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História You are the reason - Cophine - Capítulo 33


Escrita por: ebrodevotion

Notas do Autor


Oi! Voltei com um capítulo mas que explica muita coisa para Cosima principalmente, vou tentar voltar o mais rápido possível.

Capítulo 33 - Just a little closer now - Pov. Cosima.


Fanfic / Fanfiction You are the reason - Cophine - Capítulo 33 - Just a little closer now - Pov. Cosima.

-Eu pensei que estava morta…. eu pensei que estava morta Cosima… 

-Meu Deus Delphine está bêbada, Paul tire Cosima daqui. - Krystal se levantou o mais rápido que conseguiu, quando vi Paul já estava na minha frente me encaminhando para fora da casa, o que Delphine dizia era algo absurdo demais, seu nível de embriaguez era visível em sua voz, suas lágrimas me alarmaram de tal forma que quando percebi já estava perto demais tentando consolá-la independente do que estava a machucando.

-Krystal não faça isso… - Implorei a minha amiga para não tirar Delphine de perto de mim, não impedir que ela me dissesse o que queria dizer, aquilo causava uma dor tremenda em Delphine e eu queria saná-la.

-Eu preciso dizer a verdade, Krystal. - Delphine estava desesperada, ela gritava tentando fugir dos braços de Krystal que a impedia de chegar perto de mim. - Eu não consigo mais receber seu desprezo e nada mais, eu preciso que me perdoe, preciso que fale comigo, que grite na minha cara, o que for, mas não permaneça me afastando de ti. - Suas palavras machucavam meu peito, eu não conseguia mais ignorar seu olhar e não lhe retribuir, suas tentativas de falar comigo durante toda a semana me machucavam tão fortemente, e vê-la ali naquele estado implorando para receber de mim mesmo que gritos me fez perder a postura que eu havia adquirido quando entrei no avião e decidi trazê-la de volta eu mesma, eu imaginava que ser dura com Delphine a fizesse entender que eu não poderia ser apagada e esquecida por suas mentiras, éramos duas partes e deveríamos agir como tal.

Paul me tirou da sala me levando até a varanda gigante, a mesma que havíamos tomado café, ela ficava diretamente ligada à piscina o que nos proporciona uma vista maravilhosa, mas nada daquilo era interessante longe de Delphine, imaginar as histórias que ela me contaria sobre aquela vista me fazia esquecer da beleza dela e focar apenas em minha tristeza.

-Porque me tirou de lá? Por que Delphine não pode me dizer a verdade Paul… - Perguntei ao meu amigo quase que implorando para ter uma resposta mesmo que mínima. 

-Se Delphine decidiu te contar, então que seja enquanto ela estiver sóbria, essa história é comprida demais, e vai doer muito.

O que ele me disse me alertou, talvez aquele fosse o estopim, para tudo que havia acontecido de ruim em nossas vidas, aquela conversa com Delphine seria, talvez nossas vidas poderiam depender daquilo.

Passei a noite sem dormir imaginando o que ela me diria, foi uma noite mal dormida que provavelmente valeria por todas.

Pela manhã entrei em seu quarto e me sentei na poltrona perto de sua cama, Krystal a colocou para dormir e alegou que foi difícil, Delphine queria me dizer o que quer que fosse, eu queria entender o que estava acontecendo, se Delphine resolverá me contar era porque ela não tinha mais forças para ir contrário a tudo que éramos, e assim como eu preferia colocar um ponto final em tudo. 

Ela se mexeu e eu percebi que ela acordaria o mais breve possível, quando se levantou a imagem que presenciei me desconcertou. Delphine estava nua, com os seios a mostra, completamente confortável com a situação, eu me levantei me virando diante da porta pois naquele momento, eu não precisava daquela distração,

-Pode por favor colocar uma roupa Delphine? - Tentei dizer a ela que parte da minha vergonha se referia a isso, e a outra parte era minha vontade de tê-la mesmo sabendo que precisava esclarecer algo importante. Quando retornei ela estava de hobby me olhando com uma timidez que nunca havia visto refletida em seu rosto.

-Ainda pretende terminar o que começou ontem? - Ela permaneceu com os olhos em mim, respirou fundo como se estivesse se preparando para uma batalha, talvez não contra mim, e sim contra ela mesma. 

-A 10 anos Félix matou você… para mim. - Ela começou me deixando intrigada, aquilo poderia mesmo ser verdade? - Um pouco antes disso, um pouco antes da nossa viagem à Úmbria, meu pai me intimou… eu precisava matar você ou ele faria. - Não era novidade para mim que Frederick pretendia me matar, mas exigir que Delphine o fizesse era cruel demais, nos tínhamos uma relação. Delphine começou a chorar e parou de olhar em meus olhos, minha dúvida naquele momento se confirmou, Delphine tentou me matar. - E eu tentei Cosima… durante nossa viagem eu tentei, e não espero que me perdoe por isso, não mereço seu perdão por isso, eu tentei matar você e não consegui. 

Meu peito sangrou como nunca antes naquele momento, Delphine havia planejado minha morte por uma viagem inteira, viagem essa que eu imaginava ser a melhor de nossas vidas mas que foi premeditada desde o início. Eu dividia a agonia dela, chorava com ideia de vislumbrar Delphine tentando tirar minha vida e sem acreditar naquilo eu me sentei sobre a sua cama tentando deter forças em meu corpo para voltar a me erguer. Ela tomou minhas mãos e as trouxe para seu peito, eu jamais imaginaria que ela seria capaz de algo tão cruel.

-Eu não consegui, não consegui matar você, você era tudo que eu tinha, você era toda minha luz, nada era tão bonito, nada era tão próximo de Deus para mim quanto você era, eu não consegui… 

-Por isso sumiu quando voltamos? Foi por isso que me mandou embora? Por que não conseguiu me matar Delphine? 

-Não foi por isso que sumi, meu pai já queria que eu fizesse isso, me deixou viajar com você somente porque eu disse que a mataria durante a viagem, quando retornamos tudo voltou ao que era, eu deveria estar presa naquela casa desde o dia que minha mãe morreu, eu fugia para ver você, eu pagava por isso depois, mas não me importava com a dor, eu encontrava alívio em você. 

Delphine fugia da casa do pai para me ver desde o dia que nos conhecemos, era a verdade, ela pagava por isso da pior forma possível, Félix implorava para que não viesse mais, mas todos os dias ela estava lá.

-No dia que fui a casa de Susan durante a noite, eu disse a Félix para te mandar para Paris, eu precisava que ficasse 4 meses longe, seria o suficiente para neutralizá-lo, para fingir que eu havia te matado… - Delphine soluçava tentando achar uma forma de dizer aquilo, aquelas palavras a machucava ferozmente eu quase conseguia ver o sangue minando de seus poros, eu queria sanar aquela dor mas precisava das respostas que ela me dava. - Frederick havia colocado uma escuta no meu carro, e descobriu que você estava viva, Félix teve que te tirar do país mais cedo, graças a uma ligação da equipe do meu pai, mas ele precisava fazer meu pai para de te procurar, e ele resolveu que… matar você… seria a melhor escolha… então ele contratou alguém que roubou um corpo de uma universidade e quando retornou sem você… ele me disse que estava morta… - Nesse ponto eu estava no mesmo estado de Delphine, eu mal respirava, minhas lágrimas queimavam minha pele deixando meus olhos turvos, meu coração se apertava no peito, era uma dor tremenda demais. - Foi inteligente, meu pai precisava acreditar, se eu acreditasse ele acreditaria, eu só descobri que estava viva no dia que voltou. 

-Isso é mentira... eu falava com minha família Delphine, eu falava com Krystal, com Paul, eu não estava morta para eles.

-Todos eles sabiam que você estava viva, todos ele fingiram, teve um velório, de caixão fechado é claro, a história era que o carro que você estava tinha explodido e você tinha ficado desfigurada, houve uma cremação Cosima, todos eles choravam, me olhavam e me condenavam com lágrimas, lágrimas que eu causei, era minha única verdade.

-Seu pai morreu um mês depois que fui embora Delphine, não tem porque eu ter ficado longe por 10 anos… - Eu não conseguia compreender, aquela história era absurda demais, como era possível que sua família tivesse me escondido dela por tanto tempo? 

-Félix tem uma explicação melhor para não ter me contado, mas ele me disse que eu me tornei destrutiva demais, e por conta disso, ele teve medo que eu fizesse algo contra ele ou contra meus irmãos. 

E mais uma vez Félix estava envolvido, mais uma vez as situações se modificam por conta das mãos dele, toda aquela história tinha não somente intromissão de Frederick mas uma das peças mais importantes daquele jogo horrível era Félix.

-Essa é a verdade Cosima, não a mandei embora para me casar com ela, me casei com ela porque foi embora. - Mais uma vez Delphine repetia aquela frase, aquela mesma que tinha me confundido de todas as formas possíveis, mas que ali se esclareceu para mim, Delphine não havia se casado com Cristiane porque deixou de me amar.

Me levantei da cama a deixando com uma confusão gigantesca no rosto, eu precisava confirmar algo, e precisava ser agora, eu deveria fazer isso, para enfim retornar e poder ser dela de novo.

Sai de seu quarto a deixando em prantos, porém nada me faria voltar atrás na minha decisão, adentrei o quarto de Krystal com toda a força que consegui, a pegando de surpresa, ela me olhou se levantando da cama sem entender o rumo de minha conversa com Delphine.

-Você fingiu que eu estava morta? - A questionei sem ao menos esperar que ela dissesse. Ela permaneceu me olhando e sua culpa se fez presente de maneira tão clara que eu não precisei de maior confirmação. - Como você pode fazer isso com sua irmã Krystal? Como você consegue dormir tranquila sabendo que fez isso com Delphine? 

-Você não tem noção de como é viver entre a cruz e a espada Cosima, não sabe o que é ter medo da sua irmã assassinar seu irmão, Delphine se tornou destrutiva demais, ela atentou contra a própria vida duas vezes, o que você acha que eu deveria fazer? 

-Você acha mesmo que Delphine teria coragem de matar seu irmão? É essa Delphine que você enxerga quando olha para ela? Aquela Delphine é a mesma que tirou vocês da casa de Frederick e se colocou à frente para não somente apanhar por vocês mas para sofrer tudo que representava viver com aquele homem, é a mesma Delphine que prometeu a Marion que cuidaria de vocês, que formaria adultos íntegros, Delphine carrega o fardo de tornar vocês melhores do que ela, acha mesmo que essa Delphine mataria um de vocês?

-Ela matou meu pai Cosima… - As lágrimas de Krystal me machucavam tremendamente, mas aquele assunto, aquela conversa era necessária. 

-Ela não matou seu pai, Félix fez isso, ele deu os três primeiros tiros em seu pai, Delphine só terminou, deu os outros 11 tiros para dar a polícia a prova final de que foi ela, Delphine entrou na frente de Félix mais uma vez para salvar a pele dele, como ela sempre fez a vida toda, e vocês retribuem a ela causando dor, machucando ela, culpando ela por erros que ela não cometeu, eu pensei que não conhecesse Delphine, eu não conheço vocês. 





Notas Finais


Vou voltar logo prometo!
Até!


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