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História You is my destiny? So, Stay With Me - Capítulo 16


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Capítulo 16 - 16 - 16


Fanfic / Fanfiction You is my destiny? So, Stay With Me - Capítulo 16 - 16 - 16


Quando acordei na manhã seguinte, senti minhas pálpebras pesadas. 


Esfreguei os olhos para me livrar daquele resto de mágoa, feliz por ter contado tudo a Baekhyun. Parecia estranho que o castelo — aquela bela jaula — fosse o único lugar onde eu conseguiria me abrir de verdade sobre meus sentimentos. E com o príncipe.


A promessa feita pelo príncipe na noite passada me deu a certeza de que eu estaria segura ali. Todo aquele processo para filtrar trinta e cinco garotas e escolher uma consumiria semanas, talvez meses. Tempo e espaço eram tudo que ele precisava. Eu não tinha muita certeza do que estava sentindo, mas estava com medo dos meus sentimentos por Baekhyun. Ouvi minha mãe dizer que o primeiro amor permanece mas, parando para analisar agora, acho que Chanyeol e eu realmente não era para ser. Talvez tenha sido os hormônios ou sei lá, algo do gênero. Mas talvez com o tempo eu voltasse a me sentir normal mais cedo ou mais tarde. 


Minhas criadas não perguntaram nada sobre meus olhos inchados, apenas cuidaram para que voltassem ao normal e eu agradeci mentalmente por isso. Não falaram do meu cabelo bagunçado, apenas o ajeitaram. Apreciei esse gesto. Não era como em casa, onde todos viam minha tristeza e não faziam nada a respeito. Ali, eu pude sentir que todos estavam preocupados comigo e acreditavam que, independentemente do que ou quem eu fosse, superaria. Sua reação era me tratar com um carinho extremo. E, eu não era uma garota tão carinhosa, mas naquele momento, era tudo o que eu precisava. Carinho.


Por volta das sete da manhã, eu já estava pronta para começar o dia. Aos sábados não havia rotina nem programação. Era a única vez na semana em que tínhamos que permanecer o dia inteiro no Salão das Mulheres. O palácio recebia visitas aos sábados, e já estávamos avisadas de que alguma delas poderia querer nos conhecer. Isso não me animava tanto, mas ao menos eu usaria a calça jeans nova pela primeira vez. Obviamente, nunca uma calça me caiu tão bem na vida. Como minha relação com Byun era boa, tinha esperança de que ele me deixasse levá-la quando fosse embora. 


Desci as escadas lentamente, um pouco cansada por ter ido dormir tarde. 


Antes mesmo de chegar ao Salão das Mulheres, já podia ouvir o burburinho das vozes das garotas. Quando entrei, Soyeon me puxou pelo braço e me arrastou até duas cadeiras no fundo do salão. 






Finalmente! Estava te esperando — ela exclamou.

— Desculpe, So. Tive uma noite longa e dormi demais.





Ela voltou-se para mim, provavelmente percebendo a nota de tristeza na minha voz, mas com muita doçura comentou a calça nova: 






— É fantástica!



— Eu sei. Nunca tinha usado nada assim. 






Minha voz se elevou um pouco. Decidi retomar minha velha regra: nada de Chanyeol. Expulsei-o da cabeça e me concentrei na segunda pessoa de quem mais gostava no palácio. Talvez terceira.






— Desculpe ter feito você esperar. O que queria dizer? 






Ela hesitou. Mordeu os lábios e se sentou. Não havia ninguém por perto. Ela estava querendo contar um segredo. 






— Na verdade, pensando agora, talvez eu não devesse falar nada para você. Às vezes esqueço que estamos competindo. 






Hum... O segredo envolvia o Byun. Eu tinha que saber. 







— Sei como é, Soyeon. Mas acho que podíamos ser amigas de verdade. Não consigo ver você como uma inimiga, sabe? 



— É. Você é tão doce. E as pessoas te adoram. Quer dizer, você provavelmente vai ganhar... — ela disse, um pouco derrotista. 






Tive que me segurar para não rir. De nervoso, talvez.







Ya, posso contar um segredo? — perguntei, com a voz cheia de carinho e sinceridade. Esperava que ela acreditasse em minhas palavras.


Claro, S.A. Qualquer coisa.


— Não sei quem vai ganhar isso aqui. Mesmo. Pode ser qualquer uma nesta sala. Acho que todas pensam em si mesmas, mas eu sei que, se não for a escolhida, quero que seja você. Você parece ser bem generosa e justa. Acho que daria uma ótima princesa.






Era quase a verdade. 






E você parece bastante inteligente e bem elegante — ela comentou em um tom baixo. — Daria uma ótima princesa também.





Abaixei a cabeça, agradecida. Era gentil da parte dela pensar isso de mim. Ficava um pouco desconcertada quando falavam assim, mas... 


Minha mãe e Minnie... era difícil acreditar na quantidade de gente que pensava que eu seria uma boa princesa. Por acaso eu era a única pessoa a ver meus - muitos - defeitos? Não era nada refinada. Não sabia ser mandona nem alguém superorganizada. Na verdade eu era egoísta e geniosa, e não gostava nada de aparecer na frente dos outros. Não era corajosa, e esse emprego exigia coragem. Sim, emprego: não se tratava apenas de um casamento, mas de um cargo. 







Penso isso de um monte de meninas — confessou ela. — Tipo, cada uma delas tem uma qualidade que não tenho, então sinto que são melhores que eu.



— Aí é que está, So. Você provavelmente vai encontrar uma coisa especial em cada menina neste salão. Mas quem sabe exatamente o que Baekhyun procura? 






Ela concordou com a cabeça. 






Por isso — continuei —, não vamos nos preocupar. Pode me contar o que quiser. Guardo seus segredos se guardar os meus. Vou me apoiar em você, e, se quiser, pode se apoiar em mim. É bom ter amigas aqui. 






Ela sorriu e olhou ao redor para garantir que ninguém estava ouvindo. 






— Byun e eu tivemos aquele encontro.


— É? —
perguntei.







Não era a minha intenção, mas dei a impressão de estar curiosa demais, não pude evitar. 


Queria saber se o príncipe tinha sido menos travado com ela. Queria saber se ele tinha gostado dela. 







Ele enviou uma carta para minhas criadas perguntando se eu poderia vê-lo na quinta.






Sorri quando ouvi Soyeon contar isso, lembrando como na quarta-feira ele e eu tínhamos decidido eliminar essas formalidades. Ela continuou: 






Respondi que sim, claro, como se eu fosse capaz de negar! Ele foi me buscar e demos uma volta pelo palácio. Ficamos falando de cinema, e ele gosta de vários filmes que eu também gosto. Então descemos as escadas para o porão. Você chegou a ver o cinema que tem lá?

— Não. De fato, eu nunca estivera em um cinema.






Não via a hora de ela começar a descrevê-lo. 







— Ah, é perfeito! As poltronas são grandes e reclináveis e tem até uma pipoqueira lá. Byun estourou uma porção só para nós dois! Foi tão fofo, S.N. Na primeira vez, ele errou na medida de óleo e queimou a pipoca. Teve que chamar alguém para limpar antes de tentar de novo.







Fiz uma cara de decepção. Bonito, Baekhyun, muito bonito. Pelo menos Soyeon tinha achado romântico. 







Então a gente viu um filme e na parte romântica, no fim, ele segurou minha mão! Pensei que fosse desmaiar. Quer dizer, eu tinha segurado o braço dele enquanto caminhávamos, mas isso é normal. Naquela hora ele segurou minha mão... — concluiu Soyeon antes de suspirar e soltar o corpo na cadeira. Comecei a rir. Ela estava completamente caída por ele.



Não vejo a hora de sairmos de novo. Ele é tão lindo, não acha?

— A-ah, nem reparei, sabe
... — respondi, depois de uma pausa. Não sabia o porquê de meu incômodo repentino

Não é possível, S.A! Você deve ter reparado naqueles olhos e naquela voz...

É, talvez sim. Menos quando ele ri! — repliquei, lembrando que a risada de Baekhyun era meio esquisita. Bem fofinha, mas ainda assim esquisita. Ele dava uns soluços fortes e depois puxava o ar fazendo um barulho que parecia outra risada. Impossível não rir junto.


Está bem, a risada dele é esquisita, mas é bonitinha.


— Claro, se você gosta de ouvir o adorável som de uma crise de asma cada vez que conta uma piada
.






Ela então se rendeu e levou as mãos à barriga de tanto rir. 






Está bem, está bem — ela disse recuperando o fôlego. — Mas deve ter algo nele que você ache atraente. 





Abri minha boca para dizer algo, mas fechei. Fiz isso umas três vezes. Por pura vergonha.

De fato, muitas coisas me atraíam nele, mas eu sou orgulhosa demais para admitir.


O que era atraente em Baek? 






Bem, gosto quando ele abre a guarda. Como quando fala sem escolher muito as palavras, ou quando você nota que ele está olhando alguma coisa e... e vendo mesmo a beleza daquilo. 







Ela sorriu. Eu sabia que ela ainda não tinha visto esse lado dele.






— E gosto de como parece ficar mesmo envolvido quando estamos com ele, sabe? Como se apesar de ter um país para administrar e milhares de coisas para fazer, ele esquecesse tudo quando está do seu lado. Ele se empenha naquilo que está diante dele. Gosto disso. E
— continuei — não conte a ninguém, mas... os braços dele. Gosto bastante dos braços dele. E dos olhos.






Corei no final. Que burrice... Por que não me limitei a comentários genéricos sobre as coisas boas na personalidade dele? Como esperado, Soyeon fez uma cara maliciosa, mas não teve problemas em continuar o assunto. 






Sim! Dá para sentir os braços debaixo daquele terno grosso, não é? Ele deve ser forte — ela emendou.


Por que será? Quer dizer, para que ser tão forte? Ele trabalha sentado.


— Talvez ele goste de fazer poses em frente ao espelho
— gracejou So, fazendo careta e flexionando os bracinhos fracos.


Ha ha ha! Aposto que é isso. Mas duvido que você tenha coragem de perguntar!


— Sem chance! 






Pareceu que a noite tinha sido maravilhosa para ela. Por que Baekhyun evitara falar desse encontro? Se fosse levar em conta a reação dele, diria que o encontro nem tinha acontecido. Timidez?


Olhei ao redor do salão e vi que mais da metade das garotas parecia tensa ou infeliz. Janette e Emma escutavam algo que Kate contava.


Ela parecia sorridente e animada, mas o rosto de Janette estava franzido de preocupação, ao passo que Emma roía as unhas, estava com a cabeça longe, apalpando a região abaixo da orelha, como se estivesse dolorida. Fazendo jus à fama, Jess falava algo cheia de empáfia. Soyeon percebeu meu olhar e explicou o que acontecia. 






As garotas de cara feia são as que ainda não tiveram um encontro com o príncipe. Na quinta, ele me disse que eu era a segunda só naquele dia. Ele está mesmo querendo conhecer todas.

Você acha que é isso? 



— É. Quer dizer, olhe só a gente. Estamos bem porque já ficamos a sós com ele. Ambas sabemos que ele gostou de nós o suficiente para não nos enxotar logo em seguida. Há uma divisão entre aquelas que tiveram seu momento com o príncipe e as outras, que estão preocupadas. Acham que ele não está interessado nelas e que só vai vê-las quando for mandá-las embora.







Por que ele não tinha dito nada disso? Não éramos amigos? Um amigo contaria esse tipo de coisa. Ele já tinha marcado encontro com uma dúzia de garotas com base apenas no sorriso de cada uma. Tínhamos ficado a maior parte da noite anterior juntos, e ele só tinha me feito chorar. Que tipo de amigo guarda os próprios segredos enquanto faz o outro botar os dele para fora? Taylor, que até então estava ouvindo Chaeyoung com uma expressão de ansiedade no rosto, levantou-se da cadeira e olhou ao redor. 


Descobriu Soyeon e eu no canto e logo veio em nossa direção. 






O que vocês fizeram no encontro? — perguntou de supetão. 



Oi, Taylor — Soyeon cumprimentou de um jeito alegre. 



Shhhh! — gritou Taylor. Depois se virou para mim e prosseguiu:


Então, S.N. Fale. 



— Ué. Já contei.



— Não. No encontro da noite passada! 







Uma criada veio nos oferecer chá e eu estava pronta para aceitar, mas ela mandou-a embora. 






Como...?


— Tina viu vocês dois juntos e contou
— disse Soyeon, em uma tentativa de explicar o mau humor de da garota em minha frente. — Você é a única que esteve a sós com ele duas vezes. Muitas garotas ainda não o viram e estão reclamando. Acham uma injustiça. Mas não é culpa sua ele gostar de você. 



Mas é completamente injusto — explodiu Taylor. — Eu ainda não o vi fora das refeições, nem de passagem. O que vocês dois fizeram? 



Nós? Er... nós... hã... fomos ao jardim. Ele sabe que gosto de sair. Só conversamos. 





Fiquei nervosa como se estivesse em uma enrascada. O rosto de Taylor era tão ameaçador que só consegui desviei o olhar. E vi que uma porção de garotas nas mesas mais próximas escutava nosso diálogo. 






Só conversaram? — ela perguntou, cética. 



Sim — respondi, dando de ombros. 






Ela saiu bufando. Foi até a mesa de Kate e, de um jeito bem ríspido, mandou-a repetir sua história. Eu, porém, estava atônita.






Você está bem, S.A? — Soyeon perguntou, trazendo-me de volta à realidade.


Sim, por quê?


— Você parece nervosa
— ela comentou, com o rosto cheio de preocupação.


Não é nada. Não estou nervosa. Está tudo ótimo.





De repente, em um movimento tão rápido que eu não teria conseguido ver se não estivesse perto, Anna — uma Quatro que trabalhava na roça — inclinou-se para a frente e desferiu um tapa na cara de Jess. 


Quase todo mundo ali presente, incluindo eu, soltou uma exclamação de espanto. 


Quem não viu logo se virou para a mesa das duas perguntando o que tinha perdido. Tina foi uma dessas, e sua voz aguda ecoou pelo silêncio que tinha se formado no salão. 






Ah, não, Anna, não... — lamentou Emma com um suspiro.





Um instante depois, Anna começou lentamente a compreender o que tinha feito. Ela seria mandada para casa. Não podíamos agredir fisicamente outra Selecionada. Emma chorava quando Anna se sentou, perdida em um silêncio perplexo. Tanto uma como a outra eram originárias de fazendas e tinham ficado amigas em pouco tempo. Eu não podia imaginar como me sentiria se Soyeon saísse de repente.


Só conhecia Anna de vista. Ela sempre pareceu ser uma criatura explosiva. Mas eu sabia que não era da natureza dela agredir alguém. 


Tinha passado boa parte do ataque rebelde de joelhos, orando. 


Não havia dúvida de que ela havia sido provocada, mas ninguém estava sentado perto o suficiente para provar. Seria a palavra de Anna contra a de Jess. Só que Jess tinha um salão inteiro de testemunhas do tapa que levou. Talvez insistissem com Baekhyun para mandar Anna embora como um exemplo. 


Os olhos de Anna começaram a se encher de lágrimas. Jess se levantou, sussurrou algo em seu ouvido e saiu do salão a passos rápidos. Anna foi despachada antes da hora do jantar.



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