História You are the Reason - Clace - Capítulo 4


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Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Aline Penhallow, Céline Herondale, Clary Fairchild (Clary Fray), Imogen Herondale, Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Jocelyn Fairchild, Magnus Bane, Maryse Lightwood, Max Lightwood, Simon Lewis
Tags Clace, Clary Fairchild, Jace Herondale, Malec, Shadowhunters, Sizzy
Visualizações 118
Palavras 2.029
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, moças!



Boa leitura! ^^

Capítulo 4 - Aysha


Fanfic / Fanfiction You are the Reason - Clace - Capítulo 4 - Aysha

 

Eu entendo o seu olhar
Eu sei que você está sedento por sangue
Eu sinto isso se agitando por dentro
Mas você não tem nada sobre nós

- Invincible, Ruelle.

 

Domingo, 10 de março de 2019, 5:56 P.M, Seattle.

 

(Dois meses depois)

 

Clary Fairchild

 

 

-- Vamos, Aysha. Você não pode ficar aí para sempre! – Chamei a atenção da cadela deitada no sofá. – Não está tão frio lá fora. Vamos lá, amiguinha!

 

 Aysha se manteve em seu confortável e quentinho lugar. A cadela com pêlos cinzentos, brancos e pretos levantou sua cabeça virando-se para a janela um pouco atrás de si, vendo a neve caindo fracamente.

 

-- Bom... talvez esteja um pouco, mas nada que você não aguente. – Continuei, tentando convencê-la de irmos passear. Ela não saía há três dias por causa do frio. Aysha o detesta, apesar de ser um Husky Siberiano. Eu não consigo entende-la.

 

 Estou com ela há um mês. Decidi adotar um animal para não me sentir tão sozinha nesse apartamento. Aysha é uma cadela mansa e companheira. Apesar de estarmos juntas há pouco tempo, nos damos muito bem. Ela é um Husky Siberiano com olhos brancos como a neve.

 

Vejo-a levantar a cabeça novamente, fixando seus lindos olhos esbranquiçados em mim, suplicando para não ir.

 

-- Não olha pra mim desse jeito, mocinha. Nós já conversamos sobre isso. Sabe que eu não resisto a esse olhar. – A olhei com um olhar desafiador. – Vamos, Aysha, por favor! – Andei até ela, abaixando-me ao lado do sofá onde ela estava. Levei minha mão até sua cabeça, começando a fazer carinho. – Por favor, eu prometo que vai ser rápido.

 

 Segundos depois ela levanta um pouco desanimada, indo até ao lado da porta e pegando sua coleira com a boca e trazendo até mim. Sorri animadamente, pegando o objeto roxo em minhas mãos e em seguida colocando com facilidade em Aysha.

 

 Abro a porta do apartamento, deixando Aysha passar primeiro. Ainda não havia a prendido totalmente na coleira. Ela sabe ir até a entrada do prédio, sozinha. Fomos até a porta com tranquilidade, mas a cadela recuou, indo para trás de mim quando abri a porta do prédio, o vento gelado bateu com força.

 

 Continuei andando, sabendo que Aysha estaria atrás de mim, mesmo estando frio. Segurei sua coleira com força, mostrando-a para andar mais rápido até o Green Lake Park. Nós só íamos lá para passear.

 Quando chegamos, tudo o que víamos era neve, e os lagos congelados. De um mês para cá, o esfriou muito. Apesar do frio, algumas pessoas também estavam com seus cachorros.

 

-- Olha, meu amor, você precisa me ajudar a te ajudar, tudo bem? – Abaixei-me, fazendo carinho nela. – Quanto mais rápido você fazer o que precisa, mais rápido voltamos para casa, o que acha?

 

 Aysha pareceu me entender, quando senti a coleira sendo puxada, indicando que ela havia começado a se movimentar e ela latiu. Nós caminhávamos na direção ao grande lado principal do parque. A cadela andava rapidamente, parando em algumas árvores, somente para marcar território.

 

 Olhei para frente, quando ela começou a andar novamente. Observei uma silhueta embaixo de uma das árvores sem folhas. Era um homem. Vestido com um casaco preto, o mesmo estava com os ombros com alguns flocos de neve, assim como os cabelos loiros.

 

 Ele me era familiar. Eu já vi aquela silhueta antes. Mas onde?

 

 Conforme Aysha caminhava, ficávamos mais próximos do homem. Mas não foi preciso chegar muito mais perto para eu parar rapidamente, percebendo quem era.

 

 

 Jace. Espera... O nome dele era Jace, não é?

 Claro que é. Não sei como me perguntei isso, já que fiquei pensando nele por um bom tempo, eu não o esqueci. Ele não saiu da minha cabeça. Mas não consegui entrar em contato com ele novamente, por isso acabei esquecendo ele.

 

Será que ele se lembra de mim? Eu espero que sim. Aliás, espero mesmo. Transtorno pós-traumático tende a ter um pouco de esquecimento, apesar dos casos serem bem raros. Mas se passou um mês, será que ele piorou?

 

 Aysha me olhava com curiosidade, por ter a puxado tão bruscamente. Sussurrei um “Me desculpe” para ela, em seguida começando a me aproximar mais do loiro. Soltei a coleira de Aysha, sabendo que ela daria uma volta pelo lago e voltaria. Ela sabia caminhar por aqui.

 

 Peguei-me um pouco nervosa, por ter que o encarar novamente. Como vou explicar que não pude ir encontra-lo àquele dia?

 

-- Jace? – Chamei-o, colocando minha mão em seu braço. Ele pareceu ter saído de um transe, pois o senti levar um susto, como da última vez.

 

-- C-Clary? – Ele disse meu nome assustado, quando se virou. Seus olhos azuis marcantes miraram-se em mim, me fazendo arrepiar. Sua expressão de surpresa, logo mudou para uma de raiva. – O que está fazendo aqui?

 

-- Eu... Vim trazer Aysha para passear. – Respondi sorrindo envergonhada. Ele me olhou confuso. – Minha cadela. – Apontei para Aysha que caminhava calmamente envolta do lago com a coleira arrastando no chão.

 

-- Tá. Tanto faz. Eu já estou indo embora. – Deu as costas para mim. Segurei seu braço, impedindo-o de continuar.

 

 

-- Espera, Jace. Você... Não quer conversar?

 

 

-- Não. Não quero. Mas obrigada. – Sorrio sarcástico, se livrando do meu toque. – Eu queria conversar dois meses atrás, mas o que aconteceu mesmo? Ah, lembrei, você me deu um bolo!

 

 

-- Eu não... – Suspirei desviando meu olhar. – Eu não fiz de propósito. É que surgiu um imprevisto. E por isso não pude vir.

 

 

-- Não me venha com essa, tá legal? Eu não quero que me dê satisfação, não me importo.

 

 

-- Se não se importa, então por que ficou tão chateado?

 

 

-- Eu não sei se você sabe, mas não é legal levar um bolo, sabia? Só pra constar.

 

 

-- Me desculpa... Eu, realmente, não tive saída. Era uma coisa muito importante. – Estiquei minha mão para tocá-lo novamente, mas ele se esquivou. – Eu tentei ligar pra você, mas você me bloqueou.

 

 

-- Mas é claro que eu... – Se interrompeu, olhando para baixo. Aysha estava sob duas patas, se apoiando com as outras duas na perna do loiro. Seu rabo balançava de um lado para o outro, indicando que queria brincar. – Oi... Aysha. – Jace se abaixou fazendo carinho em minha cadela. – Ela é linda. Quantos anos tem?

 

-- Ela só tem cinco meses.

 

 Sorri, vendo que Aysha havia gostado de Jace. Apesar de, aparentemente, estar na defesa. Testando-o para ver se faria algum mal à mim.

 

-- Me desculpa, de verdade. É que... Surgiu um imprevisto muito grave e eu não pude ir. Eu nunca abandonaria um amigo de propósito.

 

-- Nós não somos amigos. – Ele me olhou quando falou isso, em seguida voltando-se para a cadela em sua frente.

 

 Por um motivo desconhecido, senti como se aquelas palavras fossem facas perfurando-me violentamente. Automaticamente senti um nó se formando em minha garganta e meus olhos arderem. Engoli minha vontade repentina de chorar, mas deixando uma lágrima solitária cair.

 

-- Disse que éramos amigos naquele dia. – Puxei as mangas do meu casaco roxo, enquanto olhava o loiro ainda dando atenção para Aysha.

 

-- Isso foi há dois meses. E também, foi antes de você me enganar.

 

 

-- Eu não enganei você. Nunca enganaria. Mas já falei que surgiu um imprevisto!

 

 

-- E esse imprevisto era grave ao ponto de não conseguir me ligar?

 

 

-- Era.

 

 

-- O que aconteceu? – Perguntou olhando nos meus olhos, ainda abaixado ao lado de Aysha, que parecia gostar bastante dele. A mesma latiu três vezes quando Jace parou de acaricia-la.

 

 

-- Eu... Eu prefiro não dizer. – Respondi sentindo a vontade de chorar me invadindo novamente. Mas dessa vez, eu sabia os motivos.

 

-- Deve ser porque está mentindo. – Ele levantou gritando bruscamente. Dei um passo para trás arregalando os olhos.

 

 Acabei de chegar à conclusão de que ele não melhorou da situação dele. Não está acompanhando um psicólogo.

 

 

-- Você gosta de falar do seu transtorno? – Perguntei já sabendo a resposta.

 

 

-- Eu não tenho transtorno nenhum. – Disse com raiva.

 

 

-- Então por qual motivo, você mudou de personalidade tão de repente?

 

 

-- Não interessa.

 

 

-- Tá vendo? Assim como você não quer falar dos seus problemas, eu também não quero falar dos meus.

 

 

 

-- Como está se sentindo? – Perguntei, assistindo-o entretido com Aysha. Ele estava distraído. – Quero dizer, em questão ao transtorno.

 

 

-- Eu não estou melhor, se é o que quer saber. Apesar de já estar com uma psicóloga. – Suspiro, aliviada por essa notícia. – Era para eu estar com ela agora. Mas eu não vou.

 

 

-- O quê? Jace, você precisa de...

 

 

-- Eu não preciso de ajuda. Já falei. – Disse com raiva. – Se você realmente quer que eu a desculpe, acho melhor ficar quieta quanto a isso.

 

-- Tudo bem. Mas não diga que eu não avisei. – Apontei com o indicador para ele. Olhei para o meu pulso, vendo o relógio. – Bom, eu preciso ir. Aysha está morrendo de frio e está louca para voltar para casa.

 

 

-- Vai me dar um bolo de novo e vamos ficar dois meses sem nos falarmos?

 

 

-- Você tem meu número. É só me desbloquear e ligar quando quiser. – Sorri, pegando a coleira de Aysha. Ele sorri, mostrando seus lindos dentes, me fazendo suspirar como uma garota apaixonada.

 

 

-- Como vou saber que não me deu o número errado?

 

 

-- Me liga. – Disse sorrindo por fim, antes de dar as costas para o loiro.

 

 

-- Espera! – Chamou-me a atenção. – Será que eu poderia acompanha-la até sua casa?

 

 Pensei em dizer “Sim” Rapidamente, mas lembro que não posso deixa-lo sozinho. Como não sei em que estágio do transtorno ele está, algo pode acontecer enquanto ele estiver sozinho. Apesar de ele ter estado o tempo todo em que eu não estava aqui.

 

-- Não. Mas pode me acompanhar se a sua casa for à mesma direção que a minha.  Se for antes dela, melhor ainda.  – Virei-me novamente, apontando para a direita.

 

 

-- Se eu te disser que é, vai achar que é mentira? – Perguntou sorrindo.

 

 

-- Claro que não. Eu acredito em você. Vamos. – Entrelacei meu braço no dele, como se fossemos muito próximos, e começo a acompanha-lo, indo para casa. – Aysha, vem.

 

 

-- Posso leva-la? – Jace perguntou com receio.

 

 

-- Claro. – Entreguei a coleira para ele. Logo, Aysha foi para seu lado, andando calmamente e revezando seu olhar entre mim e ele.

 

 

[***]

 

 

 

8:10 P.M

 

 

 Saio do banho, me enrolando na toalha branca. Ando até a cômoda do meu quarto, pegando um pijama confortável. Sinto meus cabelos soltarem-se por conta própria com meus movimentos.

 

 Após me vestir, vou até a sala, vendo Aysha perto de sua vasilha de comida, já vazia. A cadela olhou para mim com seus olhos brancos e latiu como se pedisse comida.

 

-- De novo, Aysha? Você está me saindo uma comilona, sabia? – Falei enquanto pegava sua ração, indo até ela que me seguia com o olhar. – Tá parecendo até eu. – Coloco a ração na vasilha, em seguida voltando para a cozinha.

 

 Pego meu celular na bancada e me sento no sofá. Vejo todas as mensagens que recebi no dia, mas não tive tempo de responder.

 Mas uma que acaba de chegar, me chama atenção. A barra de notificações anuncia que recebi uma mensagem de Jace.

 

“É o número certo mesmo, não é?”

 

 Rio, sabendo que ele estava fazendo piada. Penso bem antes de escrever. O medo de mandar algo errado para ele era presente.

 

 

“Sim, Jace. É o número certo. Não seja chato.”

 

“Isso significa que não vai me dar outro bolo?”

 

“Eu já disse que não foi de propósito!”

 

 

 Me pego sorrindo abertamente, enquanto conversávamos. Até que nos despedimos e ele foi dormir.

 Abro a foto de perfil dele, conseguindo ver claramente sua imagem. O cabelo loiro está casualmente jogado para trás e seus profundos olhos azuis e castanhos estão sobressaltados, fazendo-o ficar mais lindo ainda. Se é que é possível.

 

Meus olhos começam a ficar pesados, indicando que eu estava com sono. A minha mão que estava com o celular, cai em minha perna, fazendo-me ficar mais relaxada. Sinto Aysha se acomodar em meu colo, encostando sua cabeça na minha outra perna. Em seguida, o cansaço me venceu, fazendo-me dormir profundamente.


Notas Finais


Até o próximo capítulo ^^


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