História You are my Soul - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias Batman vs Superman: A Origem da Justiça
Personagens Personagens Originais
Visualizações 26
Palavras 3.517
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom domingo, e boa sorte para quem está fazendo Enem hoje.
Boa leitura e leiam as notas finais

Capítulo 24 - Problemas e revelações


Acordei com os primeiros raios do dia no meu rosto. Lex ainda dormia tranquilamente ao meu lado com seu braço enroscado em minha cintura. Que terrível erro eu havia cometido? Me repreendo. Agora ele acharia que havíamos voltado.

Me levanto fazendo o mínimo de barulho possível e visto minhas roupas à medida que vou pegando as peças que estão espalhadas pelo quarto. Sorriu de lado lembrando como eu e Lex estávamos selvagens ontem à noite e dando uma última olhada para o ruivo sereno que dormia profundamente, saiu do quarto.

Me deparo com Rosa assim que chego na sala de estar. Ela tem um sorriso tão largo que é impossível esconder a sua satisfação, mas eu faço uma negativa com a cabeça.

—Está tudo como antes Rosa. Eu só fiquei aqui para ver se ele ia ter febre ou sentir alguma coisa na madrugada.

—Bem não é o que parece pelo que ouvi ontem.

— O que exatamente você ouviu? Pergunto já sentindo meu rosto enrubescer.

— Não se preocupe Liza. Minha boca é um túmulo e eu só estava de passagem no momento.

— Obrigada. Agor...Meu celular toca e ao ver o nome da minha chefe na chamada, atendo na mesma hora.

—Senhoria Johnson. Bom...

—Bom dia o caralho ELIZABETH!

Ótimo, hoje com todo a certeza Alicia estava de bom humor. —O que a senhorita deseja? Pergunto paciente.  

— Quero você aqui meia hora antes do expediente! Se não chegar a tempo, pode ir direto para o RH acertar suas contas.

— Tudo bem, eu estarei no Planeta Diário no horário que deseja. Digo olhando o relógio e tomando um susto.

—Espero. Diz ríspida e desliga o telefone na minha cara.

—Droga, droga! Não vai dar tempo. Rosa você conhece alguma companhia de táxi que seja dessa região?

—Se precisa chegar cedo na cidade, não se preocupe Liza. Posso mandar um dos motoristas te levar.

—Sério?

—Sim, há muitos carros e motoristas aqui, um só não irá fazer falta.

— Ok. Eu só vou aceitar porque não há outra escolha. Depois eu mando o dinheiro da gasolina.

— Nem se preocupe com isso. Agora vá antes que seja lá quem te ligou queira sua cabeça.

A viagem de volta foi até consideravelmente mais rápida, afinal Rosa havia sido mais do que explícita ao motorista quanto a minha urgência. Perto do trabalho, meu telefone toca novamente e dessa vez é o Bruce.

—Oiii. Bruce. Sorriu largamente ao atender a ligação.

—Liza, Liza!!! Você está bem? Acabei de sair do seu prédio e o porteiro me falou que você tinha saído ontem tarde da noite.

—Mais que fofoqueiro. Brinco. ­—Olha, não há nada com o que deva se preocupar, eu tive uma emergência com uma aamiga. Bato na testa percebendo o quanto menti mal.

—Amiga é? Quem? Ele desconfia na mesma hora.

Respiro fundo e falo vencida. ­—Lex. Ouço a respiração de Bruce mudar.

—Ele? O que aconteceu a Ele? 

— O batman invadiu a Lex Corp ontem e acabou o machucando.

—Como? Eu não ouvi direito, acho que a ligação cortou.

—O batman invadiu a Lex Corp ontem, Bruce, e Lex acabou sendo ferido por ele.

— Mas isso não é possível. Bruce fala um pouco alterado.

— Eu sei. É estranho, primeiro porque o Batman não sai de Gotham, segundo porque não ataca cidadãos comuns e terceiro que mesmo quando luta contra criminosos, ele não os machucam daquele jeito.

— Os machucam como? Como Alexander estava?

—O médico falou que ele ficaria bem apesar de parecer grave. Ele parecia bem mal e precisou de alguns curativos.

—Ainda bem que não houve maiores danos.

—Sim. Bruce, obrigada pela sua atenção, mas agora acabei de chegar ao trabalho e vou enfrentar uma fera.

—No trabalho? Está um pouco cedo ainda, não?

—Sim. A megera pediu que justamente hoje eu viesse meia hora antes. Beijos tenho que ir.

—Bom trabalho então. Beijos Liza, se cuida.

Agradeço ao motorista e corro para o planeta Diário assim que deixo o carro. Passo pela portaria e quase me desespero achando que havia deixado meu crachá em casa, mas lembro na hora que não tinha retirado minhas coisas da bolsa na noite anterior.

Chego no meu andar antes do horário solicitado por Alicia, e vou diretamente para sua sala. Ela conversa animadamente com Perry White, e quando me vê, sorri falsamente.

—Ai está a Liza! Se levanta já me abraçando e eu faço uma expressão de surpresa.

— Bom dia. Digo um pouco assustada.

—Boa sorte hoje. Terá uma importante tarefa! Perry me cumprimenta sorrindo calorosamente antes de sair e me deixar sozinha com o dragão.

—Tira essa expressão idiota da sua cara. Você só vai fazer isso porque não há outra pessoa que possa ir. Ela mostra as garras assim que ele sai.

—Fazer o que?

— Cobrir um dos maiores eventos do ano? Alicia fala de modo como se eu fosse uma estúpida.

—Mas a senhorita sempre fala que sou incompetente e não faço nada certo. Tento me sair do que fosse essa tal importante tarefa.

—E realmente é. Mas todos os repórteres estão cheios de trabalho e não vão poder ir ao julgamento do Superman. Só restou você com algum tipo de experiência em campo. Foi um pedido direto do Perry White.

—Eu vou escrever uma matéria sobre o julgamento do ano? Pergunto sem acreditar e Alicia me olha furiosamente como se tivesse dito uma enorme asneira.

—Você é alguma jornalista por acaso?

—Não, eu sou...

—Isso mesmo, você não é além de uma assistente, uma bem ruim no caso.

—Ok. Só ir lá, observar tudo, documentar até os mínimos detalhes e entregar o material a alguém realmente competente para escrever a matéria.

—Está vendo? Não é tão burra pelo que pensei. Agora vá, pegue três gravadores e não estrague tudo, se cometer um erro mínimo, estará direto no olho da rua e automaticamente morta no mercado desta cidade.

Saiu do prédio com as pernas bambas, tão nervosa pelas grosserias e ameaças de Alicia que nem penso em fazer qualquer desjejum. Mesmo com a fome já dando seus primeiros sinais, não penso em parar e comer alguma coisa nem por um segundo, o medo de ser demitida e queimada na cidade inteira pela minha chefe diabólica me faz seguir em frente.

Pego um táxi e ele me deixa a algumas quadras antes do capitólio. Mesmo um pouco distante do local, as ruas estavam cheias e não havia como seguir de carro. Ando rapidamente preocupada em não conseguir entrar no lugar, mesmo com meus passes de imprensa.

Meu celular toca novamente e atendo rápido achando que é Alicia.

—Senhorita Johnson eu já estou a um quadra e meia do local.

Ouço a risada de Lex e fico aliviada. —Então foi por causa dessa mulher que fugiu de mim tão cedo. Ele fala divertido em um tom leve. —Achei que fosse heterossexual Elizabeth Kent.

—Só você para querer fazer graça a uma hora dessas. Desculpe Lex, não posso falar com você agora. Tenho que chegar na porcaria do capitólio ou meu emprego no jornal ou em qualquer outro lugar já era.

—Capitólio? Ele fala um pouco nervoso. —Não deveria ir, soube que tem muitos loucos anti Superman pelas ruas.

—Eu TENHO que ir. Não há escolha.

—Não Liza. Você não entende! As ruas... as ruas estão um caos e você é frágil, é perigoso para você...

—Lex, estou a uma quadra e meia, as ruas estão lotadas sim, mas nada que seja perigoso. Tchau, estou perto e logo logo devo precisar enfrentar uma barreira humana para entrar lá. Nos falamos mais tarde, beijos.

Desligo antes que ele responda e guardo o celular na bolsa no modo vibração. Aperto o passo faltando uma quadra do capitólio, mas não sei o porquê, apesar de tudo estar normal comigo, acabo parando do nada. Olho em volta e uma sensação inexplicável de medo começa a se apossar de mim. Começo a sentir falta de ar e minha respiração acelera inutilmente para tentar receber mais oxigênio, fico ensopada de suor e tento buscar apoio nas minhas pernas parcialmente dobradas. Passo os olhos pela rua outra vez e quando olho diretamente para um homem encapuzado, com uma gola cobrindo seus lábios e nariz, sinto uma forte dor na cabeça e caiu no chão me torcendo e tremendo de dor. Logo, algumas pessoas que estavam eufóricas pelo julgamento do Superman, vem ao meu encontro e formam um círculo a minha volta.

—Essa mulher está tendo uma convulsão. Alguém a ajude. Grita uma adolescente.

—Eu não sei o que fazer! Alguém aqui é médico?

—Pelo visto não. Temos que move-la para algum hospital agora mesmo. Falou um senhor.

— Tudo bem. Não vamos perder mais tempo. Eu carrego ela e alguém liga para uma ambulância nos encontrar daqui a algumas quadras, com esse caos nenhum automóvel pode chegar até aqui.

E tudo acontece rápido e lento em seguida, eu sou erguida do chão, e quando meu rosto tomba para o lado e eu acabo olhando diretamente para o homem encapuzado mais uma vez, minha mente é inundada por várias imagens onde alguém está preso em um carro em chamas e sinto minha pele arder intensamente antes de ficar inconsciente em meio a gritos de agonia.

 

 

Pov Alicia Johnson

A incompetente da Elizabeth ainda não havia dado qualquer notícia de que teria chegado ao Capitólio e provavelmente aquele seria o maior fiasco do ano. O jornal de maior prestígio da cidade atrás da concorrência porque não lançou se quer uma mínima nota do julgamento do ano. Se ela falhasse, eu não iria demiti-la, mas a infernizaria tanto que acharia o meu antigo tratamento uma pomada para assadura de bebê.

Perry White interrompe meus pensamentos ao dar duas leves batidas na minha porta. Ele está com cara de poucos amigos e isso deve significar que a tonta da Elizabeth não conseguiu chegar no capitólio a tempo e já foi chorar no colo desse velho.

—Sim Perry. Faço a expressão mais neutra possível.

—Não sabemos ao certo o que aconteceu. Ele parece medir suas palavras, incerto sobre o que falar e faz uma pequena pausa antes de continuar. —Mas o capitólio acabou de explodir.

—Explodir? Perry isso não é possível. Falo nervosamente negando o significado daquilo.

—Eu sinto muito. Fala cabisbaixo. —A Elizabeth era alguém que eu considerava também.

—Você poderia me deixar sozinha, para que eu possa assimilar melhor essa notícia?

—Claro. Se precisar de mim, é só chamar.

E assim que Perry sai eu desabo em silenciosas lágrimas tapando minha boca para que não emitisse qualquer som. Eu não posso acreditar que depois de tudo, ela tinha simplesmente morrido.

Entro na internet e vejo o quanto aquilo era real, o vídeo do exato momento da explosão já estava ali, esfregando a verdade inaceitável na minha cara que a minha Lizzie havia partido mais uma vez, e era para sempre.

Acabo indo para casa depois daquele baque, e como era de se esperar, Perry White havia sido compreensível o bastante para me liberar. Passo o resto dia bebendo vinho, ligando para o número da Liza que só caia na caixa postal, e ouvindo sua voz em uma última mensagem divertida e patética que retornaria a chamada assim que possível.

Pego meu álbum de fotografias, e fico perdida no tempo olhando uma foto antiga dela da época em que fazia trabalho voluntário em um hospital de Gotham. Ela estava tão radiante, com um sorriso tão lindo que faria qualquer um se aquecer e sorrir de volta, seus cabelos estavam longos naquela época, totalmente sujos de tinta, e várias crianças estavam a sua volta.

Acho que foi desde a primeira vez que eu tinha visto aquela foto que os meus sentimentos por ela nasceram. Eu sabia que era errado, mas nunca fiz nada para acabar com a minha paixão. Talvez este tenha sido o meu pecado, ter este tipo de sentimento por ela era proibido, afinal naquele tempo ela era namorada do...

Deixo o álbum de lado e ligo novamente para o número dela, até que para minha surpresa, em vez de cair direto na caixa postal ouço os toques de chamada e alguém atende.

—Lizzie? Pergunto em dúvida.

—Não. A senhora conhece a proprietária deste celular? Acabamos de carregar a bateria, mas está bloqueado por uma senha. Uma mulher de idade fala do outro lado da linha.

—Sim. Pertence a senhoria Elizabeth Kent. Em qual necrotério o corpo dela está?

—Não, não. Desculpe a falta de esclarecimento. Está uma confusão aqui por causa da explosão, mas a senhorita Kent não está em nenhum necrotério, estou falando do hospital Saint Claire. Essa moça passou mal na rua e trouxeram ela para cá antes da explosão.

—Ela está viva? Está bem? Digo um pouco mais aliviada.

—Está viva e estável agora.

Não penso duas vezes até ir ao hospital. Precisava ver se ela realmente estava viva, se estava bem. Eu já me sentia culpada por tê-la enviada para o maldito capitólio e simplesmente odiava aquele sentimento.

­—Por favor, em qual quarto está a senhorita Elizabeth Kent. Uso de toda a minha simpatia.

—A senhora é familiar dela?

—Sou amiga dela. Todos os parentes dela estão fora da cidade e não podem vir. Minto perfeitamente.

—Tudo bem. Me mostre seu documento e assine aqui. Ela está no 780. Peque aquele elevador e enquanto você sobe, pedirei para que o médico do caso te encontre.

—Obrigada.

Os andares parecem que não tem fim. Até chegar no quarto sinto que se passou uma eternidade. O médico me aguarda na entrada e assim que chego ele gentilmente abre a porta para que eu passe. Meu coração diminui quando vejo Lizzie inconsciente e coberta de aparelhos. Eu apenas revezo o olhar entre ela e o médico esperando alguma explicação plausível.

—Encontraram ela caída na rua, tendo convulsões. Não sabemos ao certo o que pode ter provocado isso, o cérebro dela é perfeitamente saudável e não há qualquer indício de que tenha alguma doença. Pelo que consegui constatar aparente ela teve um aumento repentino na pressão do crânio e isso provocou uma pequena hemorragia e falta de ar.

—Ela corre algum risco? Digo tocando delicadamente na mão dela.

—Por enquanto não, nós conseguimos estabiliza-la com um coquetel de sedativos. E devemos mantê-la assim por pelo menos 12 horas.

—Coquetel?

—Sim. Infelizmente um ou dois não conseguiram para-la. Você sabe se ela é usuária de alguma medicação ou substância...

—Não. Ela se cuida bem, está com insônia a semanas, mas se tratando com calmantes naturais.

—Então, talvez esse seja um daqueles casos raros de um em um milhão. Ele comenta.

—Eu posso passar a noite aqui? Pergunto antes que ele queira vir com uma longa explicação científica.

—Pode, mas tem que passar na recepção antes e assinar o formulário de acompanhante.

—Obrigada. Uso um dos meus melhores sorrisos, dou um beijo na testa de Lizzie e saiu junto ao médico para preencher a papelada.

 

 

 

xxxxxxxxxxxxxxx Bônus xxxxxxxxxxxxxxxxxx

Pov Lex Luthor _ HORAS ANTES

 

Havia acabado de deixar uma amostra especial do chá de pêssego da vovó e mandado meu “recado” para a senadora Finch, deixando o Capitólio o mais rápido possível para que o grande show de fogos de artifício pudesse finalmente começar, o que não levou muito tempo já que eu tinha planejado tudo nos mínimos detalhes e minha “fuga” para resolver um problema na Lex Corp após o ataque do Batman não traria qualquer suspeita para o meu lado.

Os meus planos estavam dando certo e aquilo me trazia satisfação. Só faltava a tola da Liza para tudo ficar em seu devido lugar, afinal ela poderia ser uma boa carta na manga contra o querido primo Kent.

Ligo para ela quando estou longe o suficiente e logo ela atende.

—Senhorita Johnson eu já estou a um quadra e meia do local. Ela fala sem fôlego. 

Solto uma leve risada e uso do bom humor que estava tendo hoje. —Então foi por causa dessa mulher que fugiu de mim tão cedo. Brinco. —Achei que fosse heterossexual Elizabeth Kent.

—Só você para querer fazer graça a uma hora dessas. Desculpe Lex, não posso falar com você agora. Tenho que chegar na porcaria do capitólio ou me emprego no jornal ou em qualquer outro lugar já era.

Um silencioso e barulhento alarme começa a tocar na minha cabeça. —Capitólio? Falo um pouco nervoso. —Não deveria ir, soube que tem muitos loucos anti Superman pelas ruas. Tento convencê-la.

—Eu TENHO que ir. Não há escolha.

—Não Liza. Você não entende! As ruas... as ruas estão um caos e você é frágil, é perigoso para você...

—Lex, estou a uma quadra e meia, as ruas estão lotadas sim, mas nada que seja perigoso. Tchau, estou perto e logo logo devo precisar enfrentar uma barreira humana para entrar. Nos falamos mais tarde, beijos.

Ela desliga na minha cara e não atende nenhuma das três chamadas que faço. Tento ficar o mais calmo possível diante daquela situação imprevisível. E com a mente a mil, ligo para meu braço direito.

—Knyazev, a senhorita Elizabeth Kent está se dirigindo até o Capitólio. Quero que dê um jeito de impedi-la de chegar lá. Comunique aos outros, não a machuque, mas não permitam que ela entre lá.

—Eu não posso chegar nela gentilmente, ela irá me reconhecer como o médico que te atendeu ontem. Podemos usar a tática do assalto novamente?

—Podem. Mas não batam nela como da outra vez. Ela está a mais ou menos uma quadra do Capitólio.

—Entendido.

Desligo o telefone e decido aguardar alguns minutos até ter alguma resposta dos meus agentes. Afinal, gostava de ter todas as possibilidades para meus planos em mãos, e não deixaria escapar essa.

Longos cinco minutos se passam até Knyazev finalmente me dar algum retorno. — E então?

— A senhorita Kent não vai mais ao capitólio. Antes que intervíssemos ela passou mal a alguns metros e a carregaram para outro local.

—O que aconteceu com ela?

—Caiu no chão e começou a ter convulsões. Deseja mais alguma coisa?

—Quero informações. Fique no hospital para onde ela foi levada e me passe tudo o que acontecer lá.

Decido esperar algumas horas para poder fazer o papel do namorado desesperado que foi de hospital a hospital da cidade atrás da sua amada. Não poderia levantar qualquer suspeita, então deveria ser o mais paciente possível. É quando as 17:03, Knyazev me liga.

—Senhor Luthor. Uma mulher acabou de entrar no quarto onde está Elizabeth.

—Como ela é?

—Alta, loira, cabelo ondulado, olhos claros.

—Alicia... Sussurro. —Isso é tudo. Daqui em diante eu assumo. Está dispensado.

Não demoro a ir ao hospital onde Liza estava, eu iria esperar mais um tempo antes de “procura-la”, mas a presença daquela mulher me intrigava o suficiente para eu cometesse um pequeno ato imprudente.  Vou diretamente ao quarto dela e quanto chego, me deparo com uma cena minimamente estranha.

Alicia em uma poltrona, sentada de lado virada para Elizabeth, enquanto segura a mão dela carinhosamente.

—Quem não te conhecesse e te visse deste modo, pensaria que você até se importa com a Liza.

Ela desvia o olhar calmamente da cama e se concentra em mim. —Você não está expressando qualquer emoção para alguém que vê a namoradinha neste estado. Quem te vê assim, pensa até que seria um psicopata.

— O que está fazendo aqui? Me irrito.

— Fazendo o que você não conseguiu, cuidar da Lizzie. A não ser que você seja o responsável por isso. Como conseguiu encontrar ela?

— Fui em cada hospital desta cidade, como acha que eu consegui?

— Conte essa história para alguém estúpido. Não me subestime. Você não demonstrou qualquer reação ou perguntou sobre o estado dela, o que alguém normal faria de cara, sabia o tempo todo que ela estava aqui.

Fico mudo.

—Está vendo? Você nem pisca. Ela sorri vitoriosa. —Eu não sei o que você tanto quer com ela, mas esqueça. É fim da linha para você Alexander Luthor.

—Agora quem está subestimando alguém é você. Acha que vai acontecer o que depois disso? Virar a melhor amiguinha dela e convence-la de que sou o lobo mal? Depois de ter a infernizado tanto?

— Não preciso convence-la de nada, só sugestionar o quanto você é tóxico a ela será o suficiente. Ela alisa o rosto da Liza.

— Tire sua mão nojenta dela! Fora! Fora daqui! Agarro Alicia pelos ombros a fazendo ficar de pé.

—Não. É você que irá sair! Bruce Wayne fala atrás de mim, me puxando bruscamente, fazendo com eu soltasse Alicia.

— Bruce. Você sabe o que está mulher estava fazendo com a Liza no trabalho? Me faço de desentendido.

—Não me intrometo no modo como os outros gerenciam seus funcionários. E da última vez que esteve sozinho com Liza ela saiu machucada.

—Não tive nada a ver com aquilo.

—Estou cansado da sua conversinha Alexander, vai sair por conta própria, ou eu tenho que te jogar para fora deste quarto?

— Quando ela acordar, verá do lado de quem ela prefere ficar. Digo arrumando minha roupa amassada.

—Ela vai preferir ficar perto de alguém que não minta o tempo todo. Você está bem até demais para alguém que foi atacado pelo morcego de Gotham. 


Notas Finais


Oi, tudo bem?
Espero que tenham amado o capítulo e que ele não tenha sido um pouco confuso :p

*Lex mesmo sendo Lex, já tem sentimentos por Liza
*O homem que Liza viu na rua foi o responsável por ela ter passado mal
*E finalmente foi revelado uma parte de um dos mistérios, Alicia fazia parte do passado da Liza, e tem sentimentos por ela até hoje. Ela ama e odeia Elizabeth quase na mesma intensidade.
*Sobre o bônus, Alicia e Lex praticamente um mostrou as garrinhas para o outro e foi ela que chamou Bruce.
Qualquer coisa, mesmo não atualizando até depois de Dezembro estarei passando por aqui.
<3<3<3<3<3<3Nos vemos nos comentários e mensagens <3<3<3<3<3


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