História You belong with me - Capítulo 10


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Categorias Hunter x Hunter
Personagens Biscuit Krueger, Gon Freecss, Killua Zoldyck, Kurapika, Leorio Paradinight, Machi, Pai do Kurapika, Phinks
Tags Killugon, Kurapikax Leório, Leopika
Visualizações 38
Palavras 4.199
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura

Capítulo 10 - Ele bebe bacardi de manhã



—Vai, atende !—suplicava nervosamente, enrolando o fio caracolados no indicador e batia o pé freneticamente —atende! ...que saco. 


" O número que você discou no momento não está recebendo ligações, por favor, tente mais tarde


Pela quinta vez ouvia mesma mensagem gravada e seu desespero se transformava lentamente em irritação. Para que uma pessoa tem telefone se não o atende ? Decidido a continuar, discou o número já memorizado e elevou o telefone à orelha. Batendo o pé e olhando para o relógio da parede. Como em uma prece, silenciosamente pedia para que lhe atendesse logo e lhe acalmasse o coração bêbado. Já havia acontecido antes, na vez em que Hank o chamará para sair, ele ficou nervoso e o amigo abaixou seus nervos. Agora só precisava atender o telefone.

Hm?..alo ? —a voz pasteurizada e cansada soou ao fundo, acordado Kurapika de seus pensamentos, ele saltou de leve no sofá e levou a mão até a boca, tentando acalmar as batidas no seu coração que saiam pela respiração ofegante, pareciam uma bateria há mais de 2 horas. 


— Boa noite, desculpa te ligar essa hora —sua voz estava estridente. 


Ahn? Kura? Esta tudo bem ? —perguntou preocupado e com um tom mais vivo. O loiro negou com a  cabeça mesmo sabendo que ele não veria. 

—Sim! Na verdade...não. Você estava dormindo ? —ansioso, começou a roer a unha dos dedos, podia imaginar a cara amassada do albino ao telefone uma hora dessas. Não tinha intuito de o atrapalhar mas depois do acontecimento, não conseguia pregar os olhos. Confuso demais para se deixar dormir. 


—Não, eu estava apenas distraído, não tem problema. Pode me dizer o que houve, por favor ?—mesmo falando isso, o loiro sabia os tons de voz do albino, iria rir normalmente pela forma transparente como ele era mas isso não vinha ao caso no momento. 

— Eu fiz o que você me disse, eu tomei uma atitude com o Hank — despejou rapidamente, adquirindo bochechas coradas e mesmo por telefone,  desviou os olhos rubros. 


—eai.—disse entre um bocejo.


—Como "eai "? Eu não sei, agora parece que foi longo e molhado mas na hora pareceu que eu,


Vocês trocaram saliva, claro que seria molhado.—lhe cortou a metáfora.


—O que ?—sacudiu a cabeça entendendo o ponto— É, eu sei, mas não foi mágico como eu esperava.


—Estamos na vida real, rubio, aqui os beijos não fazem o mundo girar ou aparecer uma fada jogando confete brilhante em cima de vocês. No máximo o paudurece e o tua bunda fica suando frio se segurando pra não rebola—Kurapika estava boquiaberto pela fala do amigo, altamente constrangido com a linguagem.


—Killua. ...—sussurrou—isso foi grosseiro. Muito grosseiro


Só estou sendo honesto —dissimulou—pode não ter essa onda de existir fitas cor de arco iris amarradas na cintura, que flutuam durante os amassos, mas a tesão tem que estar lá, Kurapika. 

— Acha que eu não seja gay por não sentir tesão pelo Hank ? —Kurapika questionou roendo outro dedo não corando pelo fala, aquela hipótese o rondava desde que decidirá beijar Hank e talvez fosse verdadeiramente válida. Por um instante, ficou triste pelo ruivo, ele era um cara legal apesar de qualquer forma.


não seja estúpido. Você sente atração por homem e está no ápice do movimento dos direitos gays, não é só porque você caiu na real e viu que não há formas de achar aquele projeto de pudim ambulante atraente que você é menos gay. 

—Acha que eu deva conversar com ele sobre isso ? 


—talvez, mas não agora. Você tem que entender que talvez isso tenha acontecido porque você pós a carroça na frente dos bois, entende ? Você foi pressionado a isso...—disse calmamente. 

—Como você sabe disso ? 


deduzi, homens se tornam mais previsíveis quando você é um deles. Hank não gostou do nosso diálogo e aí resolveu tirar satisfação com você, é claro, se mostrou inseguro e você quis mostrar que está na dele, o beijando. Misturaram pressão com mal preparamento e você realmente não esperava um desastre desses ? —confortou o como uma mãe, Kurapika movia o bico dos lábios de um lado para o outro, fazia bastante sentido na verdade, talvez ele quem tenha se empolgado e isso estragou as coisas. 


—É,  você está certo —limitou se a falar em tom baixo, ainda ligando os acontecimentos a tese do amigo. 

Claro que eu estou certo, eu sempre estou certo—respondeu com uma falsa arrogância— a não ser que você ainda duvide da sua sexualidade. Eu posso te fazer beijar uma garota, se quiser —ofereceu simples. 


—Na verdade não, eu seria estúpido se fosse por esse caminho —pode não ver mas o albino arqueou as sobrancelhas. 


ótimo, então a gente se fala amanhã —falou sonolento, Kurapika sentia se mais aliviado após a conversa. —Boa noite.


—Boa noite Killua, obrigado por estar aqui—agradeceu e pode visualizar do outro lado o sorriso de lábios fechado. Desligou a ligação e abaixou a barra de notificação, vendo que tinha dois bate - papos aberto. 

Hank W. : " estou pensando no nosso beijo até agora ..." leu pela barra e corou até que seus olhos se esconderem no seu rosto. Preferiu não abrir a conversa e ir para a outra. 


Paradinight :" Blondin, você esqueceu seu fone cmg" 


Blondin : " eu vou fingir q vc n escondeu ele pra levar ele pra casa"


Leório estava jogado na cama, olhando para o teto, refletindo em como sua vida estava uma desesperança mas que mesmo estando tal desastre não conseguia mais sentir ódio da sua situação. Ela trouxe vivências que o tornavam mais humano, menos empático com as questões de regras sociais. E pensando no motivo para tudo isso acontecer, eis que seu celular vibra, justamente seu motivo lhe chamando.


Paradinight: " já não passou da hora das crianças dormirem ?" 


Kurapika riu com a resposta ao mesmo tempo que se surpreendeu por ela ter vindo uma hora dessas, será que Leório estava com insônia? Ou será que ele estaria pensando na Machi ? Será que ele também já se sentiu deslocado ao estar com alguém? Esqueceu seus próprios questionamentos e esboçou um biquinho. 


Blondin: "eu adoraria estar dormindo, poderia pedir ao meu cérebro que ele pare?!" 

 O moreno franziu o cenho com a conversa. 
P:" por que não consegue dormir? É por causa da viagem ?" 


B:" tbm, mas agr eu estou calando minhas paranóias msm".


P:'" não pode fazer isso dormindo ? "


B:" aparentemente, não. Pq você tá acordado ?"


P:" fiquei ouvindo música até agora rs " 


B:" ala, o aproveitador, qual música? " 


P:" nunca saberás " 


B:" puq ?"


P:" pq não"


B:" pq não ?"


P:" pq não"


B:" pq não ?"[ irritou -se]


P:" pq não"[ Leório começou a achar graça na insistência]


B:" Chato" [Leório pode imaginar as bochechas se inflando e riu ]
p:" irritante "


B:" vou dormir, boa noite "


P:" ala magoou"


Enquanto ria da teimosia de Leório, Kurapika recordou se da cirurgia e não evitou ficar tristonho, a idéia de perder essas conversas o deixavam depressivo e então repassou o plano de amanhã na cabeça dele, o memorizando. Ja está na hora de por a lista em prática. Sorriu maldoso e chamou seus amigos por mensagem para confirmar os passos.
Como não obteve resposta, Leório começou a  se preocupar, diversos questionamento passaram em seu mente. Dado a isso resolveu ligar para o loiro, afinal fazia pouco tempo que eles conversaram, não havia formas do loiro ja ter pego no sono.


—Meu, são três da manhã —embora Kurapika tivesse atendido com uma voz arrastada pela ação do clima em sua garganta e para disfarçar.


Me desculpa, eu já não consigo dormir sabendo que te magoei-- falou em tom baixo, Kurapika sorriu do outro lado da linha alto suficiente para Leório ouvir. Desde então eles não pararam de se falar durante a noite e nenhum dos dois dormiram.
Pela manhã ainda se falavam quando Gon entrou pelo quarto assoprando o apito e parando no meio do caminho ao ver Leório já desperto.


—Ue —falaram em uníssono estranhado a presencia de ambos—caiu da cama? —perguntou Gon sentando se na cama


—não!  O que você tá fazendo aqui?  


—Como o que?  Eu vim te acordar —respondeu Intrigado.


—que horas são?—falava assustado e ficando pior ao perceber que já tinha sol alto pela janela e que o relógio marcava 6h30. —não pode ser, você está atrasado .


Gon o olhou indignado, como fosse o sujo falando do mal lavado. Mas Leório não ligou para o olhar flamejante, afinal estava  mandando mensagem para Kurapika falando que ia se arrumar e Gon ficou surpreso ao ve-lo digitando. 


—passaram a noite toda conversando ? —arqueou a sobrancelha.


—É, eu acho que sim—buscou o óculos na escrivaninha e esticou os braços—me ajude aqui.—Gon obedeceu e o colocou na cadeira. Leorio dirigiu até o guarda roupa meio sonolento agora. Buscou na gaveta a blusa do colégio e a calça. 


Depois de arrumado, tateou o telefone de novo e ficou desapontado com a despedida do loiro mas se veriam na escola de qualquer forma. 


Chegou na escola ja o procurando e o vendo parado na vaga do estacionamento, sorriu largo.

—Killua eu realmente sinto muito por ontem—pediu vendo o albino descer do carro.—Eu prometo te recompensar um dia. 

—Bom dia para você também—ironizou rindo, recebendo um "Bom dia" atrasado— Pare de me mandar esse sorrisinho de príncipe da Disney, já disse que não tem problema mas eu vou aceitar essa tal recompensa depois de hoje..


—Oh,  o que houve com a sua boca ? —perguntou quando focalizou melhor o rosto do albino, ele expandiu os olhos em surpresa.


—Hm....Eu estava treinando box e o telefone me distraiu quando o saco de porrada estava voltando e ele pegou direto no meu rosto —justificou mandando um olhar de "era você no telefone ".


—nossa, era por isso que você não estava atendendo —pensou em voz alta com o indicador no queixo.

—Eu nem imagino como vocês chegaram a isso —Leorio comentou trocando o olhar de Kurapika para Killua, assim como Gon abrindo um sorriso.

—nunca saberás —repetiu sarcástico fazendo Leorio arquear as sobrancelhas, vendo ambos os largarem ali e sairem andando para longe de braços dados.


—Eu nunca pensei que eles se dariam tão  bem —riu sentindo Gon empurrando sua cadeira com rapidez até a lanchonete


—ninguém pensou —Gon diz em voz baixa.


Lá dentro os dois já conversavam animadamente sobre algo desconhecido onde Kurapika falava sem parar e Killua ouvia e falava mais ainda quando ambos morenos adentraram. 

—não sei como vão enfiar aquilo lá dentro, logisticamente falando precisarão de um guindaste, e isso é so o começo, pelo que me falaram ele tem um peso bruto de 140 kilos. —Killua espantava Kurapika com a informação e o loiro caia em cálculos mentais, talvez sua idéia não saísse tão facilmente


—isso pode ser complicado —lamentou falsamente Hank[estando ali também, de tocaia esperando o loiro chegar]pegando na mão de Kurapika como consolo, ele tombou a cabeça para o ombro do ruivo e ficou perdido em pensamento. —Está tudo bem, eu tenho certeza que você vai pensar em algo mais fácil. 

—Mas já tinha planejado tudo, tudo Hank!E agora parece uma fantasia 

— vamos, se anima, voce é um gênio. —passou os dedos pelos cabelos dele enquanto Killua olhava como se fosse vomitar.

—do que tanto vocês fofocam? —Kurapika virou o rosto pro lado sentindo o batente da cadeira ao reconhecer a voz. Leório arqueou as sobrancelhas tentando entender o que estava acontecendo ali.

—ainda bem que vocês chegaram! Eu não aguento a melaçao desses dois sozinho. Onde está Zushi quando se precisa dele ?—reclamou Killua se desolado na mesa. 

—Segredo de estado—responde Kurapika, ignorando o amigo e afastando seu corpo do de Hank.

—que aulas temos hoje ?


—as duas primeiras são arte, depois vem física e depois do recreio são duas de matemática e a última é de história. Por que ?


—bora dar um role.—Leório esfregou as mãos com um sorriso maldoso,  como se estivesse orquestrando um plano mirabolante. 



—Role ? Nos temos aulas —advertiu o loiro. 


—já falamos sobre isso, Blondin—Leorio se animou com a idéia, desde que saíra do hospital não fez nada de ruim além de ir da escola para casa e da casa para clínica —alguma idéia sobre onde ir ? 


—Por que não vamos para aquela praça que tem perto da praia ? Da pra gente passar e compra uns combos —incrementou Killua, tão empolgado quanto Leório. Eles começaram uma discussão sobre qual bar passariam.


—Vocês estão loucos ? Não podemos beber. Somos menores de idade—Kurapika deu voz ativa ali, como uma mãe preocupada. 


—Claro que podemos, eu e Killua temos uma identidade falsa. Você nunca bebeu ? —Gon perguntava já querendo rir e riu mais quando viu Kurapika negar com a cabeça. —Meu deus, que absurdo—falou indignado— você deve ser um tipo de Jesus na terra.


—O que isso quer dizer ? — o loiro não entendeu e olhou confuso. O moreno bufou. 


—Quer dizer que você é santo demais —explicou Killua tranquilamente enquanto o restante da mesa ria da comparação.


—que grosseria—ofendeu - se —Leorio ?! — virou se, buscando algum apoio dele mas só recebendo uma jogada de ombros.  Revoltou se mais com a insinuação, claro que ele já havia feito atos clandestinos também, na vida, claro, havia aquela vez em  que....não, ele não havia feito nada nesta, há mas teve aquela em que ....não, também não participou. Kurapika deprimiu-se. Nunca havia feito nada errado porém nada o atraia também. 


—Não precisa ir na onda desses delinquentes —dissimulou Hank, cortando o bolo que havia pedido, recebendo uma revolta em uníssono dos três.—Bebida alcoólica são para comemorações.  


— fica na sua, ninguém nem te chamou pro role —retorquiu Leório sorrindo cinicamente. —quem decide para o que vai tomar é o blondin.


—Você responde por ele agora ? —mudou sua voz para um tom agressivo, um tom que Kurapika não conhecia, por isso o loiro se assustou com a fala.


—Hey! Ei! se vocês querem ter um threesome decidam isso num quarto, aqui não é lugar para isso. Algum de vocês já tentou perguntar se o Kurapika quer ir ou não? —Gon  perguntou sarcasticamente de braços cruzados para os dois, eles torceram seus narizes. 


 —você quer ir ? —a questão veio em uníssono e o loiro olhou de Leório para Hank e alternava para suas mãos. 


—Ahn, eu.. Eu acho que vai ser divertido, Hank —a voz insegura e receosa fizeram brotar um sorriso vitorioso nos cantos da boca de Leório mais a resposta de Kurapika foram a gota d'água para Hank, ele levantou e saiu andando. — qual é Hank vai ser legal, ....Hank! —tentou chamar mas ele ja havia saído.  


—Esquece ele, vem vamos pedir a conta e vamos no mercado—levantou a mão para chamar o campeão. —Hey blondie, você não acha que aquele campeão que está pegando a conta não parece um coala? —disse baixo, fazendo o loiro se engasgar com a própria saliva ao olhar o garçom. Ele tinha bochechas grandes e cabelos cinzas escuros cortados em degrade. 


—para mim aquilo é um suricato — disse rindo. 


—Eu não acho que ele pareça o rei Julian. —analisou Gon com os olhos no garçom. 

—É porque o Julian é um lemore, idiota —Killua rolou os olhos e o garçom chegou com a conta.


—Um lemore faz mais sentido do que um coala—concordou Kurapika analítico ao rosto do garçom. 


—deu quanto ? —Kurapika retornou ao seu tom calmo.


—57, 80 —Killua falou puxando a carteira.


—beleza, divide em quatro. Vocês têm certeza que não terá problemas a gente faltar?  


—Não, estamos bem em todas as matérias.—dissimulou Leório. 

—explica sua nota 3 nesse semestre em ciências—Gon falou em tom provocante.


—fácil,  Killua está sentando perto do Kurapika e não dá pra colar de você, que é burro igual uma porta—deu os ombros simples levando um tapa de Gon nas costas. 


—chega disso, vamos no mercado! —exclamou Killua, pulando entre os bancos e dando espaço para sair da mesa oval, Kurapika seguia o mesmo caminho e logo todos já estavam indo para o carro. 


—Hey Gon? Você não vai chamar a Hannah para ir com a gente ? —Kurapika perguntou fazendo o moreno lhe fitar sem graça. 


—Ahn. ..Huh...não, ela não é afim de beber, não —respondeu e ficou encabulado, Kurapika lhe fitou intrigado, que tipo de namoro era aquele mas preferiu não criar caso. Dirigiram por cerca de 10 minutos até estacionarem.


A fachada grande vermelha recebia a entrada de dois visitantes familiares. O mercado municipal era o ponto certo para conseguirem tudo que queriam sem monitorização e fiscalização. 


—Hey Gon, eu peguei vodka blueberry e a vermelha e você ? —Killua apareceu com as quatro garrafas abraçadas em seus braços, as depositando uma a uma na cesta. 


—Estou vendo esses combos de vibe com catuaba ou combo de stella artois, o que você acha melhor ? —olhava decidindo entre as bebidas. 


—Na dúvida leva os dois, olha o preço, 275ml por 6 pila para mim tá ótimo.Pega umas 10 dessas e vamos procurar leite condensado agora. —Gon pegou as garrafas dos combos e as colocou na cesta. 


—espera, olha esse aqui de buchanan's com quatro redbull por 200!—apanhou o pacote que envolvia as bebidas e passou a ler. 

—200! Killua, 200! —exclamou exasperado o fitando.


—Eu ja ouvi da primeira vez idiota, nao precisa repetir e esse combo é um dos melhores, vale totalmente a pena, nos vamos o levar —colocou na cesta também e Gon sentiu seu braço repuxar pra baixo mas não deixou de sorrir com a forma despojada com que ele era. Foram para o outro corredor com os braços enlaçados também. 


—Gon, vamos levar frutas também? —perguntou olhando para o horti fruti enquanto pegavam doces agora.  Os dois adoravam chocolates. 


—Kil, vamos beber e não fazer um fondie—rolou os olhos a fala do menor. 


—Por que não? O queijo está na promoção e. ...


Enquanto tentava persuadir Gon uma voz Killua reconheceu.


—Killua?!


—Olá Tom —cumprimentou educadamente. 


—não sabia que você vinha para cá.


—Sim, passamos aqui sempre que vamos agir clandestinamente—piscou logo rindo junto ao loiro acinzentado. —Eu tenho certeza que você se lembra do Gon. 


—Não tivemos tempo de nós apresentar formalmente da última vez, é um prazer Gon —estendeu a mão para o moreno que lhe mandou um olhar indiferente. De qualquer forma, saldou o loiro. 


—Me lembro sim, desculpe se eu fui grosso naquela noite —Gon falava com educação também, mas um pouco irritado pelo contexto 


—que isso, imagina —disse virando para Killua e sorrindo —Você sabia que terá uma exposição sobre Pierre Verger no instituto HOnko? Sei que você acompanha ele.



—Não?! Quando?  —perguntou muito ansioso com a hipótese. 


—será em setembro.

—Eu tenho muito que ir, ah, Kurapika-san vai adorar essa notícia—disse animado, lembrando que o loiro adorava também o antropólogo. 


—Sim,  eu também quero muito ir .


—Kil?  Eu vou na sessão de frutas mesmo enquanto vocês conversam —falou sem expressão- Ate mais, Tom.


—não, calma ai que eu vou com você. A gente se vê na escola Tom —despediu se vendo o loiro acenar para ambos.


Gon carregava a cesta sem falar e nem tocar mais no albino, Killua percebendo a mudança de humor preferiu o deixar quieto. Pegaram as frutas e foram para o caixa.  Tamanha a carranca que Gon tinha, a caixa nem dirigiu o pedido para ver a identidade.  Seguiram para o estacionamento em silêncio também.  Quando Gon abriu o porta mala e Killua lhe passava as bebidas ele não conseguiu mais. 


—Por que você tá calado ?—perguntou conhecendo aquela expressão.  

—Você também está.—Ele respondeu ainda não o olhando.


—Sim só que eu estou porque você esta, em primeiro lugar.


—Quem é Pierre Verger?  —virou finalmente para ele. 


— É um antropólogo incrível, ele defendia teses sobre a origem dos seres e eu gosto muito do trabalho dele.


—E por que aquele nerd de bosta sabe que você adora esse tio sendo que eu sequer sabia que ele existia ?—Não pode evitar falar de um jeito mais grosso, demonstrando que estava se alterando e Killua lhe olhou Intrigado. Enquanto que dentro do carro, Kurapika e Leório se afundavam no banco, ouvindo tudo, caladinhos. " papai e mamãe vão brigar de novo " Leório sussurou para Kurapika. 



—Espera, o que ? foi quando fizemos o trabalho de historia, ele viu o artigo que eu estava lendo e por acaso ele também conhecia o autor, qual o problema nisso ?—perguntou sem ter certeza do que estava acontecendo. 


—O problema, Killua? Eu vou te falar o problema—soltou o porta mala e começou a  gesticular com as mãos —o problema é que eu vi aquele fudido babando em você pela segunda vez e não vi você em momento nenhum se incomodando com isso. E para melhorar, eu ainda descubro que existe uma linda amizade ligada pela antropologia entre vocês. 


Movimentou como se abrisse um arco iris entre as mãos quando disse amizade. Killua estava perplexo.


—Pera lá!—prostetou indignado—Isso que você disse não tem sentindo nenhum e  outra, mesmo se estivesse, ele estaria babando em mim e não na sua namorada.—sua voz calma e analítica travaram Gon, Killua pousou a mão na tampa do porta malas e a bateu, acordando Gon do gelo. Passou por ele e abriu a porta do passageiro virou para ele e disse—Não é só porque você não me quis que o resto do mundo não vai querer também, mais que porra —bateu a porta por dentro do carro. Gon balançou a cabeça e respirou fundo. Entrando pelo lado do motorista.


Nenhum dos quatro ousaram falar nada, ficaram quietinhos até chegarem na praça. Um lugar que Kurapika particularmente adorou de primeira vista, era cheio de bancos de concreto e mesas com xadrez, possuía vastos corredores com pinheiros. 


—Nyahh, aqui é tão lindo —disse rodopiando pela entrada e tirando o tênis para então esfregar os pés na grama, mas logo murchou seu semblante ao ver seus amigos carregando garrafas de vidro com líquidos escuros. —Vocês acabaram de estragar minha impressão desse lugar.


—Pare de reclamar e busque os copos no carro —Kurapika obedeceu e saiu pisando forte para o estacionamento. Assim que retornou não pode deixar de soar frio quando viu o trio o espernado com um copo cheio erguido em sua direção. Ele engoliu a seco e caminhou até eles. Sentando se na mesa e fungando desacreditado no que aconteceria ali. 


—existe uma mínima possibilidade de eu não beber ? —questionou com a voz fraca, com muito medo do como agiria bêbado.  


—nenhuma —Gon e Killua disseram sorridentes.


—nenhuma, Blondin —Leorio sorriu também e ofereceu o copo. Ele respirou fundo e pegou o copo, Leório riu internamente percebendo como ele estava nervoso. O loiro fungou o ar e sentiu inebriado pelo cheiro forte, sentia que iria desmaiar. 


—não,  eu não vou conseguir —afastou o copo, mas logo o voltou para perto. Nenhum dos três falavam apenas observavam. Lentamente ele levou o copo aos lábios e tomou uma pequena gota, estranhando reconhecer o gosto. —O que é isso ? 


—Você precisava ver a sua cara —quase caiu para trás quando viu os três gargalhando alto. —Gon ? Você tirou a foto ? —riu ainda mais ao vê que ele concordou. 


—É suco de laranja com leite condensado, Blondin, relaxa—Leorio falou entre os risos e o loiro o olhou desconfiado mas logo deixando a ficha cair ao testar mais da bebida. 


—não teve graça nenhuma !—cruzou os braços e inflou as bochechas coradas, fechou os olhos e empinou o nariz. Sua típica pose de superioridade. 


—Você achou mesmo que a gente ia te forçar a encher a cara ?!—perguntou sério arrumando os óculos, que desceram pelo nariz ao rir.  


—humpf —esnobou a fala e voltou a tomar o suco de laranja.


—foi só uma brincadeira, você só toma se quiser mesmo —Leorio enchia seu próprio copo enquanto falava. Kurapika viu Leório levantar suas sobrancelhas sugestivamente e em um movimento rápido vira o resto do suco na boca e postou o copo vazio para que Leório enchesse também. Ele sorriu vitorioso. Estava na hora de Kurapika viver. 


—vira ! vira ! vira !


Vibraram juntos olhando o loiro virando a mistura feira em um balde dos quatros redbull com buchanan's em quase um gole só de 28 segundos. E depois de visualizar uma pequena trilha da bebida escorrendo pelo canto da boca e descendo pelo seu pescoço molhado de suor, Leório começou a se preocupar com a situação saindo do controle. 


—GENTE ISSO AQUI É BOM DEMAIS —gritou num tom muito feliz largando o balde vazio no chão e Leório espantou se e abrir a boca—LEORIO! Tem dois Leórios aqui! Olhem duas mesas! 


Naquele momento, Kurapika não pensava em nada, nenhuma preocupação ou trauma. Nada corria na sua mente se não a idéia de saber como era dançar em cima daquelas mesas sem graça. 


—aí minha nossa senhora ...






































Notas Finais


Se vcs não bolam aula pra beber, não façam isso nunca.


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