História You belong with me - Capítulo 9


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Categorias Hunter x Hunter
Personagens Biscuit Krueger, Gon Freecss, Killua Zoldyck, Kurapika, Leorio Paradinight, Machi, Pai do Kurapika, Phinks
Tags Killugon, Kurapikax Leório, Leopika
Visualizações 16
Palavras 2.403
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura.

Capítulo 9 - A lista de desejos



     — No que você está pensando?— perguntou dedilhando as mechas do cabelo dele, que flutuavam na água. A piscina da escola se tornou o local onde eles mais conversavam, desbancando a biblioteca. — Está pensando na cirurgia?  Você realmente quer isso ? 


— Eu já disse alguma vez que você faz perguntas demais ? — viu que ele continuou sério — Sim, eu estou, eu quero minhas pernas de volta. Quero correr, voltar a jogar, não depender de ninguém para subir uma escada, essas coisas. É ruim da minha parte querer voltar a ser independente?  


— Não é isso, claro que não é ruim. É só que, isso é experimental, você se lembra ? 


—Eu não sou um covarde, Kurapika, se eu tenho a chance de sair daqui, é lógico que eu irei agarrar essa chance. —respondeu respirando alto. Kurapika o olhava incrédulo.

 
—Leorio, você está se ouvindo? Isso não se trata de coragem, isso se trata de até que ponto a sua idiotice vai. Estar numa cadeira te limita mas não te mata. Essa cirurgia é arriscada. Nos podemos continuar com a fisioterapia, você não precisa correr esses riscos.


— Hey, que história é essa ? É cirurgia nas pernas não no cérebro. 


  — É cirurgia na sua coluna vértebral. Ela que liga seu cérebro com todo o seu corpo e  você ainda quer deixar isso nas mãos de um experimento?! 


 Kurapika ficou o encarando por longos segundos vendo o acentir positivamente. Descrente da situação, desviou o olhar para a borda da piscina. Vendo Gon e Killua estavam sentados ali, os fitando, silenciosamente 


  — É normal ficar assustado, Leório— Gon disse, num tom que o loiro nunca ouvira. Era um tom doce e terno. Killua, que estava ao seu lado negou com a cabeça.  


— Você não precisa fazer se estiver com medo — sua voz também era suave e acolhedora. — Você pode continuar com a fisioterapia até se sentir pronto para um passo cirúrgico mais seguro. 


— Mas eu quero! Vocês não sabem como é desesperador ver coisas caindo e não poder se mover para segurar. Vocês não fazem a mínima idéia de como eu me sinto deprimido por não andar mais, de não sentir o vento e a grama nos pés, de não sentir nada! Não sabem como é horrível depender de uma cadeira para tomar banho ou fazer xixi. Eu não quero estar preso nessa coisa para sempre. Eu quero sair correndo por ai quando ficar bravo, bater portas e chutar as coisas, essa é a minha natureza, por que vocês não entendem ? 


Desabafou como nunca tinha feito desde que se descobriu ali. Sentiu os finos e molhados braços do loiro o envolverem fortemente, talvez numa tentativa de tirar aquela angústia dele e passar para si. 


— Vocês, nos, jogamos, nos somos jogadores.  Não sabem como esta sendo frustrante para mim ver vocês progredindo no time e eu aqui. Entendem porque eu preciso fazer essa cirurgia?  Estou há quase quatro meses preso nessa realidade que não é minha. E eu sei que tem riscos, sei de todos eles aliás. Ninguém parou de me lembrar deles e—respirou fundo —dado a isso eu quero que vocês saibam que se acontecer alguma coisa de errado naquela bodega, eu realmente não quero viver em aparelhos. 

Leório falava com um olhar perdido, como se estivesse realmente preso a alguma imagem mental reveladora. Presos a um futuro promissor, um que ninguém conheceria. 


— O que você está dizendo ?


—Eu assinarei um termo para não virar vegetal caso de algo errado, não quero saber que vocês param suas rotinas para me verem em coma. Não quero isso mesmo. 


—Vamos lá, você não pode tá falando—retorquiu nervoso.


— Sério igual a um ataque cardíaco .

—ataques cardíacos são bem sérios — falou baixo, como se aceitasse aquilo internamente mas seu coração se negava a parar de insistir para que ele desista.

—são sim, já me decidi, vocês só terão que aceitar ou...


—ou o que ? -perguntaram em unissono.


—ou me ajudarem a cumprir minha lista de desejos para caso eu morra, eu morra realizado. Completamente realizado— enfatizou recebendo olhares de estranheza.

—lista de desejos? 

—Sim, Gon, tira essa sua bunda quente daí e vem me tirar daqui —esticou os braços para cima. Gon suspirou e pulou na água.  Dando passadas rápidas até o amigo. Pegou - o colo e o levou até a cadeira. Atrás dela ficava sua mochila, Leório mesmo molhado a pegou e dedilhou seu caderno, permitindo que respingasse as gotículas nas páginas. —Aqui está!  
Levantou uma folha, Gon ao seu lado puxou da mão dele. E gargalhou 


—"Lista de desejos do Leório" você não pode tá falando sério?  —sua risada sonora ainda saia quando leu em voz alta —" desejo n°5: usar um rastafari " —gargalhou junto com Kurapika. 


—e o que você fará depois que o usar ? vender para crianças hipstar com câncer?— as risadas só aumentaram depois do acréscimo de Gon. —Pera, pera, tem uma melhor " desejo n°17: Ir num casamento e gritar ''pare agora'' e sair correndo. Droga Leório,  o que você é agora ? Uma amante grávida?!—disse entre os risos. Leório puxou a folha de volta com a cara emburrada, rolando os olhos para cima.


— Podem rir, eu irei realizar meus desejos sozinho e depois eu quero ver vocês chorando no meu enterro —cruzou os braços, vendo o riso se cessar. Killua, que até então estava calado levantou e tomou a folha.


—Vamos ver isso aqui direito hm..—franziu o cenho— Leório, como assim "ver o Kurapika ser um artista" ?—o loiro corou com a leitura, não sabendo o que fazia na lista. Leório desviou o olhar para Killua. 

— Eu quero que o Kurapika me fotografe no arco do triunfo —justificou rapidamente, o albino fitou-o antes de abrir um sorriso. 


— desde quando o blondie Mary ali é fotógrafo?  —zombou Gon, recebendo uma cotovelada de Killua.  

—Desde os dezesseis, quando eu comecei com meu curso de fotografia e mídia. E Leório,  será uma honra imensa pra mim te fotografar no arco. Eu só não sei como será possível —falou em tom baixo a última frase, pensando se tivesse dinheiro guardado o bastante para planejar ir em 2 meses a Paris. Afinal tinha gastado boa parte das suas economias com sua nikon. 

— Felizmente eu sei. Eu banco a ida de vocês a Paris, como contribuição para a lista—as palavras de Killua iluminaram o rosto dos dois, extremamente surpresos e felizes.

—Você vai mesmo?  Tipo, sério mesmo?—Leorio estava muito menos apático que antes, seus olhos ganharam um brilho novo. Killua balançou a cabeça positivamente antes de sentir a cabeleira loira e molhada lhe agarrarem.


—Ah, eu sempre quis ir pra Paris, Kil. Muito, muito, muito obrigado, não sei nem como te agradecer—dizia Kurapika beijando as bochechas brancas e esmagando Killua num abraço forte. O albino ria e corava.


—não tem porque me agradecer. —respondeu timidament, retribuindo o abraço caloroso do menor.


—tá bom gente, chega agora. Afasta—Gon enfiou a mão no meio dos dois, empurrando com a palma a cabeça de Kurapika, o levando para longe. 


O loiro riu constrangido do ato, após ser afastado. Mas logo voltou a sorrir determinação.


—Kil, você deveria ir com a gente —chegou perto do menor novamente, com os olhos ligados e segurou lhe as mãos em forma de prece. —Vamos juntos, podemos ir nos museus. 

—Eh, não sei. Já fui tantas vezes para lá que já me enjoei—moveu as mãos negativamente, sem jeito. Kurapika discordou.


—Eu só vou aceitar isso se você for junto.


—Tudo bem, eu posso pensar, então?—viu o loiro suavizar a expressão— Certo, é  melhor nos irmos para a aula —disse enfiando as mãos no bolso, Kurapika sorriu leve como resposta, sabendo que Killua ia aceita e que iria a Paris com seus dois melhores amigos.  Talvez conseguisse que Zushi fosse junto, e talvez Hank também e todo mundo, ah, era muita emoção para aquele corpinho. Percendo que foi deixado para tras, correu para o vestiário. 

—Perguntar se você está empolgado seria perda de tempo —observou Leório adorando a cena de o ver dando pulinhos e batendo as palmas.


—Não me entenda mal, meu sonho é ir para Paris, eu sei que lá é podre e tudo mais mas eu preciso respirar aquele ar. 

—É, eu sei, por isso quero ver ele se realizar antes da cirurgia, você entende, né? —viu o rosto dele decair em desânimo a simples menção do assunto.


—Eu ainda sou contra essa cirurgia e só por isso aceitei te ajudar com sua lista —seu rosto fechou em seriedade.
Leório o fitou curioso.


—Minha tese é que se você perceber que a vida é incrível lá fora, você desista dessa cirurgia suicida 


—não é suicídio, é um recomeço. 


— É um experimento de recomeço — respondendo em tom alto e revoltado, já perdendo a compostura com tamanha falta de senso. 


—Já falamos sobre isso, ela vai acontecer e vai dar tudo certo. Me dá uns créditos, eu já aguentei coisas piores. 


Kurapika ainda estava muito inseguro e sabia que Leório possuía falsidade em suas falas mansas e tranquilizadora mas o moreno de fato era muito orgulhoso.


—Minha resposta ainda é não. Mas a escolha é sua, agora vem, vamos para aula—seu tom era de indignação mas não possuía raiva.

—Blondie, vem cá,  senta aqui e me escuta.


Kurapika parou de se mover de um lado para o outro e se sentou no banco, encarando. 


— Você acha que se essa cirurgia fosse arriscada para a minha vida, eles teriam a oferecido?  hum? Eles já a testaram e deu certo, por isso querem que eu faça. Eu não irei a lugar nenhum—disse calmamente—mas se te incomoda tanto é só você pedir que eu não faço ela.


Kurapika ainda o olhou por longos segundos, preso num dilema mental se estava sendo certo agindo igual a um egoísta ou se deveria o apoiar nisso como qualquer amigo faz. Leório tirou o problema de suas mãos para jogar nas dele e se fosse pensar só no seu conforto falaria sem pensar duas vezes para ele não fazer. No entanto, Leório não pode parar sua vida só porque Kurapika é um garoto mimado e caprichoso. Percebendo que estava num cerco sem saída e com Leório o encarando sem pudor, fazendo toda pressão possível. Ele desistiu e deu o braço a torcer.


—Tudo bem, mas eu irei entrar com você na sala —exigiu, obtendo um sorriso enorme como resposta. Leório esticou os braços e logo recebeu o loiro entre eles, estava com tanto medo que algo desse errado tanto quanto ele, mas Leório precisava ficar de pé de novo, nem que fosse em espírito. 


 Enquanto iam para a sala, Kurapika pediu para ver a lista. Leório o entregou e ele começou a pensar em como realizaria todos aqueles 27 desejos ao mesmo tempo que o faria desistir da operação, ainda que falasse que o apoiava, não deixaria de tentar o convencer. 
Após a aula, Kurapika jogou uma bolinha de papel na mão do amigo antes dele sair para o treino. Killua o fitou depois de ler o bilhete e assentiu. 


—Hey Kil—chamou, desencostando suas costas e seu pé dobrado da parede —Que bom que veio, eu preciso da sua ajuda para uma coisa secreta. 

—Estou ouvindo—falou começando a caminhar ao lado dele, percebia que eles iam em direção a lanchonete. 


Conversaram por um tempo na porta do comércio, sendo constantemente encarados pelo resto do grupo que tentavam decifrar sobre o que conversavam. Estando constrangidos pelo silêncio plantado pela ausência do loiro. Hank não sentiu se ameaçado no entanto não ficou confortável em ver o loiro tão próximo de outro homem enquanto ele o esperava com seus amigos.  Hannah também não estava sentindo se confortável com seu namorado olhando raivosamente para fora, não entendendo a situação total. Leório e Zushi desencadearam uma conversa entre si, especulando o que ambos estavam conversando.  Quando eles resolveram entrar, todos os olhares foram para eles. 


—Por que estão nos olhando? —sussurrou pro albino ao seu lado. 

—acham que estamos tendo um caso —sussurrou de volta, rindo baixo com ele.

—Vamos deixar eles pensando assim por enquanto.

—depois eu sou o maldoso.—riu levemente colocando os braças para trás da cabeça e se aproximando deles.

—Boa noite gente, esta um frio lá fora!—esfregou as mãos e logo pegou o cardápio—Desculpe,  vocês já pediram alguma coisa ? 


—Não, por que vocês demoraram ?—perguntou direto, Kurapika engoliu a seco e antes que ele respondesse, Killua tomou a frente.

—estávamos combinando de nos agarrar depois da aula de amanhã—retrucou levantando as sobrancelhas maliciosamente e olhando para hank, que não levou a fala na brincadeira e cerrou os punhos.


—discutíamos para ver na casa de quem seria —o loiro entrou na brincadeira e a continuou, recebendo um olhar de : conseguimos os despistar. E o devolveu com um de : sim, somos demais. 

—Vocês são ridículos —Leorio disse rindo da cara que Hank fez. 

—Tá bom, já chega. Como foi o dia de vocês —choramingou Hank, já crente que estava sendo enganado.

Após um longo tempo comendo e tirando sarro de Hank e seu ciúmes, rapidamente a mesa foi se esvaziando. Os pais de Hannah vieram a buscar, Gon levou Killua e Leorio embora. Zushi percebendo que os dois ali gostariam de ficar sozinhos, acabou saindo de fininho pelo banheiro. 
Agora, caminhando pela calçada da escola, Hank levava Kurapika abraçado ao seu biceps. Ainda se corroendo pelo comentário infeliz de mais cedo. 


—Hm, você e o Killua, não estavam combinando nada, não é....—começou embaralhado mas torcendo para que o loiro entendesse seu ponto. Tranquilizou se quando viu o loiro rindo.


—Nãh, eu e ele somos amigos.  Estávamos brincando com vocês. 


—Eu não vi nenhuma graça. 


Kurapika se soltou e o olhou, estava sério. Agora frente a frente.


—Killua é como um irmão pra mim.

Justificou virando o rosto.


—Vocês começaram a se falar muito rápido para já estarem assim ...


—ora eu e você também.


— também como ? Você me vê como um irmão? —perguntou preocupado. O loiro riu fraco e se aproximou, unindo os lábios com os dele. Mesmo pego de surpresa Hank retribuiu o beijo singelo, sentindo se nas alturas por breves segundos antes dele voltar ao seu lugar. 


—Ah..—soltou Kurapika, estranhando não ter visto fogos de artifício metafóricamente nas sua barriga. Mas resolveu não pensar nisso vendo o semblante de Hank abrir num sorriso exagerado. 















 











Notas Finais


meh


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