História You belong with me - Capítulo 4


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Categorias Hunter x Hunter
Personagens Biscuit Krueger, Gon Freecss, Killua Zoldyck, Kurapika, Leorio Paradinight, Machi, Pai do Kurapika, Phinks
Tags Killugon, Kurapikax Leório, Leopika
Visualizações 25
Palavras 4.256
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Esta bem grande rs Boa leitura

Capítulo 4 - A supetição da barriga.





A sexta  feira começava com aquela chuva chata que te faz querer dormir pelo segundo dia seguido da semana e o jovem Kurta ja batia os pés no carpete do portão principal da escola. Tirando toda lama e lodo que suas botas acumularam do caminho de casa até a escola, o qual vinha correndo.

    — olha por onde anda fracassado   —  uma onda de raspadinha o atingiu e fez recuar o passo, deslizou pelo seu corpo e ensopou sua roupa e a essa altura seu cabelo provavelmente está mais roxo que a tour de purple rain, escutando o resto pingando no chão. O loiro pode ouvir os risos abafados e distantes dos seus agressores mas tudo que ele fez foi respirar fundo e andar até o banheiro, nada iria ou poderia estragar o dia de hoje. 
Sua concentração era tanta que nem ao menos viu de onde veio, apenas sentiu sua costas ficarem pesadas e todo o frio soprado em sua pele molhada estava se dissipando.


    —      Você precisa enfrentar eles  — soou sua voz atrás de si, como sempre, descontraída, arrumando a jaqueta do time depositada em seus ombros. O frio que o atingiu momentaneamente já se esvaziava   —  será que eu terei que ser seu babá 24 h por dia para evitar isso ?   — o tom culposo disfarçado de ironia alcançou 99% da sua frase, o loiro apenas negou cruzando os braços e fechando a jaqueta sobre o peito.


     — Bom dia pra você também e muito obrigado por isso mesmo, e não se preocupe, e ...

    --  E mais o quê? !  — ele respondeu zombando da forma com que Kurapika falava. 

  —  e não se culpe   —  apenas caminhou consigo   — não é mais sua culpa, então acalme- se, ok -Leorio continuou não respondendo até eles entrarem no banheiro. Enquanto foi em direção da maquina e passou a puxar uma quantidade excessiva de papel toalha, Kurapika olhava seus movimentos  sentado no banco que havia la e se sentia estar meio louco Leorio estar ali o ajudando e por ter confiado tão cedo nele mas algo lhe dizia que a vida de Leorio precisava disso, então para que ele não se culpe futuramente e nem se prenda a esses arrependimentos.

        —   sabe que hoje tem o jogo de estreia, não é?   — ele acenti e o moreno sorriu minimamente, passando o papel para o menor, Kurapika contornou o rosto e os braços. 

        —  Sim,  já estou com meus ingressos, onde estão Killugon?   — perguntou embrulhando o cabelo na toalha e Leório não segurou a gargalhada sarcástica pela expressão.

     — treinando ue, Gon é quarterback e Killua fica na sua retaguarda, como running back, sabe   — vendo o semblante confuso negar a informação, ele a elaborou    — Killua rebate quando a bola é chutada, hoje é jogo de estreia e simplesmente a maioria dos olheiros virão nos assistir—  esfregou as mãos e as guardou nos bolsos da jaqueta devolvida. 

    —  está muito animado ?  


 — não é a última chance da minha vida ou de eu ir à faculdade, mas eu posso garantir minha bolsa de estudos pelo futebol em princenton ou Harvard, eu quero cursar medicina e se tiver que jogar futebol pelos próximos seis anos para ter isso, eu o farei.  

  —   Então. ...Você vai treinar agora?   —  questionou confuso, gostava de ver a forma como Leório sonhava mas não entendeu bem a frase.  


    — não, agora não, olha essa chuva  — apontou para a janela alta que existia na parede, vendo as gotas escorrem pelo vidro —  eu estou pensando em dar uma volta   — falou pensativo, com o dedo no queixo. 


    — mas agora tem aula !  — suas sobrancelhas franziram para o sorriso maldoso do maior. 


    — Você nunca bolou aula ?  — riu  malandramente do bom comportamento do loiro e o Kurta chocou-se.   — olha desculpe, não é esse um bom começo de uma amizade e está chovendo, é melhor irmos para a aula mesmo.   — contornou vendo uma careta se formando. 

   —   Você pensa que eu sou de açúcar?   —  falou o loiro  arqueando sua sobrancelha, sacaneando o desespero do maior em manter uma imagem.


  —   não é isso, só que tipo, ce é todo nerdao e pessoas normais estão indo para a aula. —  justificou se tentando reverter a má impressão que acha que deu, se iria mudar, iria mudar tudo, tinha decidido isso  anteontem e já posto em meia prática. 
  —   Você pode não ter notado mas eu não sou uma pessoa normal e eu prefiro estar com você . 


Essa resposta pareceu bem deslocada e um longo silêncio se perdurou, enquanto o loiro se questionava internamente por que tinha dito aquilo. Uniu sua mão a sua testa e pensou em formas para reverter. Tão sem palavras quanto ele, Leório tomou as rédeas e puxou sua mochila. 

    —  beleza, vou pegar as chaves com o Gon— pulou do banco e saiu desengonçado do banheiro. Kurapika só pode encarar a porta e gaguejar um "ok".   
kudapika saiu em disparada atrás do melhor amigo, e logo o encontrando em frente ao armário. 

     — Zushi, bom dia, eu preciso de roupas emprestadas  — disse afobado e tendo quase certeza que atropelou as palavras, Zushi riu e pós para trás a mecha loira que recaia sobre seu rosto ainda melado.  

  —   claro, vamos lá que eu te limpo  —  sorriu docemente e Kurapika sentiu uma pontada de culpa por o negar, o que causou um semblante confuso e magoado no baixinho. Que apenas puxou uma blusa e uma calça do seu armário. O loiro agradeceu grandemente e saiu em disparada de novo. Zushi o viu atravessar o corredor e suspirou, sabendo onde aquilo ia parar e sabendo ainda mais que o loiro ia acabar ferido.

Kurapika nunca foi de bolar aula mas desde que ele começou a passar tempo com Leório, sentia necessidade de passar mais ainda, o máximo permitido e mesmo que esteja caindo o mundo lá fora, não se importaria de se molhar com seu novo amigo. Kurapika não acreditava que Leório estava dessa forma inserido na sua vida, apesar de tudo, sempre teve a impressão que o lugar de Leório seria num pedestal e era surreal demais para si o ver tão humano, quanto nas vezes da arquibancada e de hoje de manhã. 
Leório virou nos corredores certo e sentiu espasmo quando os achou em baixo da arquibancada. 


     — Você é um insensível  — a voz robusta, impulsiva e decisiva com que Gon proferirá a frase fez com que  Leório parasse imediatamente com as mãos pra trás, achando ser com ele.  


     — e você é um idiota supersticioso —  rebateu impetuosamente o albino no mesmo tom decisivo e raivoso do moreno, encurtando a distância e ficando com a ponta do nariz encostada na altura do queixo dele. Gon se  virou para cortar o contato visual com ele, sabendo o que aconteceria se cedesse, e bateu as mãos na calça, não antes de revirar os olhos. 


    —  arranje um coração   — sugeriu ironicamente portando um sorriso quebrado, não pode ver os olhos azuis do albino lacrimejando com a sua fala mas sabia, sabia que tinha o atingido em cheio so pela resposta que ele deu.


     — arranje um cérebro — retorquiu petulante e sem titubear, autorizando suas lágrimas a se secarem sozinhas e mantendo a postura  indiferente e equilibrada, junto com seu nariz empinado.* Que rebatida* pensou Leório, confuso sobre o que estava acontecendo ali e francamente, preso em um dilema interno onde se questiona se deveria, ou poderia, entrar ou não naquela discussão, no entanto lembrou se de outra peça naquele jogo,  Kurapika estava o esperando e eles dois poderiam muito bem se resolver mais tarde.
 
  Então, Leório meteu o nariz Onde não foi chamado.


    — Opa, opa!     Que troca de farpas são essas, rapazes ?  —  eles permaneceram se olhando, sem dar crédito ao amigo, Leório suspirou   — nem parece que vocês são melhores amigos, quase irmãos, desde os doze anos  — interferiu mais uma vez  e percebeu que teve efeito pois a postura deles mudaram ao girarem os olhos para ele agora, como foco, Gon tinha uma veia destacada e os ombros esticados, mas relaxou e escondeu os olhos marejados, sabendo que não escondia seus sentimentos tão bem quanto o menor, Leório notou a embriagues emocional que o contexto ocasionava .

   —   não é uma boa hora, Leório— tomou a frente Killua, sentando se na grama, amarrando os braços no joelhos e direcionando seu olhar para a chuva, sentia se magoado pelo que Gon o acusou, tudo bem que tinha uma personalidade ácida e as vezes fria mas Gon o conhecia, intimamente, ele deveria ser o último a o apontar o dedo na cara e o chamar de frio.   


   —  tudo bem, não quero participar da Dr de killugon   — os dois prostetaram com "Ei!"  — eu só quero o carro emprestado.  


  — desde quando você dirige ?— perguntou com todo desgosto e amargura que possuía na boca nesse momento.  


 — eu me viro  —  desdenhou com um sorriso largo, Gon buscava algo nos bolsos quando Killua se levantou e saiu do lugar com as mãos nos bolsos, claro que Gon o seguiu, primeiro com os olhos e depois, que jogou as chaves ao Leório, foi atrás com os pés. 
Leorio se preocupava  com os amigos o bastante para saber, agora, que não deveria se meter, não tinha impressão que era uma briga comum ou cotidiana, algo palpável e contornável, contudo não deu uma bola maior para aquilo afinal eles são grandes e vacinados.
 Chegou em cerca de 6 minutos e fazia a manobra enquanto Kurapika, na porta da escola saiu correndo, tentando, sem sucesso, se esquivar das gotas grossas da chuva. Assim que entrou no carro, sentiu os olhos revoltados de Leório sobre si. 

    — eu ia te pegar na porta, olha aí, todo molhado de novo— apertou as mãos no volante.  


    — não se preocupe com isso, aliás, onde vamos ?  — perguntou olhando o caminho para fora da escola ser tomado.  
    — na verdade eu só queria andar de carro por aí mas aí pensei que você não pudesse gostar então nós vamos no melhor lugar de York shin    — sorriu amplamente e Kurapika começou a se arrepender.


    — só não vá para muito longe, precisamos voltar com segurança até o jogo   —  advertiu puxando o celular e vendo mensagens de Zushi perguntando de si, resolveu não responde - lo agora. 


    — não se preocupe, você está seguro nas minhas mãos. 
Sem nenhuma explicação ou coisa a mais, Kurapika sentiu as bochechas queimarem, detalhe que passou despercebido pelo motorista. 


    Leório entrou na garagem do shopping e Kurapika suspirou por ser um lugar conhecido, ao menos. Ao saírem do estacionamento e irem para as lojas, não se surpreenderam por estar vazias, provavelmente as pessoas estavam em suas casas, debaixo de suas cobertas e assistindo aos jogos. Mas Leório não era uma pessoal normal e Kurapika também não. 
Foram direto para a área de jogos e gastaram mais de 40 pratas em fichas em todos os fliperamas dali, depois foram para o cinema e então voltaram a escola.

                              ....
 Quando o último sinal da escola soou ecoando pelos corredores da Hunter&Hunter,  a chuva ainda caia em tonencial pelo gramado do colégio, a equipe escolar passou o dia tentando auxiliar o paisagismo para tudo estar perfeito para o jogo de estreia dos meninos. O clima entre o Kurta e Leório estava melhorando consideravelmente, Gon até comecaria a busca-lo de manhã a pedido de Leório na segunda. A maior dificuldade seria quando chegassem  na escola, cada um tinha seu respectivo grupo e Leório não abria mão do time e  vez ou outra zoava com Zushi, o tão defendido melhor amigo de Kurapika começou a realmente pinicar os nervos de Leório.
Por mais que tenham vindo o caminho todo discutindo sobre o baixinho- uma discussão que o loiro nao sabia ao certo como se iniciou-  resolveu não pensar nisso, tinha feito uma promessa de esquecer o passado e dar uma chance para serem amigos, pegou sua pipoca e passou a subir as arquibancadas- agora lotadas- visualizou o aceno curto do amigo e viu o próprio bater na madeira ao lado, sinalizando que deveria se sentar lá. Pulando os degraus com calma e cuidado para não machucar ninguém,  Kurapika sorriu satisfeito ao ver que tinha uma vista privilegiada do campo e do jogo.


     — Boa noite Kura - San — cumprimento o moreno com um sorriso conhecido.  


    —      Boa noite,o que eu perdi ?  —  perguntou afobado enfiando uma quantidade enorme de pipoca na boca e não conseguindo mastigar a maioria delas, Zushi riu amplo achando uma graça a ansiedade do amigo. 


   — nada demais, apenas a apresentação das sempre gostosas, líderes de torcidas!  —  Zushi vibrava pelas saias hiper curtas que as meninas usava, já Kurapika não conseguia focar muito naquilo e intimamente não sentia muita vontade ou via algo a mais naquelas panças volumosas expostas.


   Mas se viu vidrado quando viu o time entrando, uma enorme onda de calor e gritos percorreu a arquibancada, todos vibraram. Kurapika procurava o amigo com os olhos e sorriu quando os olhares se chocaram, o primeiro que identificou era Gon, ele estava um pouco atrás da enorme fileira feita na frente e sorriu de comprimento para si, Killua estava ao seu lado com seu rosto gélido e Leório na fileira com seu sorriso charmoso e torto, fazendo as garotas no estádio se derreterem pelas suas covinhas.  Sorriu fraco e se levantou em conjunto quando o hino tocou, era tudo muito novo e emocionante.    

Bola posicionada na snap, Leorio suspira, voltando a realidade e encarando o adversario a sua frente, ele trancava os dentes e forçava um sorriso provocante, leorio olhou para os dois lados da linha  scrimmage, e sorriu timidamente ao ver que o lado esquerdo revelava ao final dele o loiro, foco, Leorio era do time do ataque e contava mentalmente os segundos para a inciação.  Quando chrollo chutou a bola e o retornador do time adversario se ajoelhou e jogou a bola no chao, desistindo de retornar, sabia que era o sinal para avançar, foram para a linha de 25 jardas do campo de defesa.  A defesa correu para impedir a aproximação e permitir que o running back corresse. 

O jogo estava seguindo as estrategias, com corridas ao longo do perímetro e o time do ataque seguindo pelas jardas.  Leório estreitou e forçou os ombros para segurar a contra partida enquanto abria espaço para Killua correr em direção a zona do endgame, Killua com a posse de bola antes de chegar nela e preparou para arremessa-la a Gon, que correria entre as jardas e entraria na zona. Analisou o ângulo e a arremessou, Gon a pegou e a jogou entre os aros. A platéia veio a loucura,  pulando e cantando com o touchdown de 6 pontos considerando a distância do arremesso+ o local da zona inimiga. Leório permitiu rir antes de voltar a posição e o juiz apitar, viu o time comemorando com Gon, e Killua voltando a base.
     — não entendo nada do que está acontecendo   — cochichou temendo o confronto e esperando que o amigo lhe desse alguma luz, o baixinho que riu pela preocupação, talvez nem tanta, exagerada.


     — Bem,  cada time tem quatro chances para avançar no campo, de 10 em 10 jardas, viu o que Chrollo chutou a bola? Chrollo é o nosso Kiccker, o cara que deveria voltar a bola resolveu a jogar no chão, significa que ele desistiu de um retorno da bola e a jogou ao chão, como pegou na área deles, o nosso time pode avançar, então com a bola em posse houve o passe da bola de Killua para o Gon?! Foi um avanço no campo, entendeu? como ele conseguiu cumprir o objetivo, as chances são renovadas e o processo se repete até que a situação acabe em pontuação ou devolução de bola por falta de conquista de território. Entendeu?  —  Zushi não era nem de longe alguém propício ao jogo mas vibrava junto a seu pai nas tardes de domingo e torcia muito para os yankles. O loiro simulou um entendimento e voltou a atenção ao jogo e se surpreendeu ao ver Leório irritado e gritante.  

  - Isso não foi falta?— Kurapika se irritou também percebendo o que houve, inclinando sua costas para frente como se fosse levantar mas Zushi negou rindo com o balançar da cabeça, colocando a mão sobre o antebraço do loiro, num sinal para ele se acalmar .

  —  Leorio foi imprudente  —  comentou desinteressado no caso, puxando mais uma porção de pipoca. 
 
 Kurapika voltou a encarar o campo sentiu os pés gelando, como se estivesse no Alasca e os enfiasse nas águas. Estava tudo certo até visualizar o rosto do moreno girar em 120 graus. 
 
O estudante não foi direto pro chão, ele foi atropelado pelo time antes e com o impacto e com a certeza momentânea de que tinha perdido o braço tamanha foi a brutalidade que acertaram seu ombro, trabalhou para virar seu corpo para cima a tempo de ver  seus adversários baterem de frente com outro jogador, o baque do choque dos corpo foi assustador. Leório olhava para qualquer lado, sua respiração estava desconpassada e não possuía ritmo, seu coração acelerou e ele sentiu o corpo quente, mais três vultos rodearem as duas pessoas caídas no momento em que sua visão estava ficando escura e turva para identificar se um deles deve ter percebido a presença dele ali, mas achou que sim pois um veio correndo e apanhando seu pulso. Assim que ele foi iluminado pela fraca luz da lanterna, constatou que sua vista e consciência sumiam na imensidão negra que cobria seus olhos. 

   — Você está bem?   — perguntou preocupado, postando o estetoscópio e assistindo o jogador perder os sensores, os primeiros movimentos foram verificar seus batimento cardíaco, pulsação e sinais vitais. Uniu suas mãos e as esfregou com a luva, aquilo era uma atividade comum do dia a dia mas a presença da platéia tornava mais tenso. Levou as pontas dos dedos ao braquial, nesse meio tempo outro paramédico chegou e verificou os ponteiros.

  —  22h01, agora  —  o paramédico encostou as pontas ao braquial e começou a contagem.  —  "....67,68...69.... estamos perdendo ele. 
      Os paramédicos entraram no campo aos montes, correndo para os principais e avaliando os outros. 
    Gon tirou o capacete e ajudava no que podia mas estava trêmulo e atônito, tinha visto a confusão e no entanto nunca imaginou que aquilo se transformaria numa bola de neve.

     — Qual o nome dele?—  perguntou um paramédico aproximando suas mãos das têmporas do albino, que também estava dentro da bagunça, Gon sacudiu o rosto e olhou para o médico, seu olhar era incompreensível e nada passava direito ou linear na sua mente. atônito. Viu o exato momento em que uma maleta branca foi posta ao lado de seu amigo, atrás vinham mais dois carregando uma maca.
 
     — Killua   — murmurou assustado, piscando e sentindo as lágrimas rolarem, sabia que precisava manter a calma para ajuda-los. 
 
     — Você está bem?— era a terceira vez que o médico perguntava para ele.   — O que é isso na sua blusa?  —  soou alarmado apontando para o rapaz moreno.

  — Não é nada comigo....É  dele    — dizia desconexo o paramédico o interrompeu :

   —  fique tranquilo, não teve perfuração. Foi só um corte superficial — explicou levando a palma a cabeça do albino e  erguendo lentamente umas mechas dos cabelos alvos mostrando o ferimento   — Você está bem?   — era a quarta vez que lhe perguntavam isso e a primeira vez que ele se perguntava aquilo. A ignorou como ignorou as outras vezes.


  — Abrams   — ele chamou e Gon notou outro rapaz se aproximar.  Roupas brancas e casaco vermelho por cima, bordado com as palavras  "18º Batalhão do Corpo de Bombeiros de York shin – Treinamento.".   —  Você que entende dessas paradas, acho que ele lesionou o pescoço.—  informou e Gon olhou incrédulo, como assim esse aqui não entende ? 

   — Você viu se quando ele caiu ele acabou bateu a cabeça em algum lugar?  — Gon olhou incrédulo para o tal Abrams e levou uns bons segundos até processar a pergunta e a negar. 

 — ele usa capacete para isso   —  seu intuito era soar tão grosseiramente quanto soou, afastando os paramédicos e os fazendo voltar a atenção ao albino.


   —  o tipo sanguíneo dele ?  — o paramédico tentou ser prático e por palavras chaves. 

   —   B negativo  — sua resposta saía fraca.
 
    —   ele está sangrando pelo ouvido  —  ouviu o outro paramédico que chegou a pouco, ele mal tocava a cabeca do menor para a examinar, tinha um palito e uma lanterna na boca. 
 Era uma cena desesperadora, Gon olhou por breves momentos para frente e viu que Leório recebia muito mais atendimento que os outros.


    — estamos perdendo ele de novo  —   gritou do meio dos paramédicos que atendiam Leório, enquanto ele voltava a apalpar o pulsos   — 120 por minuto, ele vai ter parada. 

   Kurapika acompanhava nervoso o jogo e quando viu o troncos e barrancos passou a descer  as arquibancadas com velocidade, não ligando se atropelava ou não as pessoas;- ficou tao aflito que tinha a ilusão  que quanto mais descia mais degraus apareciam. Ele estava alheio, tentou se enfiar na roda mas foi impedido. O doutor Gusman orquestrava os paramedicos ali e atualmente guiava a luz da lanterna de um lado para o outro, enquanto segurava as pálpebras de Leório. 
  
— ele não responde a luz — o coração do loiro parou quando viu um desfibrilador ser carregado para o círculo em que o moreno se encontrava inerte. 
 
Kurapika não reagia,  mal conseguia formar ou balbuciar algo.  Estava em choque, olhava para Leório esperando alguma coisa mas só conseguir assistir o corpo de seu  amigo se debater pelos choques que recebia. Apenas o barulho do monitor indicando que os batimentos de Leório tinham voltado fez Kurapika voltar a respirar sozinho. 

Não conseguiu distinguir quando deu tudo errado ou quando veio o impacto, viu quando tocaram seu ombro o pedindo para se afastar. Não atendeu de primeira o médico mas piscou algumas vezes antes de se levantar. 

Não sabia se deveria ter acompanhado eles ao hospital mas mesmo assim o fez,  tinha visto que Gon entrou na ambulância com Killua e agora por estar perto, acabou acompanhando Leorio. 
   Gon e Kurapika ficaram estáticos juntos quando Killua e Leorio eram retirados as pressas de suas ambulâncias e deram espaco para a equipe médica que esperava do lado de fora, pegando o controle da maca e entrando com os corpos pelas portas azuis de plástico que fecharam a sua frente.  Desde então não houveram mais notícias, apenas o silêncio enlouquecedor.


        A sala de espera logo se tornou pequena e sufocante com o passo que se enchia de  pessoas que o loiro não se dava bem. Em um único reflexo viu Zushi do seu lado, empurrando um embrulho prateado para seu colo, algo que quando aberto e subindo o cheiro forte de molho causou ânsia no loiro. 
  — Você precisa comer — insistiu. 


 —  não estou com fome— não tinha intenção de soar grosseiramente quanto acabou soando. Zushi deprimiu se e flexibilizou a mover seu corpo até a parede da janela, onde estava Gon, alheio a qualquer coisa e com os braços cruzados, Zushi puxou o ar e estendeu a mão com o lanche ao moreno 
 —   Gon, e você?  — ofereceu o embrulho para ele também, na maior boa vontade. 

   — não tô com fome também—  sua resposta era automática, nenhum dos dois estavam com o emocional bom, a imagem do jogo fora muito forte para o loiro que apenas lidava com raspadinha e pequenos hematomas. Quando viu Leório sangrando sentia sua veias gelar. 
Zushi procurou ficar quieto mas ao observar o rosto e as roupas de Kurapika manchadas de sangue insistiu para ele fosse se limpar. O que também fora negado.

Pouco tempo depois, veio uma enfermeira e atrás o médico


— responsáveis por Killua Zoldyck ? — era um homem gordo e com semblante cansado vestindo um jaleco azul claro.
Kurapika levantou a cabeça, vendo um homem extremamente grande, de cabelos brancos amarrados, vestindo um terno negro e engomado se aproximar, possuia uma feição igualmente calculista e gélida, Kurapika não sabia de onde ele tinha saído.  


   — sou o pai do killua — curto e direto.
 
 A explicação do quadro clínico do albino menor fez todos relaxarem os músculos, Killua estava fora de perigo maiores e já  estava no quarto, o que era instantaneamente maravilhoso para Gon, que correu para o quarto em que o albino estava, recebendo de atrás dele um olhar nada amistoso do senhor Zoldyck.


 Quando o médico foi questionado sobre Leorio, adquiriu um tom apreensivo em sua explicação como se selecionasse as palavras certas para a delicadeza da situação, os que estavam ali voltaram a ficar tensos, aconteceu que Leório foi levado a mesa cirúrgica. 

      — o problema do Sr. Leorio é que a lesão foi forte, rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho durante a queda e a batida fez seu radio revirar, como podem ver nesse Radio-x — explicou o doutor Adam puxando um dos raios e o apontando para a luz, onde se destacou a forma do osso do braço e respectivamente o joelho fraturado, Dr Adam ia anotando mentalmente todos os rostos ali e vendo que nenhuma suavizava.— o Sr. Leorio, sofreu um grande impacto, ele teve uma hemorragia sub-dural grande e não conseguimos a conter na cirurgia seguidas de duas outras paradas cardíacas e estamos há horas tentando reverter o quadro mas até agora nada, preferimos o dar alguns sedativos por enquanto, não sabemos se ele aguenta se ficarmos na mesa com ele o dia todo hoje, então ficará de observação na CTI por hoje, amanhã voltamos a analisa - lo.   

Kurapika não se movia, seus olhos estavam parados no rosto do médico, estava apavorado e com medo do que ele poderia dizer a mais.

—   Vocês vão apenas esperar? — perguntou Kurapika nervoso. Sua voz era ouvida pela primeira vez.


— é a única a coisa que podemos fazer no momento— o doutor disse passivamente, como quem não tivesse forças para discutir....
  










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