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História You are the reason - Capítulo 1


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Capítulo 1 - There goes my heart beating - Pov. Cosima


Fanfic / Fanfiction You are the reason - Capítulo 1 - There goes my heart beating - Pov. Cosima

O aeroporto de Nova Iorque era uma loucura, mesmo quando não deveria ser, malas empilhadas em lugares que deveriam servir como passagem, pessoas correndo para seus voos como se o horário de embarque não estivesse escrito no comprovante de passagem e o habitual barulho incessante de criança e suas oscilações de humor.

Era bom voltar para casa apesar de tudo, ver tudo aquilo me fez lembrar da paz que eu vivia em Paris e do quão minha vida mudou em 8 de outubro de 2012, a quase dez anos atras, lembrar daquela época me fazia ter náuseas e picos de humores nada agradáveis.

Entrei no primeiro taxi que vi, ele cortou as ruas da cidade até que rápido, mas a conversa que o motorista insistia em ter comigo me deixava tonta, eram tantas informações ao mesmo tempo, ele tinha certeza de que eu era uma turista e não uma velha novaiorquina como ele.

Paramos logo a frente da casa que a muito teria sido o meu refúgio e hoje parecia simplesmente uma volta ao passado corriqueira demais, esse sentimento me invadiu me fazendo desejar retornar para minha casa em Paris, e esquecer o que viria a fazer de volta a casa de Susan.

Seus cabelos grisalhos logo se tornaram aparentes em frente à casa de cor opaca, tentativa fula de representar cimento queimado, tenho certeza de que a ideia foi de meu pai, sempre tão absurdo.

-Não imagina o quanto esperei por esse momento. – As lagrimas já brotavam nos olhos da minha mãe postiça, e eram espalhadas nos meus. – É bom demais tê-la de volta meu amor.

-Acho que não imagina o quanto eu desejei isso mãe. – O abraço veio sem demora, não havia como esperar algo diferente de Susan Duncan, a mulher mais amável e acolhedora que já vi, eu a amava verdadeiramente.

-Então essa é a Cosima? Caramba eu imaginei que fosse um pouco maior. – Ouvi a voz em tom de divertimento, mas que me remetia alguém, e quando levantei os olhos, mal consegui acreditar no que via, Paul Cormier, a criança que peguei no colo a quase 10 anos, era um homem de dois metros, como era possível que o tempo tenha passado tão rápido e dado a ele o privilégio de crescer e a mim não? Desde quando isso é justo?

-Meu Deus, Paul você está gigante. – Ele correu para os meus braços, me agarrou e me tirou do chão, do jeito que imaginava que faria. – Por que você cresceu tanto?

-Acho que a pergunta certa aqui é porque VOCÊ não cresceu? – A risada de Paul logo invadiu o ambiente e foi interrompida por um tapa bem dado em seu braço. – AU!

-Se a minha altura ou falta dela virar uma piada, eu mato você Paul. – Mais risadas se fizeram presente, parecia a gente de novo, rindo e brincando como quando éramos crianças e o mundo ainda não nos fazia tanto mal.

- Vou carregar suas malas nanica, pode entrar, ou Krystal não vai aguentar de tanta ansiedade.. – A brincadeira já estava instaurada, eu não passaria ilesa pelas palhaçadas de Paul.

-Não vou brigar com você só porque estou com muita saudade da minha amiga, mas você não vai escapar de mim Paul. – Disse olhando para trás enquanto adentrava a casa de Susan.

O choque foi maior do que imaginado, ter a visão da casa em que passei minha infância, criei os laços mais importantes da minha vida e mesmo assim passei pelos momentos mais dolorosos da minha história, me fez levar um baque grande demais. A sala era a mesma, os móveis eram os mesmos, as paredes tinham a mesma cor, os porta-retratos estampavam as mesmas fotografias e até as cortinas pareciam não ter mudado, foi impossível conter as lagrimas, a casa onde estive tão próxima do céu, era a mesma que tinha me levado ao inferno, eu estava de volta, agora de verdade.

-Cosima Niehaus, a mulher mais esperada dos últimos...10 anos? – Um homem alto apareceu na sala, vindo da cozinha em minha direção, tinha quase certeza que era o noivo de Kristal, mas preferia não me precipitar.

-Suponho que não tenha te conhecido anteriormente. – Disse o cumprimentando ainda com olhar confuso sobre o homem alto e de uma beleza indiscutível.

- Nunca tive o privilégio de participar das vídeos chamadas, não deveria saber seu nome, mas Krystal não tem segredos comigo, sou Cal, muito prazer em conhecê-la. – Então era ele, Kristal tinha escolhido a dedo, o cara parecia um deus.

-Bom demais associar o nome à pessoa, muito prazer em conhecê-lo Cal, sou Cosima, mas isso você já sabe. – A sala se encheu de luz e eu tinha certeza de que finalmente a veria de novo, dessa vez não pela tela do celular, minha amiga estava finalmente aqui, Krystal Cormier me abraçou sem ao menos me dizer uma palavra, as lagrimas escorriam por nossos olhos, seria um dia cheio delas.

-Meu Deus eu senti tanto sua falta, tenho tanta coisa para te contar, os preparativos para o casamento, minha casa nova, meu novo cargo na empresa... – Ela já falava sem pausas, não via a hora de finalmente se sentar para ouvi-la falar por horas e horas sobre as novidades. - Mas agora a gente não tem tempo para isso, temos que nos aprontar.

-Que? Para que Krystal? Eu estou exausta demais para baladas!

-Balada? Não, hoje é a festa de confraternização da empresa, Delphine vai brindar meu novo cargo na frente de todos os colaboradores. – Aquele nome causou arrepios ainda adormecidos dentro de mim, eu não queria ter de olhar na cara de Delphine Cormier, não naquele dia, não depois de todas as emoções que passei. Krystal ainda me esperava, olhava para mim como se implorasse para que eu aceitasse a convocação, eu não poderia dizer não para minha amiga, não em uma noite tão importante para ela.

-Ah, sim! É claro que vou Krystal não perderia isso por nada.

Me arrumar foi uma tarefa muito fácil, o vestido de cor vinho deixavam minhas costas nuas assim como minha perna esquerda graças a fenda do mesmo, meus dreads estavam soltos em cascatas, e os saltos me davam 10 centímetros a mais, o suficiente para chegar ao ombro de Paul, as joias eram simples e a maquiagem nada carregada, minha imagem no espelho era de alguém que estava segura demais com a situação, porem a verdade era que eu estava em pânico, morrendo de medo do que ia acontecer depois de encarar aqueles olhos âmbar.

Krystal precisou de uma hora a mais do que eu para ficar pronta, porem estava magnifica, o vestido longo em tons de rose lhe iluminava os olhos e a deixava muito mais alta.

-Você nunca fica feia Krystal? – Perguntei a acompanhando até a porta.

-Só quando eu quero. -Sempre muito ciente de sua beleza, assim como todos os Cormier, Krystal recebia elogios de forma muito interessante, era mesmo muito injusto a beleza do mundo inteiro se concentrar numa família de 5 pessoas (ou 6?).

Entramos no carro conduzido por Cal, Susan ocupava o assento de trás comigo e Paul que me espremia na porta apesar do carro ser gigante. Cortamos as ruas em direção a FC Company. Empresa ministrada anteriormente por Frederik Cormier e agora por Delphine, foi o legado deixado por ele a família, sua morte tinha sido brutal, um assassinato a sangue frio na sala de sua casa, menos de um ano depois Delphine já ocupava a cadeira deixada pelo pai, a empresa se desenvolveu cerca de 200% depois de sua entrada, ela tinha superado todas as expectativas.

Logo na entrada da empresa fotógrafos se amontoavam na tentativa de flagrarem um membro de uma das famílias mais poderosas de Nova Iorque, o que eles não esperavam era que Cal ignoraria a porta da frente e eles perderiam dois dos Cormier. Adentramos o salão e a palavra correta para definir aquele lugar era “Poder”, tudo reluzia a ouro, era a decoração mais sofisticada que já tinha visto, mulheres altas desfilavam com seus vestidos longos, homens esbanjavam elegância com seus smokings caríssimos e seus relógios enormes. Logo estávamos acomodados, segundo Kristal era a mesa mais importante do salão, todos os Cormier se sentariam ali, mas esperava que um deles não fizesse a honra. De repente uma mulher se aproximou de Krystal e Paul, cochichou algo no ouvido dos dois, algo que os fez levantar e caminhar até a escada principal, Paul parou poucos degraus acima, Kristal subiu dois degraus acima dele, e foi aí que vi o que estava prestes acontecer, do alto da escada desciam Felix Cormier acompanhado de Delphine Cormier.

Era o momento, Krystal teria seu brinde e eu provavelmente desfaleceria antes do mesmo terminar.


Notas Finais


Oi, espero que se apaixonem pela historia tanto quanto eu!


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