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História You are not alone anymore - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Fiquei pensando em como o sentimento que esses dois têm um pelo outro é contraditório, e aí nasceu essa fic.

A arte da capa não é de minha autoria, créditos ao artista.

Boa leitura...

Capítulo 1 - Capítulo único



Já faz um tempo que a mesa foi tirada e Jojo não desceu até agora para comer. Ele me olhou esquisito quando me referi ao Joestar como "nosso pai" e me pergunto se foi por esse motivo que não veio jantar conosco.

Tenho seguido com meu plano de tomar para mim a fortuna dessa família detestável e não há nada que ele possa fazer para evitar. Esse idiota deveria simplesmente aceitar que eu, Dio, sou um filho muito melhor do que ele jamais será.

Só que tem algo errado... Apesar de o jantar não ter sido nada de extraordinário como sempre, a ausência dele à mesa me... incomodou? Não, não pode ser, isso não faz sentido algum. Eu odeio aquele almofadinha e vou fazer de tudo para cumprir meu objetivo.

- Senhor Dio, sabe do patrãozinho Jojo? É raro ele não descer para comer...

Droga, ter que ser agradável com criaturas inferiores é cansativo. Talvez se eu responder qualquer coisa esse velho mordomo enxerido largue do meu pé.

- Bom, eu não sei... Voltamos da faculdade juntos, mas hoje ele está meio esquisito... Deve ser cansaço, foi uma partida dura.

- Sinto muito pedir isso ao senhor, mas poderia dar uma olhada nele? O patrãozinho Jojo aprecia muito a sua companhia, ele o ama como se fosse um irmão! E acho que o senhor também mudou bastante desde que chegou a essa casa... Dá gosto ver como vocês dois se dão bem!

Tsc! Que bobagem... A única pessoa a quem amei nesta vida está morta por culpa daquele bêbado maldito, que fiz questão de mandar pessoalmente para o inferno... Mas, se eu quiser levar meu plano adiante, não tem outro jeito a não ser dançar conforme a música.

- Não se preocupe, eu já pretendia fazer isso mesmo...

- Muito obrigado!

Subi as escadas e logo dei de cara com o quarto de Jojo. Imaginei que a porta estaria trancada e bati, esperando alguma reação.

- Jojo? Está tudo bem? Posso entrar?

- Vá embora, Dio. Quero ficar sozinho.

- Ho... Todos estão preocupados porque você não desceu para o jantar, então vim dar uma olhada. Anda, abra a porta.

Depois de alguns instantes, ouvi o barulho da chave sendo virada e então a porta se abriu. Jojo estava com os cabelos desarrumados, como se tivesse acabado de acordar. Ele estava sem camisa e vestia apenas a calça do pijama. Provavelmente devia estar nu e vestiu a primeira coisa que viu em sua frente.

- Você estava dormindo? Desculpe, eu não queria te incomodar...

- Não incomodou. Eu estava dormindo, mas já acordei há algum tempo, só não tive fome. Como pode ver, está tudo bem, então se me dá licença...

Nem percebi quando coloquei o pé para impedir que Jojo fechasse a porta. Ele me olhou surpreso e, antes que me expulsasse, tratei de entrar logo e sentar na cama, esperando que ele viesse até mim.

- Dio...

- Jojo, você está esquisito desde a hora que voltamos. O que você tem?

Seus olhos azuis me encararam com resignação, como se não tivesse chegado à conclusão alguma durante o tempo em que esteve sozinho no quarto.

- Não é nada, eu só me dei conta de que nem percebi quando você deixou de se referir ao meu pai como "Sr. Joestar". Fora isso, eu... Ah, deixa pra lá.

- Ho... sabe que pode me dizer qualquer coisa, Jojo.

- Não quero falar com você sobre isso. Já coloquei uma pedra nesse assunto.

Tentei puxar pela memória algum assunto que fosse "tabu" entre nós e me lembrei do vira-lata. Na época ele chegou a desconfiar de mim, mas não levou a suspeita adiante, pelo contrário. Chorou a morte do pulguento por algumas horas e depois me pediu desculpas por não ter me feito companhia no jantar. Os anos se passaram e, embora ele ainda carregue isso no peito, nunca mais tocou no nome do cão.

Ele se sentou ao meu lado na cama e pude ver mais de perto seu tórax bem definido. Jojo havia se tornado um homem belo, embora conservasse sua aura inocente de sempre. Tentei fazê-lo falar, talvez eu pudesse usar esse tal assunto no meu plano.

- Ora vamos, Jojo... Você não precisa ter segredos para mim... Passamos boa parte de nossa juventude juntos, não há nada sobre você que eu não saiba...

Jojo me encarou com aqueles olhos azuis límpidos, tão puros que chegavam a ser uma ofensa. Cada vez que Jonathan Joestar me olhava daquele jeito, eu sentia como se ele pudesse ver através de mim... de toda a escuridão que trago em meu peito desde que me conheço por gente e da qual nunca tive intenção de me separar.

- Eu... estava pensando na Erina. Faz tanto tempo que não a vejo, sinto saudades dela...

Tsc. Tinha me esquecido completamente daquela caipira. Roubei seu primeiro beijo e ela lavou a boca com água suja, que humilhação... Torci para que ela estivesse bem longe dali, de preferência, morta e enterrada.

- Jojo, se ela se importasse com você, teria te mandado uma carta, não acha? Deixe isso pra lá, ela não é a única mulher do mundo e você merece algo mais... refinado.

- Não fale assim dela, Dio. Sabia que não devia ter te falado nada. Você não entende.

- O que eu não entendo é você ficar sofrendo por algo que não adianta. É inútil, Jojo. Vai por mim, o mundo é enorme e existem pessoas bem mais interessantes por aí. - O que eu estava dizendo? Por acaso saíram da minha boca palavras de motivação?

- Se você diz, deve ser verdade... É que eu... me sinto tão sozinho...

Num instante eu estava prestando atenção às fraquezas expostas por aquele homem enorme e sensível e no outro... eu o beijava como se dependesse disso para respirar. Fui correspondido por um breve momento, mas logo Jojo caiu em si e me empurrou.

- O-o que pensa que está fazendo, Dio? Você é meu irmão...

- Nós não somos irmãos, Jojo... Você não disse que estava se sentindo sozinho? - Levantei da cama e tranquei a porta, sem saber direito o que estava fazendo - Me deixe te fazer companhia...

- M-m-mas eu não gosto de você desse jeito, devemos fazer isso com alguém que amamos...

- Ho... Não seja inocente, Jojo... Amor é para os fracos. - Segurei seu rosto em minhas mãos com uma delicadeza que nunca rendi a ninguém. Ele me encarava confuso, mas não lhe dei mais tempo para pensar. Capturei novamente aqueles lábios puros e mal podia esperar para corromper até o fundo de sua alma.

A hesitação inicial foi dando lugar à curiosidade. Jojo deu passagem à minha lingua ávida por saborear cada canto de sua boca e aos poucos se rendeu ao meu toque. Eu pretendia beijá-lo até que ele ficasse refém de meus lábios, para então afastá-lo de mim, deixando-o mais confuso do que nunca. Era perfeito! Ele ficaria ainda mais desamparado e solitário, achando que ninguém o amava. Eu tomaria dele seu pai, sua fortuna e toda a sua autoconfiança, deixando-o à mercê de minha vontade.

Mas, num instante, tudo mudou. O olhar curioso de Jojo mudou para algo diferente. Em todos esses anos, eu nunca tinha visto aquela nuance em seus olhos... O que seria aquilo...? Era... desejo? Não é possível, Jonathan era puro demais para sentir algo tão mundano.

Só que eu não podia estar mais enganado. Antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, ele me deitou delicadamente na cama e então me afastei de seus lábios, tentando entender o que ele queria.

- Jojo...?

- Dio, eu não sei se isso é certo... Na verdade, nunca senti algo assim antes. Então, já que chegamos a esse ponto, vamos pelo menos... fazer com que seja especial para nós dois. Eu nunca fiz isso com ninguém, mas... prometo que não vou te machucar, Dio.

- D-d-do que está falando?

- Eu entendo, Dio. Você também se sente sozinho, não é? Vamos lidar com isso juntos.

Jojo começou a desabotoar minha camisa desajeitadamente e eu mal consegui me mexer. Achei que o tivesse sob controle, mas estava errado. Aqueles olhos azuis me hipnotizaram e de repente tudo o que eu queria era que ele me invadisse sem dó e fizesse uma verdadeira bagunça dentro de mim.

Aproveitei para tirar suas calças de uma vez e confirmei que ele realmente não usava nada por baixo. Vi seu pênis ereto e rígido diante de mim e me veio um desejo imenso de ser devorado por aquele homem. Senti algo me incomodar na região do baixo ventre e percebi que eu também estava tão duro quanto ele, chegando até a latejar.

Jojo finalmente terminou de abrir minha camisa e deixou meu peito exposto, acariciando-o de leve. Meus mamilos endureceram ao seu toque, e nem percebi quando comecei a gemer. Para quem se dizia inexperiente, o instinto estava fazendo muito bem a sua parte e quando ele tirou a última peça de roupa que eu ainda vestia, meu coração bateu mais forte, apreensivo pelo que viria depois.

- Vou te deixar mais confortável, Dio... - Jojo posicionou um travesseiro debaixo do meu quadril e afastou minhas pernas com cuidado - Acho que preciso fazer algo para não te machucar... Talvez...

Sem saber direito se era o correto, Jonathan lambeu um de seus dedos e penetrou meu ânus com ele. Senti uma dor indescritível, não era totalmente horrível... mas estava longe de ser agradável. Talvez por estar preocupado com minha reação, Jojo começou a mover seu dedo lentamente, de forma a fazer com que eu me acostumasse àquela invasão. Logo o incômodo diminuiu e senti o prazer me invadindo.

Encorajado pela minha expressão de deleite, meu então amante colocou mais um dedo e senti o dobro de prazer. Levei minha mão ao meu pênis inconscientemente e comecei a me masturbar no mesmo ritmo em que ele me invadia. Quando Jojo acrescentou o terceiro dedo, eu já estava completamente entregue e então, de súbito, ele parou para me observar.

- Queria que você pudesse ver sua expressão agora, Dio... Parece estar realmente feliz.

- N-n-não diga besteiras, Jojo... Por que você parou?

- Porque acho que você já está pronto. Eu vou...

- Não precisa falar nada. Estou esperando.

Ainda sorrindo, Jonathan afastou um pouco mais minhas pernas. Segurei os lençóis apreensivo, não sabia o que esperar daquilo. Já tinha feito sexo com mulheres, mas não passava de um ato mecânico, seria mais como... uma necessidade física. Mas aquilo... era completamente diferente.

Com calma, Jojo conduziu seu membro para a minha entrada, me penetrando de uma vez. Senti como se uma corrente elétrica tivesse passado por todo o meu corpo e todas as sensações do mundo se fizeram presentes quando ele começou a me estocar. No início, os movimentos eram lentos e incertos, como se estivesse procurando um meio de fazer aquilo do jeito certo. Depois, o ritmo se intensificou e comecei a gemer alto, grunhindo a cada vez que ele acertava um ponto em específico.

- Você parece se sentir melhor quando eu te acerto aqui... - Mais uma estocada certeira, que me tirou o fôlego. Jojo era esperto e aprendia rápido, enquanto meu braço doía, já que eu tinha intensificado o ritmo de minha masturbação.

Sem conseguir continuar se contendo, Jojo aumentou ainda mais o ritmo e logo seus gemidos másculos fizeram coro aos meus. O perfume que Jonathan exalava embriagou meus sentidos e tudo o que eu queria era que ele se aproximasse mais, para que eu pudesse aspirar mais daquele aroma. Soltei os lençóis e ergui meu corpo para abraçá-lo, trazendo-o para perto de mim. Sem parar de se mover, Jojo me ajeitou melhor debaixo de si.

Aquilo era tão... bom... Nunca havia sentido tanto prazer na vida e duvidava que algo se assemelhasse àquela sensação. Jojo era um amante atencioso e amoroso; além de proporcionar uma experiência única para nós dois, ia deixando uma trilha de beijos em cada canto do meu corpo, que já era refém desse homem.

- Jojo... Eu...

- Shh... Não diga nada... Você... consegue sentir?

- Sentir o q-quê?

- Que não está mais sozinho.

Antes que eu tivesse tempo de responder, senti algo quente me preenchendo. Era o sêmen de Jojo, escorrendo de leve pela minha entrada. Senti que estava prestes a gozar também e logo veio o alívio em forma de orgasmo, manchando minha mão, os lençóis e parte do tórax definido de meu amante.

Era a segunda vez na minha vida que me sentia amado e importante para alguém e nem percebi quando as lágrimas começaram a escorrer. A expressão de prazer de Jojo se transformou em preocupação e não sei por que, mas algo se quebrou dentro de mim naquele instante.

- Desculpe, eu te machuquei? Não foi minha intenção...

Ah, aqueles olhos azuis... Mesmo depois de termos feito algo tão sujo, a pureza que ele emanava não se maculara. Sem esperar minha resposta, Jojo me abraçou apertado e me beijou mais uma vez. Todas as respostas que eu pretendia falar morreram em meus lábios naquele momento e tudo o que pude fazer foi me deixar levar mais uma vez.

Encarei a marca de estrela em seu ombro esquerdo e em seguida me concentrei nas batidas de seu coração. Aquele som me acalmou e me senti sonolento, as pálpebras pesadas, teimando em fechar.

- Pode dormir aqui, se quiser. Eu estarei aqui com você. Não se esqueça, Dio... Você não está mais sozinho.

Mais uma vez não consegui responder nem sorrir. Fechei meus olhos e logo tudo ficou tão escuro como as trevas que habitavam meu coração.

XxX

- Lorde DIO? O senhor está bem?

Acordei intrigado e me vi num local mal iluminado, cheirando a mofo e pó. Em meio à penumbra, consegui distinguir a silhueta de Vanilla Ice, cuja postura parecia preocupada.

- E por que eu não estaria?

- M-me desculpe, mas o senhor estava bem agitado durante o sono, chamando o nome de Jonathan Joestar. Não consegui deixar de vir checá-lo, fiquei preocupado, e se o corpo daquele maldito estiver reagindo contra o senhor?

- Quem você chamou de maldito?

Vanilla Ice me olhou confuso, como se não tivesse entendido o que eu tinha acabado de dizer.

- J-J-Jonathan Joestar?

Nem percebi quando ativei o The World para me aproximar dele e decepar sua cabeça patética, que caiu rolando aos meus pés. Aquela boca presunçosa paralisada num esgar de surpresa, como se não esperasse o ataque. Apalpei com delicadeza a marca de estrela em meu ombro esquerdo e respirei fundo, sentindo aquele comichão indesejável no peito que outrora pertencera à segunda pessoa que amei em toda essa longa vida.

- Nunca mais... repita o nome dele. Aquele homem é bom demais para ter seu nome pronunciado por uma escória como você.

Tive vontade de fazer todo o seu corpo em pedaços, mas me contive. Logo Joseph e seus companheiros estariam ali e eu não podia me dar ao luxo de perder mais um de meus peões. A contragosto, ressuscitei-o com meu sangue maldito e o despachei em seguida, ficando sozinho com meus pensamentos.

- Ho... Você tinha razão, Jojo... Não estou mais sozinho. Nem a morte foi capaz de nos separar.

Me aproximei daquele caixão em que habitei por tanto tempo e segurei seu crânio em minhas mãos. Aqueles olhos azuis límpidos já não estavam mais ali e seu perfume se esvaíra há tempos, mas ainda assim não pude evitar de beijar o local onde antes estiveram aqueles lábios sinceros e quentes. Darei um fim ao destino desse sangue... e quem sabe um dia poderei vê-lo novamente... meu querido Jojo.


Notas Finais


Eu tenho pra mim que o Jonathan não torrou a cabeça do Dio usando o hamon porque na verdade ele não queria matá-lo. Um bebê amoroso <3

Espero que tenham curtido! Até a próxima! ^^


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