História You Closer - Capítulo 1


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Categorias Linkin Park
Personagens Brad Delson, Chester Bennington, Dave Farrell, Joe Hahn, Mike Shinoda, Personagens Originais, Rob Bourdon
Visualizações 4
Palavras 1.338
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, sou uma escritora antiga no social porém fiquei um tempo longe... Tenho algumas fanfics nessa categoria... E me senti inspirada a voltar escrever sobre meus ídolos... Sobre Chester para ser mais exata. Desde já agradeço.

Capítulo 1 - Post Traumatic



Sentada sobre o colchão olhando o quarto um tanto vazio, chego a conclusão que aquele já não era o mesmo cômodo no qual havia passado minha vida até o momento, porém o cheiro ainda era familiar, o sentimento de indiferença não se tratava do fato de vários móveis já terem sido retirados do local e sim pela falta da presença da minha mãe pela casa, então não era algo físico... era além daquele cômodo, era além de tudo que se pudesse imaginar.

Minhas malas já estavam prontas desde a noite passada, fiquei horas dobrando as roupas e tentando encontrar um motivo para que tudo aquilo estivesse acontecendo comigo, nem nos meus piores pesadelos aquilo havia ocorrido, todo o conforto que eu tinha teria que ser deixado. Meu pai estava no andar de baixo, ele mal falava depois do que aconteceu, a todo momento depois daquela noite ficávamos em silêncio na presença um do outro, era um silêncio enlouquecedor, eu tinha plena certeza que o machucava, ele havia se tornado incapaz e já não podia cuidar de mim.

Arrasto as duas malas com dificuldade após desistir de relutar contra aquela ideia maluca. Meu tio irmão mais novo da minha mãe se disponibilizou a cuidar de mim após o conselho tutelar americano decidir que não poderia conviver com o meu pai durante 2 anos, o mesmo precisava de tratamento e eu seria uma responsabilidade que ele não poderia carregar no momento. Desço as escadas devagar, pisando com cautela nos degraus, sinto meu coração bater forte ao notar a imagem do homem sentado no sofá, meu pai estava totalmente diferente do que era, eu não o conhecia mais, ao terminar as escadas fico ali em pé, a espera de algo, eu queria falar, queria expressar tudo que sentia no momento, porém sabia que me faltaria palavras, logo desperto dos meus pensamentos ao ouvir o som da campainha, me mantenho parada e após segundos caminho até a porta, a abro devagar me revelando uma mulher, seus cabelos eram longos na altura da cintura e liso, o tom da sua pele levemente bronzeada combinava perfeitamente com a cor dos fios negros, ela sorria de modo pequeno como se estivesse tentando demonstrar respeito e simpatia, forcei o melhor sorriso que poderia no momento e tenho certeza que não saiu nada muito bom.

- Olá... sou Emma, esposa do seu tio Chester... vim buscar você. Seu olhar foi desviado de mim para o interior da residência, ela estava observando o meu pai.

Eu apenas assenti e logo me virei caminhando em direção às minhas malas, as puxei com dificuldade e logo percebi alguém se aproximar, a mulher até então desconhecida pegou uma das malas a puxando até a porta.

- Eu ajudo vc. Diz voltando até mim e pegando a outra mala da minha mão, observo a cena e logo desvio o olhar para o meu pai, não sei por quanto segundos me mantive naquela posição.

-Deveria falar com ele... Sua voz novamente se faz presente naquele cômodo.

A olho um pouco confusa porém desvio a atenção, levo uma das mãos ao cabelo ajeitando a franja.

- Acho que posso fazer isso em outro momento. Suspiro levemente voltando a olhar para a mesma.

Ela me observa por alguns minutos e logo balança a cabeça positivamente.

- Tudo no seu tempo querida... vamos? Seu sorriso ainda era simpático e acolhedor.

Apenas assinto e caminho atrás da mesma, passo pela porta porém paro e logo me viro para trás, vejo meu pai me olhando logo ele desvia o olhar lentamente, sua atenção agora estava na parede em sua frente e se manteve até o momento que eu decidi fechar a porta e começar a caminhar, naquele momento um misto de emoções tomaram conta de mim, eu sentia dor que até mesmo poderiam ser físicas, meu desapontamento era total, eu só queria poder ficar ali e fazer com que tudo fosse como antes, isso era injusto... totalmente injusto. Me aproximei do carro sentindo meu estômago revirar, logo a mulher se aproximou.

- Lana... vc tá bem? Percebo seu olhos sobre mim e logo uma das mãos sobre minhas costas.

Assinto rapidamente me apoiando no carro, um homem que até então não tinha notado sua presença se aproxima e nos oferece ajuda, o olho rapidamente, ele era empregado da mulher pois o ouvir chama-la de senhora.

Após entrar no carro fizemos uma viagem tranquila e logo estávamos estacionando em frente uma bela casa, na verdade aquilo era uma mansão, jamais havia entrado em lugares com aquele. Sai do veículo um tanto atordoada, o sol naquele dia estava fazendo muito bem o seu serviço após dias nublados, Emma segura a minha mão e me conduz até a entrada da grande casa, após subirmos o hall de entrada estavamos em frente a porta, olho para o lado observando um canteiro de flores, aquilo me despertou lembranças da minha mãe porém logo dissipadas pela voz da mulher que me dava espaço para adentrar sua residência, logo estava no interior do local, olho ao redor admirada com todo o detalhe daquela sala, uma voz masculina se aproximava falando coisas que no momento não consegui compreender e logo o dono daquele suave tom se faz presente, o olho um pouco surpresa e incomodada com sua presença, era estranho o quão impactante aquilo era.

- Olá Lana... você não deve lembrar de mim... mas sou seu tio, meu nome é Chester... é um prazer tê-la em nossa casa.

Ele sorriu pondo as mãos nos bolsos da calça, parecia não saber como agir e nem eu sabia, já havia ouvido falar dele, minha mãe o amava e o admirava muito, eu até mesmo ouvia suas músicas e tinha uma certa fama na escola por ter seu sobrenome.

- Obrigada...

Disse após alguns segundos, cruzo meus braços demonstrando que gostaria de manter distância naquele momento,era algo subconsciente, desvio atenção rapidamente do mesmo para Emma.

- Arrumamos um quarto especialmente pra vc... espero que realmente goste.

Era impossível não me sentir acolhida pela aquela mulher, sua dia de falar comigo era verdadeira.

- Não precisam se incomoda comigo... eu ficarei bem em qualquer lugar. Digo após umedecer os lábios.

- Não ficará em qualquer lugar... você faz parte dessa familiar e será tratada com todo nosso carinho. Se impôs e logo passou um dos braços ao redor dos ombros de Emma, a mesma olhou para mim sorrindo e assentindo.

Eu apenas concordei e logo a segui até o andar superior, ao chegar no longo corredor observei os quadros que haviam na parede, alguns eram pinturas e outros fotos de família, parei de caminhar ao perceber Emma fazer o mesmo.

- Esse é o seu quarto... eu realmente espero que vc goste. Disse logo abrindo a porta me revelando um cômodo grande com móveis modernos e paredes mistas de branco e lilás, era bem maior que o meu antigo quarto.

- É bem grande... Disse de modo aleatório, aquela foi a primeira opinião formada em minha mente após observar o cômodo, logo me virei para trás podendo ver Emma. - Eu gostei... mas novamente quero que saiba que minha intenção não é incomodar.

Disse gesticulando com uma das mãos.

Logo Emma balançou a cabeça negativamente.

- Não pense dessa forma... sei que nada aqui vai mudar o que aconteceu... Disse olhando para o quarto. - Mas quero que saiba que tem nossa família também pra chamar de sua. Sua atenção parou em mim e como sempre ela estava sorrindo.

- Obrigada... 'Disse forçando um sorriso'

- Vou deixar você a vontade pra arrumar suas coisas... precisando de ajuda estarei no escritório. Disse caminhando até a porta e logo saindo do quarto.

Me virei de frente para a cama pondo as mãos nos bolsos traseiros da calça. Eu mal me reconhecia, a garota extrovertida e popular se tornou apenas a garota depressiva, sei que preciso mudar isso e algo dentro de mim grita por essa mudança e um novo sentimento começa a se forma, o de esperança de realmente conseguir.


Notas Finais


Obrigada.


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