História You Give Love a Bad Name - Capítulo 6


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Capítulo 6 - Paradise


Fanfic / Fanfiction You Give Love a Bad Name - Capítulo 6 - Paradise

"When she was just a girl she expected the world, but it flew away from her reach so she ran away in her sleep." - Coldplay

(Quando ela era apenas uma garota, ela esperava um mundo de coisas, mas isso voou para longe de seu alcance, então ela fugiu em seu sono)

***

LISA

--

Passei direto pela porta do apartamento e me joguei em cima de Rosé - que estava esticada no sofá lendo um livro -, arrancando-lhe um suspiro arrastado e cheio de raiva quando o mesmo livro voou longe.

- Porra, Lalisa! - ela grunhiu, tentando me empurrar para o lado.

Rindo, pressionei a mim mesma com mais firmeza contra ela, abraçando seu corpo magro e enfiando meu rosto na curva de seu pescoço. Rocei a boca ali, porque sabia que iria irritá-la.

- Você tem um cheiro tão gostoso, Rosie - eu sussurrei, dando uma leve mordidinha em seu pescoço.

- Saí agora, Lalisa! - Rosé rosnou, mas pude perceber que ela estava se segurando muito para não rir.

Estiquei minhas mãos até seu abdômen e comecei a fazer cócegas, tirando-lhe um gemido de raiva que foi rapidamente seguido por gargalhadas relutantes.

Chupei seu pescoço com força, sabendo que deixaria em sua pele branquinha a minha marca.

- Liz, eu vou te matar! - Rosé ria descontroladamente, suas palavras sendo cortadas pelo ofegar constante.

- Acho que já deu, não é mesmo, crianças? O prédio inteiro está escutando essa putaria.

Eu parei de fazer cócegas nela ao ouvir a voz de Jisoo. Deixei meu corpo relaxar sobre o de Rosé, depositando um beijo carinhoso em seu queixo, e me aconcheguei em seu peito. Eu adorava seu cheiro doce, sua pele macia e seu calor reconfortante.

Quando os braços dela me envolveram e me apertaram gentilmente, eu suspirei com a pura sensação de paz que me preencheu.

- Onde é que foi parar meu livro, Lalisa?! Você vai procurar! - Rosé exclamou, pousando o queixo em meus cabelos. Apesar de ter tentado muito fazer a voz sair séria, não conseguiu. A ponta de sorriso era evidente.

Lancei um olhar para Jisoo, que carregava numa das mãos um prato de porcelana com alguns pedaços de frango frito em cima.

- Eu só queria comer em paz, sabe?

- A paz se torna inexistente quando Liz chega - suspirou Rosé.

Eu sorri largamente, me aconchegando melhor nela. Mantive o olhar divertido sobre Jisoo.

- Diz isso porque queria muito estar no lugar de Rosé, bem debaixo de mim.

Jisoo soltou uma de suas típicas bufadas irritadas, e se jogou contra uma poltrona.

- Se todos os seus alvos soubessem o quão irritante você é, tenho certeza que nenhum deles daria uma segunda olhada na sua direção.

Eu ri, cutucando Rosé.

- Vai deixar ela falar assim de mim, Rosie? Eu sou um anjo. Diz pra ela.

A australiana riu, acertando um tapa na minha mão.

- Só quando quer, né?

Da poltrona, Jisoo bufou em aprovação.

Eu suspirei, e me forcei a sair de cima de Rosé. Ajeitei meus cabelos sobre os ombros, e caminhei até a mesa de centro, onde as chaves do meu carro estavam.

- Acabou de chegar pra sair outra vez? - Jisoo ergueu uma sobrancelha.

- Já está sentindo minha falta, Chichoo? - eu avancei sobre ela antes que ela pudesse me impedir e lasquei um beijo molhado em sua bochecha.

Jisoo esfregou o local rapidamente, fazendo cara de nojo.

- Idiota.

Do sofá, Rosé perguntou:

- Vai ver Jennie?

Eu sorri torto com a menção ao nome da garota, e aquilo foi confirmação o suficiente para Rosé, que sorriu de volta.

- Você não tem jeito, Liz. Espero que não machuque o coração dela. A moça me parece ser uma boa pessoa.

Do outro lado da sala, Jisoo falou:

- As notícias de... hm... do seu pai chegaram até nós. Como você está?

Eu previ que coisas que eu preferia não escutar viriam antes delas de fato virem. E vi que meus sentidos não falharam. De novo.

- Como estou? - fingi desentendimento, balançando minhas chaves no ar. - Estou com muita vontade beijar alguma boca por aí. Se me derem licença...

- Não pense que vai fugir assim tão fácil, Liz - bufou Rosé. - Nós recebemos o convite do casamento. Converse conosco. Diga-nos, como se sente sobre isso?

Elas sabiam exatamente como eu me sentia sobre aquilo. Por que queriam que eu dissesse em voz alta?

- Por que não falamos sobre como eu não me sinto? - meu sorriso se dissipou num piscar de olhos. Falar sobre meu pai e sua secretária tinha esse efeito sobre mim. - Assim poupamos fôlego. Na verdade, melhor ainda: por que não falamos nada?

- Liz... - Rosé suspirou, se ajeitando no sofá. - Nós entendemos o seu lado, de verdade. Mas queremos te ajudar. Expelir suas frustrações é terapêutico, sabia?

- Sabemos como isso te afeta - complementou Jisoo, a voz suave.

- Sabem como podem me ajudar? - torci os lábios numa careta. - Calando a boca. Serei eternamente grata por isso.

Ouvi protestos às minhas costas, mas preferi não escutá-los. Deixei o apartamento que dividia com as garotas e desci até a garagem, onde meu carro esperava.

Era domingo, e o sol da Califórnia estava alto e poderosamente quente no céu de meio-dia.

Eu esperava muito que um dia na praia afogasse os pensamentos indesejados que me assolavam.

E, por mais que eu soubesse que Rosé e Jisoo só queriam me ajudar, eu também sabia que não estava preparada para receber aquela ajuda naquele momento específico.

Tudo o que eu precisava, por ora, era uma boa dose de Jennie Kim e água salgada para acalmar minha mente e mudar o foco dos meus pensamentos.

Por ora.

***

JENNIE

--

Ouvi a buzina estourar do lado de fora pela quarta vez, mas permaneci plantada na cama, pensando seriamente sobre descer ou não.

Tudo se tratava de um acordo que fiz com Lisa. Por Jimin. Mas será que o otário merecia? Afinal, descobri ainda no dia anterior que ele havia saído mais cedo com Jungkook.

Claro, aquela era a intenção dele desde sempre. Mas antes de Jungkook, ele prometeu me levar ao Píer. E não cumpriu com a promessa.

Agora, por que eu deveria cumprir com a minha?

Bufei alto. Se a maldita moralidade não batesse tão forte no meu raciocínio sempre que eu tinha pensamentos não muito 'morais', talvez eu por fim decidisse simplesmente não ir para a tola sessão de fotos de Lisa.

Mas a moralidade batia forte, e não havia nada que eu pudesse fazer contra ela.

Peguei minha nécessaire em cima da cama, checando uma última vez se tinha tudo o que eu precisava ali dentro, e desci a escadaria rumo ao Porsche vermelho vibrante.

O Park's estava fechado e escuro. Girei a chave na porta de vidro e passei para o lado de fora, fechando-a logo atrás de mim.

Lisa acompanhou meus passos com o olhar até que eu por fim chegasse ao conversível.

Naquele dia, ela trajava um modelo cafona de óculos, que era no tom mais berrante de laranja. Porém, por mais estranho que fosse, caía bem nela. Malditamente bem.

Ela levantou os óculos apenas alguns centímetros e me olhou dos pés à cabeça enquanto eu entrava no carro.

Uma de suas mãos estava confiantemente pousada no volante.

Seu sorriso torto curvou o canto da boca, e aquele pequeno gesto foi o bastante para fazer cair minhas defesas e fazer minha irritação transbordar.

Fitei o caminho à frente, sem dar a Lisa qualquer gostinho do que meus olhos traíam.

- Adorei o conjunto - disse ela em seu costumeiro timbre sensual. Eu ainda podia sentir seu olhar intenso sobre a lateral do meu corpo. - Especialmente a maneira como o cropped deixa seus ombros e parte das suas costas expostas. E como a saia acentua sua cintura, apesar de esconder suas lindas coxas. Sua pele parece ser tão macia.

- Só dirija - falei num tom não tão firme quanto eu gostaria.

Escutei um risinho ao lado, que logo foi engolido pelo ronco do motor.

- Me conte algo sobre você - pediu Lalisa, logo que o carro foi colocado em movimento.

Cerrei os dentes e, secamente, retruquei:

- Não, muito obrigada.

Ela riu.

- Que grosseria, Jen.

- E não me chame de Jen.

- Por que não, Jen?

Eu revirei os olhos. De fato, eu estava lidando com uma criança.

- Porque não quero. Ponto. E não devo explicação nenhuma a você.

- Uau - Lisa suspirou. - Parece que alguém acordou com um terrível de um mau humor, hum?

Respirei profundamente, deslizando os dedos através dos fios escuros dos meus cabelos. Eu não podia negar, Lisa tinha razão. Acordei do lado errado da cama, e cada pequena coisinha era o bastante pra me irritar.

Porém, por mais que a sensação de ser rude fosse boa em momentos como aquele, eu sabia que não era legal. E que ninguém merecia provar da minha decadência pessoal.

Nem mesmo Lisa, por mais irritante que ela fosse.

- Eu... - engoli meu orgulho de uma só vez, e lancei a ela um olhar lateral. Seus brincos dourados de argola tremulavam ao vento. - Sinto muito. Estou sendo babaca.

Lisa ergueu uma sobrancelha, parecendo surpresa e, ao mesmo tempo, se divertindo. Seu sorriso, no entanto, suavizou levemente.

- Você está bem?

De início, desconfiei de sua pergunta repentina. Mas então suspirei e me permiti relaxar. Pelo menos um pouco.

- Acho que só ficarei bem depois que matar o idiota do Jimin.

- Agressiva - o sorriso de Lisa se expandiu quando ela me lançou uma piscadela impúdica. - Gostei.

Bufei alto.

- Se continuar agindo assim, vou acrescentar você na minha lista de morte.

Ela sorriu amarelo.

- Pensei que eu já estivesse nela.

Respirei fundo outra vez, tentando acalmar minha crescente irritação. Lisa não estava ajudando muito com o objetivo.

- Estou só brincando - disse ela, sorrindo com leveza. - Quer conversar? Ouvi dizer que expelir as frustrações é terapêutico. E, acredite ou não, sou uma ótima ouvinte.

- Ótima ouvinte? - eu bufei uma risada sem humor. - Que fica fazendo piadinhas idiotas durante toda a conversa?

- Não fale assim das minhas piadas, Jen. Elas são todas bem produzidas e estudadas, e recebem nota cem de aprovação.

- Que bobagem - sacudi a cabeça de um lado para o outro simulando desgosto, embora o canto da minha boca tenha se erguido discretamente com aquela idiotice.

- Pelo menos eu fiz você sorrir - disse Lisa, os cabelos levemente ondulados tremulando ao vento. - Isso já é algo.

- Eu não estou sorrindo - falei com rudeza, voltando a comprimir meus lábios e focando minha atenção no tráfego diante de nós.

- Você precisa relaxar, Jen - disse Lisa, estourando a buzina quando um carro parou abruptamente na frente dela. Quase sorri ao perceber que eu não era a única de mau humor ali. - É por isso que iremos pra praia hoje.

- Pra praia? - eu ergui uma sobrancelha. - Pra tirar uma foto?

- Fotos são momentos, Jen - disse Lisa, socando a buzina novamente quando o carro continuou parado na pista, obstruindo o caminho. - Momentos são fragmentos de memórias. E memórias devem ser capturadas e guardadas.

Ela deslizou o olhar na minha direção por uma breve fração de segundos, travando aquele par de olhos intensos nos meus.

- Se vamos capturar uma memória, então vamos fazer isso com estilo. Concorda?

Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, porém, Lisa abriu a porta do conversível e saiu para o lado de fora. Marchou com passos longos e claramente irritados até o carro parado na pista e se inclinou na janela, praticamente socando o vidro.

Arregalei os olhos enquanto a via rosnar algo para o motorista.

Depois de alguns instantes, ela marchou de volta para o Porsche e se jogou no assento com tudo, batendo as mãos no volante. Observei num silêncio chocado seu peito subir e descer à cada fôlego puxado e expelido com raiva.

Na frente de nós, o carro começou a se mover outra vez. Lisa esperou alguns segundos, em total silêncio, e então pisou no acelerador.

Sua mandíbula estava retesada e seus olhos estavam gelados por baixo dos óculos. Era estranhamente desolador não ver o sorriso costumeiro curvando seus lábios.

Senti que aquela era a minha oportunidade de provocá-la como ela estava constantemente fazendo comigo.

- Acho que não sou a única que precisa relaxar, não é mesmo? - falei, sem conter um sorriso divertido.

Quando ela deslizou o olhar até mim, parecia mais recomposta. O aperto em sua mandíbula havia afrouxado e seus dedos já não agarravam o volante com tanta força ao ponto de empalidecerem.

E o sorriso voltava aos poucos a curvar seus lábios conforme o conversível avançava na pista.

- Por que quer matar o seu amigo do cabelo branco, Jen? - ela perguntou.

Esperta, pensei com diversão. Tirando o foco de si própria e o jogando todo pra cima de mim.

- Eu te conto, mas só se você me contar o que está te afligindo - propus.

Ela me olhou por debaixo dos óculos laranjas, e vi seu sorriso se curvar um pouco mais.

- Não tem nada me afligindo - Lisa deu sutilmente de ombros, voltando a fitar a pista.

Eu ri da tolice.

- Ok - falei em tom de zombaria. - Você é convencida, mas definitivamente não convence.

Ela sorriu um pouco mais largo, porém não voltou a me olhar durante o resto da viagem rumo ao litoral da Califórnia. Fez o teto do Porsche deslizar sobre nós e colocou The Weeknd para tocar e preencher o ambiente enquanto ela dirigia extremamente focada, silenciosa, e com os olhos um tanto quanto distraídos sob os óculos ridículos.

Percebi que ela constantemente mordia o interior da bochecha, fazendo sua mandíbula se contrair de um jeito... fofo?

Apenas... pare de olhá-la, Jennie, repreendi a mim mesma, desviando o olhar para o mundo que passava em borrões do lado de fora. Não seja idiota!

Não olhei para Lisa durante o resto do trajeto até o litoral.

***

Fiquei boquiaberta quando, quase duas horas mais tarde, chegamos à casa dos Manoban. Era simplesmente... de tirar o fôlego.

Enorme, praticamente toda de vidro, e extremamente moderna.

Havia uma única alma viva na residência quando chegamos. Um segurança. Ele abriu o portão assim que viu o Porsche de Lisa e, uma vez lá dentro, fiquei ainda mais impressionada quando vi que um pedaço da praia havia sido incluído no território da casa.

- Uau - suspirei, assim que pulei pra fora do conversível.

Lisa sorriu largo.

- Impressionante, não? Pelo menos meu pai sabe gastar bem o dinheiro dele.

Não pude deixar de notar a amargura que envolvia suas palavras.

Mas, depois de tudo o que o Sr. Manoban havia me contado, eu a entendia de certa forma, embora achasse que ela deveria dar uma segunda chance ao pai.

Enfim, aquele não era um problema meu. E eu já tinha problemas demais com os quais me preocupar para querer adicionar outro na lista.

Notei, de canto de olho, que Lisa me avaliava dos pés à cabeça. Mas não era com olhar malicioso. Na verdade, ela me fitava com olhos críticos.

- Algum problema com minhas roupas? - perguntei friamente.

Lisa deslizou os olhos divertidos até os meus, erguendo cuidadosamente os óculos bufantes pra cima da cabeça.

- O único problema é que eu preferiria você sem elas, mas - ela sorriu largo com minha expressão aborrecida. -, como ainda não fui agraciada com a visão, posso me contentar com o que há na minha frente. E, por ora, é esse extraordinário conjunto branco. Estou avaliando em que local ele se encaixará melhor. Onde posso conseguir a foto perfeita. E já sei exatamente onde.

Ela voltou ao carro, pegando uma mochila do banco traseiro. Tirou de dentro a câmera rosa e a colocou ao redor do pescoço, pendendo de uma corda laranja.

- Pronta para ser minha musa por um dia, Jen?

Ela não esperou por uma resposta, apenas começou a caminhar graciosamente pela estradinha de pedras brancas. Eu a segui de perto, fascinada com a beleza natural do lugar. Por dentro dos muros altos, uma vegetação de cor esmeralda quase dava a impressão de que os Manoban tinham seu próprio bosque.

Em vez de seguir pela lateral da casa, Lisa preferiu se manter no caminho de pedras e, portanto, nós avançamos por entre as árvores espessas até chegar à praia lá na frente.

De fato, uma praia reservada.

No meio dela havia um píer de pedra e grama. Praticamente toda a extensão dele era coroada com coqueiros altivos que se inclinavam perigosamente à favor do vento.

Era lindo.

Impressionante.

Mais ao fundo, havia uma lancha à deriva.

Lisa atravessou a areia branquinha e começou a caminhar pelo píer. Eu a segui, tomando cuidado para não escorregar e cair diretamente na água cristalina que ondulava abaixo de mim.

Lisa parou de repente, e observei com curiosidade quando ela agachou ali no meio e deslizou os dedos pela grama verdinha. Seus cabelos sacudiam-se selvagemente com o vento.

Ela ergueu a cabeça, fechou os olhos, e respirou fundo.

Ficou assim durante um tempo, e eu fiquei tentada a perguntar se a brisa estava boa. Literalmente.

Só depois de alguns segundos foi que ela voltou a ficar de pé. Lançou seu olhar intenso sobre mim. A franja sacudia-se ao vento, e seus olhos se comprimiam levemente para se proteger da maresia.

- Fique bem ali na frente. E respire o lugar. Aprecie com seu corpo. Não force nada, apenas se deixe levar. Consegue fazer isso?

Sem responder, passei por ela - sendo golpeada por seu cheiro crítico e salgado -, e me posicionei no ponto que ela havia definido.

Respirei fundo, como a vi fazendo minutos antes.

Era quase impossível não se deixar levar pelo lugar. O ambiente tranquilo se apossava de nossos corações, acalmando as batidas e sugando cada pedacinho de raiva, tensão, estresse e mau humor.

Eu me sentia leve.

Tão... leve.

Joguei minha cabeça pra trás, e senti o sol tocar meu rosto com seu calor convidativo. O vento, por sua vez, balançava contra si meus cabelos.

Senti a ponta involuntária de um sorriso curvar discretamente minha boca, e fechei bem os olhos, apreciando o lugar em sua totalidade como Lisa havia dito.

Ouvi o canto das gaivotas em algum lugar não muito distante, ouvi o sussurro da brisa deslizando através das folhas das árvores, ouvi as ondas baixinhas se chocando contra as pedras que decoravam o píer, ouvi o movimento da grama sob meus pés e, bem perto, ouvi o clicar de uma câmera e o suspiro baixinho que o acompanhou.

Deixei meu corpo dançar sob a canção daquele paraíso, e não parei pra me importar quando uma foto se tornou duas, e quando duas se tornou dez.

Naquele momento e naquele lugar, eu estava calma demais. Sem preocupações, sem feridas em aberto.

Eu era apenas... eu.

Uma garota cheia de sonhos e com fé em si mesma na conquista de cada um deles.



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