História You Are My Person - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Clichê, Ensino Medio, Pchris, Skam
Visualizações 5
Palavras 1.210
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Hoping someone still there :)

Capítulo 3 - Visita



Não demorou muito pra ouvir a buzina na porta da frente. Me apressei com a mochila nas costas pra sair de casa antes que Christoffer descesse do carro. Tentaria convence-lo a ir a biblioteca ou qualquer outro lugar, pra evitar o clima esquisito e tia Hellen nos vigiando de perto. Tia Hellen sempre teve uma aversão a ideia de eu ter amigos. Sempre que eu falava que tinha feito algum colega de sala novo ela dava um jeito de me trocar de sala, certa vez até de colégio. Ela me pede pra não falar com ninguém e nunca dar qualquer informação sobre minha vida. Ela dizia que fazia isso pra nossa segurança, que o mundo é muito perigoso e que quanto menos soubessem sobre nossa vida mais protegidas estaríamos. Por causa desse medo excessivo, eu não tinha nenhum amigo de verdade desde os oito anos, não falava com ninguém mais do que o estritamente necessário e nunca tinha levado ninguém na minha casa.
Desci correndo as escadas e quase me atirei na porta, mas quando abri, Christoffer já estava de pé na entrada, com uns cadernos na mão.
- Olá, stalker. Pronta pro maior desafio da sua vida? - Christoffer passou por mim e entrou na casa.
- Vamos começar? - ele se sentou no sofá e começou a folhear o caderno.
- Na verdade - falei ainda de pé, com a porta aberta atrás de mim - acho que aqui não é um bom lugar pra estudar.
- Vai me levar pro seu quarto? - ele me atirou um falso olhar sedutor.
- Você acha que sou assim tão fácil? - brinquei - Só acho que poderíamos ir a biblioteca.
- Sem essa! Eu já vim até aqui - ele levantou, fechou a porta atrás de mim e me empurrou até o sofá - Agora senta aqui e me ilumine com seu conhecimento.
Comecei corrigindo as questões que ele já tinha feito, e a maioria estava completamente erradas. Peguei minhas anotações de pedi que ele as lesse enquanto eu elaborava algumas questões. Tia Hellen passou por nós em direção ao seu escritório, que ficava em frente a sala. Christoffer a cumprimentou e ela respondeu com um leve aceno de cabeça. O escritório de tia Hellen era bastante espaçoso, com várias estantes cheias de livros e uma grande mesa de mogno branco de frente pra porta larga de vidro, de onde ela conseguia ver quase todo o andar de baixo da casa. Ela entro no escritório e fechou a porta, me dando uma pontinha de esperança de que ela não ia me vigiar o tempo todo em que Christoffer estivesse aqui. Mas logo depois ela abriu as persianas por trás da porta e sentou.
Descido ignorar tia Hellen e dar de ombros sempre que Christoffer perguntava se ela ia ficar nos vigiando o dia todo. Uma hora depois, já tínhamos revisado o assunto todo e Christoffer estava respondendo as questões da atividade. Quando respondeu a penúltima questão, ele me passou o caderno e, mais uma vez, a resposta estava correta.
- Parabéns, Christoffer! Acho que não tenho mais nada pra te ensinar.
- Eu não sou tão ruim em cálculo, mas aquele professor faz tudo ficar mais complicado.
- Toma - devolvo o caderno pra ele - só mais uma e você ta livre.
- Preciso de uma pausa. Meu cérebro brilhante tem que respirar - ele ficou de pé rapidamente.
- Mas só falta uma Christoffer.
- Você pode parar de me chamar de Christoffer? Soa muito formal.
- E como devo te chamar?
- Chris, todo mundo me chama de Chris.
- Ta legal, Chris. Vamos terminar?
- Na verdade, eu posso usar seu banheiro?
- Claro - levantei e mostrei a ele onde ficava.
Em todo momento, parecia que tia Hellen acompanhava cada movimento nosso. Quando eu e Chris nos afastamos um pouco da visão dela, ela se levantou e se aproximou da porta de vidro, voltando a mesa quando eu voltei a sala para esperar. 
- Então - Chris falou, quando voltou a sala - sua tia é sempre assim?
- Assim como?
- Vigilante e superprotetora?
- Acho que sim
- Com todo mundo que vem na sua casa?
- Eu não recebo muitas visitas - ele era a primeira, mas não tinha porque comentar isso.
- É coisa de "mãe". Seus pais devem ser superprotetores também.
- Não. Eu não tenho pais.
- Ah, sinto muito - falei.
- Relaxa, não é nenhum drama - ele observava os porta-retratos espalhados pelas casa - eles morreram numa operação. Eram policiais. Houve um acidente de carro quando eles estavam perseguindo uma sequestradora. Foi a 5 anos.
- Como você se virou depois? Sabe como é, quem... que cuidou de você depois?
Eu não era nada curiosa, e também não era de perguntar muito, principalmente sobre coisas pessoais. Mas eu estava gostando de conversar com ele.
- Meu irmão, William. Ele é 10 anos mais velho que eu, super maduro e responsável... E seus pais, qual é o lance com eles?
- Eu não sei muito sobre eles - tentei buscar na memória as poucas coisas que tia Hellen havia me dito - minha mãe morreu no parto e meu pai se matou quando eu tinha 5 anos.
- Você lembra dele? - Chris agora me encarava intensamente, sentado no braço da poltrona.
Desviei o olhar dele no momento exato em que tia Hellen abriu a porta do escritório num rompante e em segundos estava ao nosso lado.
- Acho que você deveria ir embora, garoto - ela falou rudemente, com ar de autoridade - já está tarde e , pelo que estou vendo, vocês já terminaram os estudos.
- Só falta uma questão pra concluirmos, tia. Daqui a pouco ele vai embora - peguei o materiais novamente.
- Não! Ele vai agora.
Assim como eu, Chris também se assustou com o tom de voz de tua Hellen. Eu senti um arrepio na espinha, mas a expressão dele era intrigada e confusa. Tia Hellen, percebendo que tinha sido extremamente indelicado, tentou se retratar.
- Desculpe. É só que estou faminta e estava pensando em jantar fora - falou, num tom bem mais suave - mas o restaurante que eu gosto fecha cedo aos sábados, então temos que sair logo, querida - ela tocou de leve meu ombro.
- Ah... um, tudo bem - respondi, sem graça. Depois desse clima eu realmente queria que Chris fosse em bora.
- Ótimo. Vou me trocar e saímos - ela sorriu pra mim - Adeus, garoto - ela se dirigiu a Chris, sem olhar pra ele.
Depois que tia Hellen subiu, eu não consegui falar nada e Chris começou a juntar suas coisas.
- Adorei sua tia. Super simpática, ela.
- Foi mal - eu já tava querendo um buraco pra  enfiar minha cara.
- Relaxa.
- Então, paguei minha dívida - falei, abrindo a porta.
- Na verdade, não - seu tom de voz era sério, mas a expressão era divertida.
- Claro que paguei. Um favor por outro.
- Eu me arrisquei levado uma desconhecida de carro pra outra cidade. Você só me ajudou com um exercício. Isso não paga nem a gasolina.
- Mas...
- Até segunda, Bella.



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