História You are my psychopath - Capítulo 28


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bangtan, Hopekook, Mistério, Perigo, Psicopata, Taejin, Vmon, Yoonmin
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Palavras 3.313
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Festa, Lemon, LGBT, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Então... quase me atrasei, mas até que consegui terminar no prazo kkkkkk
Eu tenho uma surpresa pra vocês, mas eu vou dizer nas notas finais, só. Então leiam as notas finais.
E eu ainda não betei, então perdoem alguns erros, ok? Ok.
Boa leitura!

Capítulo 28 - Ele é cheio de truques


Fanfic / Fanfiction You are my psychopath - Capítulo 28 - Ele é cheio de truques

Eu nunca desci tão rápido de um carro em toda a minha vida. Mas eu não tinha parado para pensar em um detalhe. Eu já havia liberado a passagem do Namjoon como se fosse eu. Agora como eu conseguiria entrar? Merda! Quando eu acho que não pode piorar.

Respirei fundo. Não podia ser tão difícil assim. Paguei o motorista e desci do carro. Eu não queria perder meu tempo com enrolações. Para a minha sorte, naquele momento liberaram a saída de algum morador em um automóvel. Então, não perdi tempo e saí correndo, me infiltrando.

O segurança estava tão distraído que não me viu entrar. Mas obviamente um outro viu a minha façanha, e veio em minha direção. Ele me segurou, e como eu estava algemado, não foi difícil me parar. Eu estava sem paciência para aquele tipo de situação.

-Eu sou da polícia de Seul. Pode olhar meu distintivo na minha carteira. – Me lembrei daquele fato em uma ótima hora, claramente. – E meus parceiros virão, daqui a pouco. – Eu não tinha certeza daquilo, mas precisava escapar daquela situação o mais rápido possível.

Ele conferiu, e viu que eu realmente trabalhava na polícia. Se desculpou, e ainda me ajudou a me livrar das algemas, com o velho truque do clipe de papel. Vale ressaltar que ele era muito bom naquilo. Quando finalmente me vi livre, o agradeci e saí correndo em direção aos elevadores.

Chamei o elevador. Para mim, cada segundo de espera era agonizante. Cada segundo podia custar uma vida. Quando ele chegou, entrei nele rapidamente e disquei o número do andar de meu pai. Há quanto tempo eu não ia ali. Era o lugar de minha infância, e onde fui feliz por muitos anos. Onde vivi uma mentira por muitos anos.

Balancei a cabeça. Não era hora de pensar naquilo. Eu pensaria nisso depois, quando estivesse mais calmo. Naquele momento, meu foco deveria ser salvar a vida do homem que me criou. Assim que o elevador chegou, eu corri, tomando o cuidado para fazer o mínimo ruído possível. Assim que cheguei na frente da porta, prendi a respiração. Meu coração batia acelerado como nunca antes.

Eu não escutava nada. Então, abri uma fresta da porta. Ela estava destrancada. Menos mal. Através dela pude ver meu pai. Ele apontava uma arma. Eu nem sabia que meu pai tinha uma arma. Tinha tantas coisas que eu não sabia sobre ele. Ninguém dizia nada. Ele olhava fixamente para algo a sua frente. Deduzi que fosse o Namjoon. Pensei em intervir naquele momento, mas temi que se eu falasse algo, atrapalharia meu pai. Então eu aguardei, por ora.

-Você podia ao menos admitir que você foi um filho da puta pelo menos uma vez na vida. – Ouvi a voz de Namjoon soar, ríspida.

-Vai embora antes que se dê mal, Nam. – Ouvir meu pai chama-lo de forma tão íntima me deixou tonto, por um momento.

-Não me chama assim. – Namjoon nem tentava conter sua irritação e ódio. – Você acabou com a minha vida. Pelo menos peça desculpas e eu te mato mais rápido.

Eu finalmente reparei que a arma que meu pai segurava não era dele. Ele tinha pego a arma do Namjoon. Como? Não faço ideia. Aparentemente ele tinha muitos truques na manga. Quantas faces suas eu não conhecia?

-Você não vai fazer nada. – A voz de meu pai ficou cheia de uma autoconfiança estranha. – Eu sei me defender bem. Já você... ainda é aquela criança assustada e chorona.

De repente eu sinto algo ser apertado contra minhas costelas. Uma faca. Nem precisei me virar para ver quem era. Óbvio que ele ia acordar, e era mais óbvio ainda que ele conseguiria entrar. Ótimo. Eu já nem tinha problemas o suficiente para lidar.

-Se afaste da porta. – Ele mandou, sussurrando em meu ouvido. – Você não vai atrapalhar.

-Chega disso. – Meu pai disse.

E foi naquele momento que eu soube que ele ia matar o Namjoon. Sem mais, nem menos. Talvez ele não tivesse mudado nada, afinal. Antes que eu pudesse pensar em algo, dei um jeito de empurrar SeokJin, chuta-lo e abrir a porta. Os dois lá dentro me olharam, assustados e surpresos.

-Não, pai!! – Gritei, com lágrimas teimando em descer por meu rosto.

Aquele momento foi um dos mais confusos para mim. Emocionalmente, quero dizer. Porque tudo o que eu fiz foi virar o jogo a favor do Namjoon. Minha intenção era só parar meu pai, não ajudar o outro. Ele deu um chute na mão de meu pai que o fez derrubar a arma. Quando ele tentou reagir, Namjoon deu um soco bem em sua garganta, o fazendo perder o fôlego.

Quando vi o que eu tinha causado, tentei correr em sua direção, mas SeokJin me segurou e cravou a faca em meu braço esquerdo. Uivei de dor, mas a adrenalina me mantinha energético. Tentei me soltar de novo, mas ele cravou mais fundo ainda.

Eu podia sentir ele rasgando lentamente minha pele, e a dor por um momento nublou minha mente. Mas mesmo assim, eu estava mais preocupado com outra cena. Levantei o olhar, e vi que Namjoon estava atrás dele, segurando a arma e apontando para as costas de meu pai.

-Não Namjoon, por favor! – Supliquei, aos prantos, tanto por causa da dor, quanto por toda a situação horrível que acontecia.

Ele não olhou para mim, e respirou fundo. Meu pai ainda respirava com dificuldades. De repente os olhos do moreno brilharam com determinação. Como ele sempre faz quando acaba de tomar uma decisão complicada. Sem aviso, ele disparou.

Demorou um pouco até que eu processasse o que aconteceu. No prédio pudemos escutar os gritos assustados. O barulho foi estrondoso. Eu gritei, chorando ainda mais, e tentei me soltar. SeokJin tirou a faca de meu braço e a enfiou em minha perna direita, dessa vez. Gritei ainda mais alto. Eu nem sabia o que mais doía, a dor física ou emocional.

-Ele não vai morrer. – Ele disse, ainda sem me olhar. – Mas nunca mais vai poder andar. Se for socorrido a tempo, claro. – Sua voz era monótona.

Olhei para meu pai, agonizando no chão, com uma poça de sangue ao seu redor e me olhando. Em seu olhar eu pude ver seu medo. E foi só isso o que vi. Não encontrei arrependimento.

-Não tem problema. Mas por favor, não o mate. – Implorei.

Ele finalmente se virou para mim. Deixou meu pai jogado ao chão, e deu um passo na minha direção. Me encolhi, e tremia, tanto pela dor como pelo medo. Eu nunca me senti tão desamparado em toda a minha vida.

-Você cuidaria desse monstro? Dedicaria sua vida a ficar com ele, mesmo depois de tudo? – Ele parecia perplexo. Assenti descontroladamente.

-Sim, eu faço. – Eu precisava que ele desistisse daquilo.

Ele viu minha situação e fez um gesto para que SeokJin me soltasse. Caí ao chão. Minha perna e braço sangravam muito. Eu vi a pena em seus olhos. Pena que eu não queria que sentisse.

-Eu sinto muito, Tae. Você merece uma vida melhor que essa. Esse monstro não merece o seu amor. – Ele se virou em direção ao meu pai e apontou a arma em direção a sua cabeça, dessa vez.

Ouvimos um barulho de sirenes. Polícia. Namjoon olhou pela janela para confirmar. Eles precisavam fugir. Mas ele queria acabar com aquilo. Apontou de novo para meu pai.

-Abaixa a arma! – Ouvi a voz de Yoongi gritar, atrás de nós.

Ele apontava uma arma para Namjoon. O moreno precisou jogar a arma ao chão e levantar as mãos. SeokJin se afastou, também. Ousei pensar que tudo ia ficar bem, por um momento. Que grave erro.

Os reforços ainda não tinha chegado. Então, SeokJin sacou uma outra arma que tinha guardado dentro de seu paletó e atirou na cabeça de meu pai. Meu mundo parou de girar por um momento. Foi tudo muito rápido. Eu nem tive tempo de me despedir, ou de pensar.

Antes que eu pudesse ter qualquer outra reação, Yoongi e um outro policial que estavam ali se jogaram em cima de SeokJin. E esse foi o erro deles.

Namjoon saiu correndo porta afora, e os policiais estavam chegando pelas escadas, enquanto ele entrou direto no elevador. Ninguém conseguiu pará-lo. Mas eu não ia deixar assim. Não podia.

Nem olhei de novo para meu pai, ou desabaria. Saí correndo, e chamei outro elevador. Ele demorou um pouco mais, mas eu aguardei ansiosamente. Eu ainda estava estático, não sabia no que pensar, só sabia que tinha que pará-lo. Não podia deixa-lo sair impune.

Corri para dentro do elevador assim que ele chegou e disquei o botão do térreo. Ele parecia que descia em uma lentidão absurda. Temi que Namjoon já tivesse escapado. Assim que cheguei, saí correndo. O vi tentando entrar em um carro, em seu carro. Apesar de ter várias viaturas lá fora. Não identifiquei bem qual era sua intenção, e não esperei para descobrir.

Peguei a arma que estava em minha cintura e sem pensar, disparei em sua perna. Eu nem sabia que tinha uma mira boa, mas acertei a parte de trás de sua coxa. Pude escutar seu grito. Corri em sua direção. Mas antes que eu chegasse, uma viatura para ao nosso lado. Um policial desce do carro, e achei que fosse me ajudar. Mas ao invés disso, ele dá um murro forte em meu rosto, me fazendo cair.

Ele tinha gente infiltrada, claro que tinha. Enquanto eu estava caído, esse cara o colocou dentro do carro e fechou a porta. Namjoon tinha dor no olhar. Ele me olhou com uma tristeza que eu não compreendi, naquele momento.

Mas ele tinha algo para me dizer. Se aproximou do vidro na hora que o “policial” manobrava o carro e pude ler em seus lábios o momento em que ele disse “Me perdoa. Eu te...”

E desviei o olhar antes de ver ele pronunciar a última palavra. Lágrimas desciam como nunca por meu rosto. Não acreditei que ele teve coragem de fazer aquilo comigo. Me virei uma última vez para vê-lo, e também vi lágrimas em seu rosto, antes de ele sumir de meu campo de visão.

Eu estava devastado. Acabado. Não me importava com minha perna, braço ou com um possível hematoma em meu rosto. Eu estava acabado, mas por dentro. Vi Yoongi descer trazendo SeokJin, mas assim que me viu, correu em minha direção.

-Taehyung, você tá bem? – Ele analisou meus machucados, mas reparou que eu chorava muito. – Eu sinto muito, Tae.

Ele me abraçou, e eu não resisti. O apertei e chorei descontroladamente. Eu nunca mais seria eu mesmo. Eu sentia como se uma parte minha tivesse morrido. Namjoon me despedaçou. Eu nunca mais conseguiria viver da mesma forma.

...

Eu não comia há dias. Depois de chegar do hospital, Jungkook e Hoseok tentaram conversar comigo. Kook também estava de luto, claro. Mas eu nunca conseguiria dizer a ele o monstro que nosso pai foi. Não queria que a boa lembrança de nossa família fosse arrancada dele como aconteceu comigo.

Então eu só chorava. Pela dor da desilusão, pela morte que parecia me perseguir. Por eu nunca ter me sentido tão sozinho. E por Namjoon. Ele me fez enxergar o mundo de uma maneira diferente.

Eu me apaixonei por ele, e isso acabou comigo. E ele foi embora. Eu me sentia abandonado, mesmo que não quisesse. Sabia que nunca daria certo entre nós dois, de qualquer forma. Mas ele conseguiu o que queria, e eu só consegui decepção. De repente eu ouço a porta de meu quarto se abrir, e Jeon colocou apenas a cabeça para dentro.

-Taehyung... – Ele começou, mas não quis escutar.

-Vai embora, Kook. – Naquele momento eu realmente só queria ficar sozinho.

-Você tem visitas. – Anunciou, triste.

Levantei o olhar. Ele abriu mais a porta e pude ver o corpo baixinho à minha frente. Era o Yoongi, junto com o Jimin. Deixei que entrassem. Jimin trancou a porta. Claramente queria que tivéssemos privacidade. Ótimo. Eles queriam conversar. Eu não me sentia no clima.

-Eu sei que você quer ficar sozinho, mas nós viemos te ajudar. – Yoongi disse, me olhando.

-Você precisa continuar vivendo a sua vida, Taehyung. – Jimin completou.

-É muito legal da parte de vocês tentar me incentivar, mas eu sou um fracasso. Eu não sei o que fazer, mais. – Admiti, pela primeira vez na vida.

-Você não é um fracasso. – Jimin disse, se sentando na cama, ao meu lado. – Você é o melhor legista que nós poderíamos ter contratado. – Ele sorriu para mim.

-Você é muito inteligente, além de ser muito bondoso. Não perca isso, Tae. – Yoongi tentou me animar.

-Taehyung, só falta mais um semestre para você concluir a sua faculdade. Queremos que você faça oficialmente parte da nossa equipe, depois disso. Claro que até lá, você vai continuar conosco, desde já. – Jimin disse, me dando uma piscadinha.

-Trabalhando... na polícia? – Aquela ideia parecia animadora. Tive que sorrir um pouquinho.

-Sim. Eu fiquei sabendo de um assassino de adolescentes que está rondando por aí... – Yoongi fez uma cara de paisagem, e meu sorriso aumentou. – Será que você poderia nos ajudar?

Olhei para aqueles dois. Eles aguardavam ansiosamente a minha resposta. Eles eram mais que meus chefes e colegas de trabalho. Eram meus amigos. E eu nem precisei pensar muito antes de responder.

-Claro que vou. – Agora abri um sorriso verdadeiramente sincero. – Vejo vocês amanhã?

...

Eu estava nervoso. Logo eu receberia meu diploma. Eu finalmente ficaria livre daquela faculdade. Não sentiria uma gota de saudades, na verdade. E bom, quem eu queria na minha vida eu já tinha.

Jeon e Hoseok estavam em um relacionamento bem sério. A formatura do meu amigo e agora, cunhado, seria alguns dias depois da minha. Yoongi e Jimin finalmente resolveram se assumir, depois de Jimin ter ficado histérico no meio do escritório, um dia, e gritado “Para de ser tão chato e me beija!”. Yoongi o beijou para calar a boca dele, e eu só consegui rir da cena.

Bom, eu nunca mais tive notícias do Namjoon. Aparentemente, ele e o policial traidor sumiram sem deixar rastros. O que era muito bom para eles, pois eles estavam sendo muito caçados. De acordo com o que ouvi, SeokJin quase conseguiu escapar da prisão de segurança máxima umas duas vezes. Ele era muito manipulador, chegava a ser assustador.

E ali estava eu, com aquela beca maior que meu tamanho e com o chapéu. Pensando em tudo o que tinha me acontecido. Todos eles estavam ali para me ver. Meu pai não. Mas eu não me sentia mal por isso. Percebi que eu nunca mais o veria da mesma forma, e que uma hora ou outra eu acabaria me afastando.

Balancei a cabeça, não era hora para pensar nessas coisas. Eu estava nervoso. Logo anunciaram meu nome. Me levantei, com cuidado para não tropeçar. Peguei o canudo, e o segurei, com delicadeza. Eu tinha passado pelo inferno para chegar até ali. Eu iria dar valor àquele diploma.

Logo eles nos liberaram, e a festa começou. Eu estava em uma mesa com o Jimin, Yoongi, Jungkook e Hoseok. Eles estavam bebendo e se divertindo. Apesar de eu tentar me enturmar, estava mais fechado que o normal. Aquele era um dia de relembrar, e relembrar me deixava assim.

De repente, sinto meu celular vibrar. Estranhei. As únicas pessoas que poderiam me ligar estavam ali naquela mesa. Era um número desconhecido. Pedi licença aos meus amigos, e me retirei. Podia ser algo sério. Já com medo do que podia ser, atendi.

-Alô? – Chamei, receoso.

-Taehyung?

Aquela voz. Eu não pude evitar fechar os olhos aos escutá-la. Eu sentia falta dela, mesmo que não admitisse para ninguém. Meu coração se acelerou, e minha respiração também. Eu não podia falar com ele, não deveria.

-Eu também sinto a sua falta. – Por que ele estava me dizendo aquelas coisas?

-Namjoon... – Há quanto tempo eu não dizia aquele nome em voz alta. – Por que você me ligou? – Tentei soar ríspido. – Foi uma péssima ideia.

-Vocês não vão me encontrar através dessa ligação, se você resolver me entregar. E eu sei que dei motivos pra você querer fazer isso. – Ele suspirou. Esperei que continuasse. – Mas eu fiquei sabendo que hoje é a sua formatura.

-Como você...? – Ele me interrompeu.

-Isso não importa. Você sabe que eu consigo sempre o que eu quero. Menos você. – Eu percebi certa melancolia em sua voz. – Eu não posso falar por muito tempo, mas quero te dar um presente.

-Eu não quero nada seu. – Aquilo não era bem verdade, mas o meu orgulho estava falando por mim.

-Eu não perguntei. – Ele riu, e aquela risada aqueceu meu corpo. Eu me senti vivo de novo.

Por que eu me sentia daquele jeito ao estar com ele? Será possível que mesmo depois de toda a dor e inferno que passei eu ainda o amava? E pior: será que era recíproco? Eu estava em uma montanha russa de emoções.

-Vá até a entrada do local em que vocês estão. Um policial vai te entregar algo. E não se preocupe, ele não trabalha pra mim. – Eu pude sentir um sorriso em sua voz. – Espero que você goste do presente. Parabéns.

E ele desligou. Simples assim, sem me deixar dizer mais nada. Mas naquele momento eu estava curioso. Caminhei até a porta de entrada, e lá já tinha um policial me esperando. Me entregou uma caixa de papelão e saiu do local automaticamente, sem nem me olhar. Bom, eu já estava acostumado com coisas estranhas.

Nenhum cartão. Esperto. Quando abri a caixa, encontrei um travesseiro pequeno em formato de coração, na cor azul. Não tinha nada de tão especial, mas ele estava mais pesado que o normal. Conferindo se não tinha mais nada dentro da caixa, peguei a almofada e corri para dentro de um banheiro.

Lá, enfiei a mão dentro de um buraco feito na lateral, bem discreto. Tinha um celular ali dentro. Por que ele me daria um celular? Estava ligado, ainda por cima. Abri diretamente a galeria. Tinha uma imagem ali que me chamou a atenção. Com uma mensagem.

“Eu sei o quanto você se esforçou para chegar aonde chegou. E eu sei que atrapalhei a sua vida. Eu queria não me importar, mas eu me importo. E eu sei que você não liga para o fato desse celular ser caro e de alta tecnologia. Então pelo menos se importe com o conteúdo dele. Eu fiz uma playlist com as minhas músicas favoritas, e espero que você curta também. E também tem fotos suas. E minhas. É um presente, então eu espero que você não entregue para a polícia, já que além de não conseguirem achar nada, vai perder seu presente. A mensagem já está muito grande. Espero te ver logo.”

Tinha fotos que ele tirou de mim enquanto eu estava distraído. Em uma eu estava sorrindo para ele, mas não tinha percebido que ele tirava fotos. Algumas eram engraçadas. Eu ri, até ver a primeira foto dele. Eram selfies, algumas eram em lugares aleatórios, outras eram mais íntimas. Há quanto tempo eu não via aquele rosto?

Pensei em jogar aquele celular na privada e puxar a descarga, mas pensei em outra coisa. Ele disse que esperava me ver logo. O que exatamente ele quis dizer com aquilo? Nem a polícia o achava, como eu o acharia?

Então, do nada eu entendi o que ele quis dizer. Guardei o celular em meu bolso, bem escondido, e segurei com força o travesseiro. Tinha o seu cheiro.

-Taehyung, vamo embora! – Escutei Kook gritar, do lado de fora.

Saí de dentro do banheiro, com um sorriso no rosto. Yoongi percebeu, e foi o primeiro a notar a almofada.

-Onde conseguiu isso? – Ele apontou para o objeto.

-Presente de um admirador secreto. – Fiz minha melhor cara de inocente. Yoongi voltou a sorrir, claramente acreditando, e tirou sarro de mim.

É, bem que SeokJin disse que eu era um bom ator.


Notas Finais


Então, isso não ficou com cara de final, ficou? Então, a surpresa é que vai ter um epílogo. Alguns anos depois... sabe?
Sobre tudo o que aconteceu: Espero que vocês não queiram me matar.
Então, eu espero vocês no epílogo? Comentem o que estão achando. Até!!!


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