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História You Are The Reason (Shawn Mendes) - Capítulo 28


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Capítulo 28 - Capítulo 28


Eu queria poder dizer que Shawn dorme como um anjinho em cima de uma nuvem, mas eu estaria mentindo. Na verdade ele ronca bastante. 

Não é nada parecido com um trator ou com um homem na faixa dos setenta anos, mas é um ronco considerável. 


Talvez seja por ele estar cansado, pois sei que ele não ronca sempre, só algumas vezes. Mas é legal de ficar assistindo. 


São aproximadamente nove horas da manhã, pelo o que eu pude ver na televisão, que por sinal ficou ligada a madrugada toda enquanto dormíamos. 


Minha finada avó não iria aprovar esse gasto desnecessário de energia elétrica. 


De algum modo muito louco, eu consegui me virar durante o sono e ficar de frente a ele, que aparentemente permaneceu na mesma posição durante o sono. 


Quando acordei, cerca de uma hora atrás, encontrei o cobertor no chão e apenas seus braços me esquentando. 


Não consegui levantar, com medo de acordá-lo, então fiquei ali, gastando meu tempo em uma das minhas coisas favoritas no mundo, observando seus traços. 


Fiz um contorno imaginário com a ponta dos dedos em todo o seu rosto. Desde o maxilar, passando pelos lábios rosados e entreabertos, a cicatriz na bochecha, os cílios longos, até os cachinhos caídos na testa. 


Desejei estar com a câmera em mãos, pra registrar a perfeição desses detalhes. Mas o registro mental teve que ser o suficiente. 


Quem sabe um outro dia. 


Depois de segurar ao máximo a minha bexiga, correndo o sério risco de pegar algum tipo de infecção urinária, tive que tentar levantar e correr para o banheiro. 


Tirei, com movimentos de tartaruga, seu pesado braço direito de cima da minha cintura e rolei pra trás, quase caindo no chão. 


Quando me vi de pé, peguei o cobertor e o cobri direito, não quero que fique doente por conta da temperatura fria que está fazendo essa manhã. 


Vou para o banheiro, onde faço minha higiene matinal e tomo um rápido banho. Depois de devidamente vestida, sigo para a cozinha e começo a preparar um café da manhã. 


Tento não repetir o erro de Shawn, de deixar as tampas das panelas caírem. Vai que ele pensa que sou a morte. 


Asso um pacote de pão de queijo, que paguei uma fortuna em um mercado aqui no centro de Toronto e tiro da geladeira uma jarra com suco de maracujá, que preparei dois dias atrás. Também faço um café fresquinho e preparo torradas com manteiga de amendoim, pra não ser um café da manhã tão saudável. 


Fico com uma enorme vontade de fazer minha vitamina de abacate, mas não quero acordar Shawn com o barulho do liquidificador, então deixo pra lá. 


Após tudo pronto, sirvo porções duplas em uma bandeija e me dirijo até a sala. 


Shawn continua dormindo, mas agora está com a barriga para baixo e a bochecha esquerda afundada em uma almofada. 


Coloco a bandeija na mesinha de centro e me sento na ponta do sofá, ao lado do seu rosto. 


– Shawn? – Chamo baixinho, passando a mão por seus cabelos, mas não obtenho nenhum sucesso. 


– Lindo. – Insisto, chacoalhando levemente seu corpo e ouvindo um som contrariado em resposta. Mas nada de olhos abertos. 


Rio baixinho de sua preguiça e abaixo a cabeça, deixando beijinhos na lateral do seu rosto, do maxilar até as têmporas. Sinto o sorriso crescer em seus lábios e me afasto, o encontrando de olhos abertos. 


– Assim você acorda, não é? – Cerro os olhos e rio de sua expressão satisfeita. – Bom dia, Shawn. 


– Esse é o melhor jeito de acordar. – Ele boceja e em seguida abre um sorriso preguiçoso. – Bom dia, amor 


Com um pouco de dificuldade, ele apoia um braço e se senta no sofá. Em seguida, coloca a mão na parte de trás da minha cabeça e deixa um beijo na minha testa. 


– Você parece bem melhor. E não está mais quentinha. – Shawn comenta atencioso. 


– Graças a você e os remédios. A febre e a dor passaram totalmente. – Sorrio pra ele. – Obrigada Shawn, por cuidar de mim. 


– Não precisa me agradecer por isso. É minha missão de vida. – Ele diz, ao mesmo tempo em que coça os olhos de maneira fofa. 


Escondo o sorriso e o mando levantar, para que possamos tomar o café da manhã juntos. 


Depois de devidamente alimentados e de ele ter me auxiliado na lavagem das louças, sentamos novamente no sofá. 


Eu, como uma desempregada, e Shawn, como uma pessoa de férias, ficamos o resto da manhã sem fazer nada de útil, apenas jogando conversa fora e assistindo televisão. 


– Eu recebi uma proposta. – Comento depois que paramos de falar sobre nossas aventuras na infância. – Na verdade, não é bem uma proposta. Está mais para um convite. 


– Um convite pra o que exatamente? 

– Shawn endireita a coluna e me olha. 


– Uma ONG viu meu perfil no LinkedIn e me fez uma proposta. – Começo a explicar empolgada. – É uma organização voltada para a adoção de animais abandonados, eles querem que os bichinhos ganhem mais visibilidade e alcancem mais pessoas e assim possam ser adotados. 


– Isso é bem legal, de verdade. – Ele sorri. – Mas o que eles querem que você faça? 


– Fotos. – Sorrio. – Minha função seria basicamente tirar algumas fotos que tenham um apelo maior do público. E também fazer algumas edições básicas. 


– E quando vai ser? Você vai não é? 


– Vou sim, eu super topei. Mas é claro que não aceitei o salário que queriam me pagar. – Explico entrando no site da Ong, pelo celular. – Eles não tem um financiamento tão bom assim, então não acho justo que tirem o dinheiro dos bichinhos e deem pra mim. Eu não preciso mais que eles. 


Entrego o telefone para Shawn, que começa a mexer na página e ver algumas fotos disponíveis lá. 


– Isso é incrível. Ter essas pessoas que se dedicam por esses animais, sem esperar nada em troca. – Ele responde com o rosto iluminado. – Isso é algo que eu tenho pensado muito em fazer. 


– Resgatar cachorrinhos e gatinhos? Eu não sabia que você tinha esse desejo, Shawn. Mas pode contar comigo nessa missão. 

– Dou um tapinha empolgado em seu braço. 


– Não. – Ele ri. – Não necessariamente isso. Estou pensando em algo tipo uma fundação. Tenho tantas pessoas que me acompanham, minha vida e minha carreira, então pensei em usar minha influência para o bem. 


 – Mas como funcionaria isso? – Pergunto genuinamente curiosa. 


– Eu não sei muito bem, ainda é um projeto só na minha mente doida. – Shawn ri e me olha franzindo a testa. – Mas queria algo que inspirasse as pessoas mais novas a trabalharem em assuntos importantes, como saúde, sustentabilidade, direitos humanos, saúde mental, bullying, educação, essas coisas... 


Ele diz de uma forma simples e dá os ombros. 


 – Shawn, com todas as pessoas que te seguem.. isso seria.. um jeitinho de mudar o mundo. – Comento deslumbrada. – Isso é fantástico. 


 – Mas é só uma coisa da minha cabeça ainda. Estou longe de tentar mudar o mundo. 


– Só a ideia de querer já é um começo. Um bom começo. – Me aproximo e beijo sua bochecha direita. 


– Não fale só de mim, você também está prestes a mudar a vida de diversos cachorros e gatos. 

– Ele me puxa para os seus braços e me acomoda em seu peito. – A gente faz um casal maravilhoso. 


– A gente faz sim. – Olho em seu rosto e sorrio debochada. – Mas ainda não somos um casal. 


– Isso mesmo, ainda. Mas você não vai resistir a mim por muito tempo. – Ele começa a enrolar uma mecha do meu cabelo com os dedos. 


Já não estou resistindo muito, mas ele não precisa saber. 


– Você é muito metido. Deve ser do signo, só pode. 


– Você sabia que uma vez eu li um estudo que dizia que escorpianos e leoninos estão destinados. – Ele inventa e eu balanço a cabeça em sua direção. – Eu não acredito muito nessas coisas, mas é melhor que fiquemos juntos. Para o bem dos estudos, sabe? 


– Você não presta, Mendes. 


– Mas você gosta e é tudo o que importa. 





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