1. Spirit Fanfics >
  2. You are the only friend I need - One piece. >
  3. Nunca vai ser o suficiente.

História You are the only friend I need - One piece. - Capítulo 2


Escrita por: vltzoro

Notas do Autor


leiam!!
antes do primeiro "[...]" luffy tá narrando, depois da primeira quebra de tempo que será representada desse jeitinho "[...]" sou eu, autor😼

eu não sei muito bem o que saiu daqui, eu só fui escrevendo e deu essa bagunça aqui.
enfim, o que eu tento retratar nesse capítulo é: a vida adulta.

eles ficaram longes um do outro assim que alguns completaram a maior idade, os mais velhos do grupo já não eram tão presentes e, tudo acabou quando os mais novos completaram a maior idade

enfim, é uma vida complicadakk
mas tem final feliz😼

Capítulo 2 - Nunca vai ser o suficiente.


Fanfic / Fanfiction You are the only friend I need - One piece. - Capítulo 2 - Nunca vai ser o suficiente.

A sensação de acordar e encarar o teto com a visão embaçada e um zumbido irritantemente alto dominando aos poucos minha cabeça era familiar.

A sensação de levantar, sentar na ponta da cama e escorregar meus pés para fora do colchão aconchegante, encostar a ponta do meu pé esquerdo; sendo seguido do direito no piso gelado, a fricção gostosa da minha pele quente com o mármore frio me arracando uma risada anasalada e um remexer dos ombros ao sentir um arrepio forte passear por todo o meu corp, era familiar.

A água gelada caindo sobre o topo da minha cabeça, deslizando por minha nuca e encaminhando-se até minhas costas, seguindo um caminho desgovernado por todo o meu corpo, fazendo o trabalho de limpar minha pele – vermelha e sensível por entrar em contato com a água fria logo de manhã, – já que eu estava ocupado demais em xingar qualquer divindade existente por estar sendo castigado daquela forma. Familiar não, repetitivo.

E continuava assim, todo o santo dia se repetindo, a única coisa que mudava era as aulas diferentes, os temas retratados nos longos horários cansativos com professores diferentes. Então, eu me acostumei. Era cansativo, monótono.


Saindo da faculdade, peguei um ônibus cheio sem a sorte de encontrar um lugar vazio para descansar meus pés machucados pela curta corrida para pegar o maldito ônibus, e era obrigado a passar a viagem toda de pé, com as pernas toda fodida de cansaço e a puta dor de cabeça. Monótona, irritante.

Chegando em casa, joguei minhas coisas em um canto qualquer e corri para o andar de cima, me despindo ao entrar no quarto, deixando um rastro das minhas roupas pelo chão da porta do quarto até a do banheiro. Estou atrasado, ótimo. Banhar rapidamente depois de um dia chato e cansativo não estava nos meus planos, agora eu tenho apenas uma hora para resolver meus trabalhos, me arrumar e ir direto para o trabalho.


Então, por um momento, eu senti vontade de chorar. É enlouquecedor ter que envelhecer. O sentimento sufocante de viver a mesma coisa todos os dias, não ter nada de diferente para animar, nenhuma aventura perigosa e cheia de adrenalina! Absolutamente nada. Eu me sentia em uma bolha sufocante, estava quase entrando em pânico.

Mas eu não quero ser fraco, eu não quero demonstrar esses sentimentos frustrantes, não importa se eu estou sozinho agora, sentindo a pele dos meus dedos enrugar por causa do longo tempo que eu estou embaixo do chuveiro. Não importa, nada importa agora. Eu sinto falta daquele tempo, eu sinto falta deles e, eu sei que eles também. O que eu faço? Quero encontrá-los. 

Eu devo fazer isso? 

Sim, eu preciso fazer isso.


[...]

01:48 da madrugada.


Dentro do carro, o compartimento pequeno que dava acesso para fora do automóvel na parte de cima – teto solar – estava aberta, Luffy e Nami compartilhavam o espaço, embalados em um carinhoso abraço enquanto sussurravam um para o outro o quanto sentiam falta daquele calor em seus corações. Não diziam de forma tão brega, mas os xingamentos embolados que usavam naquele momento era o suficiente, eles se entendiam.


— Que caralho, seu porra, eu senti tanto a sua falta. 


A voz embargada da ruiva ronronou raivosa, lágrimas teimosas deslizavam por suas bochechas, denunciando os sentimentos frustrantes que negou por tanto tempo demonstrar até para si mesma.


— Nami... Eu também senti tanto, tanto a sua falta. – luffy murmurou todo embolado, mandando um grande foda-se para todas as vezes que engoliu seus sentimentos e enviando suas promessas de nunca demonstra-los para casa do caralho.  — Eu... Eu prometo que nunca mais vou deixar que nosso bando de afaste assim do nado! Eu prometo!


Sua voz mesmo embargada, desmonstrava confiança e determinação. Nami sabia que ele cumpriria, assim como ela prometera em silêncio que nunca mais permitiria aquele afastamento novamente. Ambos confiavam em suas promessas, confiavam um no outro.


Não muito longe, um homem de fios enverdeados tomava coragem de se aproximar do carro encostando em frente a calçada da praça que carregava tantas lembranças calorosas. Sempre foi alguém confiante, nunca hesitava em tomar decisões complicadas junto de seu outro amigo, Jinbe, quando seu capitão estava abalado ou quieto demais em situações complicadas, ou quando era uma situação complicada que envolvia seus sentimentos igualmente complicados... Era tudo muito confuso! Zoro nunca hesitou. Mas naquele momento, sentia seu coração bater loucamente contra seu peito e, tudo pareceu piorar quando seu olhar se encontrou com o do loiro que acabou de chegar, este que estancou no lugar quando bateu seus olhos cristalinos com os opacos e cinzas de Zoro.


Tanto tempo... Deveria saber o que dizer naquele momento, estava se preparando para aquele momento em específico há muito tempo! Estava observando o carro também, um pouco mais longe, se afundando em pensamentos e ensaiando suas falas sem chorar ou se embolar todo ao encontrá-los novamente depois de tanto tempo, infelizmente, não percebeu a presença intensa do enverdeado logo a frente.


Porra, justo ele? Por quê ele?


Aparentemente nenhum dos dois queria ceder, e sabendo como o orgulho inabalável de Zoro era – conhecendo aquela parte do outro como ninguém –, Sanji suspirou cansado, esfregando com força a palma de suas mãos contra seus olhos, assim cortando a troca de olhares estranhamente confortável e calorosa. Aquilo foi o suficiente para Zoro abandonar seu orgulho imbecil e ser o homem confiante que sempre demonstrou ser. Em passos largos e silenciosos, se aproximou do loiro, parando em frente ao corpo esguio e poucos centímetros menor que o seu, agarrando os pulsos finos que forçavam sem parar as mãos delicadas contra o rosto vermelho do mais novo, afastando-as da face bela, os olhos azuis encarando em completa confusão e espanto o mais alto. Oh, ele estava chorando.


Poucos metros de onde os dois – Nami e Luffy, – estavam, o homem de fios cacheados chegara acompanhado do garoto que usava seu inseparável chapéu rosa, ambos já chorando como bebês, correndo sem hesitar em direção do carro que teve a porta bruscamente aberta assim que a ruiva e o moreno avistaram os dois recém chegados. O abraço desajeitado entre os quatro foi preenchido por soluços baixos, murmúrios e choramingos dengosos que se assemelhavam a ronronares de gatinhos.


Dois homens altos chegaram logo em seguida, Brook e Jinbe, sendo recebidos por mais choro e nariz escorrendo. Nem mesmo o mais durão do pequeno bando segurou as lágrimas de saudade, chorando junto de seus companheiros mais novos e Brook – este que já se derramava em lágrimas e cantava uma música de ninar baixinho para tentar acalmar tanto a si mesmo, quanto seus amigos.


Não demorou muito para a praça vivenciar aquele grupo junto novamente, logo um homem de fios azuis acompanhado de uma mulher de cabelo negro longo chegaram, suas emoções a flor da pele e o sentimento quente esmagando o coração dos dois. Se reencontraram no caminho do antigo atalho que pegavam para chegar mais rápido na praça. Foi embaraçoso a troca de olhares, os sorrisos nervosos e o abraço apertado entre ambos, tudo pareceu piorar quando sentiram as lágrimas transbordando pelo canto de seus olhos, mas isso não quebrou o enlaço caloroso.


E agora, em frente ao resto do bando que tanto amavam, as lágrimas teimosas deslizaram livremente, depois de tanto tempo reprimindo o sentimento de saudade e se recusando a colocar para fora o bolo que se formava, soltavam tudo de uma vez. Aparentemente, todos reprimiam aquelas emoções. Luffy não fora o único.


Em meio ao choro e abraços apertados em grupo, finalmente soltaram uma risada alta e sincera, acompanhados de uma sincronia assustadora e costumeira entre Nami e Ussop. Seus olhos vermelhos e encharcados visualizando Zoro e Sanji abraçados, completamente envergonhados por terem sido pegos aos beijos.


— Oe, calem a boca! – zoro rugiu, não verdadeiramente irritado, seus lábios desenhavam um sorriso eufórico. Sanji não estava diferente. Então, depois de dois anos sem se encontrarem, sem uma conversa decente ou um toque amigável, o bando se juntou em um abraço forte.


[...]

04:58 da madrugada.

A melodia do começo da música ressoava por todo o carro, depois de tanto conversarem entre risadas, abraços desajeitados e mais murmúrios chorosos, entraram no automóvel em um silêncio confortável. A música tão conhecida por todos tocava em alto e bom som, transmitindo uma puta nostalgia.


No compartimento aberto no teto do carro; Luffy, Nami, Ussop e Chopper compartilhavam o pequeno espaço, como antigamente, o coral de vozes acompanhando a letra da música "ribs", chegando no refrão.


Este sonho não parece ser tão bom

Nós cambaleamos pelas ruas à meia-noite

E eu nunca me senti tão sozinha

É tão amedrontador envelhecer


Jinbe e Brook ocupavam os bancos da frente, com o Jinbe no volante, logo atrás; Robin e Franky estavam lado a lado, conversando animadamente com com os outros presentes, estes sendo Zoro e Sanji que estavam embalados um no outro, o loiro sentado no colo do Marimo. Os mais velhos compartilhavam a conversa animada com os mais novos, até chegar uma parte da música onde se calaram rapidamente, escutando as vozes de seus amigos que estavam nos últimos bancos do enorme carro. Ah, era familiar. Era um familiar diferente, aconchegante.


Nós podemos falar disso tão bem

Nós podemos tornar isso tão divino

Nós podemos falar disso bem

De como você gostaria de estar o tempo inteiro


Passando perto de uma lojinha de conveniência extremamente conhecida pelo grupo de amigos, Luffy avistou uma carroça parada bem em frente a loja, um pessoal conversava animadamente sentados na traseira do carro. Conhecia eles, principalmente o moreno alto de estatura repleta de tatuagens, este que voltou sua atenção para o carro que carregava o grupo de amigos assim que o automóvel parou em frente a lojinha, seu olhar surpreso e ansioso acompanhando os próximos movimentos do carro.


Este sonho não parece ser tão bom

Nós cambaleamos pelas ruas à meia-noite

E eu nunca me senti tão sozinha

É tão amedrontador envelhecer


A atenção de todos se voltou para o carro que acabou de estacionar, o pessoal sendo surpreendidos pelo grupo de amigos que frequentava todo final de semana a lojinha há mais de anos atrás aparecer novamente, depois de tanto tempo. Em silêncio, eles observaram a confusão que se formou quando todos desceram do carro: Zoro e Sanji discutindo, Luffy rindo dos dois, Nami se estressando com ambos, Robin rindo graciosamente junto de Brook e Jinbei – que não sabia se ria ou tentava apartar a briga infantil –, Ussop suspirando baixo observando a discussão entre o loiro e o enverdeado, Chopper terminando de se ajeitar sobre os ombros de Franky, este que segurava as pernas do pequeno garoto para o mesmo não cair.


Nós podemos falar disso tão bem

Nós podemos tornar isso tão divino

Nós podemos falar disso bem

De como você gostaria de estar o tempo inteiro


05:50 da madrugada.

A risadas escandalosa de Luffy rendeu em olhares feios do grupo que já estava ali, mas confessaram entre si, a saudade daquela família barulhenta era enorme. Kid sendo um dos mais ranzinza no meio de todos – só perdendo para Law, – concordou com um acenar leve, voltando a abraçar seu namorado Killer, intercalando seu olhar maldoso e curioso entre o Trafalgar e o garoto do chapéu de palha.


A noite continuo, logo todos saíram da loja com várias sacolas, passaram pertinho do grupo presente ali, cumprimentando todos eles com uma animação exuberante. Todos perceberam quando o Trafalgar sorriu para o chapéu de palha, falando algo baixo apenas para o mesmo escutar, este que ficou vermelho e retribuiu as falas do outro na mesma intensidade logo em seguida, o tatuado sorriu sacana e abaixou a cabeça em uma falha tentativa de esconder a vermelhidão de seu rosto.


A felicidade de Luffy era clara, seus pulos animados e a risada contaminante era tão pura, sincera e doce, deixava todos ao seu redor animados e encantados.


Monkey tinha toda a certeza do mundo agora, era assustador ter que crescer, assumir a vida adulta, viver uma vida minimamente estável. Luffy experimentou isso por dois anos, longe de seus amigos que saboreavam a mesma experiência marcante. Todos se afastaram, foi algo "automático" que ninguém previu e, com o mesmo pensamento doloroso, acharam que era melhor assim.


Se enganaram.

 Mas isso não importava mais, estavam juntos agora, para sempre.


Eu as quero de volta

(Eu as quero de volta)

A mente que tínhamos

(A mente que tínhamos)


Como todos os pensamentos

(Como todos os pensamentos)

Se esvaíram de nossas cabeças

(Se esvaíram de nossas cabeças)


Eu as quero de volta

(Eu as quero de volta)

A mente que tínhamos

(A mente que tínhamos)


Não é o suficiente sentir falta

Eu os quero de volta

(Eu os quero de volta)

Eu os quero!


Os únicos melhores amigos. As risadas cortavam a música nostálgica, conversas fluíam normalmente e quando não tinham assunto – o que era algo bem raro de acontecer, – um silêncio reconfortante pairava no ar, apenas a música se repetia pela quinta, sexta vez? Não se lembravam.


Você é o único amigo que eu preciso

(Você é a único amigo que eu preciso)

Dividindo camas como criancinhas

(Dividindo camas como criancinhas)


Vamos rir até nossas costelas endurecerem

(Vamos rir até nossas costelas endurecerem)

Mas isso nunca vai ser o bastante

(Mas isso nunca vai ser o bastante)


Você é o único amigo que eu preciso

(Você é a único amigo que eu preciso) 

Dividindo camas como criancinhas

(Dividindo camas como criancinhas)


Naquela manhã, eles viram o sol nascer e a adrenalina aumentar. Não estavam cansados, muito pelo contrário, precisam de mais tempo para conversar e colocar todos os assuntos pendentes desses anos separados. Eles precisavam de mais, muito mais.



Vamos rir até nossas costelas endurecerem

(Vamos rir até nossas costelas endurecerem)

Mas isso nunca vai ser o suficiente

(Mas isso nunca vai ser o suficiente)


Isso nunca vai ser o suficiente

Isso nunca vai ser o suficiente

Isso nunca vai ser o suficiente

Isso nunca vai ser o suficiente


Nunca vai ser o suficiente.



Notas Finais


nao revisei, desculpa os erros ortográficos
eu não sei o que saiu aqui, tá tudo muito confuso
mas é isso aí, hein
desculpa o meu corretor que fica corrigindo Jinbei pra Jinbe /chora
e trafalgar pra tralfagar (( caso tenha algum erro no nome deles.

música: "ribs – lorde"


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...