História You Found Me - Capítulo 3


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Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Zayn Malik
Tags Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Romance, Sarah Fitzgerald, Zayn Malik
Visualizações 30
Palavras 2.653
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiiii pessoas, voltei!!
Juro que iria postar ontem a noite, só que tive um pequeno imprevisto. Isso mesmo, eu caí no sono antes de postar o capítulo hahahaha. Me desculpem.
Agora mais uma coisa, obriganda pelos comentários e favoritos, eu sei que digo muito isso, mas são muito importantes para mim. Eu fiquei muito feliz por responder cada comentário, mesmo que tenha demorado um pouquinho.
Enfim, vamos ao capítulo de hoje com o retorno da vampira para Londres kakaka
Boa Leitura!😊

Tradução do título: Cidade Paraíso

Capítulo 3 - Paradise City(Guns' N Roses)


Fanfic / Fanfiction You Found Me - Capítulo 3 - Paradise City(Guns' N Roses)

Leve-me de volta pra cidade paraíso          Onde a grama é verde e as garotas são lindas Leve-me pra casa 

Guns' N Roses – Paradise City

 

 

– Moça. – chamou a aeromoça britânica e eu quis abraca-la por finalmente encontrar alguém que fale a minha língua. – Todos os passageiros precisam deixar a aeronave.

Olhei para ela, meio sem jeito. Eu estava tentando tirar minha mala de mão do bagageiro, sem sucesso algum. Para minha sorte, esse havia sido meu primeiro problema desde que minha mãe confiou a responsabilidade de viajar sozinha. Confesso que adorei esse gostinho novo de independência. Bem, até esse momento de total impotência ao constatar que aquela mala me odiava.

– Eu estou tendo um probleminha com minha mala, perdão. – sorri timidamente, puxando com toda a força possível a minha mala.

Que eu saiba, faz parte do trabalho dela ajudar as passageiras de primeira viagem completamente atrapalhadas. Então por que ela ainda estava me olhando, sem fazer nada para me ajudar a tirar aquela maldita mala do bagageiro? Faltou apenas gravar a cena e postar no YouTube com um vídeo de "tente não rir".

– Quer ajuda? – perguntou ela, atendendo minhas preces silenciosas. Talvez ela fosse aeromoça para disfarçar os seus poderes telepáticos.

Você acha, fofa?

Em vez de ser mal educada ou dar apenas uma resposta bem merecida, assenti com a cabeça e ela ajudou a tirar a mala com a maior facilidade do mundo, como se estivesse abrindo um pote de picles que ninguém mais conseguiu. 

– Obrigada pela ajuda, não viajo muito sozinha. – ajeitei minha mochila nas costas e peguei a mala pela alça. – Na verdade, essa é minha primeira vez viajando sozinha.

Parece estranho sair falando da minha vida com uma estranha que pode ser psicopata, mas qual é, não se voa todo dia de Munique para Londres sozinha. Não se você é menor de idade e não tem seu próprio dinheiro.

– Espero que tenha gostado da sua primeira experiência no ar sozinha. – ela sorriu simpaticamente, deveria ser um tédio ter que estar sempre sorrindo para pessoas que na maioria das vezes não prestam a mínima atenção em você. Ou são tão inúteis que precisam de ajuda para pegar suas malas.

Desci do avião e me juntei com os outros passageiros que desciam da aeronave, entrando no aeroporto em seguida. Não foi muito difícil encontrar minha família em meio a multidão que esperava logo após a escada rolante. Meu pai segurava uma placa enorme com os dizeres "Sarah, minha vampirinha". Seus cabelos estavam mais grisalhos do que antes, até mesmo a barba, e ele gostava disso pois passava sabedoria e o deixava sexy – as alunas da  King's College London concordam. Estava vestindo bermuda, camiseta do Chelsea e chinelo, exatamente como me lembro dele quando não está dando aula na universidade. Ao seu lado, uma mulher usando jeans preto e uma sapatilha da mesma cor com uma blusa azul e maquiagem suave estava segurando um menino de dois anos de cabelos e olhos claros, ele estava inquieto, querendo correr livre pelo aeroporto com seus minis All Star que comprei para ele no Natal. Porém, achei estranho que um garoto usando camisa xadrez estava conversando com Miranda. Mas logo reconheci, mesmo de longe, os traços bonitos que apenas vi por fotos e constatei que se tratava de Liam, o filho mais velho de Miranda que estava morando com eles a mais de um ano.

Desci as escadas rolantes, brava com as pessoas a minha frente que não permitiam eu correr logo em direção a minha família. Eu queria tanto vê-los novamente após quase dois anos longe, apenas conversando por FaceTime e mensagens curtas de bom diaCorri em direção ao meu pai quando cheguei a base da escada, fazendo o mesmo largar a placa que segurava no chão e me pegar quando pulei nele, o abraçando. Eu senti tanta falta de abraça-lo nesses quase dois anos fora que havia esquecido como meu pai gosta de abraços quebra ossos.

– Você está bem? – perguntou meu pai se afastando para poder segurar meu rosto para certificar que não havia nada faltando. – Eu nem acredito que meu bebezinho conseguiu chegar inteira aqui...

– Jason, está assustando a sua filha. – Miranda riu e notei o quanto ela estava radiante com o cabelo mais curto. – Ignore as paranóias do seu pai, bem-vinda de volta Sarah.

Quanto meu pai me soltou – após ter certeza que  minhas orelhas  estavam  no devido lugar – pude ir até Miranda e Noah. Dei um abraço de lado em Miranda para não amassar Noah que estendeu o braço para que eu o pegasse no colo. Eu senti uma enorme vontade de morder as bochechas dele, vontade reprimida desde que comecei a receber diversas fotos suas ainda recém nascido.

– Você quer ir no colo da sua irmã? – perguntou Miranda quando eu peguei ele, sentindo que meus braços logo iriam cair com uma criança pesada de quase dois anos. Da última vez que o segurei ele possuía apenas um mês de vida e era muito mais leve.

Por fim, eu e Liam nos cumprimentamos com um beijo no rosto, ainda tomando todo cuidado com Noah que brincava com o pingente do meu colar sem medo de enforcar sua irmã mais velha.

– É bom finalmente te conhecer, Sarah. – Liam sorriu gentilmente e eu retribui. – Ouvi falar muito de você.

Apesar dos nossos pais estarem juntos a cinco anos, Liam e eu nunca nos vimos pessoalmente antes. Ele só veio para Londres meses depois da minha mudança para a Alemanha. Ou seja, eu nem ao menos conhecia o outro filho da minha madrasta. 

– Eu também ouvi muito falar de você, era o assunto preferido da sua mãe quando eu morava com eles. – contei a ele, fazendo-o rir. O meu pai deveria ser exatamente igual nesses últimos tempos comigo em outro país.

– Vamos buscar o resto das suas malas? – meu pai chamou minha atenção.

Olhei assustada para minhas mãos, percebendo que havia perdido a minha mala quando desci do avião. Mas para minha sorte, soltei ela quando abracei meu pai e agora Jason à segurava pela alça. Por pouco minha primeira viagem solo não se tornou um completo desastre com perda de bagagem e eu chorando muito.

Bem, vamos deixar a negatividade de lado.

Pegamos o resto das minhas bagagens – que não eram poucas pois não poderia deixar nada em Munique já que minha mãe também não iria continuar a morar lá – e fomos para o carro que conhecia muito bem. Após todas as malas estarem no porta-malas e Noah em sua cadeirinha no meio, embarcamos todos no carro. Confesso que a ideia de voltar para casa era realmente muito boa depois de meses em uma terra desconhecida e horas no avião, com medo de um serial killer estrangeiro me matar. 

A paisagem de Londres ainda sim me fascina após onze anos da primeira vez que a vi pessoalmente. O sol, que raramente da as caras por aqui – ainda mais que é noite atualmente –, me fez falta imensa, pois não gosto muito de sol e a ideia de viver novamente na cidade nublada me tranquilizou bastante. Sem contar que dias cinzas são simplesmente lindos e ajudam muito no meu bom humor.

– Gostou da Alemanha, Sarah? – perguntou Miranda, querendo puxar conversa no carro silencioso. 

– Mais ou menos. – dei de ombros. – os alemães falam muito rápido e ficavam irritados quando eu sem querer falava palavras em inglês. Tirando isso, foi muito bom.

– Deve ter sido incrível viver na Alemanha. – meu pai falou atrás do volante, olhando para mim pelo retrovisor. – Lembra do que eu te falei?

Antes de ir viajar, meu pai pediu para que eu encontrasse algum alemão que já foi para nosso país e parabenizá-lo por ter sido o primeiro alemão a conseguir entrar na Inglaterra. Ser filha de um professor de história tem seus prós e contras. E esse é um contra com certeza. Eu iria ser linchada pelos alemães com toda a certeza do mundo.

– Infelizmente não fiz muitos amigos por lá e não tive a oportunidade de conhecer ninguém que visitou o Reino Unido. – lamentei falsamente e meu pai fez sua melhor cara de decepcionado.

Festejei internamente nunca ter tido a oportunidade de falar aquilo para ninguém. E por não ter feito amizades verdadeiras com os alemães, eu sabia que o jeito que minha mãe ficou após a mudança não iria durar muito tempo nossa moradia em um país desconhecido. 

– Sabia que você vai estudar na Averyassim como Liam? – Miranda ficou animada, como se fosse a notícia mais animadora do mundo ter que ir para aquela escola onde... Bem, pessoas que não gostaria de encontrar nem no corredor da morte estudam.

– É uma droga. – Liam disse e eu gargalhei da sua sinceridade. Nunca estudei naquele colégio, mas tenho certeza que ele está completamente coberto de razão. – Sinto muito por você.

– Liam! – repreendeu Miranda, como se ele estivesse falado algo muito grave. Ou alguma mentira.

– Eu já levei uma cotovelada na cabeça e fui xingada em alemão por uma professora, – falei como se fossem experiências que me fizeram adquirir muita sabedoria sobre o mistério da vida. – Avery High School vai ser fácil para mim. 

– Gosto da sua inocência. – brincou Liam, dando de ombros e voltando seu olhar para a janela.

Bom, não custa ser um pouco positiva. Quem sabe o último ano não seja tão ruim assim para mim?

O carro fez uma curva para minha conhecida vizinhança, a qual morei durante tanto tempo antes de me mudar. Era um lugar calmo, onde as casas eram parecidas e as árvores nos pequenos jardins transbordavam folhas verdes. Estávamos no fim do verão britânico é isso me alegra pois as árvores ficam simplesmente lindas no outono. Porém haviam pessoas desagradáveis escondidas atrás das paredes de tijolos das belas casas. Engoli em seco, lembrando que o idiota que partiu meu coração a anos atrás também morava ali, a poucas ruas da minha casa. Sacudi a cabeça levemente, forçando a minha mente a tirar Zayn dos meus pensamentos. 

Você superou essa merda toda, Sarah. Não tem porque ficar relembrando logo agora. 

Logo paramos na frente da conhecida construção geminada de tijolos vermelhos com dois andares, a única coisa que havia mudado aparentemente era que os arbustos do mini jardim haviam crescido. Ajudei meu pai e Liam a pegar as malas e carrega-las para dentro da casa. Me impressionei como o lugar estava praticamente igual. Apenas a decoração da sala havia mudado um pouco, porém, os móveis e o cheiro de lavanda permaneciam o mesmo. E claro, em vez de estar organizada como antes a sala possuía diversos brinquedos pelo tapete. Ri mentalmente do quanto aquilo devia fazer Miranda e sua mania de limpeza enlouquecerem.

Meu quarto contínuava no mesmo tom claro de amarelo, com diversos pôsteres de bandas de rock e frases aleatórias espalhadas. Era menor do que eu me lembrava, com os móveis no mesmo lugar e o mesmo edredom preto de estrelinhas na cama. Haviam meia dúzia de caixas perto da estante, com os pertences que deixei na casa e no antigo apartamento antes de me mudar.

– Está com fome? – Jason apareceu no meu quarto com minhas malas. – Miranda vai pedir comida chinesa...

– Não, obrigada. – agradeci, não era a minha praia comer peixe. Muito menos cru. – Eu estou bem cansada, acho que vou dormir um pouco. 

– Tudo bem, descanse o quanto quiser. – ele depositou um beijo na minha testa e saiu do quarto, fechando a porta.

Suspirei e olhei para as malas, tentando saber em qual delas havia um pijama. Para minha incrível sorte, achei um short de moletom e uma regata velha. Tomei um banho rápido para tirar o cheiro de avião – se é que avião tem cheiro, mas minha mãe disse que deveria tomar sempre um banho depois de viajar para tirar o "cheiro de avião" – e voltei para o quarto, tentando chegar acordada até minha cama. Levei um susto ao ver a bola de pelo com olhinhos amarelos em cima da minha cama. 

– Sírius! – abafei um gritinho e o abracei com força, fazendo-o miar baixinho.

As vezes tenho a impressão que Sirius me odeia por torturar ele, e claro, pelo nome que ele recebeu. Não me responsabilizo pelas loucuras de uma garota de 14 anos viciada em Harry Potter que apenas queria um gato preto para chamar de Sirius Black.

Larguei ele de novo na cama e apaguei a luz antes de deitar meio grogue na cama. Não demorou muito para que eu dormisse com Sirius ronronando ao meu lado.

 

 

                                  (***)

 

Acordei com o miado de Sirius e abri os olhos, vendo a bola de pelo preta sentada na frente da porta. Bufei alto e arrastei meu corpo para fora da cama, atendendo o pedido de vossa majestade.

– Eu tinha esquecido de como você é chato – resmunguei abrindo a porta para que ele pudesse sair, recebendo um miado em troca.

Passei as mãos no rosto, irritada. Constatando que seria impossível voltar a dormir devido a hora, me voltei para as malas espalhadas pelo chão do quarto. Dessa vez não tive tanta sorte e revirei as malas até achar um short preto e uma camiseta desbotada do Guns' N Roses. Foi um milagre ela ainda servir em mim pois eu tinha treze anos quando a comprei. Infelizmente o privilégio de andar por aí de pijama foi tirado de mim quando o filho da minha madrasta se mudou para casa. Não que alguém tivesse dito algo a respeito, eu apenas não me sinto a vontade em andar por aí com pijamas curtos sabendo que há um garoto dentro de casa. 

Fui ao banheiro me escovar e lavar o rosto, e logo me deparei com meu cabelo completamente embaraçado. Com preguiça de pentear meu cabelo que estava bastante cumprido, apenas prendi em um rabo de cavalo e voltei ao quarto, pegando meu celular na mesinha de cabeceira para descer. Estava completamente faminta após uma bela noite de sono e descanso. A última coisa que havia comido eram batatinhas no avião, a quase um século atrás. Meu estômago nem lembra o que comida significa mais.

Desci as escadas saltitante – mania que perdi quando me mudei para um prédio onde apenas se usava elevador na Alemanha – e encontrei Liam sentado no sofá, assistindo Toy Story sozinho sem desgrudar os olhos da TV por um segundo.

Quando passava por trás do sofá, vi meu gato mau agradecido deitado no colo de Liam, e estreitei os olhos para ele. Sirius olhou para mim como se estivesse debochando da minha cara. 

Aquele gato traídor já foi para os braços de outro.

– Bom dia. – murmurei e fui para a cozinha sem esperar alguma resposta do meu "irmão postiço".

Miranda já estava preparando o almoço, com Noah ao seus pés passando seu paninho nos armários. Os cumprimentei brevemente com um " bom dia" e fui até o armário onde Miranda disse que havia cereal. Servi em uma tigela, acrescentando leite e pegando uma colher na gaveta.

– O que você está fazendo, Noah? – perguntei quando Noah passou por mim, se agachando para limpar o chão da cozinha.

– Ajudando a mamãe. – respondeu Noah, sem parar de passar o pano no chão.

Ele havia herdado a mania de limpeza da mãe, obviamente. Parando para pensar, eu tambem havia herdado a desorganização da minha mãe. Pobre de nós dois, destinados a sermos iguais a elas.

– Pelo menos um dos meus filhos me ajuda a limpar a cozinha. – falou alto para que Liam pudesse ouvir da sala.

– Obrigado pela parte que me toca, mãe! – gritou Liam de volta, fazendo-me rir.

Pelo menos eu não vou ser a única inútil da casa dessa vez. 

Sentei em uma das cadeiras, pronta para comer meu cereal matinal tranquilamente, mesmo que fosse 11h23m. Olhei em volta da cozinha organizada, a qual eu costumava fazer todas as minhas refeições quando Londres era meu lar, a mais de um ano atrás. Eu estava de volta a minha casa.

Mas para estar de volta realmente, eu precisava ligar para Carolyn Gilberstein.


Notas Finais


Eai, o que vocês acharam do retorno? Calma que o próximo capítulo vai ter mais emoção.
Liam já apareceu(eu queria um "irmão postiço" desses kakaka) e os outros meninos logo logo vão chegar na história também!!
Enfim, até o próximo capítulo meus amores, espero ver vocês em breve!!💚❤️
Link da música do capítulo:
https://youtu.be/Rbm6GXllBiw


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