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História You Are My Sunshine - Capítulo 13


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Notas do Autor


Obrigadinha pelos comentários e favoritos, espero que gostem ❤️

Capítulo 13 - Moral of the Story


O dia amanheceu nublado, havia um vento gelado que entrava através da janela do quarto de Raquel, que havia ficado aberta na noite anterior, logo após chegar do encontro com suas amigas. Ela se levantava lentamente, coçando os olhos e com dificuldade para processar o que estava acontecendo. Andou até a cozinha e então começou a fazer um café na tentativa de esquentar-se. Foi checar o celular para ver se não havia nenhuma mensagem, especialmente dele. Mas não, tudo o que estava ali, eram fotos da bagunça que elas fizeram e então alguns áudios dos meninos completamente bêbados na casa de Sérgio, ela ria ao ouvi-los. Enquanto isso, Sérgio ainda estava completamente imóvel em sua cama, e Raquel sentia que ele iria se atrasar pela primeira vez em sua vida, era notável isso só por ele não ter mandado um único "bom dia" no grupo. 

Logo após ter tomado banho e lavado os cabelos, colocou sua camisa social preta com algumas listras vermelhas, possuía um decote  nada revelador na parte da frente junto com sua calça preta de cintura alta, estava pronta para mais um dia. Descendo as escadas de seu prédio e indo até seu carro, começou a procurar seu celular para discar o número de Sérgio. Mas ele ainda estava capotado em sua cama, na escuridão do seu quarto. Seu celular no criado-mudo vibrava, mas somente depois de sete minutos o ligando, ela ouviu sua voz meio rouca do outro lado da linha.

"Bom dia..."  Sérgio falava, havia acabado de acordar, ainda espreguiçando-se na cama, Raquel riu ao chegar no estacionamento da Empresa e não ver seu carro ali.

"Brincaste comigo aquela vez e agora quem está atrasado é você" ela ria enquanto estacionava seu carro e pegava sua bolsa no banco do passageiro. Sérgio não entendia do que ela falava até olhar para seu pulso e ver a hora em seu relógio.

"Por que não me ligou antes" Sérgio falou mais assustado, saltando da cama e indo procurar por sua roupa, Raquel enquanto isso apertava o botão do elevador.

"Sabe cariño... eu te liguei mais de quinze vezes, a culpa não é minha" Raquel sorriu e ele parava no mesmo momento para fazer igual, enquanto estava parado em frente a porta do banheiro com as roupas em uma de suas mãos.

"Te encontro em vinte minutos" Marquina falava, enquanto ouvia o som da chamada sendo desligada em seu ouvido. Ele logo largou o celular e então começou a se arrumar o mais rápido que podia, estava super atrasado e por mais que sua namorada fosse quem comandava aquele andar, não era nada legal chegar atrasado no lugar em que trabalhava, além de não ser de seu feitio, já que era um homem extremamente pontual e estranhava o motivo de ter acordado tão tarde.

[...] 

Raquel entrava naquela empresa de cabeça erguida, ela andava totalmente feliz por conta das coisas que estavam acontecendo em sua vida, tudo estava dando certo, pelo menos para ela. Murillo estava com quem gostava - amava -  e trabalhando com o que sempre quis. Seus pensamentos também ficavam focados em si mesma, havia tanto amor próprio dentro dela que em certo ponto, chegava a ser estranho, talvez fosse aquele fogo que percorria seu corpo, que a fazia ter mais coragem para tudo, talvez.

"Bom dia, guapa" Monica falou logo ao vê-la passando em frente a sua mesa, ambas se abraçaram, Raquel havia um sorriso grande no rosto. A amiga ainda apertava suas mãos e elas se olhavam "Estás tão sorridente, o que houve?" Mônica falava em tom de brincadeira, Raquel ria.

"Só acordei feliz" respondeu e então tocou no ombro da amiga, piscando para ela e então voltando a caminhar em direção a sua sala.

Sérgio apareceu minutos depois, com os cabelos completamente alinhados, seu terno sem nenhum amassado, andou até sua sala, dando de encontro com Andres, que conversa animadamente com Alicia, ambos trocavam diversas risadas, mas logo parando ao ver Sérgio, que os olhava com estranheza.

"Desde que o Marquina e a Raquel começaram a ficar, eles andam diferentes" Sierra comentou logo após ver o homem entrar em sua sala, Andres concordava com a cabeça enquanto esfriava seu café.

"O amor muda a gente, Alicia. Ontem eles estavam irritadinhos um com o outro, e hoje, não se desgrudam" Respondeu tranquilamente, olhando para a sala de Raquel.

"Será que algum dia eu vou ter um amor assim" Alicia falou, puxando uma risada de ambos "Credo, prefiro ficar com minhas balinhas" falou, logo pegando um chiclete no bolso de sua saia.

"Eu tive vários, mas nenhum foi verdadeiro, estou com você, prefiro meu cafezinho" eles novamente riram.

... 

Sérgio andava irritado em sua sala, odiava quando não era pontual, ele era tão perfeccionista que chegava a deixar as outras pessoas ao seu redor, também sem paciência. 

O celular que até então permanecia em cima de sua mesa, começou a acender uma luz e a notificação avisou quem era - Raquel. 

"Estás ocupado?" 

 

"Tô ajeitando algumas coisas em minha sala, que passa?" 

 

"Preciso de você aqui" 

 

"Agora?" 

 

"É urgente, meu filho" 

 

"Estou indo, minha mãe" 

 

"Você é um idiota" 

 

"Por você, eu sou" 

 

Sérgio saía preocupado de sua sala, ela nunca mandava mensagem assim, pedindo para que ele fosse rapidamente ao encontro dela, pensava que algo havia acontecido. Passando pelas outras salas, de seus colegas, finalmente abriu a maçaneta da porta dela. Raquel estava sentada em sua mesa, e logo o viu com uma cara de espanto. 

"O que houve?" ele perguntava mais tranquilo, ao vê-la colocar um sorriso no rosto. Raquel se levantava lentamente e caminhava até ele, a porta ainda estava aberta. Passando por trás dele, que continuava sem entender o que ela fazia, ouviu a mesma sendo trancada, ele sorriu, ainda de costas para ela, sentiu suas mãos percorrerem por seu dorso e então o abraçando por trás, ele lentamente pegou em suas mãos e as apertou. 

"Sentiu saudades?" ele perguntava e então ela sorria. 

"Talvez eu tenha sentido" brincou. 

"Talvez?" retribuiu a brincadeira, ficando com um semblante triste, ela então o virou vagarosamente, fazendo com que ele a olhasse. Colocando suas duas mãos no rosto do homem, que aliás estavam geladas, surgindo um choque ao encostar nele, que ao contrário dela, seu rosto estava quente. E então o beijou. Era um beijo calmo, sereno, doce. Um pequeno sorriso se instalava durante o ato. 

"Ficar um dia longe de você já é o bastante para que eu sinta saudades, sabe?" Raquel falava, logo ao afastar-se, ele ainda segurava sua cintura fortemente, ela mordia os lábios, já sentimento seu corpo pegar fogo. 

"E o que você gostaria que eu fizesse para recompensar essa falta que você sentiu de mim?" ele falava, a olhando de cima para baixo, fixando o olhar por alguns segundos, em seu decote. 

"Me mostra sua experiência" 

"Experiência?" 

"É... Se já ficou com tantas mulheres, deve entender bastante disso" aproximou-se de seu rosto e então cochichou em seu ouvido "Principalmente de perigo" 

"Perigo..." riu "Você acha que corremos perigo?" ele perguntava ao descer suas mãos até seu quadril, Raquel apertava seu peito, logo desfazendo sua gravata lentamente. 

"Talvez a gente corra, mas eu gosto" jogando o pedaço de pano em qualquer lugar naquela sala, Sérgio logo a pegou no coloco e a levou até sua mesa, espalhando todos os papéis e derrubando suas coisas no chão, apenas para dar espaço. Ela abraçava sua cintura com suas pernas, enquanto voltava a beijá-lo com vontade. Enquanto Sérgio tentava abrir os botões de sua camisa, ela fazia o mesmo com sua blusa, mas nunca sem deixar de se beijarem. Ao ficar somente de sutiã, Sérgio direcionou suas mãos para a saia dela, abrindo o zíper e então a deslizando pelas suas pernas. Ela ainda o puxava pelo ombro para beijá-lo. 

Raquel conseguia sentir perfeitamente sua excitação encostando em seu sexo. Mas tudo que ela queria, era sentir dentro dela - pensava. 

"Odeio quando você enrola" Raquel falava enquanto ele levava sua mão até sua calcinha, percebendo o quão molhada ela estava e aquilo o excitava de uma forma inexplicável. 

"Eu gosto de provocar você" ele então respondeu, puxando uma risada rouca de ambos, enquanto a tocava e ela abria a boca sem emitir nenhum som, apenas suportando todo aquele prazer que ele estava a proporcionando. Logo colocando o primeiro dedo dentro dela, soltando leves gemidos e o puxando para mais perto, sentindo o roçar de seus corpos. Ele continuava a estimular, sem parar os movimentos e então colocando o segundo dedo, ela arfava com a cabeça encostada em seu ombro. 

"Você sabe que eu também... Sei te provocar" sua respiração descompassada estava o deixando louco "Mas agora... Eu... Eu quero você, Professor"  

Ela falava, enquanto apertava seus ombros, sentindo aquele primeiro orgasmo se aproximar, e então um longo gemido saiu de seus lábios, mas permanecendo somente nos ouvidos de Marquina. Suas mãos ainda estavam por dentro de sua calcinha e ela respirava com dificuldade. 

Ao afastar seu rosto de seu ombro, ainda apertando os cabelos de sua nuca, Raquel começou a abrir a calça de Marquina, tirando o cinto com tanta facilidade, que o deixava surpreso, ele então afastava sua calcinha e logo direcionava seu membro até sua entrada, Raquel suspirava, ansiando para o que estava por vir.

 Não era possível o que aquela mulher conseguia fazer com ele, o deixava louco, apaixonado, com os pensamentos vidrados nela. Em nenhum momento, desde que haviam decidido tentar ter algo novamente e então dar uma chance para aquele amor, havia se passado pela cabeça deles em desistir, por mais que estivessem ainda, somente tentando e tudo poderia acontecer, certamente não era o que eles queriam, pelo menos era isso que eles pensavam. 

Enquanto Sérgio continuava os movimentos de vai e vem, Raquel sentia seu corpo começar a estremecer, suas pernas o apertavam com mais força. Ele segurava suas coxas com estímulo. Os olhos de ambos levemente fechados, as costas dele totalmente marcadas pelas unhas dela e a mesa mexendo de um lado para o outro, fazendo um barulho alto, mas eles ignoravam - perigo. 

"Mais forte" Raquel pedir com pudor. 

"Mais forte, Inspetora?" ela assentia, olhando rapidamente para os olhos um do outro e então beijando-se, era quente, envolvia língua, era sentimento misturado com um ato sexual que deixava o ambiente pegando fogo "Você gosta assim?" Ele perguntava, sem parar de se movimentarem. 

"S- sim.." em questão de segundos ambos chegaram ao ápice, gemendo no ouvido um do outro, enquanto Sérgio segurava com força seu cabelo e então ofegavam, suas peles compartilhavam um suor que era resultado das melhores aventuras. 

Os dois permaneceram parados por alguns segundos, ainda dividindo o mesmo ar e descansando após alguns minutos de sexo. Enquanto Sérgio se afastava lentamente e se retirava de dentro dela, Raquel começa a se arrumar novamente, ainda com a respiração pesada. Ela descia de cima da mesa com a ajuda dele, que então se abaixou para pegar sua saia e a entregando. Murillo logo estava ajeitando os cabelos através do reflexo da janela. 

"Um dia você vai me matar" Sérgio brincou, enquanto passava dificuldade para arrumar a gravata. 

"Matar?" Raquel riu "Eu sei que você aguenta" ela falou, logo se aproximando dele para ajudá-lo. 

"Não me provoque, você sabe que eu posso dar o troco com muita facilidade" ambos riram e então juntaram seus rostos para um beijo mais calmo. Ela envolvia seus braços ao redor de seu pescoço, levantando os pés para ficar da altura dele enquanto Sérgio segurava sua cintura, a apertando e trazendo para mais perto dele. 

Mas em alguns segundos o celular de Sérgio começou a tocar, estava por cima da mesa, Raquel se afastou lentamente, ambos ficaram ainda se olhando com um pequeno sorriso no rosto e então ele caminhou para pegar o aparelho que tocava continuamente. 

"Alô?" Sérgio falou logo após atender, Raquel caminhava até ele e então beijava seu pescoço, ele suspirava ao perceber qual era de suas intenções. 

"Sérgio? Que saudades de ti meu amigo!" o homem do outro lado da linha falou, ele demorou um tempo para reconhecer. 

"Martin?!" disse com uma voz um pouco assustada, mas seu semblante demostrava felicidade, Raquel se afastou dele ao escutar o nome e parou para olhá-lo, mas logo mirando seus olhos nas marcas de chupões que havia deixado, enquanto segurava seus braços, sentindo seus músculos. 

Os dois homens continuaram conversando e Raquel ainda o olhava. Haviam acabado de combinar de almoçarem juntos. Após encerrar a chamada, colocou o celular em seu bolso e voltou a dar atenção para ela. 

"Quem era?" ela perguntou, dando então um abraço nele, que envolveu seus braços através dela também. 

"Meu amigo, Martin. Há anos que não nos vemos, não sei como ele me encontrou, mas aparentemente está na cidade e quer me ver e ver Andres" respondia enquanto acariciava o cabelo dela com as mãos, e então a mulher se afastou para olhá-lo. 

"Vocês vão almoçar juntos?" 

"Sim... Quer ir?" 

"Não quero incomodar" 

"Raquel... Você não está incomodando, além do mais quero que você o conheça. E pelo que me lembro, ele também era amigo de Ágata, pode chamar ela e então vamos todos juntos" 

"A Ágata o conhecia? Que mundo pequeno" riram. 

"Aqui em Madrid todos se conhecem, não entendo"

 Raquel assentia. Sérgio então saiu da sala dela, a deixando sozinha. Ela voltava a se concentrar em seu trabalho. Mas logo pegou seu celular para verificar as redes sociais - Instagram - e então vendo a foto dela, Verônica. As duas não se davam bem, mas também não se odiavam. Ela era uma mulher que estava há tempos tentando comprar aquela Empresa e vivia direto dando em cima dos chefes, na tentativa de conseguir algo. Naquele momento, provavelmente estaria em Berlim, com sua família, ela não teria com o que se preocupar. 

 

So I never really knew you

God, I really tried to

Blindsided, addicted

Thought we could really do this

 

Logo ouviu alguém batendo na porta, pensou ser Sérgio, mas ao deixar que entrasse, viu Monica com um semblante sério, parecia estar nervosa. 

"Mônica? O que foi?" Raquel se levantou de sua cadeira e caminhou até ela, estava pálida. 

"Talvez eu e seu primo tomamos uma decisão importante em poucos minutos e eu acho que preciso de novas opiniões" a amiga respondeu, Raquel estava começando a ficar preocupada e então a mandou sentar-se em sua cadeira. 

"Mas o que aconteceu?! Não estou te entendendo" 

"Estamos juntos há alguns meses e... Eu o amo, sabe? De verdade, já estamos praticamente morando na mesma casa, e por mais que tenha sido tudo muito rápido, eu acredito que quero ficar com ele..." 

"Mônica... O que houve?" Raquel perguntava inquieta. 

"Conversamos e... Pensamos em adotar uma criança" Raquel se espantou com a resposta, acabou ficando sem reação "Eu sei que parece loucura, mas como vocês são uma família, já moraram juntos... O que você acha disso? E se... E se algo acontecer e a gente terminar, eu não sei se estarei preparada pra ser mãe solteira" Mônica logo soltou tudo de uma vez só, Raquel tinha um olhar carinhoso, e então estendeu a mão para a mulher, a segurando e acariciando. 

"Meu primo é uma das melhores pessoas que eu já conheci. Eu não acho isso exclusivamente uma loucura, foi rápido? Sim! Mas e daí? Vocês se gostam, sei que vão conseguir, e eu... Estou doida pra ter um sobrinho" Mônica no mesmo momento colcou um sorriso no rosto, estava mais confortável com aquelas palavras. 

"Ah Raquel... Você é tão perfeita, uma das minhas melhores amigas, não sei o que seria sem você e seus conselhos" as duas então sorriram uma para outra e Mônica se levantou, mas parando na frente da porta antes de abri-la "Vocês transaram?" 

"Que?!" Raquel perguntou nervosa, olhando para si mesma e conferindo se ainda não estava nua.

"Na próxima não esqueçam de arrumar os papéis" Mônica riu e então Raquel avistou todas as coisas jogadas no chão, lembrando-se de quando ele a pegou no colo e a levou até a mesa, sorriu. 

Ao chegar a hora do almoço, Raquel lembrou-se de chamar Ágata, da forma como Sérgio havia pedido. Era uma de suas grandes amigas, confiava tanto que jamais imaginaria ela fazendo algo que a machucasse -  imaginava.

 

But really I was foolish

Hindsight, it's obvious

Talking with my lawyer

She said: Where’d you find this guy?

 

Caminhou até a mesa da mulher e logo a mesma a viu, sorriram. Ágata estava pegando sua bolsa e já caminhava até o elevador.

"Ágata" Raquel a chamou, a alcançando e então elas pararam na frente daquela grande porta de metal, junto com outras pessoas.

"Oi cariño. Precisa de algo?" Ágata perguntou sorridente, com sua bolsa em uma das mãos e a olhando.

"Você conhece um tal de Martin?" perguntou, logo a mulher virou a cabeça e fez expressão de quem tentava lembrar-se, voltando logo a olhá-la. 

"Sim, sim! Era um amigo meu, por quê?" 

"Aparentemente Sérgio vai almoçar com ele... Perguntou se você quer ir junto" em segundos entraram no elevador, Ágata continuava ainda pensando, mas passou então a afirmar com a cabeça. 

"Você também vai?" 

"Sim... Sérgio está me esperando no estacionamento" 

"Posso ir com vocês?" 

 

I said young people fall in love

With the wrong people sometimes

Some mistakes get made

That's alright, that's okay

 

"Claro!" 

Raquel então sorriu. Ao chegarem, avistaram o homem parado ao lado de seu carro, um sorriso brotou em seus lábios ao ver Raquel caminhando até ele para beijá-lo. Ela estava sempre deslumbrante, pensava. Ainda mais depois do que fizeram na sala dela horas antes. Ágata então o cumprimentou e logo os três estavam indo até o restaurante. Seria outro, um que não tinham tanto costume, era maior, mais chique e que ficava a mais alguns minutos dali, Raquel logo quis colocar uma música para não ficar todos em silêncio - Brown Eyed Girl. 

Os dois riam ao escutar a melodia, Sérgio não conseguia parar de olhá-la e admirá-la, joder, ela era tão linda. Seus olhos eram lindos, seu cabelo, seu corpo, sua alma era bela, ela era em si, toda perfeita. E ele tinha sorte por estar apaixonado por alguém tão incrível. Enquanto isso, ela não o olhava, estava com vergonha, uma mulher que sempre tomava a iniciativa em tudo, estava com vergonha, ele a deixava assim, sem jeito. Os dois pareciam adolescentes de quinze anos completamente apaixonados. Raquel sentia tanto por ele, seu coração doía só de pensar que poderia perdê-lo novamente, depois de anos. Ele logo foi colocando sua mão em sua coxa, Raquel então a pegou e a apertou, eles logo se entreolharam e sorriram. 

Quando chegaram no lugar, os três caminharam juntos até a mesa e logo encontraram com Martin. Sérgio prontamente foi recebido com um grande abraço. 

"Como estás amigo?!" Martin perguntou enquanto ainda segurava os braços de Sérgio, que ficava sem jeito, mas feliz. Foi então que o outro homem viu as outras duas mulheres, mas seus olhos focaram em Ágata, sorriram juntos, Raquel ainda permanecia ali parada, sem saber o que fazer. Quando os dois também se abraçaram, Sérgio se aproximou de Raquel e segurou em sua mão, ele pôde sentir elas suarem frio de nervoso. 

"E quem é essa bela dama?" Martin brincou, referindo-se à Raquel. 

"Essa bela dama..." olhou para Raquel e então a girou, fazendo-a rir, ela estava mais vermelha que um pimentão "É Raquel. Minha... Namorada?" Raquel assentiu e logo abraçou o novo amigo. Os quatro logo começaram a se ajeitar na mesa, Ágata ficava sentada ao lado de Martin, enquanto Sérgio e Raquel ficavam em frente aos dois. 

O assunto ia fluindo, era bom encontrar alguém depois de anos - dependendo das pessoas. Mas obviamente o novo amigo iria querer aparecer com algumas de suas teorias.

 

You can think that you’re in love

When you're really just in pain

Some mistakes get made

That's alright, that's okay

 

"Vocês sabem que o sexo entre homens é o melhor, não é?" Martin falou, mudando de assunto completamente e fazendo todos o olharem estranho. 

"Muito bem, e por quê?" Ágata o perguntou o encarando. 

"Porque não há mulheres oras!" respondeu, Raquel abria a boca sem acreditar no que o homem dizia "Os dois homens se encontram e se aliviam, nem precisam se conhecer" 

"Você não estudou biologia?" Novamente Ágata o desafiava, Sérgio permanecia concentrado em seu prato, por mais solto que fosse, odiava esses assuntos aonde se encontravam mais pessoas ao seu redor. 

"Mas isso é biologia! Os homens precisam se livrar do seu veneno, e então aparece o Bum Bum. Após se livrar do corpo, nós dizemos ciao" completou, todos faziam uma cara desentendida. 

"Pelo menos as mulheres gozam por horas, não em cinco segundos, como a gente" Sérgio finalmente falou, um sorriso brotou nos lábios de Raquel, que completou. 

"E nós podemos fazer dez vezes seguidas" olhou brevemente para Ágata e voltou para Martin "Ou mais" 

"Mas diferente dos homens, vocês não precisam sentir prazer, até porque o corpo de vocês foi feito para se reproduzirem" O homem falava, Sérgio então bebia um gole de água, querendo não estar ali. 

"Eu com certeza não queria estar no seu lugar" Raquel falou, Ágata então assentia. 

"Alguém muda de assunto, por favor"

 Ágata implorava, trazendo risadas de todos. Os quatro então terminaram de almoçar. No fim, despediram-se de Martin, que por mais sem noção que fosse, era um ótimo amigo. Voltaram novamente juntos para a empresa. Ágata ia no carro colocando a mão em sua barriga enquanto avistava do lado de fora, através da janela, uma mãe e seu filho, que segurava um grande urso de pelúcia, seu sonho sempre era ser mãe, mas nunca saberia se poderia ou não realizá-lo. Chegaram em minutos no lugar e logo separarou-se de Sérgio e Raquel. Os dois caminhavam lentamente até a sala de Murillo. 

"Te vejo depois?" ele perguntou, Raquel então confirmou e logo lhe deu um beijo suave e rápido na boca. 

Sérgio logo se misturava no meio da pequena multidão, ela ainda o olhava de longe, com um sorriso. Abrindo lentamente a porta, conseguiu sentir a luz do Sol invadindo o lugar e aquecendo por conta do frio. 

 

In the end it's better for me

That's the moral of the story, babe

It's funny how a memory

Turns into a bad dream

 

Ela por alguma razão, sentia que aquele dia talvez não fosse o melhor. Estava nervosa, mas ao mesmo tempo muito feliz. Estava com suas amigas de anos, com um homem pelo qual estava totalmente apaixonava e encantada, trabalhando com o que amava, nada poderia dar errado. 

Sérgio enquanto isso, antes mesmo de entrar em sua sala, deu de cara com Andres, que sorria como nunca, ele estranhou. 

"Vai ficar me encarando?" perguntou. 

"Credo, como você é chato" rapidamente fechou a cara e deixou o amigo abrir a porta de sua sala. 

"Você aparece do nada sorrindo pra mim, parece até um psicopata" Sérgio brincou, logo colocando suas coisas em sua mesa e sentando-se em sua cadeira, o outro homem também entrou. 

"Só queria saber porque você encontrou com o Martin e não me chamou" 

"Pelo que eu me lembre, na última vez que vocês se viram, estavam brigados" 

"Estávamos. Exatamente. No passado. Poxa Serginho, ele é meu amiguinho" fez então uma cara de cachorro pidão. Marquina continuava sério. E então alguém entrou pela porta, fazendo ambos pularem de susto. 

"Puxa vida, a madame apareceu!" Andres brincou, rapidamente ao ver Ágata parada em frente a porta, os três se encaravam. 

"Preciso conversar com o Marquina, e você? Cala a boca" Ágata falou, fazendo Andrés revirar os olhos e logo se retirar da sala, mas antes lançando um olhar para Sérgio, como quem diz, cuidado aonde vá se meter, hermanito. 

 

So romantic, but we fought the whole time

Should've seen the signs, yeah

Talking with my mother

She said: Where’d you find this guy?

 

"Sérgio..." Ágata falava nervosa ao se aproximar da mesa do homem e então sentar-se na cadeira, ficando frente a frente. Sérgio continuava a olhando sem entender "Vai parecer estranho eu de repente chegar na sua sala assim, já que nós dois não conversamos muito, mas eu te considero uma família, assim como essas pessoas dessa empresa, que foram a coisa mais parecida com uma família que já tive na vida" ela falava o olhando com os olhos lacrimejando "E eu... eu já tinha desistido. De ter um família. Mas hoje eu percebi que... as coisas podem ser diferentes, acho que há outras maneiras. E eu quero tanto ser mãe, sempre quis mas... nunca tive tanta certeza em toda a minha vida. Sair andando com meu filho e com o cachorro por aí" ambos riam, Sérgio a olhava emocionado e assentia com a cabeça enquanto ela falava.

"O que você está dizendo é muito lindo, Ágata, de verdade" Marquina então falou. Um silêncio logo se instalou no lugar e ela o olhava, nervosa para o que iria dizer.

'Você..." iniciou e Sérgio rapidamente a olhou, já que estava com os olhos vidrados no computador "Você seria o pai do meu filho?" falou, Sérgio rapidamente travou e a olhou arregalado. Jamais imaginaria um pedido desses "É que... a combinação genética é muito importante. Você é tão inteligente. Tão honesto. Tão sensível. Tão bonito. E com ideais"

"Isso é muito lisonjeiro. Mas o que você me pede é impossível" ele então negou, Ágata rapidamente sentiu as lágrimas escorrerem pelas suas bochechas. Mas ele era um homem comprometido, não poderia aceitar ser pai de uma criança cuja mãe não era su mujer. 

"Olha eu não estou pedindo pra você bancar o pai, só se quiser. Eu só estou pedindo uma doação pra que eu possa fazer diferente. Sem vínculos" aquilo estava o deixando cada vez mais nervoso, Sérgio não era um homem de não ter vínculos.

"Eu não sou uma pessoa que não se víncula. Até porque tudo que eu faço, é pensando em alguém, não dá..." falou, ela logo sentiu seu peito apertar "Eu sinto muito, de verdade"

"Eu só achei que familiares se ajudavam, ajudavam uns aos outros sem perguntar. Porque faz você feliz e sua vida depende disso. E é isso que nós somos. Uma família." e então Ágata terminou de falar, logo levantando-se e indo até a porta, ele continuava com o olhar fixo em um ponto aleatório da sala. Não poderia aceitar, mas não conseguia suportar ver alguém lhe pedindo algo e sabendo que, podendo ajudar, estava mesmo assim negando.

"Ágata." a chamou e ela rapidamente parou em frente á porta, ainda com um semblante triste. Virando-se para ele, que a olhou sem jeito "Eu acredito que você já fez tantas coisas pelos outros, por mim... Coisas bem mais complicadas do que essa que você está me pedindo agora" e então sua expressão mudou para uma que demonstrava total esperança.

 

Said some people fall in love

With the wrong people sometimes

Some mistakes get made

That’s alright, that's okay

 

"Isso é um sim?" Sérgio assentiu envergonhado.

"Meu Deus! Meu Deus! Obrigada" logo deu a volta na mesa e o puxou para um abraço, ele retribuía sem jeito "A gente vai fazer na melhor clínica de fertilização do mundo!" e então o encarou sorrindo "Ou podemos fazer do jeito natural" ele rapidamente retirou o sorriso de seu rosto e fez com que ela largasse seus braços. 

"Que está totalmente descartado! Até porque do jeito natural só uma pessoa pode. Deixaremos na mão de profissionais"

"A Raquel tem sorte" falou ao sorrir novamente "Isso vai ser incrível" e em um último olhar, ela novamente o abraçou

[...]

Quando Ágata retornou até sua sala, logo pegou seu celular que estava em cima de sua mesa e então procurou o número de Silene, sua melhor amiga. 

"Meu Deus que foi..." Silene falou com uma voz serena ao atender a ligação "Estou com sono..."

"Ele me disse que sim!" e a expressão de ambas mudaram para um sorriso de orelha a orelha "Você vai ser tia" e as duas logo riram emocionadas.

"Estou muito feliz por você. Mas você ainda não me disse quem é!" falou ainda em meio a risadas. 

"É só um homem, amigo meu" 

"Amigo... hmm" brincou "Mas e o bebê? Ele já tem nome?" Silene perguntou.

"Ainda não. Já pensou em algo?"

"Ele poderia se chamar... Ibiza. Já nasce sabendo que vai se divertir muito!"

"Eu estou muito animada, você nem imagina"

"Queria estar ai para ver sua barriga crescendo..." Silene sentia seus olhos lacrimejarem. Em segundos, após desligarem a chamada, Ágata escutou a porta de sua sala se abrir, era Mônica e Raquel encostadas no batente da porta, logo depois de terem escutado as risadas do lado de fora de sua sala.

 

You can think that you're in love

When you're really just engaged

Some mistakes get made

That's alright, that's okay

 

"O que está rolando aqui?" Mônica perguntou com um sorriso, Raquel se encostava em seu ombro.

"Despedida de mãe solteira essa noite, meu amor!" as duas logo arregalaram os olhos felizes.

"Você está grávida?!" Raquel perguntou e então correram as três para se abraçarem.

Elas então em segundos de conversas, marcaram de sair para comemorar a gravidez de Ágata. Raquel antes de voltar para sua sala, passou na de Alicia, não iria sair sem chama-la. Caminhou feliz durante o percurso, estava orgulhosa de sua amiga.

 Entrando na sala, conseguiu dar um susto em Alicia e Andres, que estavam aos beijos no pequeno sofá. 

"Ai que susto!" Sierra falava, saindo rapidamente do colo de Andres, que ajeitava a gravata e as olhava escondendo o sorriso.

"E é pra isso que as portas possuem chaves" falou referindo-se a Alicia, que o olhou irritada e então andou até Raquel.

"Desde quando vocês andam se pegando?" Murillo perguntava ainda muito surpresa.

"Eu só estava acabando com a minha abstinência sexual" Alicia falou, fazendo os dois rirem.

"Já se tornou meu novo casal" Raquel brincou "E a Alicia dá aqueles chás milagrosos" Alicia então a olhou desacreditada, mas confirmou, olhando para Andres enquanto mordia os lábios. Ambos logo esqueceram da presença de Raquel.

"Ei! Eu tô aqui!" ela naquele momento os chamou.

"Então fala o que você quer" Alicia logo a repreendeu.

"A gente vai na casa da Ágata e você vai comigo. Nem ouse dizer que não" os dois então reviraram os olhos "Qual é? Não quero ficar lá sozinha!"

"Fica com a Mônica, ué!"

"Me sinto trocada por sexo" Raquel falou e logo fez um semblante triste para convence-la.

"Agh que saco, tá bom" E então ela rapidamente sorriu e se retirou da sala, deixando os dois novamente sozinhos. 

 

22:59, na casa de Ágata

 

As quatro logo estavam reunidas no grande cômodo da casa - a cozinha. Enquanto riam e bebiam. Conversavam sobre absolutamente tudo. Raquel havia pedido através de uma ligação para que Sérgio a pegasse em minutos. Até lá, queria aproveitar ao máximo com suas amigas.

"Oh, Ágata!" falou já um pouco bêbada "Mas em nem sabia que você tinha namorado!" Raquel perguntou sorrindo enquanto colocava mais bebida em seu copo.

"Eu também não!" todas riram "É uma amizade colorida!" elas então assentiram.

"E qual vai ser o nome?" Mônica então perguntou.

"Ibiza! A Silene que escolheu!" Ágata respondeu, todas então novamente sorriram, o ambiente estava rodeado de gargalhadas que se misturavam com a música ao fundo.

Elas então começaram a pular e dançar. Dividindo os mesmos copos e bebendo até mesmo da boca da garrafa.

"Todas decidiram ter um filho hoje, o que será que houve?" Raquel falou, ela e Alicia já estavam em um canto mais separadas. 

"Talvez estejam em seu período fértil" Alicia falou, soltando a fumaça que estava acumulada em sua boca "Quer um cigarro?" Alicia perguntou para Raquel. 

"Não fumo"

"Você coloca de tudo na boca, menos um cigarro!" falou sem acreditar, por mais incrível que parecesse, Alicia era a menos bêbada ali, em uma fração de segundos, Raquel o pegou e voltou com as outras meninas para se divertirem. Até escutarem a buzina de um carro - Sérgio.

Ele logo ia entrando na casa, até dar de cara com as mulheres pulando sem parar. Batendo lentamente na porta para chamar sua atenção, sem sucesso. Na terceira vez seguida, as quatro o viram e então correram para desligar o som. Raquel caminhava totalmente bêbada até ele, que teve que a segurar para que não caísse. Ele a olhava nervoso e logo olhou para as outras meninas, dando um tchau sem palavras. A levando até o carro, Raquel ria sozinha ainda com o cigarro em mãos. Ele logo que o viu, o pegou e jogou em um lixo que estava na calçada.

"Meu Deus, eu nunca te vi assim" falou nervoso, tentando com todo cuidado coloca-la dentro do carro, no banco do passageiro.

"Você ficou sabendo que a..." Raquel parou, fechando os olhos e novamente rindo "A Ágata está grávida?" Sérgio então a olhou e engoliu em seco. Fechando a porta e dando a volta no carro para poder irem para casa, já pensava, talvez ele tenha feito besteira, e das grandes.

 

In the end it's better for me

That's the moral of the story, babe

 

 


Notas Finais


Só dedo no cool e gritaria


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