História You Change My Life - Capítulo 6


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Personagens Originais
Tags Bts, Lgbt, Sope, Yoonseok
Visualizações 69
Palavras 1.127
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


ultimamente eu to me sentindo só a mosca na bosta do cavalo do bandido

mas é isso aí né
merdas que a gente passa

Capítulo 6 - Capítulo 6


Yoongi

Assim que chegamos na universidade ele se encontra com algumas pessoas e vai conversar com elas, mas eu não sou muito disso.

Para todos os efeitos, eu resolvo ir na frente até a administração pra acertar os últimos documentos da transferência.

Estava um pouco frio, e eu percebi que estava com pouca roupa. Coloco o capuz na cabeça, mas continuo congelando.

- Bom dia... - eu digo para a mulher atrás do balcão. - Eu preciso entregar esses papéis, mas não sei aonde tenho que levar.

- Ah, é aqui mesmo. - Ela fala enquanto analisa os papéis. E de repente eu noto algo que não queria.

Ela era extremamente parecida com ela.

Não eram a mesma pessoa, óbvio. Mas eram muito semelhantes, e isso me assusta.

- Está tudo certo. Tenha um bom dia. - Ela sorri, marcando duas covinhas nas bochechas. Céus. Eu estava em pânico.

Apenas me curvo de forma rápida e formal e dou o fora dali. Saio sem nem pensar direito, só sentindo uma nova crise de ansiedade. Preciso respirar.

E então eu trombo com alguém.

- Ahá! Te achei! - Hoseok me segura para que eu não caia. - Num segundo você estava lá e depois sumiu.

Ele sorri, mas eu não tenho nada a dizer em relação a isso. Coloco o capuz de volta na cabeça, e tudo o que eu queria era ir embora desse lugar infernal.

- Você está com frio? - Ele pergunta segurando minhas mãos.

- Para, por favor. - Coloco as mãos no bolso. - Tá tudo bem.

- Você está estranho. Aconteceu alguma coisa?

- Não. - Olho para os lados em busca da rota de fuga mais rápida ali.

- Toma. - Ele tira a jaqueta que usava e coloca nos meus ombros.

- Eu sou ao menos duas vezes menor do que você. Sabe disso, não sabe? - faço menção de devolvê-la, mas ele não pega.

- Pode ficar. Estou bem sem ela. - Ele coloca uma das mãos no bolso do jeans e passa a outra pelos cabelos em um gesto despretencioso.

Eu me sinto estranho perto dele. E nem sei o que pensar sobre essas... sensações. Eu estava entrando em crise, e então olhei pra ele e...

Engulo em seco e desvio a atenção para o outro lado. Tudo bem Yoongi. 

- Tenho aula no bloco 4. Vejo você depois. - Me despeço, lhe dando as costas.

- Não... tenho aula lá agora também. - Merda.

Começo a caminhar até lá, e ele me segue. 

Caramba, não dá pra me deixar sozinho e sumir tipo pra sempre?

- Ya! - ele corre atrás para me alcançar. - Qual o seu problema comigo? Parece que está tentando se afastar. Eu fiz alguma coisa?

Estou cansado disso. Não quero ajuda. Não preciso de ninguém preso a mim.

- Eu não sei se você notou, mas o problema não é você. Não é todo mundo, de quem eu aliás sempre fujo. O problema é comigo. Agora pode me deixar sozinho por favor? - rumo a passos largos até a sala, sem olhar para trás.

E dessa vez ele não me segue, o que é ótimo. Eu só quero dar a volta por trás do prédio e ir pra casa.

Não posso fazer isso, é claro. A menos que eu queira perder minha bolsa e a vaga aqui e voltar pra aquela merda de cidade.

E então, mais uma vez, eu faço o que sempre fiz de melhor: fingi não estar morrendo e enfrentei o dia...

- - - -

As aulas se arrastaram como tartarugas, e eu quase agradeci de joelhos quando finalmente pude ir embora.

E infelizmente, só quando já estava na metade do caminho, notei que deixei Hoseok me esperando lá. Merda.

Eu nem sequer tenho o número de telefone dele. Mas acho que tudo bem, ele também tem a chave de casa.

Continuo o caminho pra casa e decido que vou esperar por ele. Só preciso me lembrar de anotar seu telefone para outras emergências como essa.

Abro a porta e olho ao redor. Tudo é bem diferente do que era antes. Eu estou finalmente passando por todas as mudanças que sempre quis, e estou reclamando.

As vezes eu me odeio por reclamar tanto e ser tão pessimista, mas é meio inevitável. Eu não consigo externalizar o que sinto, e sufoca nos meus próprios pensamentos.

Já perdi a conta de quantas vezes já tive inpulsos suicídas, mas não cheguei a fazer de fato.

Fecho a porta atrás de mim, e uma vontade angustiante de chorar me invade. Eu odeio isso tudo. Odeio.

Coloco a mochila em um canto do quarto e sento na cama, pegando a carteira de cigarros e em seguida acendo um.

Outro fato desastroso na minha vida. O dia em que descobri que me sentia melhor fumando. Além de uma mente em decadência, estou matando meu corpo aos poucos e não me sinto nem um pouco culpado por isso.

Fecho os olhos e inalo a fumaça junto ao silêncio. 

Tiro o casaco de Hoseok instintivamente, e o coloco dobrado em cima de sua cama. Eu preciso sair um pouco, e é o que eu faço.

Pego uma blusa minha e me dirijo a saída, mas ele estava lá fechando a porta.

- Ah meu deus, você me assustou. Eu ia ligar para Taehyung e perguntar o que fazer. - Ele larga a mochila no sofá e me olha. - Você me deixou preocupado.

- Tudo bem... desculpa, ok? Eu não tinha seu número de telefone, então não pude te ligar. 

Ele me olha de cima a baixo, e me sinto constrangido.

- Aonde você vai? 

- Sei lá. Por aí... - dou as costas prestes a sair. - Gosto de perambular sozinho as vezes. Me faz pensar.

- Eu acho que esse é o problema. Você pensa demais. - Fala calmo, com as mãos apoiadas no sofá.

- Como se você entendesse... - reviro os olhos e coloco a mão na maçaneta. - Volto depois. Não precisa se preocupar.

- Posso te fazer companhia?

Penso por alguns segundos. Eu sempre afasto todo mundo justamente por ser assim, mas ele está realmente lutando pra ficar por perto.

Isso me deixa quase impressionado.

Suspiro e confirmo com a cabeça. 

- Ótimo. Já sei onde a gente pode ir. - Ele parece totalmente contente com o que está planejando.

- Olha... eu não me importo de saírmos juntos. Mas eu não quero fazer nada especial. Só quero um lugar pra sentar e...

- Eu sei. Por isso já sei onde vou te levar.

Eu ia finalizar a frase anterior com "e ficar em silêncio" mas acho que isso não funciona com ele.

Bem...

Seja o que ele quiser então.



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