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História You Know - Capítulo 3


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Notas do Autor


Aê pessoal, demorei um pouco mas tá aí, o terceiro Cap de "You Know". Só um aviso importante, preparem o Álcool em Gel aí, não saem de casa em hipótese alguma e mande o professor de vocês que está dando aula online que se aperta Alt + F4 para aumentar o volume.
Agora sério, tentem ao máximo:
1 - Ficar em casa;
2 - Não manterem o contato com absolutamente ninguém afora;
3 - Sempre espirrem tampando a boca com a mão ou com um papel descartável;
4 - Lembrem-se de lavarem as mãos depois de voltarem de algum lugar;
5 - E por favor, não comprem objetos, medicamentos ou algo do tipo somente por comprar, pode faltar para quem realmente necessita daquilo por sobrevivência, aconteceu de esgotar os papéis higiênicos em mercados estadunidenses, isso se chama efeito manada;

Por favor, eu não quero que o Coronga pegue nenhum de vocês ou acabe alcançando os avós de vocês, porque aí a situação é complicada...
Enfim, boa leitura😊😊😊

Capítulo 3 - Capítulo 3 - "Eu shippo!"


                A harmonia que sentiam invadir o corpo era gigantesca, a família real – com exceção do Kion – nunca havia visitado a Árvore da Vida e as primeiras impressões são importantíssimas para eles, aquele reino era magnífico, os habitats divididos por animal com grande abundância em alimento e água era tudo o que um rei queria para o seu reino. Kion olhava para a grande árvore no centro com um sentimento de retorno invadindo suas veias, enquanto Fuli olhava a grande árvore com a sensação que finalmente seria ajudada por outros animais, pensava que teria um grande auxílio muito útil dentro da grande árvore e esse auxílio era...

                 — RANI! – a guarda grita em uníssono ao ver a rainha daquele magnífico lugar.

                Rani ouve as vozes da guarda chamarem seu nome, a voz melódica de Fuli adentrar o seu tímpano, a voz corajosa de Bunga rebater em sua cabeça juntamente da voz pesada e carregada de Beshte, as vozes de Ono e Anga serem recebidas por seus ouvidos e a voz calorosa e maestra de Kion lhe chamar a atenção, ela prezava por seu amigo tanto quanto prezava por seu reino, ela confiava em Kion tanto quanto confiava em Nirmala, Baliyo e Surak, ouvir a voz de seu amigo novamente em seu reino a fez perceber que eles estavam voltando.

                 — Pessoal? O que fazem aqui? Cadê o Azaad?

                Kion e Fuli desaceleram o passo ao ouvir a voz daquele que teve um fim em sua poderosa jornada no Ciclo da Vida, ato esse que é percebido pela guarda e por Rani.

                 — Rani – começa Kion – Sinto em te dizer, mas...

                Rani sente lágrimas descerem de seu rosto fino, ela fecha os olhos enquanto sente os suas patas dianteiras não sustentarem o corpo, desabando no chão aos prantos por sentir a dor de perder um amigo, um silêncio é feito por pouco tempo – que parece uma eternidade para aqueles que viam aquilo acontecer – mas é desfeito quando Bunga diz:

                 — Eu sinto muito, mas cadê a Binga?

                Kion olha para Bunga de forma ameaçadora, Bunga entende aquilo como um: “Cala a boca, porra!” e acaba por se calar mesmo.

                 — Eu sinto muito por o que aconteceu – Simba diz – Mas Rani – A leoa toma a sua atenção para Simba – Precisamos conversar...

                Simba e Rani se afastam dos demais e vão para dentro da Grande Árvore localizada ao meio do Reino.

                 — Rainha Rani, teremos de passar um tempo aqui na Árvore da Vida e esperamos que entenda.

                 — Não há problema Rei Simba, qualquer aliado das Terras do Reino são bem vindos, mas por quê?

                 — Houve uma erupção vulcânica nas Terras do Reino e precisaremos ficar aqui até achar outro lugar para morar.

                 — Ok, eu sei o local perfeito, não se preocupe com isso Rei Simba.

                A preocupação no rosto de Simba desapareceu, dando lugar para a expressão de alívio no rosto do velho rei.

                Enquanto isso, Kion fora descansar em uma colina, isso era do que o ruivo precisava, descanso, Fuli acompanhou o amigo para conversar um pouco.

                 — Se sentindo melhor? – diz Fuli.

                 — Sim, estou sim, bêbada. – Kion diz ironicamente, fazendo referência ao acontecimento mais cedo.

                 — Foi você que quis cantar junto comigo!

                 — Mas foi você que começou!

                Ambos caíram em uma gargalhada irônica por lembrarem do episódio que ocorrera mais cedo, as plantas balançavam conforme o vento soprava no rosto dos dois, Kion vira a cabeça na direção do vento e sente ele bater conforme seu topete era movimentado para trás, uma sensação muito boa que ocorria mais em momentos calmos do ruivo, quando a calmaria atinge o seu coração. Fuli sentia a mesma calmaria, ela se lembra dos momentos bons que teve com a guarda, com a família real e com Azaad, esse último era a tristeza dela, a guepardo lembrou do que o seu amigo disse, de como ela o abraçou na sua última vez que o viu.

                 — Fuli, você está chorando?

                Fuli não percebera as lágrimas que desciam em consequência de lembrar de seu amigo, seu devaneio a levara para um choro inconsciente da parte dela, ao ver o sol se pondo e a expressão confusa de Kion ela limpou as lágrimas.

                 — Não... – mente Fuli.

                 — É o Azaad, não é?

                O ruivo acertou em cheio a ferida no coração de Fuli, as palavras que ele havia dito tocaram de modo profundo no coração dela, a dor de ter perdido um amigo era grande, mas a de lembrar dele era maior, aquela dor adentrou o corpo de Fuli ao receber a notícia da morte do amigo.

                 — Eu sinto muito, Fuli – Kion fala – Eu senti a mesma dor que você sente agora.

                 — O que eu farei sem ele? – Fuli lamenta.

                 — Eu ainda estou aqui Fuli, se acalme, eu ainda estou aqui...

                Kion abraça a amiga com ternura e compaixão, seus braço se apertam com os olhos fechados dele, isso ele nem liga pois nada mais importava, ele não se importava mais com o vento ou com o sol, ele não se importava com a grama nem com a flor, era somente ele e ela, somente os dois estavam ali ninguém mais importava. Ela já havia perdido Azaad, se perguntava o que ela faria sem ele, mas ela percebera que a pergunta era: O que ela faria sem o Kion? Kion sempre estava lá para confortá-la não importando o momento. Quem mais daria a felicidade no qual ela tanto procurava? Quem mais preencheria o vazio que Azaad deixou? Ela percebeu o amor crescendo em seu peito enquanto abraçava Kion, um amor correspondido pelo leão, que se dane o Ciclo da Vida! Que se dane o que os outros iriam dizer! O que importava era somente ela e ele. O rosto feliz de Kion expressava o mesmo sentimento que Fuli sentia, um sentimento forte e bem expressado no rosto de ambos, o amor.

                Eles se separam do abraço, o olhar de ternura que cada um dá para o outro demonstra o desejo que sentiam, Kion aproxima tua cabeça enquanto Fuli faz o mesmo, o olhar sedutor que compartilhavam é correspondido quando seus lábios se selam em um beijo duradouro que expressava bem o sentimento de cada, aqueles que pensavam no pior agora pensam no melhor, eles se separam do beijo que dura um minuto.

                 — Eu te amo, Kion. – diz Fuli ofegante.

                 — Também te amo, Fuli...

                Ambos deitam descansando e conversando naquele local, mas o que não sabiam era que Rani viu aquilo ao sair da Grande Árvore no meio.

                 — Rei Simba, sabia que temos um novo casal no nosso reino?

                 — Como assim, Rani?

                 — Nada, só estou torcendo para que esse casal dê certo.

               

Enquanto isso...

 

                Um leão andava pelas Lúgubres Terras do Reino, seus passos queimavam aquela grama já morta pela lava, seus passos lentos, calculistas e frios não passavam uma boa impressão para aqueles que vissem o leão com uma pelugem negra andar pelo lugar, seu porte físico esplêndido e sua estatura alta contrastavam bem com as cicatrizes presentes pelo corpo inteiro do mesmo, seu intuito que era o mais amedrontador de sua presença. Um leopardo corria intensamente até a localização do mesmo, as matas negras eram de certa forma estranhas para o vulcão que teve sua erupção nas Terras Sombrias e se estendeu por toda a área das Terras do Reino e isso foi o primeiro pensamento daquele Leopardo que se deparava com aquela cena de certa forma morta sobre o local em que estaria por pouco tempo, isso até as suas análises do local estarem concluídas.

                 — Desejo um relatório sobre a área completa imediatamente – disse o leão negro.

                 — Sr. Kuchomwa – o leopardo é interrompido pelo amigo diante dele – Por favor, Hofu, me chame somente de Kucho, e sem formalidades. – Diz o leão enraivado pela falha do leopardo – Kucho, estima-se que uma grande parte das Terras do Reino foram eliminadas. – O leão declarava vitória por dentro quando percebeu.

                 — Como assim “Grande parte”?

                 — É que não encontramos vestígio algum da família real e de alguns outros animais. – O leão suspirou alto antes de dizer.

                 — Hofu, acho que pelo tempo que nos conhecemos você sabe que eu odeio perder.

                 — Eu sei disso Kucho... – diz ele engolindo em seco.

                 — Então, eu quero que você encontre a família real ou morra tentando!

                A ameaça fora expurgada da garganta do leão com raiva por ouvir as frases indecisas do amigo, a relação entre os dois nunca fora muito boa, muitas vezes por conta de Kucho que tinha um pavio muito curto em relação a tudo em seu redor. A mensagem fora bem entendida pelo leopardo que correu amedrontado cortando o ar com os seu bigodes que se expandiam juntamente à boca que exalava uma expressão de medo por parte de Hofu, aquele leopardo exibia orgulhosamente cicatrizes exibidas em batalhas enquanto corria, o vento ia contra os seus olhos aterrorizados e que haviam captado a fala do leão negro, o aviso que ele passaria para o exército seria de grande mudança na análise, que agora viraria caça à família real. O leão permanecia quieto e insatisfeito sobre a resposta que havia recebido sobre a análise detalhada dos que estavam ali presentes na hora da erupção, Kucho subia na Pedra do Rei enquanto via partes queimadas de cima da mesma, ele via crânios que perturbavam as almas penadas que vagavam levemente por ali.

                 — O magma tem um efeito tão lindo sobre a grama... – dizia Kuchomwa para si mesmo, aproveitando o silêncio de morte que se fazia naqueles campos lúgubres.

                Ele deixava o aspecto morto invadir seus olhos e aquele sorriso histérico que o mesmo dava para tudo ao seu redor dava ênfase ao seu aspecto sombrio e misterioso, havia soldados que queriam a conquista, outros pensavam na reputação, vários estavam ali por obrigação, mas Kuchomwa só queria ver o circo pegar fogo.

 

                 “O que eu fiz para você Janna?”

 

Kion P.O.V. (primeiro em muitos anos kkk)

 

                Acordo calmamente com o sol invadindo a simples caverna que Rani providenciara, a minha garganta clamava para um pouco de água enquanto os meus olhos se abriam para dar espaço para a luz ser detectada pelas minhas retinas, a guarda dormia ao meu redor em um sono profundo — o que pensando bem não era um sono profundo por o suor deles denunciar que estavam sonhando ainda —, eu me levanto com a leve sustentação de minhas patas e a minha dificuldade que eu tinha para levantar as minhas pernas dianteiras me revelam que elas estavam dormentes naquele curto espaço de tempo, o pensamento que toma conta da minha cabeça ao ver uma certa chita deitada ali era os acontecimentos de ontem, aquele sentimento forte tomava cada vez mais conta do meu peito ao olhar aquele rosto delicado de minha amada e a cor de amarelo canário suave de seu pelo denunciava o seu crescimento ainda ocorrendo, o que eu estranhava pela idade adulta dos guepardos ser de 2 anos para frente — eu acho —, eu caminho para o lado de fora daquela caverna com dificuldade olhando de modo embaçado às outras cavernas ao redor da que eu dormira naquela noite.

                Minha visão procura incessantemente pelo olho d’água mais próximo para aliviar a tortura que a minha garganta seca estava passando no momento, meus olhos e ouvidos são tomados por ver uma iluminação roxa vinda da última caverna, da onde eu estava até a última caverna, eu reparava partículas circulando por aquele espaço que era ocupado pela leopardo-das-neves que nos acompanhava naquela jornada de refúgio, pelo visto ela também se refugiava. Sabe, eu nunca fui muito com a cara dela pois a imagem dos diversos tipos de leopardos, com exceção do nebuloso, já se mantinha queimada por um bom tempo desde o meu primeiro conflito com Makucha até eu tomar conhecimento das “baguncinhas” que a Chuluun andava fazendo para os pobres pandas-vermelhos que com certeza eram atormentados por um bom tempo por causa da maldita Chuluun, eu me aproximo sorrateiramente  da caverna em que a “convidada” ocupava e vi ela manuseando uma espécie de “esfera roxa”, não consegui conter o meu espanto e dou um grito curto e abafado, que felizmente não acorda ninguém, vejo o leve espanto que ela teve já que a esfera desaparece.

                 — Mas que porra está acontecendo aqui? – falo incrédulo do que acontecia.

                 — Desculpe, mas estava manipulando a minha magia para ver se melhorei.

                 — Puta que pariu, que susto que tu me deu!

                 — Para um príncipe você tem uma boca bem suja...

                Eu me emburro levemente com o comentário que ela tinha me dado, mas vejo que a Rainha Rani se aproximava em passos cautelosos até as costas da leopardo, o que me faz soltar uma risada abafada, o susto foi maravilhoso para mim que caí em gargalhadas ao chão enquanto a leopardo eriçava os pelos e deixava sua calda como a de um gato angorá.

                 — Desculpe o susto, mas Kion, o que o seu pai pensaria de você falando essas palavrinhas feias? – disse a Rainha Rani – Aliás, você gostaria tanto que ela tivesse a magia do amor no arsenal de bruxarias, não é mesmo Príncipe Kion?

                 — Como assim?

                 — Eu vi você e a Fuli!

                O olhar de Mbaya olhava meu rosto confusa enquanto o meu rosto ruborizava ainda mais por conta do comentário.

                 — Eu shippo – Rani completa.


Notas Finais


Então, o que acharam? Acham que eu deva melhorar em algo? Qualquer comentário será bem vindo!
Eu gostei muito de escrever a parte final kkk
Espero vocês nos comentários!


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