História You belong with me - Capítulo 11


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Categorias Hunter x Hunter
Personagens Biscuit Krueger, Gon Freecss, Killua Zoldyck, Kurapika, Leorio Paradinight, Machi, Pai do Kurapika, Phinks
Tags Killugon, Kurapikax Leório, Leopika
Visualizações 29
Palavras 4.488
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura

Capítulo 11 - Pegue as dicas




Kurapika acordou e estranhou o clima escuro, seus olhos não focavam ainda, sua garganta gritava por água, seu corpo doía em demasia e sua barriga contraia, não se lembrava qual havia sido sua última refeição, preocuparia se com isso depois. Se culpou mentalmente por cada gota tomada e fez um juramento interno de nunca mais beber. Levantou se com poucas dificuldades e olhou ao redor, não estando mais na piscina que se lembrava vagamente e sim em um quarto, seguiu caminhando a procurar seus amigos, pelo que lembrava, havia dormido na casa de Gon, onde eles continuaram a beber desde de manhã. Com a mão na cabeça ele seguiu o único som que ouvia e chegou até um local iluminado, identificando como uma cozinha. Kurapika esfregou os olhos e nisso acordou mais uma vez, estando no sofá agora, exasperado e ofegante. 


—ora ora, temos mais um em ressaca—olhou na direção assim que assimilou a voz como sendo de Leório. Ele estava no outro sofá da sala e se apoiava nele com os cotovelos. 


—toma isso! —Killua surgiu do seu lado com uma pílula seguido de um copo de água—É aspirina, vai te ajudar..


Deu ao loiro, Kurapika arregalou os olhos se lembrando que a última coisa que lembrava era terem oferecido um copo a ele porém aquele era transparente e límpido, ajudaria sua garganta tão seca. Voltou a se enfiar numas mantas que tinha no sofá da sala. Após tomar o remédio e ainda sentindo sua cabeça latejar.  


—c-como que cheguei aqui ?—falhou a voz e só a melhorando depois de molhar a garganta. —que horas são?  


—coisado demais para dialogar —resmungou Killua soluçando em seguida.  


—cerca de quatro e meia da manhã, foi meus pais que levaram a gente para os quartos mas ninguém consegue dormir mais então estamos aqui — Gon explicou chegando na sala com uma coberta a mais e a ofereceu aos dois deitados estava um frio particular naquela noite. 


—Você estão aqui desde que horas ?—perguntou se movendo junto com Leório no sofa, ele sentado numa das pontas e Kurapika pousando sua cabeça no colo dele, ambos muito bem cobertos. 


—Eu e Leório acordamos agora de pouco, Killua já estava aí no sereno—Gon respondeu apoiado no batente da cozinha americana. 


—Eu me sinto horrível —disse manhoso, sentindo sua cabeça ser acariciada e os olhos pesando—Vocês não planejam voltar a dormir ? Temos aula daqui a pouco. —perguntou apreensivo e se crucificando por ter bebido mais uma vez, seus pais deveriam estar uma pilha de desespero pela sua ausência. —Leo, meus pais devem estar preocupados!—confidenciou trêmulo e Leório balançou a cabeça negativamente. 


—não se preocupa com isso, eu sabia disso então quando chegamos aqui eu informei seus pais —disse calmamente ainda passando a mão no rosto mais corado agora, de alívio..

 
—Obrigado. ..—levantou os olhos para a TV recém ligada e por um minuto vislumbrou a situação em que estavam, havia sido divertido pelos flashes de memória e agora os quatros estavam assistindo um filme.


—alguém troca de canal? Esse filme é mórbido —Killua reclamou levantando as cobertas procurando o controle. 


—Não, ele não é, ele é super engraçado. Deixem aí —prostetou Leório prestando atenção no televisor, Kurapika riu baixo ao constatar que se tratava de" gente grande". 


—esse filme é forçado, tira daí—Gon concordava com o albino e começou a caçar o controle,  Kurapika que estava perto de Leório viu o momento em que ele passou o controle para si e o pediu com os olhos para esconder. 
Kurapika obedeceu e o pós em baixo de sua barriga.


—Na verdade, eu acho que está bem engraçado mesmo, por que não deixam aí mesmo? —Kurapika dissimulou com um tom fingido de inocência, sabia que só precisava convencer Killua a manter ali. Suspirou aliviado ao ver ambos desistirem e voltarem a se sentar. 


—quites —murmurou virando a cabeça para cima e analisando o rosto de Leório de uma outra perspectiva, como um futuro fotógrafo, tinha que admitir que de qualquer ângulo Leório mantia um porte exemplar e bonito. Aliás, beleza ali era o que não faltava, não era atoa que ele é do tipo arrasta quarteirões da escola, talvez até da cidade, por mais que a cadeira tenha o ofuscado, depois de uns meses o encanto voltará. Kurapika engoliu a seco seus próprios pensamentos e voltou a prestar atenção na tv. O silêncio era algo carinhoso, não denotava qualquer traço de tensão que ainda circulava a cabeça de cada um dali. 

Logo pela manhã, Mito acordava bem disposta, sentando na cama de costas para seu marido e se espreguiçando despreocupadamente. Bocejou e virou para depositar beijos no ombro de Ging. Para então o acordar. Sabendo que ele não levantaria agora seguiu para a cozinha mas chocou se a ver a cena em sua sala. Seu filho e seu outro filho dormindo um apoiado pela cabeça do outro ao pé do sofá e em cima dele Leório dormindo encostado nas espumas do móvel com um garoto dormindo em seu colo. 
Levou a mão até boca para abafar o riso mas era impossível vista tamanha inocência palpável. Sentia se feliz por seu filho ter um grupo de amigos tão diferentes mas que colocam isso de lado. 

Todos chegaram usando óculos escuros e roupas bem fechadas na escola. 


—Olhe só para você, parece um drogado saindo da reabilitação, estou vendo Amy winehouse em minha frente—Hank dizia muito preocupado enlaçando os ombros do loiro e o guiando pelo corredor da escola até o armário para começar algum tipo de amparo. 


—Por que você está gritando tanto?—retirou os óculos e sinalizou para ele parar de falar com a palma da mão enquanto abria o armário e retirava seus cadernos. Notem que ele prescruta no corredor ao lado do ruivo [desde ontem zangado]. O rosto embora marmore de Kurapika, possuía uma feição nova de desdém. Talvez causada pela irritação que o álcool trás quando ainda está no sangue. 


—O que vocês fizeram com ele ?—aumentou o tom da voz mostrando sua alteração para os três que vinham atrás do loiro. 


—Cale essa boca logo, meus ouvidos sangram com sua voz—Killua rolava os olhos e tampava as orelhas, ele possuía olheiras visíveis após retirar os óculos e a voz mais entoada do que o normal. Embora todos quisesse continuar a discutir com o  Williams, o trio passou reto pelos dois com o típico ar de superioridade e seguiram para seus respectivos armários.

 
—Me perdoe, eu apenas fiquei magoado por ontem —pediu em tom baixo, olhando de oslaido para o loiro demonstrando sua chateação pela atitude do loiro. Kurapika recolheu os ombros, sabia que estava passando dos limites e não estava sendo razoável com o ruivo.


—Me desculpe também, jamais tive a intenção de fazê-lo se sentir abandonado ou trocado —respondeu honestamente colocando uma boa parte do cabelo para trás da orelha. Hank sorriu reconhecendo que ali era o garoto pelo qual se apaixonou. 


—não tem problema, eu deveria ter ido com vocês, preciso me enturmar mais com seus amigos, certo?  —perguntou desafiador mas sorrindo simpaticamente. 


Kurapika devolveu o sorriso e acenou positivamente.


—todos gostam de você lá, eles apenas são complicados para demonstrar —confessou e logo ficou constrangido ao sentir a mão dele na sua. —Hank? 


—Já você é o oposto —diz doce—Eu estava inseguro para ultrapassar a linha, blondie, mas fiquei tão feliz quando você tomou iniciativa...


Kurapika naturalmente sorriu pelo elogio porém ainda não sabia o que falar sobre o passo imprudente que tomou. Sabia que deveria fazer algo, ele estava esperando isso agora mas não sabia como, Kurapika nunca esteve nessa situação antes e não sabia como proceder.


—Eu apenas sentia que deveria fazer—limitou se a dizer isso, bem acanhado, desviando os olhos para qualquer ponto. 


—Não precisa se sentir culpado, como eu disse eu adorei mas de agora em diante, pode deixar que eu tomo as rédeas —a mão que estava em sua mão foi para sua cintura e Kurapika assustou se com a aproximação e levou as mãos para o peito dele, fazendo uma leve pressão, o mobilizando no seu lugar, algo que Hank entendeu como "estamos em público ", se afastando apesar de querer mais e ficando levemente chateado.


—Me desculpe—pediu sem graça—Você é muito lindo para não querer estar cada vez mais perto. 


—Não seja indiscreto —respondeu sério, com o rosto camuflado pelos olhos. Hank abriu mais ainda o sorriso, Kurapika era totalmente adorável e a sua fala sempre eram doces apesar do teor delas. 


—Estou falando a verdade, você é muito bonito —fez como se fosse se aproximar de novo e Kurapika recuou as costas—o que você acha de jantar no Bistro hoje ? 


Os olhos dele se iluminaram instantemente com o convite, sempre ouvira falar do lugar mas nunca havia ocasião para ir lá. 


—Ah, eu vou adorar ir lá, Hank —disse sem conter sua animação com lugar—Eu vou chamar o Leório!


—O que ?—voltou ao seu lugar primeiro— Não, por que não vamos só nós ? Você e Leório vem juntos para a escola, tomam café, ficam na sala, no recreio, na fisio dele. Você sempre está com ele — contrapôs constrangido pela menção vendo a negação do loiro. 


—É, mas você também está lá conosco —argumentou ressentido, não gostando do tom que Hank usava, a insinuação o ofendeu profundamente. 


—Sim, eu sei— suavizou o tom— eu só quero que você veja que já passa o dia com ele, ou com ele ou com Killua. Eu quero um tempo seu só pra mim, você poderia me dar essa graça ou eu estou pedindo muito?—deu seu sorriso charmoso fazendo o loiro corar ainda mais e se aproximou para perto de sua orelha. 
Kurapika muito envergonhado ao perceber que Hank requeria um direito que ele mesmo o deu decidiu aceitar, afinal, ele era uma boa companhia e o Bistro era um lugar altamente agradável. Kurapika passou sua vida se privando de deixar as pessoas se aproximar por medo ou receio, talvez estivesse na hora de viver e se ele pode passar o dia enchendo a cara, ele poderia jantar com Hank.

— ótimo,  eu te pego as oito horas, tudo bem?


Kurapika assentiu e ele se despediu depositando um singelo beijo em sua bochecha, indo direto para sua sala. Enquanto o loiro permaneceu no mesmo lugar, respirando fundo e indo automaticamente para sua sala também. Quando deu por si já estava depositando tudo para seus amigos, que o olhavam chocados.


—Não acredito que vocês vão no Bistro, estou a anos tentando marcar uma reserva lá —Zushi suspirando apoiado no cotovelos, desolado, sentindo altas pontadas de inveja. 


—calma ai duble da barbie, como assim você tá passando tempo demais com a gente? Quem ele pensa que é?!—prostetou assim que o amigo terminou de contar o diálogo. 


—Ele só quis dizer que queria ficar sozinho comigo...


—Você sabe o que ele quer, não sabe?—olhou de lado para o loiro, que engoliu a seco.


—Sei mas não sei se tô pronto—confessou honestamente confuso.


 —E por que você aceitou ir? Você é estúpido?  —questionou com seu sarcástico natural.


—Gente, pera lá, ele só chamou para jantar, parem de sofrer por antecipação —Zushi decidiu ser uma voz ativa ali, fazendo Kurapika pensar de outra forma, repetindo o discurso de Hank mentalmente.


—Zushi está certo. Eu passei o dia com vocês ontem e a madrugada, ele quer que eu passe um tempo com ele agora. Por que não? No lugar dele eu também faria.


—Como por que? Foi tu mesmo que disse que não sentia tesão por ele 


—o assunto não é  sobre tesão e eu disse que não senti nada mágico durante no nosso beijo rápido. Fora que uma relação não é só baseada por tesão Kilkua 


—agora você fala como se fosse relevante que tipo de beijo foi. Pode até ser que não seja Blondin, mas isso é a chave de tudo, um mínimo estalar das bocas já deveriam fazer seu coração disparar, se não teve isso no começo não vai ter nunca. Não adianta forçar só porque ele é acessível e aparentemente gosta de você. 


—O meu coração dispara quando ele tá perto...


—Por que ele invade teu espaço pessoal e você fica constrangido, não é porque é ele que tá perto, se eu chegar perto você terá a mesma reação. 

—Eu gosto da companhia dele, do jeito que ele é e mesmo não sentindo me sentindo excitado, ele ainda é meu amigo. 


—uhhh que cruel, friendzone é pior que falar que não sente tesão —comentou Zushi honestamente fazendo cara de dor. 


—não gente, prestem atenção, talvez eu seja assexuado 


—assexuado?  tu nem fudeu ainda pra saber se não gosta da coisa —debochou ríspidamente Killua.


—Killua, você está sendo indelicado.


Ele rolou os olhos para o loiro.


—Está sugerindo que eu transe com ele para ver se gosto ? —questionou aflito, queria conselhos mas apenas se sentia em um interrogatório. 


—Você realmente é idiota. Claro que eu não disse isso. Kurapika me ouve, se já é ruim fazer com quem você não gosta mesmo,  imagina fazer com quem você nem sente tesão. Você dando esperanças para ele só faz as coisas caminharem para vocês dormirem juntos...—Kurapika sabia que Killua estava sendo sincero e tentando fazer ele ver a verdade, mas o loiro ja sabia. 


—Killua tá certo, se você não sente nada é melhor parar por aqui, pense nos sentimentos dele —completou Zushi, fazendo o loiro o fitar.


—não senti em um beijo mas posso sentir em outro ambiente.

 
—Kurapika, não é assim que a banda toca.—Zushi falou baixo, não sabendo mais em que direção ir. 


— olha nos meus olhos e diz que aquilo é minimamente sexy. —Killua disse o olhando com uma das sobrancelhas arqueadas. 


—Êh? Bem, acho ele ...bonito? Eu não sei me expressar bem sobre essas coisas !—inflou as bochechas e ambos se conteram para não rir. 


—tudo bem, eu não vou discutir com você.—cruzou os braços, em desistência, Kurapika não enxergava o óbvio e ele não iria gastar saliva. 


—Obrigado —respirou fundo—Kilua eu quero te pedir dois favores


—Sim,  eu te empresto roupa de novo não precisa...—dizia antes de ser interrompido. 


—não é só isso, eu quero que você vá no Bistro com a gente hoje —pediu recebendo um olhar curioso do albino, ele não estava entendendo mais nada. 


—O que ? O plano não era vocês sozinhos? 


—É mas eu não estou pronto para o que ele vai abordar —dizia temeroso fazendo os dois o olharem bravos. 


—e você sabe o que ele vai abordar? pare de sofrer por antecipação, por favor—aconselhou, mais uma vez, Zushi com as mãos nas testas como se falasse o óbvio. 

—Está bem, argumentar com fatos não funcionou então vamos falar a verdade. Kurapika, eu não quero que você saia com o Hank —Killua disse decidido fazendo os outros franzirem o cenho. 


—Por que não?  —assustou se com a confissão, sua feição estava contraída, sentia se como se ele previsse o que o loiro escondia sobre seus sentimentos a Hank e tentasse verdadeiramente o impedir. 


—já tem um tempo que eu venho desconfiando dele e não acho que ele seja uma boa pessoa —falava calmamente mas com um tom preocupado, fazendo o loiro levar a mais sério, como se não fosse a amizade o único motivo.


—O que houve para isso ? —perguntou querendo saber mesmo, afinal ele era muito bobinho nesses assuntos, Killua possuía um tato mais desenvolvido para essas questões e talvez ele tenha percebido coisas que Kurapika não.


—Eu estava no banheiro e vi que o Hank lava as mãos duas vezes depois de fazer xixi—explicou seriamente e Kurapika não se impediu de deixar a boca abrir, totalmente pego de surpresa


—só isso?  —perguntava descrente, não entrava na sua mente que seu amigo se levasse por uma observação. 


—K, se acalma, isso realmente é estranho —o moreno menor se assustou com a revelação e começou a concordar internamente com o albino.


—rubio, escucha me, esse cara tem alguma coisa por de trás de tanta educação. 


—só porque ele tem uma mania ? —continuava não entendendo como aquilo seria relevante a qualquer tipo de relação futura.


—Isso não é uma mania, mania é você confundir bom dia com boa tarde no telefone, lavar as duas mãos significam que você é paranóico ou que teme alguma coisa—falou tentando convencer.  


—isso é loucura, nada disso faz sentido para mim —balançou sua cabeça e a sentido latejar com as palavras. 


—o seu plano pro Leório também não faz sentido mas eu confiei em você—argumentou Killua, fazendo Kurapika o olhar fixo surpreso novamente.


—O que ? O que isso tem a ver ? É óbvio que eu confio em você, mas não tem cabimento o que você está dizendo —franziu o nariz e as sobrancelhas, já se alterando a menção de Leório. 


—Então, eu tô falando que ele não é quem você pensa, aquele manequim ambulante passa o dia no banheiro e eu espero que seja bulemia, porque ele vomita o dia todo e eu tenho certeza que não é por causa do bronzeador artificial. —continou sendo reticente sobre Hank, deixando Kurapika irritado e Zushi profundamente intrigado, ele pessoalmente nunca havia prestado atenção no ruivo mas Killua nunca errava com suas interpretações sobre as pessoas. 


—Eu acredito que você tenha seus motivos para pensar isso mas isso é subjetividade. Eu não vejo motivos para desconfiar dele —começou a apontar o dedo para o albino.


—a barriga do Gon se contrai toda vez que Hank abre a boca para mostrar o quão  idiota ele é —descruzou os braços e uniu suas mãos em cima da mesa. 


—Você mesmo vive dizendo que isso é uma superstição idiota.


—tudo bem—permaneceu calmo— eu tentei guardar isso para mim mas acho que está na hora de você saber Kurapika—moveu se e ficou ereto na mesa, com um ar sério que fazia Zushi tremer de medo do que viria—Hank é um psicopata.


—prossiga —falou Zushi altamente sério parando de tremer por ele e começou a se preocupar com Kurapika. 


—lá vamos nós ...—murmurou Kurapika, revirando os olhos para as teorias dos dois. 


—escutem, eu e os meninos sempre o achamos estranho. Depois que soube do apelido dele, as coisas pioraram porque notei que ele cheira a talco como uma boneca cabbage patch. E então eu vi ele no banheiro ...


—O que é isso? Hank é legal.—Kurapika estava desacreditado do que ainda ouvia. 


—foi isso que eu disse a mim mesmo. Eu disse : " E daí se ele está completamente sem pelos e é feito de plástico... É só olhar o passado e perceber que ele provavelmente tem nojo de atriz porno". Eu daria uma segunda chance ao garoto ideal. Mas encontrei—procurou algo nos bolso—...isso. Dois mil e duzentos em dinheiro! 


—quando encontrou isso ?—estranhando o pacote fechado e começando a acreditar no que Killua dizia, sentindo as mãos tremendo.


—esses dias quando eu estava olhando o armário dele —respondeu tenso pelas reações do loiro, poderia estar jogando informações demais mas ele precisava saber, afinal, Killua via Kurapika como um irmão agora e não achava certo Hank o enganar. 


—Espera. O que ? Você mexeu nas coisas dele? —dizia com raiva da ação do amigo sobre Hank, como se ele fosse algum tipo de bandido


—Sim,  é o que eu faço —deu os ombros, era assim desde criança, aliás, Killua sempre foi desconfiado de todos. 


—isso é inaceitável —ditou duramente a Killua, que não entendeu. 


—Certo. Gosto de como você finge que concorda com tudo, mas quando um amigo de repente vasculha o armário do seu futuro namorado, você se sente ofendido ? 


—Só por que ele tem muito dinheiro não significa que ele é um psicopata, Killua! —retrucou zangado, desviando da brecha e voltando ao assunto inicial.


—Isso que eu pensei também, certo ? Quem liga se ele é um ladrão de bancos ? Pois se fosse feito de plástico, também teria medo de muitas coisas : atear fogo, fazer churrasco...E então eu encontrei isso —tirou do outro bolso um quadrado metálico


—O que é isso ? —Kurapika nunca tinha visto nada igual ao item e temendo o que poderia significar.  


—É um controle de garagem ? —sugeriu Zushi, também estranhando o objeto. 


—É um pager, meus amigos.—soltou um ar superior assustando Kurapika e Zushi, ambos impressionados — E só há um tipo de pessoa nesse mundo que carrega muito dinheiro e um pager. Seu namoradinho Hank, é um traficante de drogas.

Tão sem palavras quanto Zushi, Kurapika olhava descrente a fala do albino. 


—Eu não vou ficar aqui ouvindo isso, você está louco —disse se levantando e indo em direção a mesa de Leório.

Enquanto isso na roda de Leório, as coisas não estavam tão emocionantes ou misteriosas quanto do outro lado da sala. 


—[...] então eu disse a treinadora que a Machi colocou silicone e ela teve a capacidade de por ela como...Gon? Gon, você não está me ouvindo —reclamou Hannah percebendo que seu namorado olhava para o outro lado da sala. —GON !


—O que foi ? —disse presunçoso virando o rosto para ela. 


—Você não está prestando atenção! —repetiu nervosa, assistindo o moreno suspirar pesadamente antes de revirar os olhos. 


—desculpa se eu não ligo para quem colocou porra de silicone, isso não muda minha vida—Leorio que observava a conversa  arregalou os olhos, sabia que seu amigo não era um poço de gentileza e sim de mau humor mas aquilo foi demais. Foi gratuito e sabia que tinha a magoado. No entanto Gon não se importava muito com ela.  


 —O que foi que você disse ? —disse em tom choroso e Gon revirou os olhos, não tendo paciência para dramas. 


—nada, eu não disse nada, sua aula já não começou?  —perguntou retóricamente impaciente, a loira encabulada puxa sua bolsa e sai da sala correndo.


—não querendo meter a colher mas você não está pegando pesado com ela ? —observou os olhos dele seguindo outra direção. —se te incomoda a ponto de mudar seu humor talvez você deva assumir isso.


—Eu não quero ir pro inferno Leório, isso é pecado ...—disse em tom baixo mas não parando de encarar o albino fazendo caras e bocas, desejando ouvir o que ele falava e ansiando que ele o notasse. 


Leório sentiu o peso nas palavras dele e preferiu não falar nada, também temia perante a Deus e apesar de já ter sido libertino nunca na sua vida questionaria os salmos bíblicos, eles eram uma verdade para si. Mesmo que seu melhor amigo fosse, ele entendia e respeitava, mesmo sentindo se incomodado com aquilo. 
Fora retirado de seus pensamentos quando viu Kurapika chegar no grupo com cara de poucos amigos e jogar a mochila numa mesa qualquer.  Nesse mesmo momento Gon se levantou e foi o lugar que o loiro estava. 


—Está tudo bem ? —perguntou vendo ele bufar segurou o riso, aquela coisinha loira nunca seria detestável. 


—não,  não está!  Killua acha que Hank é um traficante—contou e Leório que já segurava o riso com todo cuidado não conseguiu segurar mais e gargalhou.

—da onde caralhos ele tirou isso ? —perguntou entre os risos, secando as lágrimas que se formavam aos cantos dos olhos.


—Ele fuçou o armário do Hank, você acredita nisso ? —disse em seu tom normal, já não estava tão bravo agora mas continuava perplexo. 


—Killua ainda está com o álcool no sangue, eu no seu lugar não levaria a sério!—respondeu ainda sorrindo. —a nao se que tenha achado algo muito comprometedor...


—foi um pager e muito dinheiro —falou pausadamente verificando mentalmente se fora isto mesmo—Eu nem sabia que existia isso de pager 


—Quanto de dinheiro?  —questionou estranhando muito aquela situação.


—dois mil e duzentos em dinheiro...—respondeu apreensivo, vendo o susto refletir nos olhos castanhos.


—Blondin—falou tenso, refletindo sobre aquilo—eu odeio falar isso mas ele pode estar certo, Hank fede a perfume ba;


—não começa você também, Leório —pediu em tom baixo tentando se acalmar, sabia que todos poderiam estar certo ou talvez devesse confiar mais no ruivo. 


—tudo bem, vamos falar de outras coisas. Que tal sobre hoje a noite ? —perguntou levantando as sobrancelhas sugestivamente. Mas subentende-se que ele não sabia sobre a futura noite de hoje que Kurapika teria então. ..


—O que terá hoje a noite ? —perguntou esperançoso de que arranjaria um motivo para furar com Hank.


—nada mas sobrou bebida de ontem e estamos planejando uma festa, se quiser ir no planejamento será hoje de noite. —Kurapika se desanimou pensando que seria algo considerável.


—Já querem encher a cara de novo ?—perguntou divertido  —não poderei ir, já estou compromissado —respondeu pensando em como seria desconfortável aquele jantar depois do que Killua dissera. Será que ele vai pagar com dinheiro do tráfico?  Ah meu Deus, será que se Kurapika terminar com Hank terá seus cabelos raspados? —..não, meu cabelo não, que levem meus olhos ...


—Ue, nego ainda tá bêbado! Que história é essa agora ? 


—Você acha que ele vai raspar minha cabeça se eu terminar com ele ?—perguntava com um medo visível e palpável. Leório o olhou por 5 segundos antes de rir alto. —qual a graça, eu posso saber ? 


—Você aí —Continuou rindo até as primeiras lágrimas brotarem e Kurapika lhe olhava puto —Claro que ele vai te raspar...aí depois ele vai traficar seu cabelo para o live-action da rapunzel. 


Sua risada não cessava e Kurapika cada vez mais se embalava por ela, mesmo não querendo, até que chegou a hora que começou a rir também. Um riso bem leve. 

—Leório!  —advertiu como se cessasse a brincadeira e voltou a ficar sério, dando tapas no ombro dele. 


—relaxa blondin, pra fazer alguma coisa com você ele precisa passar por cima de mim primeiro. E eu que tenho rodas de liga led aqui —respondeu bem humorado, fazendo o loiro rir levemente de novo. —E que tipo de pessoa usa a palavra " compromissado"? É tão brega. 


—Eu uso—prostetou fingindo estar ofendido.


— É bregaaa—cantarolou fazendo ele voltar a dar murrinhos nos biceps mas parou, o olhando por alguns instantes em silêncio com um olhar não compreendido pelo maior, que não ligou e voltou a puxar assunto com algo aleatório. 


Depois daquilo, a conversa não parou, continuaram a falar sobre muitas coisas até o final da aula, onde Kurapika seguiu para a hidroginastica de Leório e quando acabaram seguiram para o estacionamento da escola onde se despediram. Killua já estava numa das pilares o esperando para irem com seu motorista enquanto que Leório ia com Gon e Hannah.  Não estavam muito bem nesse ritmo, tinham encontrado um equilíbrio que mesmo imperfeito durante os dias juntos, mantinha a sintonia entre eles, o caminho traçado nesse dia em especial acabava diretamente com esse equilíbrio. 









Notas Finais


Até mais e não mexam nas coisas que não são suas


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