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História You are my reason - Capítulo 8


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Notas do Autor


Demrei um pouco, mas tá aí. Espero que gostem.

Capítulo 8 - 08


Magnus acordou e se deparou com Alec, que estava encarando ele e o mesmo nem tinha percebido que havia ficado uns minutos o observando e sorriu ao ver que Alexander tinha percebido e desviado o olhar no mesmo instante.

- Está melhor? –Perguntou ainda olhando para Alexander

- Sim, obrigado por ter ficado comigo. – Alec falou.

Eles ficaram por um tempo olhando um para o outro e sentiram o coração bater mais rápido e logo desviaram o olhar. Alec se levantou aos poucos da cama lembrando do pesadelo que teve noite passada e travou.

- O que foi? – Magnus perguntou.

- Nada não, está tudo bem. – Falou e depois foi para o banheiro pegando umas roupas e depois fechou a porta ligando o chuveiro.

Magnus ficou pensando sobre o que foi o pesadelo de Alec, ele nem tinha chegado a sua casa e vida e já se sentia como se ele tivesse que proteger Alec. Se levantou e sai do quarto indo para o seu próprio e tomou um banho e saiu logo em seguida indo à cozinha encontrando todos fazendo o café da manhã.

- Bom dia.

- Bom dia Mags. – Catarina falou e os irmãos responderam.

Alec, ficou pensando sobre o seu pesadelo, ele passou um mês sofrendo nas mãos de Valentine, e ainda tinha muitas cicatrizes abertas para se curar, mas não sabia se seria tão fácil assim. É claro que tinha seus irmãos e agora os feiticeiros, mas sabia que nada partia dos outros, teria que ser de si mesmo e era isso que ia fazer. Agora que estava livre de Valentine, prometeu a si mesmo que não iria mais ficar revivendo o passado e sofrendo por algo que passou para sempre e perder mais coisas do que já perdeu. Ele não tinha mais os seus pais, os mesmos que nem ligavam para ele, então não tinha mais que seguir regras e assim, poderia viver sua vida por si próprio pela primeira vez na vida sem ter seus pais para ditar o que ele deveria fazer ou não fazer.

No pesadelo, Valentine ainda estava torturando ele e o mesmo gritava para ele parar, só que dessa vez, ele não fazia só tortura psicológica, também o batia muito, a ponto de o deixar desacordado por horas e ir embora rindo da casa dele.

Ele poderia ter passado por um período traumático, mas iria se reerguer e seguir com a sua vida, e com a ajuda das pessoas que o amam.

***

Estavam tomando café já todos juntos, em silencio, pois ninguém se atrevia a conversar sem que Alec estivesse no meio, este que comia em silencio, repensando em tudo o que passou, e a raiva que sentia dos seus pais. Eles podiam ser seus pais biológicos, que deram vida a ele, o criaram, os que deram comida, o colocaram para dormir, os que ficaram com ele quando se machucava quando criança, mas deixaram de ser seus pais no momento em que eles o deixaram com Valentine e o fizeram sofrer.

Agora ele os faria sofrer. Não se importava mais.

Alec saiu dos seus pensamentos e voltou a olhar para todos, que o olhavam discretamente, mas nunca falavam nada a ele. Alec estava ficando nervoso com tudo aquilo e suspirou fundo, finalmente falando:

- O que foi?

- Nada mano, só queremos que você fique bem. – Izzy falou e Jace, que estava ao seu lado concordou.

- Hmm... – Alec continuou a comer, mas logo falou novamente – Quero ir até o Conselho.

No momento em que ele falou, todos olharam para ele com os olhos arregalados sem acreditar no que ouviram.

- O QUE? - Jace falou não acreditando.

- É isso mesmo. Não vou ficar aqui revivendo tudo e ficar sem fazer nada, eu não me importo mais com os pais, não ligo mais. Isso que eles fizeram não tem volta nem perdão, me fizeram sofrer por um mês naquela casa e agora querem continuar vivendo como se nada tivesse acontecido? Mas é claro que não irei permitir isso, jamais. Agora, quem estiver de desacordo, nem tente me impedir, pois vai se arrepender. – Falou.

Ninguém falou nada, nem seus irmãos, como se concordassem com ele. Os feiticeiros, nem se envolveram no assunto, no fundo, concordavam com Alec, eles não aceitavam que ninguém passasse ileso de algo tão importante como este.

E claro, todos iriam com ele para o Conselho.

***

Como ninguém protestou, terminaram de tomar o café, e foram direto para o Conselho. Magnus ofereceu ajuda e ir pelo portal, mas Alexander negou e falou que preferia ir a pé para pensar em como falaria o que resultaria aquela ação. Izzy e Jace, que estavam um pouco atrás de Alec, concordavam, depois que seu irmão se foi, seus pais ficaram mais rígidos e quase nunca deixavam eles sair, o que resultava em sair escondendo a noite, sem ter que ficar presos naquela casa todos os dias, exceto quando havia alguma missão.

Eles andaram por alguns minutos e quando finalmente se depararam com a porta gigantesca do instituto, onde todos os shadowhunters treinava para suas missões e cresciam. Uma onda de medo passou em seu corpo e travou, parando em frente à porta.

- Qualquer coisa que decidir, estamos no seu lado. – Izzy falou.

- Vamos acabar logo com isso. – Alec falou e abriu a porta entrando no instituto.

Todos o seguiram indo direto para a sala do conselho. Onde eles passavam, os outros olhavam inacreditados (não sei se existe) com o que viam. Alexander ignorou todos os olhares e entrou na sala do conselho sem bater, encontrando seus pais ali, conversando com uma delas.

- Alexander, finalmente te achei. – Sua mãe falou no momento em que olhou para a porta.

- O que está acontecendo? – Ele perguntou.

- Sua mãe ficou preocupada pelo seu sumiço e veio me alertar para continuarmos a te procurar. – Aline, uma das conselheiras falou.

- Que sumiço?

- Você não sumiu por um mês? Sua mãe veio reportar ao conselho, mas vejo que não precisa mais. Ela ficou preocupada, ficou te procurando por dias. – Aline respondeu.

- Mas que mentira mais esfarrapada mãe, fale a verdade logo. Pare de mentir. – Alec falou com raiva.

- Do que estão falando? – Helen, a segunda conselheira falou.

- Bom, a minha querida mãe, estava tão preocupada comigo, que me vendeu para Valentine. – Alec falou olhando para elas que arregalaram os olhos.

- Isso é impossível. – Aline falou.

- Bom não é, mas posso explicar tudo.

- Por favor, sente-se. Todos podem se sentar. – Helen falou e todos se sentam.

- Bom, a um mês atrás, eu me assumi gay para minha família, mas meus pais não gostaram e me venderam para Valentine, fizeram um acordo em que se eu parasse de ser gay, poderia voltar para a casa. Lá, Valentine fez de tudo, no primeiro dia ele até que foi legal, mas depois foi o verdadeiro inferno, ele me torturava todos os dias, e como eu estava muito fraco para me soltar, depois que ele acabava, me deixava lá sozinho no porão. Lembro de cada dia, como se fosse ontem. Fazia dois dias que meus irmãos e eles me resgataram. O que essa mulher falou é tudo mentira, ela não estava preocupada, pelo contrário, aliviada por eu sair da sua vida. – Terminou de falar e olhou para Maryse que estava paralisada na cadeira onde estava.

- Nossa, mas isso é inadmissível, Maryse é verdade isso? – Aline perguntou um pouco chocada.

- Claro que n- Foi interrompida por um Alec furioso e triste por ver sua mãe fingir.

- Quer provas, então toma. – Alec falou se levantando e tirou sua camisa revelando um número absurdo de machucados, de vermelhos a roxos, que espantou todos. – É isso que ele fez comigo, todos os dias e graças a você que com seu preconceito idiota para me fazer voltar a ser normal. Você tem noção do quanto isso dói? Do quanto isso nos afeta psicologicamente e emocionalmente? Que de tanta dor, paramos de senti-la? Paramos de nos importar, já que isso vai ficar se repetindo e se repetindo todos os dias, até você desistir de ser você mesmo e começar a ser o que os seus pais querem que você seja? Que comece a viver uma mentira, que com o tempo vai te consumindo até você não aguentar mais? É isso o que você fez. – Parou de gritar quando sentiu ser abraçado por sua irmã.

- É isso mesmo que eu quero, quero que esteja tão quebrado que eu consiga te moldar como eu queria que fosse, como eu sempre sonhei. Mas você estragou tudo quando começou a ser essa aberração, você vai para o interno, e quando chegar lá, eu vou estar rindo de você. – Falou gritando também.

- Bom, como você acabou de confessar, declaro que você seja punida por seus atos junto com seu marido e que seja removida do mundo dos shadowhunters e suas runas desapareçam. – Aline falou e logo depois bateu o malhete na mesa e chamou os guardas para levar Maryse até a sala de remoção de runas.

- Nãooo, vocês irão se arrepender disso. – Gritou sendo levada.

- Eu sinto muito que você teve que passar por tudo isso, nós do conselho repugnamos esse tipo e estamos aqui para o que for. – Helen falou se levantando junto com Aline abraçando Alec que estava colocando a camisa de volta.

- Tudo bem, como vocês aceitaram tão bem? – Perguntou.

- Também somos um casal Alec. – Helen falou estendendo a mão mostrando o anel de noivado.

- E quando vai ser o casamento? – Perguntou olhando para as duas.

- Daqui a três meses, não queremos apressar as coisas, não temos pressa. – Aline falou. – Pode vir se quiser.

- Claro, sem nenhum problema. – Falou.

- Bom, acho melhor vocês irem agora, foi um longo dia sem nem ter começado, iremos ver algumas coisas que faltam e depois te mandamos o convite. – Aline respondeu.

- Tudo bem, até mais. – Alec falou e saiu junto com seus irmãos.

***

Quando chegaram na casa agora deles, todos foram tomar um banho e relaxar depois desse dia cheio, depois sentaram todos na sala e ligaram a TV para verem alguma coisa enquanto não tinham nada para fazer.

- Estou muito orgulhosa de você irmão. – Izzy fala abraçando Alec mais uma vez.

- Também estou. – Falou. – Bom, eu vou dormir um pouco, eu venho para o almoço.

Deu tchau para todos e foi para seu quarto. Abriu a porta e correu indo direto para sua cama pensando em tudo que ouviu da sua mãe e começou a chorar novamente relembrando tudo o que ela tinha falado mais cedo.

Mas depois sorriu vendo que finalmente poderia seguir com a sua vida sem que seus pais ou Valentine estivessem aqui. E agora tinha seus irmãos, que estariam sempre ao seu lado e o ajudariam em sua recuperação. E Magnus, o feiticeiro que estava completamente apaixonado em menos de dois dias.

Agora sim, recomeçaria sua vida.



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