me levantei da carteira, eu iria contar ao Sting. 

— Gray, não faça isso. É apenas uma dor passageira. Não há com que se preocupar. — Disse ela abaixando a cabeça e começando a arranhar a sua carteira com a unha. — Eu já estou dando trabalho suficiente para o Sting. 

Fui para a sua frente e pus ambas as mãos em cima do ombro dela. Vi ela se assustar com a ação. 

— Lucy, ele é seu irmão! Se você não estiver se sentindo bem, diga a ele! Tenho certeza que ele não se importa de cuidar de você porque ele te ama! Então, se está sentindo algo, informe a ele!  

Apertei os seus ombros, mas sem machuca-la. Vi sua expressão de surpresa se transformar em uma expressão de dor e preocupação. Ela mordeu o seu lábio inferior antes de se pronunciar. 

— Na verdade, está doendo muito. Está doendo mais que o normal. — Ela falava lentamente. 

— Oras, por que não disse ant-

— Ah! — Ela gritou fazendo toda a atenção da sala se voltar para ela. 

Lucy tinha as suas mãos sobre o seu rosto, em cima de seus olhos. Ela pressionava eles enquanto as lágrimas desciam descontroladamente. Lucy parou de gritar ao perder a consciência segundos após o começo de sua gritaria. Segurei-a antes que ela fosse ao encontro do chão.

Lucy suava e respirava como se tivesse acabado de correr quilômetros. A peguei em meus braços e segui em passos rápidos para fora da sala. Saindo, vi o Natsu e o Sting ae aproximarem rapidamente de mim. Sting estava desesperado e o Natsu bastante preocupado. 

— Lucy, acorde Lucy! O que aconteceu? Gray! — Sting gritava descontroladamente. 

— Sting, se acalme! — Gritei em voz alta. Sting fechou os olhos e respirou fundo. 

— O que... Aconteceu? — Ele parecia está fazendo bastante esforço para falar nesse tom calmo. 

— Ela se reclamou de uma dor nos olhos e apagou. — Resumi. 

Vi alguns professores chegarem perto e o diretor Makarov se aproximar junto a eles. Makarov ligou para uma ambulância porque de acordo com ele, a enfermaria da escola não ajudaria. 

Minutos depois a ambulância chegou e então eu coloquei a Lucy lá dentro. Um dos enfermeiros disse que não poderia ir mais de um acompanhante com a paciente e obviamente, o Sting a acompanhou. Observei o veículo partir rapidamente, fazendo que seu som fosse oculto pelo barulho dos carros e a distância que ia se afastando. 

Por favor Lucy, fique bem. 

 

• Sting • 

 

Eu segurava a mão da Lucy, entrelaçando os nossos dedos. Com a minha mão livre eu tirava alguns fios de sua franja que estavam molhados pelo suor de sua testa. Seu rosto expressava dor. Apertei a sua mão e senti ela apertar a minha de volta. Olhei em sua direção e ela tinha seus olhos entre abertos. 

— Sting... Me desculpe... — Apesar do barulho da ambulância eu pude escutar as suas palavras que saiam como sussurro. E então, ela perdeu a consciência novamente. 

Não era para eu ter a deixado sozinha, era para eu estar junto a ela quando isso acontecesse. 

Senti um nó se formar em minha garganta. Eu observava a Lucy ali deitada, a quanto tempo ela estava sofrendo? Eu como um idiota não percebi o quão ela estava sofrendo. Eu não consegui mais segurar os meus soluços, eu estava chorando. Eu não queria perder a minha irmã. Eu não queria sentir aquilo novamente quando perdi os meus pais. Eu não me importava com os enfermeiros que estavam ali me vendo chorar como uma criança assustada, eu só queria colocar todo aquele sentimento para fora.

Certa de dez minutos depois chegamos no hospital da cidade. Retiraram a Lucy rapidamente da ambulância e a levaram para dentro do hospital. A segui até quando um dos enfermeiros me pediu ara esperar do lado de fora da sala. 

Me sentei em um banco que havia ali e pus a mão em minha cabeça, sentindo os meus  fios loiros ficando baguncados. Não importava, eu só queria saber se a Lucy estava bem. 

Cerca de uma hora depois vi um médico se aproximar e assim me levantei rapidamente. Ele trazia notícias da Lucy. Seu rosto não expressava nada, talvez ele já fosse treinado para parecer calmo em situações ruins, ou ele era assim mesmo. Ele olhava alguns papéis que estavam em sua mão e depois sua atenção se voltou para mim. 

— Sting Heartfilia? — Perguntou ele. 

— Eu mesmo. — Falei rapidamente para ele parar de papo e ir direto ao assunto. 

— Bem, a Lucy Heartfilia sofreu um acidade a pouco tempo atrás e ela recebeu uma pancada muito forte em sua cabeça, fazendo com que perdesse a visão dos dois olhos, certo? — Perguntou ele olhando aqueles papéis novamente. 

— Sim. 

—  A senhorita vem se queixando de dores de cabeça recentemente? — Perguntou ele me olhando. 

— Não. 

Vi ele anotar algo nas folhas em que carregava 

— De acordo com os exames que fizemos a senhorita desmaiou por sentir uma dor muito forte atrás dos olhos. Acreditamos que ela já vinha sentindo essa dor a algumas horas. — Disse ele olhando novamente para as folhas em sua mão. — E com o exame que fizemos e com a avaliação de um oftamologista profissional, vimos que o que foi danificado, ou seja, que levou a cegueira da senhorita, foi uma lesão em sua córnea.

— E então...? — Perguntei, dando permissão para que prosseguir. 

—  O nosso oftamologista disse que a lesão foi na sua parte externa da córnea. — Eu ainda não entendia onde ele queria chegar com aquele assunto todo. 

— Eu não entendo onde você quer chegar. — Falei, sincero. 

— Senhor, o que o médico disse em relação a visão de sua irmã? — Perguntou o médico cruzando os braços. 

— Disse que a chance de ela voltar a enxergar são mínimas. Menos de cinco porcento se me recordo bem. — Falei me esforçando para lembrar-me das palavras do médico. 

— Tsc... Esses médicos, acham que sabem de tudo. — Falou o homem a minha frente. —  Meu jovem, eu sou oftalmologista e eu lhe digo uma coisa: a sua irmã tem chances de voltar a enxergar. Claro, será uma cirurgia dolorosa para ela, um transplante de córnea, não é algo fácil. — Dizia ele. Eu não acredito. 

— Desculpe... Poderia repetir? — Falei sentindo as minhas mais tremerem. 

— A senhorita Heartfilia tem chances de voltar a enxergar. 


Notas Finais


*POSTEI E SAI CORRENDO*
Então, o que acharam? Um capítulo tenso mas com uma gotinha de esperança de tudo melhorar no final. O que me dizem? Comentem, prometo responder todos assim que puder.


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