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História You belong with me - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Capítulo 1


POV Olívia

( Sábado, 21-12-2019, 15:05h)

Minha melhor amiga, Liz, me liga, avisando que o nosso amigo Logan chegou de Chicago. Ele passou dois anos morando lá, com a mãe. O casamento dos pais dele não vai muito bem há um bom tempo, então os dois foram pra lá, pensando que se tia Mary e tio Erick passassem um tempo separados, pudessem se acertar. Espero que eles fiquem bem.


Liz e Logan são melhores amigos desde sempre, e nós duas somos muito próximas, mas sei que a relação deles é diferente. Aliás, todo mundo acha que um dia eles vão acabar namorando, depois se casando e vivendo felizes para sempre, e toda essa baboseira dos filmes. Bom, nisso todo mundo tem razão, eles tão fofos juntos que às vezes eu fico enjoada.


Apesar disso, às vezes tenho vontade de ter alguém como ele pra mim, não o Logan, mas uma pessoa que seja tanto na minha vida, quanto ele é na da Liz.


Ela me pede pra passar na casa se um garoto, ele e o Logan eram amigos antes, mas perderam contato. Tenho o número dele porque íamos fazer um trabalho juntos há algum tempo, mas acabamos trocando de parceiros. Não sei por que não apaguei o número. Mando mensagem:

Eu: Ei Liam, é a Olívia, da escola.

Ele: Oi, onde arranjou meu número?

Eu: Vc me deu, a gnt ia fazer aquele trabalho de Geografia juntos. Enfim, lembra do Logan? Vcs eram amigos e ele foi pra Chicago, ele voltou e tá querendo te ver.

Ele: O Fitz voltou? Sabe onde ele mora?

Eu: Na vdd ele me disse pra te levar pra lá. Q hrs passo na sua casa?

Ele: Em quinze minutos!

Eu: Ok!

Respondi e fui me arrumar. Vesti um short jeans preto, não muito curto, uma camiseta de mangas compridas branca, com a logo do AC/DC e calçei meu All star preto de cano curto. Amarrei meus cabelos em um rabo de cavalo alto, disse tchau pra minha mãe e saí.


Cheguei a casa dele, que logo saiu e fomos andando. Por sorte nossas casas são próximas, quase na mesma rua.


- Gosta do AC/DC, é? - Ele perguntou.


- Sim, embora não conheça nenhuma música além de "Back in black" e "Highway to hell". - Respondi sorrindo. - E você?


- Também não conheço outras músicas da banda. Mas no geral, você conhece algo sobre rock clássico? - Perguntou, e acabei de perceber que ele está usando uma camiseta de mangas compridas, preta do Michael Jackson, junto com uma calça jeans também preta e um All star converse branco com detalhes pretos.


- Ah, só o básico, Queen, Michael Jackson - digo apontando para sua camiseta -, Legião urbana, Rita Lee, e alguns outros.


- Olhando bem pra você, tem cara mesmo de quem tem um bom gosto musical. - Declarou ele com o seu típico sorrisinho.

- Sério? - Eu perguntei.

- Na verdade, você tem cara de ser aquelas adolescentes rebeldes sem motivo, que só usam preto o  tempo todo. - Ele disse.


- Então fique você sabendo que eu não sou rebelde, na verdade tenho uma ótima relação com meus pais e preto é a minha cor, e você pode julgar alguém por usar preto, por acaso? - Digo apontando pra sua roupa.


- Não estou, nem posso e nem julgo ninguém por usar roupas pretas e desculpe por fazer julgamentos baseados no que todo mundo da escola pensa de você. - Ele diz e parece muito sincero.


-Tudo bem, na verdade eu meio que julguei você pelo que todos pensam também.

- Então, que tal se pararmos de nós basearmos nos outros e tirarmos nossas próprias conclusões? Você parece ser legal, e não deu em cima de mim até agora, o que prova que é diferente das garotas chatas da escola.

- Elas são chatas, mas você adora enfiar a língua na boca delas, não é? - O sarcasmo é aparente na minha voz.


- Exatamente, assim elas não falam tanta besteira. - Ele fala como se fosse óbvio. - Quer me conhecer melhor ou não?


-Tudo bem, por mim, assim eu confirmo as minhas teorias sobre você.


- E posso saber que teorias são essas?


- De que você é só mais um cara rico que não liga pra nada, além de conquistar toda a população feminina "pegável", termo que seus amigos usam. - Acuso.


Ele olha para as casa a nossa frente e responde - Eles não são meus amigos.


Percebi que Liam ficou tenso. Toco seu braço e paramos de andar. Ele olha pra mim, e eu direcionou meu olhar ao seu. Seus olhos são tão verdes que por um momento acho que posso me perder neles, ai Deus, foco Olívia, foco! - Vai ser legal se você me provar que eu estou errada.


Seus ombros relaxam um pouco. Continuamos nos olhando. Quando o momento fica intenso demais, começo a andar de novo e depois ele faz o mesmo.


- Então, você gosta de ler? - Ele quebra o silêncio que estava se tornando constrangedor. Agora o bonitão falou a minha língua.


- Muito.


- Tem um gosto específico?


- Romances. Pode não parecer, mas sou muito romântica por dentro. - Ele me olha com uma cara de quem não acredita e diz:


- Sério?


- É claro que sim, no fundo todas adolescentes tem, pelo menos uma pequena parte romântica e pra isso não sou exceção. - Digo. - Se não acredita, posso listar alguns títulos pra você, tipo: "O acordo", " Quem é você, Alasca?"...... -


- Esse eu já li, gostei da história, mas John Green é Cruel. - Ele me interrompe.


- Você já leu esse livro? Sério? - Agora é a minha vez de fazer cara de desacreditada.


- Sim.


- Leitura obrigatória para trabalho? - Pergunto.


- Não, eu só quis ler. Na verdade, é meu passa tempo preferido.


- Uaau! Tenho que admitir, você me surpreendeu, e se quer saber, acho que vamos nos entender.


- Bom saber.


- Espera, como você sabia que eu gosto de ler? - Pergunto.


- Eu te vi algumas vezes com livros, na escola. Imaginei que gostasse. - Como assim ele já me viu na escola? Na verdade, é claro que já era de se esperar que tivéssemos nos olhado pelo menos uma vez, afinal, somos colegas desde os oito anos, quando eu me mudei pra cá, mas da forma que Liam falou, até parece que ele me olha de propósito.


- Então quer dizer que você anda olhando pra mim?


- Eu te vi algumas vezes, não é como se eu fosse um stalker. O que você esperava Olívia, que estudássemos juntos por oito anos e nunca nos víssemos? - Cinco minutos com o cara e já percebi que é bem familiarizado com o sarcasmo. Mas quem sou eu pra dizer algo, certo?


- Só achei estranho, - vejo a varanda da casa de Liz. - Chegamos. Aquela é a casa do Logan - aponto para a casa ao lado. - Mas vamos ficar nessa aqui.


- Achei que você só ia me trazer. Aliás, de quem é essa casa?


- Também sou amiga do L. e faz dois anos que não vejo o cara, acho que vou ficar. Essa é a casa da Eliza, é minha melhor amiga, conheço ele por ela. Foi ela que me disse que ele queria falar com você e me pediu pra te trazer aqui.


- Espera, Eliza como em "Elis", "melhor amiga" - diz fazendo aspas com os dedos - do Fitz?


- Sim, vocês se conhecem?


- É claro, oitenta por cento do que passa na cabeça do cara envolve ela de alguma forma.


Bato na porta.


Ouço passos e então a figura baixinha de Liz, vestida com uma camiseta curta, folgada e preta e um short jeans azul, e descalça.


- Ei gente, entrem.


Ela nos dá passagem.


- E aí, você e o L. já mataram a saudade se pegando?


Ela faz uma careta e dá a língua pra mim.


Vamos para a sala e encontramos um Logan voltando da cozinha, vestido com um short de moletom preto e uma camisa branca e descalço também.


Por um momento o silêncio prevalece, mas enfim eu digo:


- Então, eu não sou muito fã de silêncios constrangedores então traz esses olhos lindos aqui e me dá um abraço L.


Ele caminha e passa os braços a minha volta. Me afasto um pouco e encaro seus olhos.


- Como seus olhos ficaram mais verdes? Eu quero eles pra mim, me dá, presente por ter ficado fora tanto tempo.


- Desculpa Liv's, não vai rolar.


Eu me solto e ele vai até o Liam.


- E aí, cara.


- Oi.


- Ah, se beijem logo, vocês sabem que querem.


- Não enche, Olívia.


Fitz diz e Liam apenas revira os olhos.


Liam abre os braços e esboça um sorriso inseguro nos lábios, e que lábios convidativos. Quer dizer, não gosto da fama do cara, às vezes parece que já ficou com a escola inteira, meos eu e a Liz, óbvio, mas não dá pra negar que ele tem uma ótima aparência.


Logan o abraça em um daqueles abraços de caras, com tapinhas nas costas. Liam retribui e quando se separam, ele fala primeiro.


- Senti sua falta, babaca. Nem acredito que a gente perdeu o contato, como isso aconteceu?


- Nem sei, cara, mas o que importa é que tô aqui agora. E também senti sua falta.


- Acho que nós temos que recuperar o tempo perdido, na verdade apenas tentar, e que maneira melhor de fazer isso do que com uma brincadeirinha inofensiva?


- No que está pensando? - Me pronuncio.


- Que tal "verdade ou desafio"?





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