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História You Know - Capítulo 2


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Notas do Autor


Eu peço desculpas pela minha demora! Eu estava com dúvida de como começar o segundo cap, então eu peço desculpas, mas que vocês tenham uma Boa Leitura😊😊😊

Capítulo 2 - Capítulo 2 - Aqueles que sofrem com a perda...


                A situação não estava fácil após aquela tragédia que ocorreu, Fuli andava em passos melancólicos por todo o trajeto enquanto sua face refletia bem os seus pensamentos recheados de perguntas, mas sem nenhuma resposta por parte dos mesmos, Kion não se encontrava em situação melhor após ter testemunhado uma morte que lhe dava o medo e covardia em seguir com sua vida superando o que ocorreu. Aqueles que estavam ali eram somente a família real, a guarda e leões e leoas, ex-exilados ou leões protetores das Terras do Reino, além de alguns amigos que conseguiram se salvar, como Timão e Pumba.

                 “Não quero mais nada vindo de você, Ahadi!”

                Fuli pensava sempre em como seguiria em frente, seus passos carregavam a terra por todo o trajeto silencioso que prosseguiam por não terem outra escolha além fugir. E por que não se abrigarem em outro local além da Árvore da Vida? Um pensamento desesperado e coincidentemente sábio de todos por ali. Fuli andava tropegamente por pensar em seu amigo, Kion – que ela achava estar morto – estava vivo para a surpresa de muitos ali, a perda de Azaad pesava na consciência de Kion e Fuli, que estavam muito abalados por aquilo que ocorreu em seu lar, o local onde nasceram, cresceram e viram ser destruído com os próprios olhos encharcados de uma catarata de lágrimas que desciam incansavelmente pelos rostos daqueles que tinham lembranças vivas e frescas do que ocorreu.

                O cansaço logo atingiu todos ali presentes por caminharem muito, a noite caia livremente e assim chorava suas lágrimas – mais conhecidas como chuva – para aqueles que viam o espetáculo das estrelas atingir seus olhos nus, o brilho ao alto era reconhecido como céu e iluminava aqueles que precisavam enxergar para sobreviver, animais se ponham para dormir abaixo de árvores, para aqueles que haviam sobrevivido e visto árvores repletas de vida sendo queimadas ou derretidas pelo magma que atingira tudo aquilo que um dia fora chamado de lar e agora era chamado de local lúgubre para todos, era triste aquilo.

                Muitos adentraram a floresta em busca de um local para acamparem, indicando assim uma parte da floresta relativamente segura e cercada de árvores frutíferas e um olho d’água para aqueles que tinham sede. Kion fora dormir abaixo de uma árvore juntamente da guarda e mais especificamente, ao lado de Fuli. O sono demorava para vir, mas uma hora veio para a alegria do ruivo.

                A noite escura escondia coisas sombrias, animais sendo mortos, cadáveres deixados para se decomporem, animais caçando, as Terras do Reino completamente lúgubres, presas sendo mortas, casos românticos e também uma leopardo-das-neves completamente perdida e longe de seu lar, seu nome era Mbaya, utilizava de um capuz roxo junto de uma capa de mesma cor, escrituras de uma língua perdida estavam cravadas em seu braço direito e capuz, além de haver uma ametista cravada em sua testa, que contrastava perfeitamente com a cor da neve branquíssima pela qual ela andava arduamente, transformando partes do branco em vermelho, um colar dourado com uma água marinha que brilhava conforme os seus olhos azuis estavam adquirindo um brilho tenso e carregado de medo e raiva, no qual representavam com perfeição o que ela sentia por ter se machucado brutalmente em uma briga árdua que durara dez minutos de puros ferimentos, ela estava descarregada de sua energia mística na qual possuía desde nascença. Ela nota que deveria buscar ajuda de alguém se quisesse viver mais um pouco, pelo menos, então a mesma corre ofegante e com passos mancados de sua pata direita – na qual ganhara uma cicatriz na batalha – até adentrar em uma floresta próxima, em busca de algum animal que pudesse ajuda-la.

                Ali perto se encontrava um certo leão, chefe da linha de defesa das Terras do Reino, o jovem leão, que tinha a mesma idade de Kion, estava dormindo ao lado de algumas leoas protetoras das Terras do Reino, seu nome era Nzuri, o mesmo era um leão branco e com um físico bem construído por causa de algumas batalhas que já mantivera com leões exilados, ele era encarregado de tentar impedir a entrada de Zira e seu exército de leoas na fronteira com as Terras do Reino, ele era desejado por muitas leoas que o viam ou conheciam o mesmo, tua personalidade gentil não o deixava impune de paqueras que já recebera de outras leoas, Tiffu e Zuri também estavam incluídas, ambas não conseguiam ver uma vergonha que já queriam passar, como brigar por Nzuri em uma tentativa inútil de conquista-lo, piadas sedutoras e maliciosas eram o que faziam a guarda – que eram muito próximos a Nzuri – a rir das duas melhores amigas de Kiara. O leão branco havia partes pretas na ponta de suas orelhas, além de ter olhos vermelhos que mostravam bem a sua determinação, um topete direcionado para baixo da mesma cor do pelo também era uma característica e tanta do mesmo, que tinha uma cicatriz que cortava o seu olho direito, recebera essa de Zira enquanto a mesma estava viva, o mesmo havia um certo pelo acentuado no seu peito que era característica de sua adolescência.

                Nzuri havia acabado de acordar, o mesmo sentia a dor da perda atravessar violentamente por seu peito, ele perdeu a mãe em meio à tragédia que havia ocorrido, ele amava muito sua mãe e era difícil aceitar que ela havia partido e o deixado em meio a todos os sobreviventes. Ele acordara com sede, seus lábios ressecados refletiam bem isso, ele tentou levantar tropegamente em meio a todos ali presentes sem acordar ninguém e foi direto ao olho d’água com cuidado para não pisar naqueles que dormiam cuidadosamente. Nzuri abaixou a cabeça recheada de pensamentos e, com muito sono, bebeu da água que acalmava os seus pesadelos acordados de que ele estava cheio.

                Mbaya corria como se não tivesse fim, até que a mesma tropeça em um tronco que estava em meio de seu caminho e acaba cortando parte de sua pata dianteira direita, quando a mesma atinge ao chão a dor aguda é finalmente sentida por ela que não estava em um estado pleno de saúde, a madrugada caí naquela fêmea que sente um grito subir por sua garganta que estava carregada com parte do sangue, que caía com um gosto metálico em sua língua, o sangue logo infecta a pata dela que já estava carregada do suor salgado, que piora a dor aguda que ela sente em sua pata, ela não aguenta o grito passando por suas cordas vocais e utilizando de toda a sua extensão vocal e o solta agudamente, o mesmo é ouvido por Nzuri que tomava de sua água calmamente enquanto o sangue infectava o corpo inteiro de Mbaya.

                Nzuri entra em alerta ao ouvir aquele grito, o mesmo tinha uma ótima audição para os leões e conseguia expandir por área os sons que ele ouvia, começando a correr determinado para a área de onde veio o som agudo pelo qual ele sentiu adentrar o seu tímpano de forma estrondosa. Ele encontra Mbaya com a ajuda de alguns gemidos de dor que a mesma soltava por causa dos diversos machucados brutais que ela sentia e tinha, ao vê-la no chão Nzuri tenta ajudar Mbaya com a ajuda de algumas instruções que recebera de Rafiki enquanto ainda era filhote sobre primeiros socorros, o amontoado de árvores que cobriam o local dificultava a disfruto de uma boa visão sobre o que estava ao redor deles, mas Nzuri conseguiu achar uma folha que funcionaria como atadura para estancar o sangue avermelhado e quente de Mbaya que dava leves gemidos de dor enquanto Nzuri tentava colocar a atadura. Mbaya sentia sua visão ficar levemente turva enquanto sua respiração se acalmava, ela tinha apenas desmaiado, mas o desespero de Nzuri fez com que ele a apoiasse em suas costas e corresse em direção ao acampamento, passos desesperados, tropeçantes e ofegantes juntamente da alta respiração de Nzuri era o que definiam essa sua corrida afobada que para com rapidez no olho d’água do acampamento em que os sobreviventes estavam hospedados por um curto período de tempo.

 

Quebra no tempo...

 

                Mbaya acorda após o desmaio, ela se lembra somente de sua visão ficando turva ao meio de Nzuri – que ela ainda não sabia o nome – que tenta ajudar ela, tuas patas são guiadas aos seus olhos nos quais ela coça para tentar desembaçar a visão. Ela encontra Nzuri parado à beira do olho d’água, olhando para baixo de forma esperançosa e melancólica ao mesmo tempo, ainda era fim de madrugada e todos estavam dormindo – estimo que ainda eram cinco da manhã – o olhar de Mbaya se direciona a Nzuri enquanto tua visão se esclarecia um pouco.

                 — Oi... – começa Mbaya – Qual é o seu nome?

                 — Nzuri e o seu?

                 — Mbaya, muito obrigada por ter me ajudado, eu quase morri naquele momento...

                 — Não há de quer... – um silêncio se instala no meio dos dois, a conversa que levavam parecia a conversa entre dois filhotes que acabaram de se conhecer em meio a uma brincadeira onde havia um amigo em comum – Escuta aqui, por que você estava sangrando tanto assim?

                 — Uma briga que não terminou bem...

                 — Uau, só havia essa explicação para tantos machucados!

                 — Do modo que tu dizes, aparenta que nunca tenha brigado.

                 — Aparenta? Pois saiba que eu já me meti em mais encrenca que tu já se meteste na sua vida toda!

                 — Duvido!

                 — Deixa eu ver se entendi, tu já tá fodida e ainda quer brigar?

                 — Não, não quero! Só estou acostumada de defender o meu orgulho!

                 — Deixa a porra do orgulho pra lá e vê se me escuta!

                 — Olha só, o gatinho está puto! Que dó eu tenho dele!

                 — Eu sou mais perigoso do que você pensa!

                 — E eu sou mais perigosa do que você pensa...

                Mbaya fala de maneira sedutora para Nzuri se aproximando do leão, que estranha o comportamento da mesma, quando Mbaya nota a maneira que age com o leão e acaba se dando como envergonhada, ruborizando após se afastar do leão.

                 — Me desculpe...

                 — Não tem problema... – diz Nzuri.

 

Quebra no tempo...

 

                Todos já haviam acordado, Nzuri noticiou ao Rei Simba que Mbaya os acompanhariam naquela viagem por não ter condição alguma de sobreviver por conta própria enquanto estiver machucada, Simba não gostou muito da ideia no começo, mas teve de aceitar após conhecer Mbaya. A condição mental dos sobreviventes havia melhorado um pouco e todos estavam prontos para seguir a viagem e assim foi feito.

                Kion andava um pouco melhor e com menos dor o acompanhando, Fuli compartilhava do mesmo sentimento que o amigo e já estava saltitante lembrando de uma música de sua infância, música essa que sua mãe cantava todo dia para ela em momentos brincalhões antes de morrer. Fuli murmurava aquela música de forma feliz.

                 — Fuli? – Bunga pergunta por sua amiga.

                 — Liberdade, só posso esperar... – Fuli não aguenta e canta a parte final da música, sua canção intérprete acompanha a melodia que ela murmurava (nota do autor: Essa música se chama “Upa Neguinho” para quem quiser pesquisar ela kkk(foi mal, eu amo Elis Regina kkk)).

                Kion reconhece a música, dando uma pequena risada pelo momento embriagado da amiga e acaba acompanhando a mesma com os mesmos murmúrios, a música dava um ar infantil e melhor para a viagem que estavam realizando.

                 — Valentia, posso emprestar – Kion estava gostando de acompanhar a melodia de olhos fechados e acaba se guiando ao lado de Fuli, o mesmo vê o olhar do seu pai querendo dizer para ele “Tu é retardado ou só finge?” mas Kion não para de murmurar a música.

                O mesmo só para ao ver que estavam chegando à Árvore da Vida, ao lado de Fuli, ele olha para a mesma sorrindo, ela retribui o gesto ao ver que estavam próximos da Árvore da Vida. O local onde seriam abrigados e tentariam entender o que foi que ocorreu nas Lúgubres Terras do Reino, aquela jornada seria complicada e eles encontrariam uma amiga muito importante para todos, a Rainha Rani tentaria ajudar no que pudesse, se ela puder, é claro.

                 — Chegamos à Árvore da Vida! – Diz Kion feliz e orgulhosamente.

 

               

 

            


Notas Finais


Só um adendo, Kia eu tentei melhorar a virgula, mas depois veio o problema da pressa novamente, espero que tenha melhorado um pouco.
O que acharam dos dois novos personagens? Tentei fazer eles do melhor jeito possível, afinal são os meus primeiros personagens originais a terem grande importância na história.
Uma coisa, estou lendo o livro "As Duas Faces da Abóbora" e queria saber se já leram, é um livro que estou gostando muito e seria muito bom saber da opinião de vocês a respeito dele.

EU NÃO AGUENTEI! TENTEI NÃO COLOCAR REFERÊNCIA DE ELIS REGINA MAS NÃO CONSEGUI! EU AMO AS MÚSICAS QUE ELA CANTAVA! Kkkkkkk eu tenho algum problema kkkkkk


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