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História You Are My Spring (Michael Jackson) - Capítulo 17


Escrita por:


Notas do Autor


Michael, você é um anjo que tentou salvar o mundo e não foi compreendido... Obrigada por ser minha maior inspiração! Eu NUNCA deixarei teu legado morrer!!!

Olá, amores!

Hoje “You Are My Spring” chega ao fim!

THANK YOU ALL ♥️

Capítulo 17 - Primavera


Fanfic / Fanfiction You Are My Spring (Michael Jackson) - Capítulo 17 - Primavera

Em meados de 1992 

Por Michael

Na extensa área verde do rancho, Delores corre disparadamente com os pequenos pés descalços. Como pai, amo vê-la assim: livre, sentindo a brisa tocar seu rosto, pulando e gritando de felicidade. Bubbles a abraça, faz peripécias e lhe arranca uma gargalhada. Eu olho para Caroline, deitada no meu colo e sorrimos. Ela é a mulher mais perfeita, linda, encantadora, compreensiva e está esperando nosso segundo filho… Aliás, segundo e terceiro. Dessa vez, fizemos ultrassom, descobrimos que são gêmeos univitelinos e foi fantástico! Dylan Michael Jackson e Derek Michael Jackson, os novos menininhos da família.

— Delores aproveitará cada segundo no Neverland Valley Park quando ficar pronto. — ela fala e estica o braço para arrumar meu chapéu Fedora. — Me dê sua mão, querido.

— Por que? — franzo o cenho.

— Apenas me dê.

Confuso, estendo a mão para ela, que a coloca na barriga de 6 meses de gestação. Sob a palma, os bebês dão chutes e eu rio bobo. 

— Viu? — Caro pergunta.

— Sim! É uma sensação incrível!

— Se para você é incrível, imagine para mim. — abre seu sorriso magnífico. — Obrigada por só me presentear nessa vida, Michael!

— O mínimo que posso fazer para a mulher dos meus doces sonhos. — a beijo. — Eu te…

— Papai! — Lo grita, me interrompendo e corre até nós. Ela puxa Bubbles pela mão. — Papai! Eu encontrei uma lagarta colorida!

— Que legal! — sorrio e bato palmas.

— Mas tome cuidado, filha... — Caroline alerta. — Às vezes, apesar de bonitas, elas têm veneno! E pode ser muito perigoso, tá bom?

— Tá bom, mamãe…

— Sua mãe está certa, Delores.

— Eu sei, papai… Mas e o Bubbles?

— Também não pode.

— Então… Vamos caçar insetos juntos? — indaga tímida, colocando as mãos para trás.

Caro me lança um olhar que diz: “vai!”.

— Sim! — concordo animadamente, antes de ficar de pé e espanar a grama dos joelhos. — Vai ficar bem sem mim, meu amor?

— Sim, Mike!

— Promete?

— Prometo!

— Use o carrinho de golfe para voltar, ok?

— Ok! — ela ri.

Sei que minha superproteção sobre Caroline a sufoca um pouco, porém, não posso evitar. 

Pego Lo por uma mão e Bubbles pela outra antes de caminharmos ao pequeno bosque e começarmos caçar insetos esquisitos; esse é o passatempo preferido da filha de MJ. Rimos bastante, corremos entre as árvores, Bubbles pisou num espinho, entrou em desespero, eu arranquei logo e uma linda borboleta pousou no seu nariz. Delores, claro, quis “adotá-la”.

— Filha, ela pertence à natureza!

— Por favor, papai! — seus olhos verdes marejam. — Vamos levar pra casa!

— Lo, veja bem… — abaixo para ficar da sua altura. — Se tirarmos essa borboleta daqui, ela ficará triste e… Não terá mais amigos para brincar! Ninguém quer isso, certo? Depois de algum tempo, de tanta tristeza, ela some!

— Some?! Como assim, papai?

— A fada Sininho, amiga do Peter Pan, vem ajudá-la e… — paro para pensar. — E joga seu pó mágico! Isso! Joga o pó mágico e ela some!

— Mas ela não some de tristeza?

— Não! Papai falou errado! Ela some porque a Sininho joga o pó mágico! — me embolo.

Meu Deus!

As crianças de hoje são espertas demais!

— E onde a Sininho mora?

— No “Refúgio das Fadas”.

— Nossa! Eu posso ir até lá?

— Não, filha… Não pode.

— Sou uma fada, papai!

— Você é…

— Irmã da Sininho!

— Vamos, crianças! Mamãe nos espera para a hora do almoço! — novamente, pego Delores e Bubbles pela mão. — Remy fez sopa de…

— Sou uma fada! — grita.

— Letrinhas… Sim! A mais linda de todas!

Por Caroline

Meses depois, com Dylan e Derek neste mundo, Michael e eu já não sabemos mais como é a sensação de dormir… E as olheiras entregam. Diferente de Delores, que não deu trabalho nenhum, nossos gêmeos choram a noite inteira (ou de fome, ou de cólica, ou de “não temos nada para fazer”) e o berreiro é contagioso, porque quando um começa…

Estamos no quarto deles agora e, enquanto Michael canta “Heal the World” em tom de canção de ninar, eu amamento os dois bebês ao mesmo tempo. São super esfomeados! O sol nasce no horizonte e, mais uma vez, não conseguimos descansar. Beijo suas cabeças.

— Hoje é dia de levar Delores ao parque?

— Sim! — Mike sorri, animado pela entrega do Neverland Valley Park. Enxergo uma criança inocente. — Será que ela vai gostar?!

— Vai amar, porque é sua fã nº 1! Juro que nunca vi criança que quer imitar tanto o pai, ela diz que gosta de tudo que você gosta!

— Minha cópia. — ri, cobrindo a boca. — Enfim… Bom dia, wonderful princess!

— Bom dia, Michael! Eu te amo!

Damos um selinho demorado e meu coração parece triplicar de tamanho. Ele beija o rosto de Dylan, em seguida de Derek e dá as costas.

— Já volto, Caro! — avisa da porta. — Vou acordar Delores e ajudá-la a se arrumar!

— Tudo bem! Obrigada!

* * * *

Deixo meus filhos com Kristen, a babá e sigo de carrinho de golfe ao parque. Chegando lá, percebo quão lindo é, cada mínimo detalhe… Michael tem bom gosto, tudo que ele toca vira ouro e isso não é novidade pra ninguém. Avisto-o brincando com Delores no carrossel e aceno entusiasmadamente, saltitando pelo caminho de pedras e flores multicoloridas. O cheiro daqui me lembra a infância… Esse é o poder de Neverland, a “Terra do Nunca”.

— De novo, papai! De novo! — Lo bate nas coxinhas grossas e infantis. — Love it, dad!

Ela me vê se aproximando e grita:

— Mamãe!

— Calma, Delores. — sereno, Mike lhe pega no colo, tirando-a de cima do cavalo do carrossel e coloca no chão. — Prontinho!

— Mamãe! — repete, correndo até mim e abraçando minhas pernas. — Oi, mamãe…

— Oi, doçura. — bagunço seu cabelo enroladinho. — Está gostando de brincar com o papai? O que achou do parque?

— Estou! Esse parque é lindo!

— E como fala para ele?

— Obrigada. — Delores beija a própria mão e assopra para Michael. — Te amo, papai!

— Te amo, daughter.

O sorriso desse homem me desconstrói toda vez que eu vejo, como alguém pode ser tão charmoso? Ele me puxa pela cintura e beija meu rosto, porque não se sente confortável em beijar minha boca perto da nossa filha. De repente, Bubbles aparece vestindo seu macacão vermelho com listras horizontais brancas nas mangas e eu acho adorável.

— Awn! Que gracinha!

Ele ri e exclama:

— Ei, amigo! Vem!

O chimpanzé solta ruídos alegres e escala Michael, deitando no seu colo.

— Você é muito importante para nós, macaquinho…

— Caro está certa! — meu marido afirma, contente. — Gosta dele também, Lo?

— Amo, papai.

E eu amo a família que construí.

Por Michael

Ao anoitecer, checo se Caroline ainda está amamentando e ando na ponta dos pés até o berço de Bubbles, que fica ao lado da minha cama e ele dorme feito um anjo. Lhe acordo com pesar e carrego até a sala de cinema.

— Planejei uma surpresa para a Caro e ela não pode desconfiar de nada! — sussurro. — Primeiro, vou te entregar isso... — ele abre a mão de primata e pega o anel. — Certo. Segundo, não perca essa coisa, Bubbles! Nem coma! Se você perder, terá arruinado meu plano e se você comer, também terá! Terceiro, vamos nos encontrar no topo da colina… Mas sem fazer barulho! Tenha muito cuidado!

Fico cinco minutos falando (pelo menos) e o pobrezinho já não aguentava mais. Então volto ao meu quarto agindo naturalmente.

— Oi, amor! — sorrio para Caroline.

Nosso quarto. 

Sentada na penteadeira, ela olha para mim com uma máscara facial e retribui o sorriso.

— Oi! Onde estava?

— Eu estava… — pensa, Michael… Pensa! — Na cozinha! Fui pegar um copo d’água!

— E o Bubbles? Por que não está no berço?

Droga!

— Porque ele quis… Ficar no zoológico…

— Sério?! — arqueia as sobrancelhas.

— Sério. — eu coço a garganta. — Bem, Caro, quero te fazer um convite… Que tal nós passarmos algum tempo a sós? Como na época em que namorávamos? Hoje o céu está estrelado e eu sinto falta de ir à colina…

— Ótima ideia!

— Ah, minha linda!

Ela gargalha quando a abraço e beijo.

— Deixe-me tirar a máscara antes…

— Claro!

Caroline pisca para mim, vai ao banheiro e volta mais exuberante do que nunca. É, sou um cara de sorte. Entrelaçamos nossos dedos, saímos de casa e pegamos o carrinho de golfe. A noite está mesmo de tirar o fôlego… Torço internamente para que Bubbles saiba o que fazer. Quando estaciono no alto da colina, ela me puxa e deitamos na grama, parecendo um casal colegial. Caro se aninha no meu peito.

— Psiu! — a chamo. — Não sei se você se lembra, mas hoje é nosso dia 20… Faz 15 anos que nos conhecemos naquele jantar…

— Michael, meu Deus, 15 anos! — arqueja.

— E o amor apenas cresce a cada dia…

— E esse amor já teve três frutos…

— E saiba que seremos um do outro eternamente… — sondo seus olhos. — Porque você é o significado da minha vida!

Quando Caroline começa chorar, Bubbles chega, afaga sua bochecha rosada e a deixa imóvel, com lágrimas rolando pelo rosto. Ele toca sua mão, que abre automaticamente e entrega o perfeito anel solitário de diamante.

— Oh! Minha nossa… Bubbles… Mike… — a mandíbula treme. — Não acredito! Amor!

Aproveito seu espanto para deslizar a joia no dedo da aliança e Caro sorri, admirando-a de todos os ângulos contra a luz das estrelas.

— Obrigada, Michael… Muito obrigada. — ela me beija e junto dos meus lábios diz: — Você é a primavera em mim.

Say that you'll never go
Me diga que você nunca me deixará

That's for all time
Que isso é pra sempre

Baby, you gotta know
Você precisa saber

That's for all time
Que isso é pra sempre

Baby you gotta know
Você precisa saber

That's for all time...
Que isso é pra sempre

 

FIM


Notas Finais


FACTS DON’T LIE. PEOPLE DO.
#MICHAELINNOCENT

(Obrigada @lovelivesMJ por ser tão maravilhosa comigo ♥️)


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