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História You give love a bad name - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


Olá seres vivos e mortos!

Mais um capítulo fresquinho para vcs!!!

Fanatismo religioso infelizmente está se tornando cada dia mais intenso, e é preocupante quando sua fé diz que vc tem que machucar os outros, quando vc se torna cego e só se concentra nas partes negativas (ou nas que lhe convém). Tudo em excesso faz mal.

~ o ~ - dia seguinte
~ * ~ - mesmo dia

Boa leitura:

Capítulo 8 - Apoio


Steve não conseguia acreditar no que seus olhos estava vendo, parecia muito surreal depois de dois anos.

Sarah estava com uma saia longa e uma blusa de frio de lã e cachecol – as roupas de sempre –, e seu sai com calça social marrom e um sueter preto. Só faltou a bíblia embaixo do braço e o cinto na mão.

– O que vocês estão fazendo aqui? – Steve perguntou quando se recuperou do choque inicial.

Sarah torceu o nariz e o olhou de cima.

– Não vai nos convidar para entrar? – ela perguntou autoritária.

Não, Steve não quer eles na sua casa, mas sabe que eles são capazes de começar um escândalo e acabar chamando atenção dos vizinhos. Essa é a última coisa que Steve quer.

Ele se virou para dentro e olhou sério para o filho.

– Luke, vai para o quarto e não sai de lá enquanto eu não mandar. – deu a ordem.

Luke assentiu com a cabeça e correu para seu quarto, quando escutou a porta batendo Steve suspirou aliviado. Deu um passo para trás e deu espaço para seus pais entrarem.

O casal observou toda a sala sem nem disfarçar, e torceram o nariz ao verem o jogo ligado no videogame, alguns brinquedos espalhados, os nachos na mesinha esquerda do sofá, e a gata deitada tranquilamente no sofá menor.

Steve nunca pôde ter algum animal de estimação quando era criança. Seus pais diziam que era perda de tempo, assim como brinquedos, livros infantis e desenhos animados. Seus pais nunca deram um único brinquedo a ele, na televisão só passava jornal e documentários, e só podia ler livros didáticos e a bíblia.

– Como me encontraram? – Steve perguntou cruzando os braços.

– A senhora Deakin nos contou na missa que se mudou para o prédio em frente ao seu. – Joseph respondeu.

– Tinha que ser aquela intrometida. – Steve falou e revirou os olhos – Ela sente prazer em tentar estragar meu dia.

– Mais respeito! – Sarah o repreendeu – Devia ser grato por nós estarmos aqui.

Steve não segurou a risada irônica, negou com a cabeça e permaneceu com um sorriso sarcástico.

– Claro, sou muito grato por vocês terem vindo me visitar dois anos depois de me expulsarem de casa junto ao meu filho, que só tinha três anos na época. – Steve disse amargo – E terem espalhado que eu morri, e que não tinham mais um filho.

Eles não pareciam ofendidos, e nem negaram, eles pareciam até mesmo orgulhosos, isso só deixou Steve mais irritado do que já estava.

– Você é um pecador, nenhum pai ou mãe quer ter um doente depravado como filho. – Joseph falou ríspido.

– Eu não sou doente. – Steve quase rosnou – E não admito que me ofendam embaixo do meu teto!

Eles nem se abalaram, Sarah olhou em volta mais uma vez, seu olhar claramente discordando de tudo em volta.

– Nós viemos te fazer um favor. – ela falou voltando o olhar.

– E que favor é esse? – perguntou curioso, não conseguia imaginar seus pais fazendo nada de bom.

– A senhora Deakin falou que você sempre chega de madrugada aos finais de semana, e você claramente não sabe criar uma criança. – Sarah falou convicta – Olhe só para isso. Brinquedos espalhados, videogame, um gato, má alimentação! – apontou para os nachos – Fora que você está privando o menino de receber uma educação religiosa, como ele vai ser uma pessoa boa assim?

Joseph concordou com a cabeça, ele franziu os lábios como se estivesse se impedindo de dizer algo.

– Bem, tem brinquedos espalhados porque Luke só tem cinco anos, é uma criança e tem que brincar. – Steve falou calmo – Os nachos são meus, os dele são os palitos de cenoura, ele não gosta de besteira. – revirou os olhos – E não sei qual o problema de ter um gato. E eu ensino ele a ser uma pessoa boa, não preciso de padre nenhum se metendo na educação do meu filho. Nem de vocês.

– Olha como você fala! – Joseph esbravejou e apontou o dedo na cara dele – Você não sabe como ser uma pessoa boa, você é um maldito pecador que se deita com outros homens!

Discurso homofóbico, ele já está cheio disso.

– Claro, o mundo está cheio de pedófilos, estupradores, assassinos, intolerantes, guerras... – Steve listou entediado – Mas o maior problema são os gays. Faz muito sentido.

Joseph levantou a mão pronto para bater em Steve, mas ele esqueceu que Steve não é mais um garotinho assustado que apanhava calado, que tinha medo dos pais. Steve segurou a mão dele antes que pudesse o atingir.

– Encosta a mão em mim, e eu chamo a polícia agora e faço uma denúncia por agressão. – Steve falou baixo e ameaçador, soltou o pulso de Joseph que o olhou incrédulo.

Ele prometeu a si mesmo nunca mais deixar ninguém o humilhar ou levantar a mão para ele. Todas as surras que levou dos seus pais ainda estão frescas em sua memória. Todas as vezes que teve que ficar horas ajoelhado no milho lendo a bíblia só porque elogiou outro menino, às vezes Sarah o batia com o cinto e ele não sabia o que doía mais, suas costas ou seus joelhos. Todas as vezes que eles deixaram ele com fome e sede só porque foi pego brincando em vez de estar estudando. Todas as vezes que teve suas mãos espancadas com uma régua de madeira só porque gostava de desenhar.

– Digam logo o que vocês querem e saiam da minha casa. – falou irritado.

Joseph esfregou o pulso, Sarah passou a mão pelas costas do marido e olhou com nojo para Steve.

– Nós queremos criar nosso neto, assim ele tem a chance de ter um futuro e se tornar uma pessoa normal, e não uma aberração. – Sarah falou superior – Não vamos cometer o mesmo erro que cometemos com você.

Inacreditável.

– E por que vocês acham que eu vou deixar logo vocês cuidarem do meu filho? – perguntou incrédulo.

– Você não tem condições de criar uma criança. – Joseph disse direto – Qualquer juiz decente vai passar a guarda dele para nós.

Steve riu sem acreditar, não é possível!

– Vocês não pensaram nisso quando me expulsaram de casa com ele. – Steve rebateu – Eu trabalho de carteira assinada e recebo bem, minhas contas estão em dia, meu filho vai para a escola a semana toda e tira notas boas, ele tem amigos e brinca sempre com eles. Eu não sei porque um juiz iria tirar a guarda dele de mim e passar para vocês.

Todos que trabalham na SHIELD tem a carteira assinada, não como prostitutos, alguns como dançarinos, outros garçons, alguns barman.

A de Steve está assinada como barman, a de Wanda como dançarina.

– Nós resolvemos te dar uma chance sem envolver a justiça, mas já que você quer assim. – Sarah falou em tom de ameaça.

– Eu imploro que vocês entrem na justiça pela guarda dele. – Steve falou firme – Assim eu aproveito e denuncio todos os maus-tratos que sofri durante a infância e adolescência, como fui enxotado de casa como se fosse um qualquer, todo o abuso físico e verbal que vocês deixavam a igreja fazer comigo. – sorriu irônico – Da vez que seu amigo me assediou e você me bateu falando que meus pensamentos impuros fantasiaram tudo. – olhou para o pai.

– E é verdade! – Joseph esbravejou – Ed não é um viado nojento para tocar em outros garotos, você fantasiou com ele e tentou convencer os outros desse seu delírio.

– Eu tinha sete anos! – Steve gritou – Com sete anos eu não tinha desejos de nada!

Seus olhos enchem de lágrimas com a lembrança. A mão calejada daquele homem subindo na sua perna dizendo que ia o ensinar uma brincadeira nova, Steve ficou com medo e correu.

E mesmo tendo apenas sete anos, todos na igreja falaram que Steve estava tentando seduzir o pobre Ed, que Steve estava inventando isso porque tinha tendência homossexual. O padre pediu permissão aos pais de Steve para o deixar amarrado com os braços abertos, como Jesus, assim ele iria pensar em seus pecados. Seus pais deixaram.

Steve sempre achou sua vida um inferno, só agora ele finalmente está começando a ser feliz.

– Saiam da minha casa. – falou sério – E nunca mais me procuram, continuam fingindo que eu estou morto, porque vocês morreram para mim. – foi até a porta e a abriu – E lembrem-se, eu tenho testemunhas de tudo o que eu sofri. É melhor vocês nem pensarem em tentar chegar perto do meu filho, ou eu não respondo por mim.

O casal o olhou com nojo e saíram, mas antes de Steve fechar a porta, ele escutou Joseph dizer que isso não vai ficar assim.

Steve fechou a porta e a trancou, deslizou por ela e abraçou os joelhos, por fim deixou as lágrimas escorrerem. Tudo dói.

Luke abriu uma brecha na porta ao perceber que eles tinham ido embora, ele sabe que é feio, mas escutou tudo. Abriu a porta escorreu até seu pai, se ajoelhou ao lado dele e o abraçou.

– Calma, papai, eles já foram embora. – Luke dizia tentando acalmar o pai.

Steve abraçou o menino e o apertou em seus braços, ele soluçava no ombro do filho que tentava o consolar.

– Papai, vamos dormir.

Luke ficou em pé e começou a puxar o outro, Steve também ficou de pé e seguiu o filho para o quarto. Luke fez Steve deitar e o cobriu, se aproximou e deu um beijo na bochecha do pai.

– Eu vou buscar a Selina para nos fazer companhia, tá bom?

O menino correu para a sala e pegou o celular de Steve, digitou a senha e procurou o nome do seu pai, o ligou e não demorou para ser atendido. Luke explicou mais ou menos o que tinha acontecido, Bucky falou para destrancar a porta porque ele ia chegar logo.

Luke pegou a gata e voltou para o quarto do pai, Selina se aconchegou do outro lado de Steve. Luke deitou embaixo do cobertor e foi puxado para dentro do abraço de Steve, que tinha parado de soluçar.

Demorou vinte minutos para Bucky chegar, ele guardou os nachos e as cenouras na geladeira, trancou a porta e tirou as botas, foi para o quarto e deitou na cama junto aos loiros. Luke sorriu ao ver seu outro pai, já Steve piscou surpreso.

– Luke me ligou. – foi tudo o que Bucky falou.

Steve apenas concordou e fechou os olhos, amanhã é um novo dia.

~ o ~

Steve teve uma noite péssima, ele acordou de madrugada e ficou observando Luke, seu filho dormia agarrado a sua blusa.

Abriu os olhos e percebeu que estava sozinho na cama, as cortinas estavam fechadas. Suspirou e olhou para o relógio digital, se sentou rapidamente ao perceber que passou da hora de arrumar Luke e o colocar no ônibus da escola. Levantou e saiu apressado do quarto, encontrou Bucky sentado na mesa brincando com Selina.

– Cadê o Luke? – Steve perguntou coçando os olhos.

– Eu coloquei ele para a escola, não se preocupe. – Bucky respondeu o olhando – Que tipo de criança escolhe brócolis e cenoura como lanche?

– O Luke.

Steve foi para o banheiro mais tranquilo, ficou uns três minutos parado em frente ao espelho. Ele está horrível com essas olheiras enormes.

Fez o que tinha de fazer e voltou para a cozinha, sentou na mesa e Bucky colocou uma enorme caneca de chocolate quente a sua frente. Steve sorriu cansado e bebeu um pouco.

– Quer falar sobre isso? – Bucky perguntou com cuidado.

– Falar o que? Que eles continuam os mesmos babacas de sempre? Que eles querem "criar" o meu filho?

Bucky cerrou os punhos, Luke não soube explicar muito bem já que não escutou direito. Mas só de saber que os Rogers estiveram aqui, faz o sangue de Bucky ferver.

– Eles o que?! – Bucky perguntou perplexo – De onde veio isso?

Steve deu uma risada irônica e deslizou a caneca em sua mão para a outra.

– Senhora Deakin, ela cisma que eu uso drogas e deixo o Luke com fome. – Steve respondeu e revirou os olhos – Ela deve ter espalhado isso para a igreja, e eles devem ter questionado meus pais por que eles deixam o neto deles viver assim. Sempre foi assim naquela igreja, eles adoram se meter na vida dos outros.

– E não corre o risco de algum assistente social aparecer?

– Pode vim a hora que quiser. – Steve deu de ombros – Não tenho nada a esconder, e o Luke pode contar a verdade. Você sabe disso.

Bucky assentiu com a cabeça e suspirou pesado, logo agora que tudo ia tão bem.

Steve estava terminando seu chocolate quente quando alguém bateu na porta, ele ficou rígido no lugar, sua respiração começou a acelerar. E se for eles de novo?

Vendo o pânico do amigo, Bucky colocou uma mão no ombro dele e foi atender a porta. Abriu e franziu o cenho para o homem parado a sua frente.

– Esse é o apartamento do Steve? – o homem perguntou confuso.

– É sim. – Bucky disse desconfiado – Quem é você?

Ao escutar a voz conhecida, Steve correu para a porta e ficou atrás de Bucky, que estava em posição de ataque.

– Stephen? – Steve perguntou surpreso com a visita.

– Stephen? – Bucky repetiu olhando para o loiro – Você conhece ele?

– Sim, Bucky, eu o conheço. – corou.

Bucky sorriu malicioso ao ver o rubor no rosto do amigo, olhou para o outro homem de cima a baixo e assentiu com a cabeça.

– Nesse caso, eu já vou indo. – Bucky falou e pegou seu casaco no sofá – Steve, qualquer coisa me liga.

– Tudo bem, obrigado por ter vindo.

Eles trocaram um rápido abraço, quando Bucky passou por Stephen, ele o olhou ameaçador e sorriu em seguida.

Steve revirou os olhos e deu espaço para Strange entrar, fechou a porta e coçou a nuca sem graça.

– Seu amigo? – Stephen perguntou tentando disfarçar o ciúmes.

– Melhor amigo, nós crescemos juntos. – Steve respondeu tímido – Ele é pai do Luke.

Stephen assentiu com a cabeça e cruzou os braços, estava tentando convencer a si mesmo que não estava com ciúme.

Mas algo chamou mais a atenção de Stephen, Steve estava com o rosto inchado e os olhos vermelhos, como se tivesse passado a noite em claro.

– O que aconteceu? – perguntou preocupado se aproximando do loiro – Você estava chorando.

Steve sorriu triste e assentiu levemente com a cabeça.

– São só alguns problemas, mas vai passar. – respondeu e passou as mãos pelo rosto – Como achou meu apartamento?

– Perguntei uma senhora que estava saindo do prédio, ela parou e começou a te elogiar, depois falou que finalmente você arrumou um namorado e que se eu te machucasse ela ia me matar. – Stephen disse ao se lembrar da senhora – Eu não neguei que era seu namorado. Espero que não se importe.

Pelo jeito de falar, Steve tem certeza que é Peggy, uma senhora muito simpática que de vez em quando fica com Luke. Ela diz que Steve a lembra seu falecido marido, que morreu na guerra.

– Não me importo. – Steve cruzou os braços e os coçou sem jeito – Desculpa, 'tá tudo uma bagunça e eu não estou muito atraente.

Stephen foi até Steve e o abraçou sendo correspondido, se afastou minimamente mantendo as mãos na cintura do loiro.

– Steve, ninguém é obrigado a estar bem o tempo todo. – Strange falou sério – E você tem uma criança em casa, estranho seria se não tivesse brinquedos espalhados. Você sempre está lindo.

Ele se olharam nos olhos, a iluminação baixa por conta do tempo nublado, deixava os olhos de Strange verdes. E isso é algo que Steve é apaixonado em Strange, os olhos dele mudam de cor dependendo da luminosidade, você nunca sabe se vão estar verdes ou azuis.

– Você quer ir almoçar fora hoje? – Strange o convidou.

– Desculpa, eu tenho que arrumar o apartamento, buscar Luke mais cedo na escola porque é dia dos exames anual, e depois eu tenho que fazer compras. – Steve falou se sentindo culpado.

– E se eu te ajudar? – Stephen se ofereceu – Ficar sozinho em casa é entediante. Eu te ajudo a arrumar aqui, e depois levo vocês para o médico, então almoçamos nós três e vamos dar uma volta.

– Não quero te sobrecarregar ou...

Strange o interrompeu com um selinho, Steve corou e sentiu seu coração acelerar.

Stephen tirou o casaco e arregaçou as mangas da blusa até os cotovelos.

– Por onde eu começo? – o médico perguntou com um sorriso sincero.

Steve estava estático, ergueu o braço apontando para a cozinha. Quando Stephen foi até lá, Steve levou a mão até os lábios e sorriu bobo.

Ele está tão apaixonado.

~ * ~

– Steve 'tá namorando. – Bucky falou com Sam enquanto pegava uma caixa das mãos dele.

– Sério? Com quem? – Sam perguntou o seguindo.

Bucky colocou a caixa no chão e limpou o suor da testa com a mão.

– Ele se chama Stephen e parece ser bem mais velho. – respondeu.

Eles desceram as escadas e foram até o pequeno caminhão, Sam colocou duas caixas pesadas nos braços de Bucky e pegou outra, os dois subiram as escadas ofegantes e as colocaram no chão.

– Quão mais velho? – Sam perguntou ofegante.

Bucky girou o ombro esquerdo que já estava ficando dolorido, mas ele se recusava a deixar Sam trazer as caixas mais pesadas.

– Não sei, trinta e oito ou quarenta. – deu de ombros – Ele parece ser um rico esnobe, mas é bonitão.

– Steve não parece ser o tipo de pessoa que fica com alguém esnobe.

– E não é. – Bucky afirmou – Mas o cara passa essa imagem. Deve ser algum advogado ou coisa do tipo.

Eles olharam em volta enquanto recuperavam o fôlego, Bucky sorriu feliz ao ver caixas e partes de móveis espalhados. Ele está arrumando sua casa, para morar com o homem da sua vida.

Tem até um quarto para Luke, e Sam já está pensando em decorações que o menino vai gostar.

Os dois sobreviveram a guerra juntos, Sam foi o primeiro homem que Bucky já se sentiu atraído.

Bucky foi até o namorado e jogou um braço pelos ombros dele e o puxou para si. Sam se acomodou confortavelmente ao seu lado, como se sempre estivesse ali.

– Nossa casa. – Bucky falou bobo.

– Nossa casa. – Sam repetiu.

Uma nova fase da vida deles.

~ * ~

Steve, Luke e Stephen acabaram de sair do hospital. Stephen ficou o tempo todo vigiando os enfermeiros e o pediatra que atendeu Luke, o corrigindo e se metendo. Steve achou graça quando eles começaram a discutir.

Os três almoçaram em um restaurante comum – Steve se recusou a ir em qualquer lugar muito chique –, Luke olhava encantado para Strange quando ele respondia suas perguntas sobre o cérebro. 

Depois do almoço tardio, Steve reparou que Strange não estava os levando para casa. Eles estavam em Manhattan, e Steve conhecia vagamente essa rua, onde tem as maiores empresas de Nova York.

– Strange, onde estamos indo? – Steve perguntou curioso.

– Você vai saber quando chegarmos. – ele respondeu sorrindo sem desviar os olhos da rua.

Steve olhou para trás e viu que Luke estava concentrado em algum jogo no celular de Stephen, que emprestou sem problema algum.

Depois de mais algumas curvas ele entrou em um estacionamento subterrâneo, quando parou em uma vaga VIP que Steve finalmente percebeu onde estavam.

Indústrias Stark.

– O que estamos fazendo aqui? – Steve não conteve a pergunta.

Stephen tirou o cinto e levou uma mão ao rosto dele fazendo carinho com o polegar, Steve corou com o gesto de carinho.

– Tony me mandou uma mensagem praticamente implorando para eu trazer vocês aqui. – Stephen falou com um suspiro dramático – Hoje ele não tem mais reuniões importantes, tanto que ele está na oficina.

Steve estava se sentindo muito desconfortável com os toques de Strange mais cedo, sentia que era amante do médico. Stephen então ligou para Tony, que falou que sabia e estava tudo bem, que estava ansioso para estar com eles.

Depois da ligação Steve se sentiu mais calmo e começou a corresponder, mas pediu para Stephen os evitar na frente de Luke.

– Onde a gente 'tá? – Luke perguntou ao perceber que o carro parou de andar.

– Vamos ver o Tony construir robôs. – Stephen respondeu animado.

Os olhos de Luke brilharam, ele devolveu o celular de Strange e agradeceu. Steve saiu do carro e ajudou Luke a tirar o cinto, os dois loiros seguiram Stephen até um elevador que tinha as portas vermelhas.

Stephen digitou o código do andar da oficina e colocou seu polegar para a biometria. Ele segurou a mão de Steve e deu um leve aperto passando segurança, ele sabe que o loiro está ansioso.

As portas abriram e Luke quase saltitava em seu lugar, Tony estava os esperando em frente ao elevador, ele estava sem o blazer e sem a gravata, com a camisa social dobrada até os cotovelos.

– Eu falei que ia te mostrar meus robôs. – Tony falou se abaixando ficando da altura do menino.

– Papai, eu posso ir ver os robôs?! – Luke pediu animado.

Steve riu e concordou com a cabeça, Tony sorriu aliviado e estendeu a mão para o menino que segurou e o seguiu.

Stephen observou Tony se afastar de mãos dadas a Luke, e parecia tão certo. Tony e ele nunca conversaram sobre filhos, eles são pessoas muito ocupadas e nunca quiseram essa responsabilidade. Mas talvez, só talvez, eles também tenham um lado paternal que nunca quiseram explorar.

– Agora que Luke não está mais olhando, eu posso ter um beijo? – Strange pediu.

Steve riu da cara de pau do outro, se virou e o deu um selinho demorado, Stephen o agarrou pela cintura e uniu mais seus corpos. Stephen aprofundou o beijo e deslizou uma mão apertando a bunda dele.

– Safado. – Steve murmurou separando o beijo.

– Me sinto um adolescente perto de você. – Stephen falou dando outro aperto – E Tony é o mais pervertido.

Os dois foram para onde Tony e Luke estavam, e Steve não pôde evitar olhar admirado para todo o lugar, parece que ele entrou em um filme de ficção científica.

Um robô foi até eles e estendeu uma garra para Steve, que agarrou e teve sua mão sacudida, não segurou a risada divertida.

– DUM-E esse é o Steve. – Strange os apresentou – DUM-E é praticamente o mascote de Tony.

DUM-E apitou feliz e se afastou deles, Steve ficou olhando o robô ainda sem acreditar. É tão surreal.

Luke estava em pé em um banco ao lado de Tony em uma enorme mesa cheia de peças, Tony mostrava alguma coisa e explicava com paciência.

– E isso é um protótipo de vela solar que eu estou construindo. – Tony estendeu um pedaço de metal – Estou quase terminando.

– O que é vela solar? – Luke perguntou o olhando.

– É um objeto que se move no espaço através de radiação, e essa aqui é especial porque estou trabalhando em um material novo e diferente. – Tony falou sacudindo o objeto – Agora, que tal nós construirmos um robô?

Luke sacudiu a cabeça animado.

Eles ficaram o resto da tarde na oficina, Strange toda hora tinha que reabastecer a caneca de Tony com café. Os dois estavam tão concentrados em seu projeto, que nem repararam quando Steve e Stephen sumiram para trocarem alguns beijos.

Quando anoiteceu, Luke pulou animado na frente de Steve que estava deitado no sofá com a cabeça no colo de Strange. Os dois foram ver o que eles tanto faziam, Luke pegou o controle remoto e começou a mostrar animado a criação deles e o que ele podia fazer.

– Eu preciso fazer xixi. – Luke resmungou.

Strange se ofereceu para o levar no banheiro, pediu permissão a Steve e quando ela foi concedida os dois foram.

Steve se aproximou de Tony e o abraçou, Tony correspondeu e respirou fundo sentindo o cheiro do loiro.

– Obrigado. – Steve agradeceu sincero – Acho que nunca vi ele tão animado.

Tony sorriu e segurou o queixo de Steve admirando as belas safiras.

– Não me agradeça, ele é inteligente e fácil de lidar. – deu de ombros – Eu falei o nome de cada peça só uma vez e ele decorou.

Steve colocou as mãos nos ombros do moreno e o beijou calmo, Tony fechou os olhos e se entregou ao beijo.

Parecia que não existia mais nada em volta, só os dois. Um momento diferente, Steve sentiu isso com Stephen, mas ainda não tinha sentido totalmente com Tony, mas agora tudo o que ele queria era se entregar ao Stark.

Steve não estava mais apaixonado pelo casal, ele os amava.


Notas Finais


Sim pessoas, tem igrejas que amarram as pessoas para elas sentirem o que Jesus sentiu. Imagina ficar com os braços abertos mais de uma hora, e a pessoa pode pedir para sair que eles não soltam. E a maioria que passa por isso são crianças e adolescentes.
Tem relatos no YouTube, mas antes de ver, uma amiga minha há muitos anos já falou sobre isso, diz ela que foi a pior experiência da vida dela.

Tenham um ótimo dia, tarde, noite e madrugada!
Tenham ótimos sonhos!

Até o próximo!
😘❤❤❤❤❤


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