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História You are the reason - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Please come back now - Pov. Delphine


Fanfic / Fanfiction You are the reason - Capítulo 4 - Please come back now - Pov. Delphine

Ver Cosima com o rosto ainda marcado pelo sono, vestindo uma camisola e com nuances de raiva as 9 da manhã tinha me enchido de vontade de começar dia. Tinha certeza de que seria ótimo para mim vê-la todos os dias e por isso a conversa em minha casa com todos os meus irmãos logo depois da confraternização colocou todos os pontos nos “is”. Cosima permaneceria atoa aos reais acontecimentos do passado, o ódio dela só cresceria ao saber que não tinha remorso pelo que fiz com ela, ela seria admitida na empresa o mais rápido possível e eu tentaria de todas as formas me reaproximar da única mulher que me fez remodelar o mundo a sua imagem. Eu sentia a sua falta, mais do que qualquer outra coisa no mundo, mas dizer isso a ela só daria brecha para explicações que não fariam bem a ninguém.

Estava decidido, a história permaneceria a mesma, eu seria a vilã, a mulher que destruiu Cosima sem ao menos pensar duas vezes, enquanto a verdade era que eu faria de tudo para concertar os danos que causei a ela. Meu sono foi conturbado, como haveria de ser todas as noites depois da morte de minha mãe, e isso tinha acontecido a 15 anos atras. Acordar sempre foi uma tarefa difícil, me levantar piorava muito quando a sensação de culpa voltava com força, depois de anos vivendo em um inferno constante sentindo culpa por arruinar a vida de minha mãe, de meu pai, de meus irmãos de Susan e seus filhos eu finalmente tive redenção, passei a tentar olhar para minha vida e aceitar que o erros que cometi no passado foram necessários para criar a Delphine que sou hoje, independente disso ainda tinha uma dívida muito grande, e com urgência de ser sanada com minha família.

O processo de admissão de Cosima era para ser a tarefa mais fácil do dia, mas acabou sendo a mais difícil. Cosima havia cursado Direito na universidade mais importante da França, Universidade Paris-Sorbonne, a mesma em que eu tinha me formado em Economia, e isso era mérito suficiente para ingressar na empresa, o único problema era que o cargo que cabia a ela tinha sido oferecido anteriormente a Cal noivo de Kristal, dizer a ele que não ocuparia a cadeira pois alguém com muito mais instrução que ele faria jus ao cargo, não seria um problema, mas foi, um gigante.

-Delphine você não pode oferecer um cargo ao meu noivo e depois simplesmente destitui-lo por conta da sua paixãozinha pela Cosima.

-Kristal a questão aqui não é minha paixão ou seu relacionamento com Cal, a questão é que Cosima tem muito mais instrução que seu noivo, coloque a cabeça para funcionar e aja com profissionalismo.

-O conselho não vai aprovar essa decisão precipitada, você não tem embasamento suficiente para tirar meu noivo da promoção que ele ainda nem recebeu, ele se prepara para isso a pelo menos 2 anos Delphine, não é justo que Cosima chegue com seu diploma europeu e ocupe o que é dele por direito. – Kristal não entenderia, aquela conversa não chegaria a lugar nenhum e apesar de não precisar da aprovação do conselho por ser a maior acionista da empresa não entraria nessa discussão com minha irmã, de fato Cal merecia a promoção, e eu não faria algo diferente de dar o cargo a meu cunhado.

-Está bem Kristal, mas a partir desse momento você está encobrida de encontrar um cargo vago para Cosima, um que seja compatível com o nível de instrução que ela tem. – Dei a ordem com a esperança de que para não perder a promoção Kristal correria atras o mais rápido possível. – E espero que faça isso em tempo hábil, preciso de Cosima aqui.

Kristal virou as costas decidida a fazer o que lhe foi delegado, apesar de dificultar a admissão, Kristal sabia o quão importante era para mim a presença de Cosima na empresa, me reconciliar com ela já era expresso de necessidade, era emergente.

Meu dia de trabalho era cheio como costumava ser, depois da morte de meu pai que era o presidente da empresa graças a herança deixada pelo pai dele, foram descobertos enormes escândalos como uso de mão de obra barata em fabricas em Bangladesh. A FC Company era a maior empresa de produção de matéria-prima para grandes marcas, como Giorgio Armani, Ralph Lauren, Hugo Boss, H&M, Gap, Walmart, Zara, GUCCI, Prada entre outros. A mão de obra barata e diferentes leis em jurisdições espalhas pelo mundo era um chamativo e atrativo e tanto principalmente para empresa do porte da FC. mas usar isso como justificativa seria mascarar os erros do meu pai e eu não queria aquela culpa. Foram meses, até limpar a imagem da empresa, e reconquistar a confiança de nossos clientes, mas eu já tinha a experiencias necessária para reverter a situação, meu pai mal acompanhava o desenvolvimento da empresa e eu praticamente nasci no meio desses papeis, era minha função reaver as válvulas de escape. Depois de escapar da falência, resolvi que era a hora de munir meus irmãos, sempre foi responsabilidade minha manter a segurança e bem estar de todos, não seria diferente naquele momento. Depois de formada Kristal assumiu o Departamento Pessoal da empresa, Paul entrou pouco depois dela, estagiando na área de Marketing e superando até mesmo a mim, que não possuía a ideia de que meu irmão mais novo seria tão bom em mascarar erros. Mas Felix foi diferente, apesar de possuir boa parte das ações e ser o segundo maior acionista, assim que o ofereci o cargo de Diretor ele recusou, sentar atras de uma mesa e possuir a tarefa de ministrar uma empresa daquele porte era um martírio muito grande para meu irmão, assistente foi o cargo que o fez sorrir, e não seria eu a negar tal coisa e ele passou a me ajudar em decisões, me apoiar, nutrir minhas necessidades, e logo estava dirigindo meu carro. Minha família finalmente tinha compreendido que união era o que nos tornava forte, e eu não perderia a oportunidade de mantê-los perto de mim.

As 16 horas faltando pouco para o meu horário de saída Kristal invadiu minha sala como um furacão, os papeis mal paravam em suas mãos, algo me dizia que ela finalmente encontrou o cargo de Cosima.

-Ela vai se sentar na sua bancada de advogados, vai ser a principal deles, vai ficar do seu lado quase todas as horas do dia. – Ela falava cansada, certamente estava correndo contra o tempo, a promoção de Cal estava prevista para amanhã. – Foi o máximo que consegui Del, outro cargo não seria pareô para a formação dela, e outros exigem experiencia, infelizmente ela não tem nenhuma, talvez ficar com você ajude-a a ter alguma.

-É perfeito Kristal, acho que ela vai aprender muito na bancada, isso foi genial, parabéns! – O alívio em seu rosto era nítido, a promoção de seu noivo estava garantida, mais um pouco e ela choraria. – Agora só falta convencer ela, você é melhor nisso do que eu, vamos!

-Que...? Delphine não! Eu não vou convencer Cosima, ela não vai aceitar. - O desespero na voz de minha irmã era nítido, convencer Cosima a trabalhar comigo seria uma tarefa muito mais difícil do que achar uma cargo para ela, mas eu não conseguiria, Kristal tinha a vantagem de ser melhor amiga de Cosima, e ainda a de ser amada por todos, ela com certeza arrumaria um jeito de fazer.

-Eu confio em você, tenho certeza de que vai conseguir. – Meu sorriso dizia muito, e o rosto fechado de Kristal gritava mais. – Podemos discutir isso no carro? Se não nos apressarmos não conseguiremos chegar a tempo a casa de Susan.

-Cosima te odeia. – Olhei para Kristal tentando identificar se aquilo era um aviso ou só uma constatação. - Quer dizer... Ela nutre uma raiva muito verdadeira por você, me disse isso no dia que chegou, tentar convencê-la a trabalhar com você vai ser o mesmo que tentar convencê-la a pular de um avião... sem paraquedas... uma queda livre e desconfortável...

-Chega Kristal, eu já entendi! Mas a única forma de resolver esse ódio todo é trazendo-a para cá, preciso de Cosima aqui, 10 horas por dia, 5 dias por semana. – A porta do elevador se abriu e adentramos o mesmo, era difícil convencer Kristal a agir da forma como eu queria, seria mais fácil convencer Felix ou Paul, mas ela tinha o gênio muito parecido com o de minha mãe.

-Vou tentar fazer isso, pelo bem de vocês duas, mas se ela não aceitar, não tem nada que eu possa fazer. – Aquela conversa não tinha acabado, o caminho até a casa de Susan foi longo, Kristal tinha muitas coisas para dizer e eu não muita paciência para ouvir, graças a Deus Felix estava lá, conseguia contornar boa parte das situações e eu não precisei conversar muito com minha irmã.

A chegada a casa de Susan me causava um desconforto habitual, apesar de ser a casa que me serviu de refúgio voltar era sempre um martírio muito grande, as imagens do passado possuíam minha mente me deixando tonta, não poderia ser diferente, a casa onde minha mãe teve o primeiro vislumbre da morte também era a casa que me encheu de vida.


Notas Finais


Volto amanha com mais dois capitulos, ate!!


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