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História You didn't love me - Capítulo 32


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Notas do Autor


Boa leitura

Capítulo 32 - Comemoração


Julieta

Ainda continuo não acreditando no pedido de casamento maravilhoso. Não imaginava que o Aurélio seria capaz de um pedido de casamento tão lindo, a plantação de rosas vermelhas é perfeita, é tão extensa que não se pode ver o fim dela, e fica mais bonita no entardecer. O céu em um tom alaranjado, o sol quase se pondo deixa o clima ainda mais romântico e agradável do que já está.

Acaricio o rosto dele e afundo mais a minha cabeça na curva do pescoço do meu noivo, isso mesmo, meu noivo. As mãos dele passeavam livremente pelo meu quadril. Ele começa a cantar uma música baixinho no meu ouvido, logo reconheço se tratava da música Thinking Out Loud.

When your legs don't work like they used to before

And I can't sweep you off of your feet

Will your mouth still remember the taste of my love?

Will your eyes still smile from your cheeks?

And darling I will be loving you till we're seventy

And baby, my heart could still fall as hard at twenty-three

And I'm thinking about how

People fall in love in mysterious ways

Maybe just the touch of a hand

Well me, I fall in love with you every single day

I just wanna tell you I am

So honey, now, take me into your loving arms

Kiss me under the light of a thousand stars

Place your head on my beating heart, I'm thinking out loud

And maybe we found love right where, we are

When my hair's all but gone and my memory fades

And the crowds don't remember my name

When my hands don't play the strings the same way

I know you will still love me the same

Cause honey your soul could never grow old, it's evergreen

And baby, your smile's forever in my mind and memory

And I'm thinking about howPeople fall in love in mysterious ways

And maybe it's all part of a plan

Well I'll just keep on making the same mistakes

Hoping that you'll understand

So baby, now, take me into your loving arms

Kiss me under the light of a thousand stars

Place your head on my beating heart, I'm thinking out loud

And maybe we found love right where we are

So baby, now, take me into your loving arms

Kiss me under the light of a thousand stars

Oh darling, place your head on my beating heart, I'm thinking out loud

That maybe we found love right where we are

Oh baby, we found love right where we are

And we found love right where we are

Tradução

Quando suas pernas não funcionarem como antes

E eu não puder te carregar no colo

A sua boca ainda se lembrará do gosto de meu amor?

Os seus olhos ainda sorrirão por causa de suas bochechas?

Querida, eu te amarei até que tenhamos 70 anos

Amor, meu coração ainda se apaixona tão fácil aos 23 anos

Estou pensando em como

As pessoas se apaixonam de maneiras misteriosas

Talvez apenas o toque de uma mão

Eu, me apaixono por você a cada dia

Eu só quero te dizer que eu estou

Então, querida, agora, me abrace com seus braços amorosos

Beije-me abaixo da luz de mil estrelas

Coloque sua cabeça em meu coração que bate, estou pensando alto

Talvez tenhamos achado o amor bem aqui, onde estamos

Quando meu cabelo parar de crescer e minha memória desaparecer

E as multidões não lembrarem mais do meu nome

Quando minhas mãos não tocarem as cordas do mesmo jeito

Eu sei que você me amará da mesma forma

Pois querida, sua alma nunca envelhece, ela é eterna

Amor, seu sorriso estará sempre em minha mente e memória

Estou pensando alto

As pessoas se apaixonam de maneiras misteriosas

Talvez seja tudo parte de um plano

Eu continuarei a cometer os mesmos erros

Esperando que você entendaEntão, querida, agora, me abrace com seus braços amorosos

Beije-me abaixo da luz de mil estrelas

Coloque sua cabeça em meu coração que bate, estou pensando alto

Talvez tenhamos achado o amor bem aqui, onde estamos

Então, querida, agora, me abrace com seus braços amorosos

Beije-me abaixo da luz de mil estrelas

Oh, querida, coloque sua cabeça em meu coração que bate, estou pensando alto

Talvez tenhamos achado o amor bem aqui, onde estamos

Oh baby, achamos o amor bem aqui, onde estamos

E nós achamos o amor bem aqui, onde estamos

Deixo algumas lágrimas caírem, agorinha vou desidratar de tanto chorar. Aperto mais o nosso abraço, me sinto tão protegida quando estou com ele, me sinto amada, especial. Uma mulher quando encontra o homem da sua vida percebe, quando os olhares se encontram pela primeira vez, depois do primeiro beijo, da primeira vez que você se entrega para ele, depois disso você não quer estar nos braços de outro.

— Como retribuir esse pedido mais que lindo? — Pergunto encarando os seus lindo olhos azuis que me olham atentamente.

— Me amando até o último dia da sua vida.— Farei isso com o maior prazer do mundo, não vai ser nenhum tipo de sacrifício, vai ser a coisa mais simples do mundo. — Dou um selinho nele. — Você poderia ter pedido algo mais difícil.

— Isso é difícil. — Ele passa as mãos pelos meus cabelos. — Quem sabe é uma das coisas mais difíceis do mundo.

— Exagerado. Para você pode ser difícil, agora para mim não é nem um pouco. — Passo a mão nos cabelos dele.

— Vamos para casa já está quase anoitecendo e eu ainda tenho mais uma supresa. — Diz dando um pequeno beijo no topo da minha cabeça. — Se prepare princesa.

Meu Deus, mais uma  supresa, meu coração não estava preparado para tantas surpresas. Hoje o dia foi realmente especial, primeiro que pude ouvir o coração do meu bebê, segundo porque fui pedida em casamento, e agora ele tem mais uma surpresa.

Sigo ele até o carro, minhas bochechas já estão começando a ficar dormentes de tanto sorrir. Olho para o aurelio e também o vejo sorrir, os olhos dele estão com um brilho especial, assim como os meus.

Chego em casa e vou diretamente tomar um banho, deixo a água morna cair sobre o meu corpo, uma sensação de alívio me consome, passo um sabonete líquido de cereja, passo carinhosamente pela minha barriga, que ainda está tão pequenininha. Visto um roupão e vou secar o meu cabelo, depois visto um vestido vermelho que fica um palmo acima do meu joelho, calço um salto alto preto e faço uma maquiagem simples em meu rosto.Desço as escadas calmamente, me assusto ao ver a minha sogra sentada no enorme tapete felpudo da sala rodeada de brinquedos com a aurora.

— Oi julieta. — Ela diz se levantando e vindo em minha direção. — Gostou do pedido de casamento?

Oi? Ela sabia? Como assim?

— Sim, eu amei, foi tudo muito lindo. — Conto empolgada. — O Aurélio te contou? — Pergunto curiosa.

— Claro. — Confirma. — Ele foi até a minha casa para que eu o ajudasse, acredite ele já estava desesperado por não ter a mínima ideia de como te pedir em casamento, eu dei uma pequena ajudinha, mas a ideia de te pedir em casamento na plantação de rosas foi totalmente dele.

— Foi tudo muito lindo. — Meus olhos voltam a ficarem marejados. — Falando no seu filho cadê ele?

Ela sorri abertamente antes de responder a minha pergunta.

— Ele está se arrumando no quarto de hóspedes. — Explica.

Caminho até o sofá e me sento, logo a Bela vem engatinhando e sobe no meu colo.

— Oi meu amor. — Pego ela e começo a distribuir beijinhos pela bochecha dela, ela ria tanto que chegou a ficar vermelhinha. — Meu bebezinho lindo. — Beijo a mãozinha gordinha dela.— Fiquei sabendo que você está grávida novamente. — Minha sogra fala vindo se sentar ao meu lado. — Quando vamos ao shopping comprar as primeiras roupinhas para o bebê? ah e não podemos esquecer que temos que começar os preparativos para o casamento, temos que fazer a lista de convidados, vestido da noiva, bufê, salão de festas, viagem de lua de mel. — Ela fala tudo muito rápido me deixando confusa.

Estou perplexa, essa não é a mulher arrogante, fria, ranzinza que eu conheci, a mesma que me tratou mal, me acusou de querer dar um golpe no Aurélio. Olho para ela para tentar achar algum indício de falsidade no rosto dela, porém não encontro, ela parece estar sendo sincera comigo.

— É verdade, ainda nem tinha pensando em todas essas coisas que tenho que fazer. — Digo envergonhada. — Mas quanto ao casamento acho melhor só casar quando eu tiver o bebê.

— Claro que não. — Discorda. — Vocês tem que se casar logo, já falei com o Aurélio, e ele acha o mesmo que eu.

— Então está bem. — Me dou por vencida.

— Como você está nos primeiros meses de gravidez fica mais fácil, já que a sua barriga não está tão visível.

— Queria que ela já estivesse visível. — Digo acariciando a minha barriga. — É muito bom ter uma nova vida se formando dentro de você.

— Sim. — Vejo os olhos dela se encherem de lágrimas. — Infelizmente Deus só me deu um filho, quando eu era jovem sonhava em ter vários filhos, mas infelizmente nem ter filhos eu podia ter, o Aurélio é um verdadeiro milagre, passei anos da minha vida para poder engravidar dele, e consegui. Quando ele já estava com sete anos de idade me veio a vontade de ser mãe novamente, fiz inúmeros tratamentos, só que não consegui, queria ter dado um irmão para ela, todos os dias ele reclama de como se sentia sozinho. Então minha querida aproveite muito esse novo bebê, não são todas que podem ser mãe.Não sabia que ela não podia ser mãe, o Aurélio nunca havia me contado, nem sei se ele sabe disso, a Helena me parece ser uma mulher tão forte, sem fraquezas, porém agora descobri uma fraqueza dela, o fato de não poder ser mãe. Isso é algo que não desejo para ninguém, acho que quase todas as mulheres sonham com a maternidade — até aquelas mais duronas. — e uma mulher que não consegue realizar esse sonho deve sofrer muito, a Helena ainda teve muito sorte ao conseguir engravidar do Aurélio.

— Por que a senhora nunca tentou adotar uma criança? — Pergunto.

— Ignorância da minha parte. Só agora vejo que uma adoção teria sido uma ótima ideia na época.

— Ainda pode ser. Tenho quase certeza que essa vontade de ser mãe novamente ainda não saiu do coração da senhora, então tente adotar uma criança. — Digo alegre por falar algo realmente útil.

— Irei pensar.

— Pense com carinho, um filho adotado não pode ter o mesmo sangue que você, mas já viu como as mãe não estão nem aí se tem o mesmo sangue? Uma mãe ama com o coração.

— Se eu for adotar você será a primeira a saber.

— Fico feliz.

Vejo o meu noivo descer as escadas — lindo como sempre. — ele estava vestido um terno preto com uma gravata da mesma cor. O cheiro do perfume dele dava para sentir a metros de distância. E um belo sorriso estava estampado no rosto dele, acho que nunca me senti tão feliz igual estou me sentindo hoje, até milagres aconteceu, como a minha sogra ter me tratado bem, e até dividir um drama que ela passava.

Com isso tudo eu pude esquecer um pouco o ocorrido na casa do meu pai, a Susana ficou muito mal, ela me liga desde do dia que tudo aconteceu, pergunta pela Aurélio, pelo bebê, pergunta se estou bem, eu gosto dessa nossa aproximação, afinal ela é a minha única irmã.— O que as mulheres da minha vida estão conversando?

— Assuntos de mulheres. — Respondo.

— Que feio me excluir. — Ele diz fazendo careta. — Vamos meu amor, a minha mãe vai cuidar da aurora.

— Está bem. — Me levanta e beijo a minha pequena. — Tchau Helena, e obrigada por cuidar da minha bebê.

Pego na mão do Aurélio, caminhamos até o carro, ele abre a porta do carro para mim.

Minutos depois já estávamos na estrada, não vazia a mínima ideia para onde estamos indo. Talvez para algum restaurante? isso é muito óbvio, acho que o Aurélio é mais criativo, e se não for? Posso dizer que se não formos para um restaurante vou morrer de fome, afinal eu tenho que me alimentar, e alimentar um filho dentro de mim, não quero morrer de fome.

Meu amor dirigia calmante e visivelmente se divertindo com toda a minha apreensão e curiosidade. E sei que não vou conseguir que ele me fale para onde estamos indo, ele não é uma pessoa fácil de persuadir.

Toco a perna dele com um olhar de coitada e ele apenas faz que não com a cabeça, volto a me apoiar no banco emburrada por ele não me contar para onde estamos indo.Sinto os meus olhos se encherem de lágrimas quando vejo onde ele estaciona o carro, não espero ele abrir a porta e já desço, corro até ele e o abraço.

— Não acredito que você me trouxe para o lugar onde nos conhecemos. — Digo soluçando.

— Queria lembrar o melhor dia da minha vida. — Ele diz limpando as lágrimas que teimavam em descer. — Te amo.

— Você quer me matar do coração.

— Vamos entrar.

Entramos no salão de festas que esta vazio, ele é enorme da cor branca com alguns detalhes em dourado, nele tem algumas janelas que vai do chão até o teto, nos conhecemos no dia em que teve uma festa. Vejo uma pequena mesa posicionada no meio do salão, ela está posta. Ando na frente do Aurélio, para em frente da mesa e aprecio a beleza dos talheres que estão lá.

Me viro e olho para o Aurélio que está com um buquê de lírios em suas mãos.

— Para você. — Me entrega.

— São as minhas flores preferidas. — Digo passeando as minhas mãos pelo buquê.— Eu sei. Lembro que um dia você me contou enquanto passeamos pela rua. — Ele vem até mim e passa os braços ao redor da minha cintura.

— Ótimo que ainda lembre alguns dos meus gostos.

— Relaxa amor, vamos ter muitos anos para conhecermos melhor, daqui alguns anos vou te conhecer melhor do que você mesma. — Diz sorrindo.

— Digo o mesmo que você.

— Abre aquela pequena caixinha que está em cima da mesa. — Me instrui.

Caminho meio receosa até a mesa, pego a pequena caixa da cor branca com alguns ursinhos marrons desenhados nela. Abro com total cuidado afastando a fita branca, pego um pequeno sapatinho amarelo feito de crochê, ele é tão pequenininho, tão fofinho. Como estou mais emotiva do que nunca começo a chorar.

— É o primeiro presente que o nosso bebezinho ganha. — Passo a mão pela minha barriga.

— Aguarde para muitos presentes que ainda virão para esse neném.

— Preciso alimentar o seu filho. — Digo rindo.

— Então vamos comer esfomeada.

— Não tenho culpa de estamos com muita fome. — Pego na minha barriga. — Ele ou ela já está bem nervoso.

Sentamos na mesa e eu me sirvo com tudo que tinha nela, o Aurélio só me olhava assustado, mas fazer o que? Estou morrendo de fome, e tenho que comer por dois. Vou engordar horrores nessa gravidez, e olha que eu tenho muita facilidade de engordar, e grávida nem se fala.

Depois que eu comi quase toda a comida sozinha decidimos voltar para casa, já estava tarde. Dormi o caminho inteiro até a nossa casa.Abro a enorme porta da sala e subo as escadas, vou primeiro ao quarto da minha filha e a vejo dormindo igual à um anjo. Como a noite está um pouco fria pego outro cobertor e enrolo ela, beijo a testa dela e saio do quarto.

Vou até o quarto do Aurélio e abro a porta, encontro ele deitado na cama vestido apenas uma cueca box. Caminho até ele e beijo o pescoço dele, ele abre os lindos olhos azuis sorrindo, beijo todo o pescoço dele e vou subindo até a maravilhosa boca dele. Mordo o lábio inferior dele e início um beijo lento.

— Meu noivo. — Sussurro interrompendo o beijo.

— Minha noiva.

Deito ao lado dele colocando meus braços em volta da cintura dele.

— Sua mãe estava falando que você já quer casar no mês que vem, é verdade?

— Sim. — Responde beijando o meu pescoço. — Então é melhor a senhorita ir organizando as coisas do casamento, minha mãe pode ajudar.

— Eu quero uma festa simples.

— Aurélio um casamento assim fica muito caro. — Digo envergonhada.

— Não se preocupe com isso.Como não me preocupar? Um casamento luxuoso pode gastar muito dinheiro, e pelo que já vi na Helena ela não gosta de nada simples, ou seja ela irá falir o Aurélio com esse casamento.

Beijo o queixo dele e fecho os meus olhos, estou completamente exausta, o dia foi cheio de surpresas inesperadas.


Notas Finais


Até o próximo cap amores


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