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História You give love a bad name - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Olá humanos!

Dessa vez nem demorei!!!

Capítulo mais Stony e com fluffy, pq eu preciso de fluffy na minha vida!

~ * ~ - mesmo dia
~ o ~ - dia seguinte

Boa leitura:

Capítulo 5 - Confissões ao ar livre


Fanfic / Fanfiction You give love a bad name - Capítulo 5 - Confissões ao ar livre

Os maiores acontecimentos da nossa vida não são planejados. A vida é uma caixinha de surpresas, e nem todas são boas.

Steve estava tão ferrado. Ele quebrou a primeira regra do mundo da prostituição: nunca se apaixone ou se apegue ao seu cliente.

No começo ele só ia e fazia seu trabalho normalmente, mas ele gostava das sextas com o casal porque eles se preocupavam com o seu prazer. Eles não paravam enquanto Steve não gozasse também. Estavam sempre perguntando se ele estava confortável, se concordava com certas posições. Eles começaram a comprar presentes para ele.

Como ele não ia se apaixonar?

Hoje vai ser a primeira vez que ele fica só com um deles, e se sente estranho em relação a isso, como se faltasse algo muito importante.

E esse algo tem nome, sobrenome e doutorado.

Também vai ser a primeira noite que ele vai dormir com um cliente, a pedido principalmente de Strange, Steve concordou ir passar a noite na cabana de Tony junto a ele e só voltar amanhã de manhã.

Ainda bem que Bucky vai vim buscar Luke hoje a noite para passar o final de semana com ele.

Por falar em Bucky, na próxima sexta os novos documentos de Luke já estarão prontos. A irmã de Sam tem muitos contatos, e é uma excelente advogada, sem dúvidas.

Agora Luke passará a se chamar Luke James Barnes-Rogers.

Só acrescentou o Barnes mesmo, porque quando Luke nasceu, Steve colocou James em homenagem ao amigo que esteve ao seu lado o tempo todo.

– Steve, onde está seu filho? – a voz nasalada perguntou atrás dele – O trocou por drogas?

Sua adorável vizinha nunca perdia a oportunidade de o provocar toda vez que o via na rua. Steve não gostava dela nem quando frequentava a igreja, imagina agora que tem que escutar cada absurdo vindo da mulher.

– Senhora Deakin, já se livrou das drogas que seu filho usa? – Steve perguntou irônico se virando para a senhora, que ficou vermelha de raiva.

– Meu filho é um anjo! – ela exclamou convicta – Você pensa que vai demonizar a imagem do meu filho, quando o único pecador aqui é você! – apontou o dedo para ele.

Ainda bem que a vizinhança já conhece Steve e sabe que ele não faz nada de errado, então todos continuavam caminhando normalmente e ignoravam a cena que a mulher estava fazendo.

– Sim, eu sou o mal encarnado. – Steve falou e revirou os olhos – O que a senhora quer? Eu tenho mais o que fazer.

A mulher o olhou de cima a baixo e empinou o nariz.

– Você não é um bom exemplo, devia dar a chance de pelo menos seu filho ter uma boa educação. – ela falava com um ar superior – O levar as missas, mostrar para ele que Deus é a única verdade e salvação. Assim ele vai se tornar um homem certo e direito, um homem do bem!

Steve não evitou a revirada de olho. As sacolas já estavam ficando pesadas.

– Se você precisa da igreja para ser uma pessoa boa e correta, sinto te informar, mas você não passa de uma hipócrita. – Steve respondeu entediado – Eu ensino meu filho o que é certo e o que é errado. Eu ensino ele a respeitar todas as pessoas, que qualquer tipo de preconceito é errado. Eu não preciso de igreja para isso, obrigado.

A mulher o olhou horrorizada, ela agarrou a alça da sua bolsa, ela sempre faz isso quando está nervosa ou irritada. Ou os dois.

– Se você já se conformou que sua alma vai direto para o inferno, ao menos deixe a do seu filho ser salva!

– Eu realmente tenho mais o que fazer. – Steve disse começando a se irritar – Tenha um ótimo dia, senhora Deakin.

Ele deu as costas e continuou caminhando para o seu prédio e ignorou as palavras de ódio que ela dizia. Mulher louca.

~ * ~

Nessa quente tarde de sexta, Tony resolveu se dar uma folga para se preparar para a noite. Pepper o olhou decepcionada, mas ele nem ligou.

De manhã ele e Strange conversaram por vídeo-chamada, Stephen pediu uma foto, caso Chris concorde.

Tony já está morrendo de saudades do marido, o que o consola é saber que vai ver Chris a noite.

Ele saiu da academia do prédio e entrou no elevador digitando o código do seu andar. Ele voltou a praticar exercício três vezes por semana, ele precisa estar em forma para conseguir acompanhar seu garoto.

Tirou a toalha do pescoço e a jogou no sofá assim que chegou na cobertura, foi até a cozinha e colocou o pó de café na cafeteira junto a água. Enquanto esperava seu café ficar pronto pegou seu celular e começou a ler alguns emails da empresa, mas sua mente estava em outro lugar.

Uma verdade incontestável é o amor que Tony tem pelo marido, ele move montanhas por ele. O casamento deles sempre foi tranquilo, eles tem discussões bobas de vez em quando, mas nada sério ou que magoe o outro. Eles nunca escondem nada do outro.

Tony ama Stephen. Mas Tony também está apaixonado por Chris.

Ele nem sabe o nome verdadeiro dele, já que todos na SHIELD usam pseudônimo para preservarem sua identidade, já que muitos ali tem uma vida normal fora do trabalho.

Não sabe se Chris cuida do filho/filha ou se deixa com os pais para cuidarem. Não sabe nem se ele namora com o pai e na verdade o pai da criança é cafetão dele.

Não sabe se Chris estuda ou prefere continuar ganhando dinheiro com a prostituição.

A única coisa que Tony sabe é que, tanto ele quanto Stephen estão apaixonados pelo loiro.

Só o pensamento de Chris se deitando com outros homens além deles, faz Tony querer pôr fogo na SHIELD e atirar em cada desgraçado que olha com desejo para o seu Chris.

A cafeteira apitou avisando que o café está pronto, Tony suspirou e deixou o celular na bancada.

~ * ~

– E obedece todo mundo. – Steve falava para o filho enquanto penteava o cabelo dele.

Luke revirou os olhos para as instruções do pai, ele sempre se comporta, mas seu pai continua repetindo as mesmas coisas.

– Eu entendi, papai, não vou fazer nada de errado.

– Promete? – Steve perguntou e ergueu o mindinho.

Luke riu e concordou com a cabeça enquanto enrolava seu mindinho ao do pai.

– Eu prometo!

Steve sorriu e deu um beijo na testa do menino.

– Vai demorar? – Bucky perguntou entrando no quarto – O tempo que vocês estão demorando parece que vamos ir para um casamento!

Os dois loiros riram do drama de Bucky, que cruzou os braços e fez um biquinho contrariado. Luke deu um beijo na bochecha de Steve e correu para a sala para conversar com Sam.

Steve ficou de pé e suspirou de alívio quando esticou os braços sentindo sua coluna estalar. Abriu os olhos e percebeu que Bucky ainda estava no quarto o observando.

– O que foi? – Steve perguntou.

Bucky sorriu e negou com a cabeça, se aproximou do amigo e o puxou para um abraço apertado. 

– Obrigado por realizar meu desejo de ser pai. – Bucky falou sincero.

Steve correspondeu ao abraço e fechou os olhos.

– Você sempre foi pai dele. – Steve respondeu baixo – Eu só não queria que você fizesse algo que fosse se arrepender. Filho é para sempre, não tem como fugir.

Eles se distanciaram do abraço, Bucky continuou com uma mão no ombro do outro.

– Eu sei, mas eu me senti pai dele quando escutei o coraçãozinho dele pela primeira vez. – Barnes disse emocionado.

Steve sentiu seus olhos marejarem, deu mais um abraço no amigo e separou antes que começasse a chorar. Pegou a bolsa com as roupas e alguns brinquedos de Luke e o entregou.

Eles foram para a sala e encontraram Luke e Sam brincando com alguns bonecos de heróis que estavam na sala. Sam e Luke realmente se deram muito bem, Sam tem muita paciência e gosta muito de passar um tempo com o menino.

– Você escolheu bem. – Steve sussurrou para Bucky que concordou.

Bucky foi até os dois e deu um selinho em Sam, que sorriu bobo para o namorado. Luke correu até a gata que estava dormindo na janela e deu um beijo nela, foi até o pai que se abaixou e beijou ele.

Steve ficou na janela vendo os três irem. Bucky primeiro abriu a porta do passageiro da frente e fechou quando Sam entrou, em seguida abriu a de trás e primeiro colocou a bolsa do menino, em seguida mandou Luke entrar e colocou o cinto nele, fechou a porta e foi para o lado do motorista, mas antes de entrar ele olhou para cima e acenou para Steve que acenou de volta. Ele por fim entrou e deu a partida.

Steve fez carinho na gata rabugenta e deixou ela continuar dormindo, não tem perigo já que a janela tem grade e tela de proteção. Todo cuidado é pouco quando se tem um gato e uma criança em casa.

Hora de escolher qual roupa ele vai usar.

E colocar comida extra para Selina, já que ele não sabe que horas vai voltar.

~ * ~

Tony olhava seu reflexo no espelho em busca de imperfeições, ele que estar perfeito para Chris, que vai chegar logo. Ele se sente um adolescente indo em seu primeiro encontro.

Stephen mandou algumas mensagens o mandando se acalmar, que ele estava ótimo como sempre. Mas isso não acalmou os nervos do Stark.

Quando a campainha tocou, Tony respirou fundo e deu seu melhor sorriso e foi abrir a porta. Ao ver o loiro seu fôlego sumiu por alguns segundos.

Como alguém pode ser tão perfeito?

– Tudo bem, Tony? – Chris perguntou.

Tony assentiu com força e o puxou para dentro, fechou a porta e bateu Chris na mesma, começou um beijo necessitado sendo prontamente correspondido.

Ele passou a semana toda desejando essa boca pecaminosas, Chris enfiou os dedos no cabelo de Tony e aprofundou mais o beijo, brigando por domínio enquanto movia a cintura criando fricção.

Eles separaram ofegantes, Chris estava com as bochechas coradas e um sorriso tímido. Perfeito.

– Eu só vou pegar as chaves. – Tony disse antes de dar um beijo na bochecha rosada e sair o deixando sozinho.

Steve fechou os olhos e suspirou apaixonado. Seu coração sempre acelera quando beija um dos dois, são os melhores beijos que já deu em sua vida. Eles tiram seu fôlego.

Tony voltou e eles saíram, foram para o elevador e Tony apertou o botão para o estacionamento. Eles caminharam até uma enorme pickup, Steve não resistiu ao abrir a boca em surpresa.

– Eu nunca vi esse modelo de BMW antes. – falou admirado.

Tony sorriu orgulhoso e de dois tapinhas no carro.

– É modelo exclusivo, só eu e mais duas pessoas no mundo tem.

Isso não devia surpreender Steve, mas o surpreendeu.

Eles entraram e Tony deu a partida, abriu as janelas e ligou o rádio. Ele ama dirigir, e ter um cara atraente do seu lado só o deixa mais motivado.

A música estava baixa, eles demoraram quarenta minutos para conseguirem sair da cidade, ambos estavam nervosos com a presença do outro, embora tentassem disfarçar. Eles realmente se pareciam com adolescentes.

Entraram em uma estrada cercada por árvores, Tony apertava o volante um pouco ansioso. Ele diminuiu a velocidade e olhou surpreso para Chris quando ele começou a cantar baixinho junto com a música, ele corou ao ser pego, mas quando chegou no refrão ele cantou mais alto, e é óbvio que Tony cantou junto e voltou a olhar para frente.

For those about to rock, we salute you! – eles gritavam o refrão juntos.

Eles cantaram juntos a todo pulmão, balançando a cabeça e se empolgando, toda a tensão anterior se dissolveu e o ambiente ficou bem mais leve.

A música terminou com a guitarra, eles riram e Tony abaixou o som.

– Eu não imaginava que você gostasse de AC/DC. – Tony falou sincero.

– Eu amo! – Steve respondeu animado – Ano passado eu fui no show deles, e foi uma das melhores experiências da minha vida! Eu voltei rouco para casa.

– Eu também fui! – Tony falou empolgado – Strange não gosta desse tipo de música, então chamei meu estagiário para ir comigo.

– Que tipo de música o Strange gosta?

Tony fez careta ao pensar no gosto musical duvidoso do marido. Eles não podiam ser mais diferentes nessa parte.

– Ele gosta de ópera e música clássica. – fez careta como se fosse ofensivo – Ele vive indo em concertos, eu nunca vou. Odeio essas músicas de velho, eu sinto sono ouvindo isso.

Steve riu do exagero já característico de Tony.

– Eu gosto de música clássica, se os ingressos não fossem tão caros eu sempre iria ir. – Steve disse mais relaxado no banco – Eu amo cozinhar escutando Vivaldi, ou um jazz mais suave.

Tony freou o carro bruscamente, ele franziu o cenho e olhou para o jovem, que deu de ombros.

– Você não pode gostar de AC/DC e música de velho! – Tony apontou para ele.

– Se parar para pensar, AC/DC também é música de velho, considerando os próprios integrantes para começar. – Steve falou calmo – Mas as músicas são incríveis, então esse argumento de música velha é inválido.

Tony resmungou um traidor e continuou a dirigir. Eles cantavam algumas músicas juntos e se provocavam.

Ao chegar em um penhasco, Tony estacionou e tirou o cinto. Steve olhou em volta não vendo casa nenhuma.

– É agora que você me mata e joga meu corpo lá embaixo? – perguntou descontraído enquanto tirava o cinto.

– Talvez.

Os dois saíram do carro sentindo a brisa fresca da noite. Steve ficou encantado ao ver o céu todo estrelado, como ele nunca viu antes por conta das luzes da cidade. Parecia algo mágico.

– Era isso que eu queria te mostrar. – Tony falou parando ao lado dele – E confirmei minha teoria.

Steve parou de encarar o céu e olhou curioso para o moreno.

– Que teoria?

Tony colocou uma mão no rosto dele e acariciou com o polegar.

– Que as estrelas brilham mais quando refletidas nos seus olhos. – respondeu sincero.

Essas palavras foram direto para o coração de Steve, que corou profundamente com o elogio simples mas sincero.

Tony pediu para ele esperar quanto ia para a parte de trás da pickup, ele a abriu e começou a mexer em alguma coisa. Steve aproveitou para admirar o belo céu. Todo o lugar era iluminado pela lua, sem nenhuma luz artificial.

– Pode vim! – Tony chamou animado.

Steve foi até ele e piscou surpreso ao ver que Tony colocou um grosso cobertor, dois travesseiros que pareciam bastante fofos, uma cesta com uvas e alguns pacotes de camisinha.

– Uau. – foi tudo o que o loiro conseguiu falar.

Ninguém nunca fez algo tão romântico para ele. É simples, mas é perfeito.

Tony tirou os sapatos e subiu estendendo a mão para ele, Steve chutou os tênis fora e aceitou a ajuda. Eles deitaram nos travesseiros e ficaram olhando para as estrelas, Baby Blue tocava baixinho dentro do carro, como se fizesse parte do ambiente. O momento todo era perfeito.

Outra coisa que não funciona em seu relacionamento, é o fato de Tony ser um pouco aventureiro e adorar fazer sexo ao ar livre. Mesmo Strange tendo crescido em uma fazenda, ele odeia fazer qualquer coisa onde tenha muita natureza. De acordo com ele, isso é broxante.

Finalmente Tony pode fazer algo que ele ama com alguém que ele está apaixonado.

Tony deitou de lado e ficou admirando Chris, que ainda olhava encantado para o céu.

– Chris, você gostou?

Steve piscou voltando para a realidade, sorriu simples e olhou para o Stark, que o olhava com expectativa.

– Eu amei. – respondeu baixo – Posso te pedir uma coisa?

– Qualquer coisa.

– Não me chama de Chris, pelo menos não hoje.

Tudo está perfeito, mas o nome Chris o lembra que não deve se deixar levar. Que não é real.

– Tudo bem, loirinho. – Tony sorriu.

Depois de mais um tempo observando o céu, Tony enfiou uma mão por baixo da camisa do mais novo, que suspirou contente. Subiu a mão até parar em um mamilo e o beliscar. Se aproximou mais e dei um beijo molhado no pescoço dele enquanto puxava o mamilo e o girava com cuidado.

– Tony. – Steve gemeu baixinho.

Tony se afastou recebendo um resmungo como protesto, ficou de joelhos e tirou a camisa e a calça, revelando a ausência de cueca. O loiro sentou e Tony arrancou a blusa dele e enfiou os dedos na calça junto a roupa íntima e tirou os dois de uma vez, deixando o loiro nu.

– Você fica ainda mais lindo sendo banhado pela lua. – Tony sussurrou sem acreditar na bela cena a sua frente.

Novamente Steve corou com o elogio.

Ele está acostumado a receber elogios mais rudes. Ser chamado de gostoso, delícia, putinha... Ele não está acostumado a palavras doces.

– Você já se olhou no espelho? – Steve perguntou tímido.

O Stark sorriu e se aproximou começando um beijo calmo, suas línguas dançavam lentamente na boca um do outro. Eles passavam as mãos pelo corpo do outro, com cuidado e carinho, como se estivessem se tocando pela primeira vez.

Eles separaram e ficaram apenas se encarando, decorando cada mínimo detalhe do rosto do outro. Tony deslizou sua mão pela extensão do braço do jovem e agarrou sua mão, a levou até os lábios e deixou um beijo carinhoso, depois o empurrou suavemente de volta para o travesseiro. Pegou o pacote de camisinha e rasgou com os dentes, enrolou em si mesmo e abriu o pacote de lubrificante espalhando por seu membro, quando julgou bom o bastante ele olhou para o loiro.

Steve foi até Tony e colocou as mãos nos ombros dele sara se apoiar, Tony segurou seu membro para cima enquanto Steve deslizava por ele devagar, já que não haviam se preparado.

Ao sentir a glande passar pelo apertado anel de músculos, Steve abraçou o pescoço de Tony e respirou fundo. Tony apertou sua cintura e começou a sussurrar palavras o encorajando, Steve foi descendo colocando mais de Tony dentro de si. Ao chegar ao final relaxou o aperto no pescoço dele e deitou a cabeça em seu ombro, Tony começou a passar as mãos por suas costas.

– Você é tão bom para mim. – Tony murmurava tranquilo – Tão apertado, tão perfeito!

Tony enfiou uma mão entre seus corpos e começou a masturbar Steve, que gemeu alto e sentou direito, Tony parou de o masturbar e tirou o cabelo de sua testa o levando para trás. Steve colocou as mãos nos ombros e subiu e desceu devagar, ainda se acostumando com o volume dentro de si, a queimação era gostosa.

Graças a falta de preparo, o loiro está mais apertado que o normal, e isso é o paraíso para Tony. Ele está orgulhoso por não ter gozado ao sentir o aperto incomum em seu pau.

Quando Steve começou a deslizar com mais facilidade, Tony começou a ajudar dando alguns impulsos para cima, até Steve começar a cavalgar mais rapidamente enquanto arranhava as costas de Tony. Ele parou de cavalgar e começou a girar os quadris, depois os moveu para frente e para trás o sentindo em cada centímetro dentro dele.

– Você é uma provocação. – Tony gemeu recebendo um sorriso com falsa inocência – Mas eu também sou!

Tony agarrou a cintura do garoto com força, ele tem certeza que as marcas dos seus dedos vão ficar na pele dele, ele o bateu na lateral do carro e começou a mover os quadris com força e velocidade. Os gemidos necessitados do loiro apenas incentivaram Tony a meter com mais força, querendo acertar a próstata e o fazer gozar sem tocar no membro.

Não demorou muito nesse ritmo para Steve gritar e se arquear enquanto gozava sujando a si mesmo e Tony, que deu mais duas estocadas profunda e gozou desabando em cima de Steve, que o abraçou e fechou os olhos esperando sua alma voltar para seu corpo.

Quando se recuperaram um pouco, Tony saiu de dentro de Steve que estremeceu por conta da sensibilidade. Tirou a camisinha e deu um nó a deixando jogada no cobertor, ele não vai jogar na natureza, até ele tem consciência disso. Tony pegou sua camisa e limpou sua barriga e seu pênis, depois a jogou para Steve que fez o mesmo.

Os dois ficaram nus na parte de trás da pickup, comendo uvas, como se fosse a coisa mais normal do mundo.

– Stephen não aguenta mais aquele hospital, eles exploram muito ele, e não respeitam muito a vida particular dele. – Tony falou enquanto enfiava outra uva na boca – Depois de tantos anos, nunca imaginei que ele ficaria infeliz por trabalhar lá.

Steve está acostumado com clientes desabafando com ele, é bem comum. Mas com Tony é diferente, ele realmente está interessado no que está acontecendo com Strange.

– Se ele está infeliz, por que não sai de lá? – Steve perguntou curioso – Ele é um profissional incrível, qualquer hospital vai querer contratar ele.

– Foi o que eu falei! – Tony exclamou e gesticulou com a mão – Estou tentando o convencer a abrir um consultório particular, ou tentar uma vaga em outro hospital. – suspirou cansado – Aquela desgraçada da diretora é apaixonada por ele, e não aceita muito bem ele ser gay e casado, então está sempre dificultando a vida dele.

Steve piscou surpreso, pegou mais algumas uvas e levou a boca. Por essa não esperava.

– Eu vou viajar na terça, e só volto na próxima semana. – Tony avisou – Eu gostaria que você conversasse com ele sobre isso. Talvez ele te escuta.

Então além de passar um tempo a só com Tony, ele também vai ficar com Strange?

Isso é ótimo!

– Posso tentar, mas não posso garantir que vou conseguir. – deu de ombros.

Tony concordou com a cabeça e olhou para o céu, quando viu algo que chamou sua atenção, cutucou o loiro e apontou para onde estava olhando.

Os olhos de Steve brilharam ao ver uma estrela cadente, ele fechou os olhos e fez um pedido, sorriu e se virou para Tony que o encarava.

– Fez um pedido? – Steve perguntou animado.

Tony queria falar como isso era infantil, mas então se lembrou que Chris só tem vinte anos, ainda é jovem e cheio de vida.

– Meu pedido está bem na minha frente. – Tony respondeu e sorriu orgulhoso ao ver o outro corar.

Steve murmurou idiota e pegou uma uva jogando nele. Tony riu e levou a uva a boca.

– Você tem muitos desejos? – Tony perguntou interessado, essa é sua chance de o conhecer melhor.

Steve assentiu com a cabeça e deitou voltando a encarar o céu.

– Tenho alguns. – respondeu sonhador – Eu quero finalmente tirar minha carteira de motorista, comprar um carro, fazer faculdade, abrir meu negócio, conhecer o país, deixar de ser o Chris.

Isso partiu o coração de Tony.

Todas essas coisas são tão simples para ele, ele fez sem grande esforço, mas para o garoto eram coisas grandes.

Mas o que mais acabou com ele foi a última parte, é mais uma prova que ela não está nessa vida porque quer.

Deixar de ser o Chris.

~ o ~

A cama estava tão macia que Steve não queria abrir os olhos. Parecia que ele estava deitado em uma nuvem.

Ontem a noite depois de terminarem de comer as uvas, eles finalmente foram para o chalé de Tony. Eles tomaram um banho juntos e jantaram, depois assistiram filmes até dormirem.

Tão caseiro.

Ele só abriu os olhos quando escutou Tony entrando no quarto, por isso a cama parecia maior. Sentou e coçou os olhos enquanto bocejava, ao ver Tony com uma bandeja de café da manhã nas mãos não acreditou.

Tony deu um selinho no loiro e colocou a bandeja ao lado dele, sentou e sorriu com a expressão confusa do outro.

– Café na cama, porque você merece. – o Stark falou pegando uma torrada e mordendo.

Tony gosta de cuidar das pessoas que são importantes para ele.

Se Tony continuar tratando Steve assim, a paixão vai acabar virando amor, e isso é algo que Steve não quer, mas não pode controlar.

A vida é uma cadela.

~ o ~

Domingo chegou, Steve já havia preparado o jantar favorito de Luke, que vai chegar logo.

Ontem Tony o trouxe de volta depois do almoço, ele não parecia feliz quando Steve falou que precisava ir embora por causa do trabalho. Ele admitiu que não gosta de pensar Steve com outros homens.

A porta foi aberta com força assustando Selina que estava deitada ao lado de Steve no sofá, Luke entrou e se jogou em cima do pai que o abraçou e começou o encher de beijos. Bucky entrou segurando a bolsa de Luke, mais algumas sacolas. Atrás dele entrou Sam.

– Pensei que não ia devolver meu filho! – Steve brincou sentando e colocando Luke no sofá.

– Não pretendia, mas sei que você também precisa dele. – Bucky rebateu se jogando ao lado do amigo.

Sam revirou os olhos e foi para a cozinha para guardar na geladeira os potes que estava carregando, ele voltou para a sala e Bucky o puxou para seu colo o prendendo nele.

– Vou procurar a Selina! – Luke falou e foi atrás da gata.

– Ele se comportou? – Steve perguntou para o casal.

– Meus pais amaram ele. – Sam respondeu – Graças a ele, agora meus pais estão me perguntando quando vou ter filhos. – revirou os olhos.

Bucky apertou a cintura do namorado e deu um beijo no pescoço dele.

– Eu também estou ansioso para te ver carregando meus filhos. – Bucky disse malicioso.

Tanto Sam quanto Steve reviraram os olhos, mas então Steve arregalou os olhos surpreso.

– Espera, você também pode engravidar? – perguntou surpreso para Sam que assentiu – Por que você não me contou? – dessa vez se virou para Bucky.

– Porque se você soubesse ia querer roubar ele de mim! – Bucky respondeu apertando Sam em seus braços – E ele é só meu.

Steve riu do comportamento infantil do amigo, e da pequena discussão dos dois.

Ele está com uma pequena inveja do casal, ele também quer isso, também quer um relacionamento.

Mas como nada na sua vida é fácil, ele não quer um relacionamento tradicional, e sim com dois homens ao mesmo tempo.

Às vezes Steve acha que nasceu para sofrer, porque não é possível que tudo para ele seja tão complicado, inclusive sentimentos.

Mas, como já dizia Luís de Camões, amor é fogo que arde sem se ver. 


Notas Finais


É ferida que dói e não se sente...
Amo um poema ❤

Não, o Tony não deixou Steve em casa, deixou ele em qualquer outro lugar. Usem a imaginação!

Esse capítulo foi mais Stony, o próximo vai ser Strogers...

Tenham um ótimo dia, tarde, noite e madrugada!
Tenham ótimos sonhos!

Até o próximo!
😘❤❤❤❤❤


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