História You Know - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Pokémon
Personagens Drew, May
Tags Contestshipping, Drew, May
Visualizações 152
Palavras 4.325
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Estava com saudades de escrever sobre os dois, acho que foi o meu melhor projeto até agora. Escrevo desde 2010 e ainda não sei fazer sinopse ;-;

Espero que aproveitem <3

"Ideias parecidas" resultaram em cabelo voando u_u

Capítulo 1 - I - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction You Know - Capítulo 1 - I - Capítulo Único

As brigas já eram frequentes antes mesmo de serem amigos.

Eles eram diferentes e não se suportavam, mas o destino, às vezes, guardava algumas surpresas.

Acabaram se aproximando, se conhecendo melhor; descobriram que gostavam do mesmo estilo musical, de comida mexicana; tinham em comum o mesmo seriado preferido e mais tantos outros pontos.

Drew descobriu que May não era tão irritadiça como aparentava e a morena aprendeu que ele sabia ser gentil quando queria.

 

Não se encaravam apenas como amigos, apesar de terem passado por aquele estágio. Drew admitia que se perdia no azul-celeste de May, e ela sabia que ficava boba com as esmeraldas.

O primeiro beijo aconteceu durante uma festa e, com ele, vieram outros mais.

Por fim, o pedido de namoro foi feito durante o aniversário dela.

Estavam felizes, porém eles ainda tinham as suas diferenças e isso não poderia ser ignorado.

Eles estavam se afastando.

 

Oh oh oh oh oh oh oh
            Quando chegar a hora

          Eu estarei pensando em você

 

Era cinco da manhã, mas fora uma noite mal dormida. May olhava deitada para a janela observando começar a amanhecer.

Drew havia sumido pela terceira vez naquela semana...

Ela sentia o corpo reclamar de cansaço e dor.

Eles haviam terminado, mesmo depois de todas as palavras de amor trocadas.

Eles haviam terminado.

 

Oh oh oh oh oh oh oh
          Sim, eu bebi um pouco
         Mas não é disso que estou bêbado

 

Eles ainda moravam juntos enquanto ele não encontrava um novo lugar e, por isso ela sempre presenciava quando ele chegava cheirando a álcool e com marcas pelo pescoço. Seu estômago se embrulhava com a cena, mas ela sabia que chorar não resolveria os problemas entre eles.

Mal se olhavam enquanto estavam em casa. Ela se sentia quebrada por dentro, mas chorar quando ele saia não era a solução.

 

Oh oh oh
        Me desculpe, me desculpe
        Me desculpe, garota

 

Ouviu o barulho estridente do celular tocando entre as cobertas. Estranhou pelo horário, mas atendeu sem prestar atenção no identificador.

 

– Alô? – Perguntou com a voz rouca pela falta de uso.

 

M-may? Eu preciso de você… – A voz embargada o denunciava.

 

– Aconteceu alguma coisa? – Perguntou alarmada. Drew estava a quase dois dias sem aparecer em casa.

 

E-eu preciso de v-você…– Ele estava bêbado, ela sabia.

 

– Onde você está?

 

Ela sabia que estava sendo idiota em se preocupar tanto. Não tinha motivos para se arrumar às pressas, mas quase caiu tentando vestir a calça. Apressada, prendeu o cabelo de qualquer jeito e vestiu a primeira blusa que encontrou. Não tinha porquê pegar as chaves do carro e dirigir para o lugar onde sabia que o encontraria. Não tinha, mas no fundo... ainda o amava e sentia saudades.


Oh oh oh
Me desculpe
Por sempre estar te ligando a essa hora, garota
Oh oh oh
Eu realmente tentei parar com isso, garota
Não me entenda mal
Oh oh oh
Mas aquela bebida está dentro de mim e eu não consigo me segurar

 

Tentou manter a calma; respirou fundo ao vê-lo sentado no chão escorado na parede de qualquer jeito. O cheiro forte de álcool misturado a suor a incomodava. Estava sujo e com os cabelos bagunçados; na mão, uma garrafa de bebida.

 

– Levante. – May falou séria e esperava ser levada a sério. O viu sorrir débil e contra vontade o ajudou a levantar.

 

As memórias e experiências que tivemos juntos
       Continuam vagando em minha mente

 

Drew havia notado o olhar de cansaço, mesmo através da frieza com a qual era tratado. Ela era linda, mesmo que aparentasse estar um pouco mais magra, mesmo que os cabelos estivessem sem brilho e um pouco bagunçados... Mesmo que ela já não olhasse para ele da mesma maneira.

Sabia que ela ainda o amava, afinal não atravessaria metade da cidade apenas para buscá-lo se ainda não nutrisse sentimentos; estava feliz por isso, mas no decorrer do tempo eles haviam se desentendido e se perderam um do outro.

Como aquilo aconteceu? Ele queria muito saber, mas não sabia como se reaproximar.

Sumir por algumas noites era seu escape. Não aguentava ver aquele olhar de dor...

Sabia que não podiam ficar sob mesmo teto para sempre. Seu tempo estava acabando.

Uma hora teria que ir embora.


Eu estou bebendo água também
Mas ainda estou com sede pra caralho
Minhas memórias estão desaparecendo
Refresque minha memória esta noite
Oh sim, oh sim

 

Já havia amanhecido há algum tempo quando chegaram em casa.

May tratou de empurrar Drew direto para o banheiro, mas fechou a porta em sua cara assim que ele fez menção de falar alguma coisa. Já havia tido o trabalho de buscá-lo do outro lado da cidade; não queria ter o trabalho de ajudá-lo a tomar banho.

Já tinha feito demais, ele podia se virar sozinho.

Foi em direção ao quarto. Sentia o corpo clamar por um bom banho e descanso.

 

Vamos fazer um 1 a 1
       Eu estou pronto
         Prepare-se para se molhar
       Eu vou te treinar direitinho

 

 

A água gelada descia como se quisesse levar todas as suas dores. Suspirou cansada sentindo seu corpo sendo vencido pelo sono e cansaço acumulado.

Pegou a primeira roupa no armário sem atentar-se às peças e, vestindo-as, jogou-se de qualquer jeito na cama e dormiu de imediato.

 

Viu os últimos raios de sol quando finalmente acordou. Se sentia melhor, seu corpo não estava mais dolorido. O cansaço acumulado das noites mal dormidas, fez com que apagasse por algumas horas, percebeu. Queria continuar naquele aconchego de sua coberta, mas estava faminta. Sentia preguiça de levantar, mas o incomodo em seu estômago falou mais alto, então se espreguiçou e se levantou.

 

Ele estava jogado no sofá de qualquer jeito e suas costas reclamavam de dor; sua cabeça parecia querer estourar a qualquer momento.

O cheiro forte de café que invadia a sala o ajudou a despertar um pouco, então levantou-se sentindo uma terrível dor de cabeça. Com a mão entre os fios verdes, seguiu em direção à cozinha.

 

Depois de uma ou duas rodadas
         Eu vou aliviá-la do seu stress

 

Vislumbrou a morena de costas bebendo café, enquanto observava a paisagem que a janela enquadrava.

May ainda tinha aquela sua camisa preta antiga... Ele era mais alto, mas ainda assim a camisa não conseguia esconder tudo o que deveria do corpo pequeno.

Observou aquela mulher tão conhecida por si à sua frente e percebeu que ela havia emagrecido. Sentiu-se tentando a se aproximar. Drew sabia que embaixo daquela imagem de mulher forte, May estava sofrendo tal qual ele.

 

Ela sabia há muito tempo que estava sendo observada. Enquanto encarava a lua através da janela, se perguntava o que deveria fazer. Tentar afastá-lo não era uma das melhores opções. Tentara por vezes e falhara miseravelmente. Prova disso era ter ido buscá-lo do outro lado da cidade.

Suspirou cansada. Estava perdida no meio de tantas incertezas.

 

Ele sentia que o fim estava próximo e que, a qualquer momento, ela o mandaria embora.

Andou em passos lentos, como se admirasse uma última vez, até finalmente abraçá-la por trás.

A morena se assustou no início; não esperava aquele tipo de contato... Esperava que ele bebesse seu café e fosse para longe.

Tentou afastá-lo empurrando o próprio corpo para trás, mas sentiu suas mãos serem pressionadas contra a madeira da bancada. Estava encurralada.

Sentiu a respiração quente em seu pescoço enquanto sentia a ponta do nariz vagando por seu cabelo.

 

– Uma última vez. – disse entre os fios castanhos aspirando seu perfume. Ele queria gravá-la, cada detalhe.

 

– Eu não sei. – respondeu incerta. Os beijos que ele distribuía de leve em seu pescoço, estavam acabando com a sua sanidade. Como sentia saudades…

 

– Eu preciso de você uma última vez. – deu uma pausa enquanto a virava de frente e segurava sua cintura. – Depois, eu prometo que nunca mais terá que me ver. – encarou os azuis banhados de tristeza. – Eu só…– aproximou-se de seu pescoço. – Preciso de uma última vez. – sussurrou.

 

May sentiu as pernas ficarem bambas. Ela sabia que o fim estava próximo; ambos sabiam.

Incapaz de refutar, sentiu quando Drew a segurou forte pelo quadril, sentando-a na bancada. Colocou suas pernas ao seu redor, puxando-o para mais perto, até finalmente se beijarem.

 

Quer saber a diferença
             Entre nós e os outros casais?
     Nossa relação é como uma brisa fresca na sombra escura

 

 

 

Trocavam beijos com volúpia como se quisessem gravar cada canto de suas bocas. May mantinha suas pernas em volta da cintura de Drew lhe prendendo a si com força, como se o desafiasse a se afastar enquanto Drew a apertava contra si, passando a mão por suas costas, cintura e coxas, sempre lhe apertando com vontade.

Estavam sedentos um pelo outro.

Desde o dia que haviam brigado e terminado, não se tocavam mais. Todo aquele desejo guardado pelo tempo veio à tona assim que aquele beijo se iniciou.

 

O calor que sentiam, fazia com que as roupas começassem a incomodar. Ela puxava seus cabelos com força enquanto sua mão subia por dentro da camisa.

Continuavam se beijando com vontade, a excitação de ambos visível nas carícias afoitas, nas intimidades se chocando por cima da roupa, causando um arrepio gostoso e pequenos gemidos entre o beijo.

 

Oh oh oh oh oh oh oh
           Quando chegar a hora
          Eu estarei pensando em você

Oh oh oh oh oh oh
          Sim, eu bebi um pouco
           Mas não é disso que estou bêbado


 

Entre tropeços e beijos, seguiram rumo ao quarto.

Se separaram apenas quando ela caiu sentada na cama e ele se afastou retirando a própria camisa. A morena vislumbrou os ombros largos e o abdômen, mais os cabelos bagunçados.

Suspirou quando ele sorriu. Sentiria falta daqueles olhos, daquele corpo, mas principalmente do seu sorriso.

O puxou para si assim que sentiu-se começar a ficar melancólica.

Drew caiu um tanto desajeitado, distraído como estava por ter-se perdido nos olhos azuis quando fora puxado. Sorriu entre o beijo ao notar a urgência dela.

Ele não era o único com saudades, agora tinha certeza.


 

Desde a noite passada
           Eu estive pensando em você

Marcava a pele branca do jeito que ela gostava e se deleitava com cada suspiro e gemido que arrancava. Massageava os seios medianos sobre o tecido da camiseta enquanto explorava seu pescoço.

Segurou suas mãos quando ela tentou lhe tocar. Naquele momento, ele não precisava de nada... Vê-la se contorcer de prazer era o suficiente.

Beijou-lhe mais uma vez, enquanto lhe segurava com uma das mãos e a outra levantava a camisa preta. Sentiu a pele arrepiar conforme sua mão subia.

Ainda sem interromper o beijo, continuou lhe estimulando o mamilo, apertando-o entre os dedos indicador e médio enquanto apertava o seio que preenchia sua mão.


 

Não vamos enrolar com o assunto
Eu e você,
     Nós queremos e queremos agora


 

Tocou a intimidade molhada, pronta para lhe receber, mas ele queria mais. Se fosse a última vez, queria lhe dar mais prazer do que nunca.

Se afastou por um momento, tirando a própria calça, enquanto a vislumbrava tirar aquela camisa que um dia fora dele... Aquela que carregava tanto da história dos dois.

Se beijaram e, enquanto lhe puxava os fios castanhos, foi descendo com beijos desejosos pelo pescoço, seios e barriga, até chegar no seu objetivo. Segurou forte a sua cintura enquanto lhe chupava com vontade e sentia o corpo se contorcer conforme o orgasmo se aproximava.

Ouviu quando ela gemeu alto e devagar com o ápice de seu prazer. Se afastou um pouco para lhe observar e viu os cabelos bagunçados, os olhos semicerrados, as bochechas vermelhas e como ainda respirava forte tentando se recuperar.


 

Não vamos enrolar com o assunto
     Eu e você,
     Nós queremos e queremos agora
   O motivo por eu estar te ligando
É bem óbvio
Eu não estou querendo saber
Se você só está acordada ou não
Oh sim, oh sim


 

Segurava sua cintura com força enquanto ela fazia como bem queria, agora sobre ele, o quadris movendo-se ritmados. Estava extasiado por vê-la daquela forma... O rosto vermelho, a boca entreaberta por onde escapava gemidos, os olhos nublados pelo prazer.

Gemeram em sintonia quando, juntos, foram atingidos pelo orgasmo.

Ela caiu sobre si cansada e ele abraçou o corpo cansado com cuidado. Respirou devagar sentindo o cheiro do seu perfume misturado com suor e sexo.

(…)

Desde a noite passada
           Eu estive pensando em você


 


 

Ele realmente havia cumprido a sua palavra, mais tarde, quando May finalmente acordou.

Ele não estava mais na cama e nem em qualquer canto no apartamento. Suas roupas não estavam mais no armário e seus pertences também haviam sumido.

Suspirou tentando manter a calma e passou as mãos pelos cabelos nervosamente.

Ela tinha esperança de que depois do que acontecera na noite anterior, eles viessem a conversar e talvez se reconciliassem.

Porém, Drew havia ido embora sem lhe dar a chance de dizer algo.

Ele sabia que ela odiava despedidas e talvez, por isso, fora embora sem dizer nada.

Vagando pela casa, encontrou um bilhete e uma rosa. Sentiu as lágrimas começarem a descer assim que seus dedos tocaram a folha de papel.

Respirou devagar a fragrância da rosa, ainda sem coragem de ler o conteúdo do bilhete escrito com aquela letra que conhecia tão bem.

 

Você me chama de filho da puta
             Eu não me orgulho também
       Mas eu tenho que ir

 

Você dormia tão serenamente que não tive coragem de acordá-la.

Eu ainda consigo ser egoísta e acho que talvez um dia podemos dar certo; eu sempre esperarei por você e que um dia você me queira novamente.

Eu não posso seguir a minha vida sem você, mas não posso arrastá-la para o fundo do poço comigo.

Espero que entenda que deixo essa rosa como uma forma de dizer adeus.

Você sabe que, mesmo as rosas, com toda a sua beleza, possuem espinhos. E talvez os meus espinhos sejam demais para você.

 

May desabou no chão chorando. Não queria que Drew partisse, mas no fundo, se sentia machucada por todos os problemas, todas as brigas e traições.

As brigas causadas pelo dinheiro, a falta de responsabilidade de Drew com a vida...

Eles haviam começado aquilo jovens demais e talvez a falta de responsabilidade de ambos tenha causado aquilo. As brigas por interesses e opiniões opostas; o fato de Drew sumir quando as coisas entre eles ficavam tensas; tudo aquilo contribuiu com a chegada daquele fático dia.

 

“– Eu não aguento mais! Você some quando quer e ainda aparece bêbado. – May falou irritada.

 

Fale baixo; minha cabeça doí. – Drew falou de cabeça baixa. A claridade o incomodava.

 

Eu falo como eu quiser. – May respirou fundo.

 

Você está insuportável. Está piorando a minha dor de cabeça.

 

VOCÊ SUMIU POR DOIS DIAS! – May finalmente gritou. Ela não se importava se ia piorar a dor de cabeça de Drew, estava cansada de tentar ser compreensiva. – EU NÃO TRABALHO PARA PAGAR AS CONTAS E VOCÊ SUMIR POR AI E VOLTAR QUANDO DER VONTADE!

 

May tremia de raiva e sua vontade era de socá-lo. Não aguentava mais.

 

Você devia se acalmar. Porra, vai acordar metade do prédio gritando desse jeito.

 

Eu não vou me acalmar, enquanto o imprestável que eu chamo de namorado continuar SUMINDO! ACHA QUE EU NÃO ESTOU SENTINDO ESSE PERFUME BARATO?

 

É SÓ UMA AMIGA.

 

CLARO QUE É! VOCÊ SOME E QUER QUE EU ACREDITE? – May riu em descaso. – Quer saber? Faça a merda que você quiser. Eu quero que você e mais essa sua sua amiga se fodam!

 

May tirou a aliança do dedo com raiva e jogou contra Drew com força.

Sem olhar para trás, pegou seu casaco e foi para rua. Se ele tinha o direito de sair, ela também tinha. Beberia e se divertiria.

 

Quando chegou no dia seguinte, com o batom borrado e os cabelos bagunçados, o olhar que trocaram foi o suficiente.

Terminaram sem trocar uma palavra.

Sentia falta da aliança em seu dedo, mas aprenderia a conviver sem

 

(…)

 

May havia se convencido de que deveria seguir sua vida.

Não teria que se preocupar com Drew e estava livre para fazer tudo o que tinha vontade.

Ela amava a sensação de liberdade, mas por que depois de três anos ainda sentia saudades? Quase todas as noites era assombrada por recordações, tanto boas como ruins.

Acordou suada no meio da noite. Suspirou cansada, as imagens do sonho vindo como flashs.

 

“– Não vale abrir os olhos. – Soledad falou enquanto a guiava.

 

Era seu aniversário de quinze anos e suas amigas acharam legal fazer suspense sobre quem seria seu par. O vestido vermelho que usava naquela noite contrastava com a pele clara; os cabelos estavam soltos e a maquiagem era leve.

May estava um pouco nervosa, extremamente curiosa sobre quem seria seu par.

Tinha um fiozinho de esperança de que fosse Drew quem a esperava. Ela não havia contado a ninguém, mas eles haviam se beijado.

 

Pode abrir os olhos.

 

May abriu os olhos e vislumbrou as esmeraldas dele. Sorriu surpresa e feliz ao mesmo tempo enquanto aceitava o braço que ele lhe estendia, todo galanteador.

Sentia que sorria feito idiota, mas estava feliz demais para ligar. Ele estava todo de preto, os cabelos arrumados e um perfume maravilhoso.

Dançaram quase a noite todo e May tentava ignorar as piadinhas que seus amigos soltavam. Estava sendo o melhor dia da sua vida, afinal.

Ela ria de algum comentário dele, quando ele sugeriu que fossem para outro lugar. Um pouco nervosa, aceitou.

Seguiram para o jardim e sentaram na grama. Ele tomou a liberdade de abraçá-la enquanto observavam o céu.

May sentia-se tão feliz...

 

Quer namorar comigo?

 

Sentia-se nostálgica e sorriu com a memória, lembrando dos momentos bons que eles haviam passado.

Olhou para o anel em cima da cômoda. Ela o havia guardado e agora se sentia tentada a usá-lo.

Sentiu-se infantil, mas estava sozinha; ninguém saberia, de qualquer forma.

Colocou a aliança no dedo e voltou a deitar-se. Sentia saudades.

Não tinha notícia dele há três anos.

 

(…)

 

O tempo passava e a saudade apenas aumentava.

May sentia-se tentada a procurar por Drew, mas não sabia nem por onde começar; ele parecia ter sumido do mapa.

Era sábado a noite quando resolveu sair. Ficar em casa sem fazer nada não ajudaria.

Vestiu uma calça jeans e uma blusa branca, deixou os cabelos soltou e passou maquiagem.

Preferiu ir de ônibus. Se pretendia beber, não seria inteligente ir de carro.

 

Entrou no bar e se dirigiu direto ao balcão, já que não estava com vontade de dançar.

Estava tão distraída olhando ao redor que não viu quem a servia sua bebida. Quando voltou sua atenção para frente, estancou no lugar.

 

– Espero ter acertado na sua bebida. – ele simplesmente falou.

 

May observou com cuidado. Ele parecia ter mudado... Tinha uma expressão madura no rosto, apesar de que os olhos verdes pareciam estar cansados.

Observou que ele a olhava atentamente e viu quando seus olhos guiaram-se em direção à sua mão. Seguindo seu olhar, notou que havia esquecido de tirar a aliança.

Escondeu a mão por impulso.

 

– Você trabalha aqui? – ela perguntou, tentando dar um outro tom ao encontro inesperado.

 

– Não é muita coisa, mas me garante um teto e comida. – ele respondeu calmo.

 

Aquela calmaria toda que ele aparentava transparecer era o completo oposto do que ela sentia. Seu coração estava acelerado e tentava não agir feito uma idiota desesperada.

Fez com que sua mente colocasse seu corpo sob controle. Já havia passado daquela fase. Estava apenas feliz por encontrá-lo.

 

– Onde você está morando? – perguntou assim que ele se aproximou novamente. Era final de semana, então o lugar estava movimentado e barulhento.

 

– O dono é um amigo meu. Ele me deixa ficar em um quarto no fundo do bar. – respondeu antes de se afastar para atender outro cliente.

 

May continuou saboreando sua bebida enquanto o observava trabalhar. Notou que suas mãos tremiam levemente. Ele também estaria nervoso com a sua presença? Sorriu; não era a única que estava nervosa, afinal.

As horas se passaram e o bar foi esvaziando.

 

– Você não deveria ir pra casa? – Drew perguntou. – Já vamos fechar.

 

Ela notou seu olhar preocupado, mas sentia que parte da sua sensibilidade havia ido embora com a bebida. Sorriu divertida levando mais um copo a boca.

 

– Acho que já está na hora de parar. – ele falou assim que tirou o copo de sua mão.

 

– Eu não terminei. – May reclamou. Estava adorando aquele cuidado dele e a quantidade de álcool que ingerira a tornara desinibida.

 

– Vamos, cadê o seu carro? – perguntou enquanto a ajudava a levantar.

 

– Eu vim de ônibus. – May respondeu.

 

– Ei, Drew! Precisamos da sua ajuda. – falou um dos seus colegas de trabalho.

 

Drew olhou para o rapaz à sua frente e para May que estava se apoiando nele. Suspirou.

 

– Eu já venho. É rápido. – garantiu.

 

Ele não podia simplesmente deixá-la daquele jeito, ainda mais de madrugada.

A guiou até o quarto onde dormia, abriu a porta e a sentou na cama.

 

– Eu já volto. Fique aqui. – Drew falou enquanto pretendia voltar para o bar, mas a morena o segurou pela mão.

 

Sem saber de onde havia tirado forças, ela levantou e o beijou rápido.

 

– Eu senti sua falta, seu idiota. – ela confessou assim que se soltou e sentou na cama.

 

– Eu também. – ele respondeu em um sussurro antes de voltar para o bar.

 

Ele não conseguia esconder o sorriso que estampava o seu rosto. Tinha medo de que ela o tivesse esquecido e superado. Desde o dia que saiu de casa, não teve um dia em que não pensasse nela.

Seu amigo notou o seu sorriso; Drew raramente sorria.

 

– Você parece feliz. – comentou por alto, atraindo a atenção de Drew. – Quem é a garota? Ela não tirou os olhos de você a noite toda.

 

– É a minha ex. – Drew respondeu sem jeito. Não gostava de compartilhar a sua vida tendo outras pessoas por perto. Richard sabia da história; ele o havia ajudado a conseguir alguma coisa.

 

– Pela sua cara e pelo jeito que ela ficou, acho que vocês precisam conversar. Pode ir, cuidamos de tudo por hoje. – Richard acenou despreocupado, dispensando-o com um sorriso.

 

– Obrigado. – Drew agradeceu e seguiu apressado de volta para o quarto.

 

Encontrou May dormindo e sorriu. Queria conversar, mas poderia esperar.

Sabia que ela tinha sono pesado, então tirou os sapatos e a ajeitou melhor na cama.

Drew estava cansado; tomou um banho demorado e vestiu apenas uma calça.

Deitou com cuidado ao lado de May. Queria muito abraçá-la, mas esperaria conversarem para pensar em fazer alguma coisa.

Estava quase pegando no sono, quando a sentiu mexer-se na cama. Virou de frente e encontrou seus olhos azuis encarando-o.

 

– Eu preciso de um banho. – ela falou enquanto sentava-se com uma mão na cabeça. Olhou para o lado e observou Drew apenas de calça. Não saberia dizer se era o álcool ou a saudade, mas era tentador demais beijá-lo.

Com um movimento rápido e impensado, estava sentada em seu colo quando deu por si, beijando-o.

Se separaram por alguns segundos, mas ela pretendia beijá-lo novamente. No entanto, foi impedida.

O olhou sem entender.

 

– Por mais que esteja sendo muito tentador, fazer alguma coisa com você no meu colo... Precisamos conversar.

 

– Podemos conversar depois. – May tentou beijá-lo mais uma vez, mas Drew desviou.

 

– Você está assim por causa do álcool. Vou me sentir como se estivesse me aproveitando de você.

 

– Você não está se aproveitando. Eu estava morrendo de saudades e nunca esqueci o que aconteceu antes de você ir embora. Eu sentia falta dos seus beijos. – ela o abraçou.

 

– Eu também senti a sua falta. Eu quis todos os dias ir atrás de você, mas você parecia estar melhor sem mim. – ele confessou em um murmúrio enquanto a apertava em seu abraço.

 

– Eu tentei acreditar nisso... Que estava melhor sem você, mas todas as noites eu sonho contigo e lembro de todas as brigas e todos os momentos bons... Todas as vezes que você me fez feliz. – May sentiu seus olhos ficarem marejados.

 

 

Por que é que você está me pedindo para ficar?


 

– Eu fui um babaca com você e não dei valor à essa mulher que você é... A mulher da minha vida. Eu te amo, mas tenho medo de lhe causar dor novamente.

 

– Eu descontei minhas frustrações em você. Eu também tenho a minha parcela de culpa. – a primeira lágrima caiu molhando o ombro dele.

 

– Éramos jovens demais, não sabíamos nada da vida.

 

Eu tentei deixar você no passado
            Mas então você envolve
            Suas pernas em mim e pergunta

"Por que, oh, por que?"


 

Drew a encarou preocupado assim que sentiu seu ombro molhar. Ele viu toda a dor e saudades acumuladas em seu olhar tal qual ele havia acumulado. Ficou surpreso em ver que ela ainda tinha um fio de esperança. Afinal, o amor deles nunca havia sido esquecido.

– Me perdoe. – ele falou com sinceridade.

 

Ela chorou e ele não resistiu às próprias lágrimas. Colocaram para fora todas as mágoas que guardaram pelos anos.

Ao final se sentiam leves... Desabafaram tudo o que tinha ficado guardado, falaram tudo o que incomodava e também o que os faziam felizes.

Conversaram até raiar o dia e quando o primeiros raios de Sol adentraram o aposento, ele ainda a tinha em seu colo.

 

– Eu me sinto mais leve. – May admitiu. Tinha admitido e falado tudo o que tinha guardado apenas para si.

 

– Eu também, mas e agora? O que fazemos? Não quero me afastar de você. – Drew confessou.

 

– Eu também não quero me afastar. Queria ficar assim para sempre. – May respondeu sorrindo enquanto Drew fazia carinho em seus cabelos.

 

– Então, eu sei o que podemos fazer. – Drew sorriu.

 

– O que?

 

– Quer namorar comigo de novo? Começar do zero, deixar tudo para trás... Todas as lembranças ruins.

 

– Eu aceito. – Ela sorriu genuinamente feliz e o beijou.

 

Depois de anos, eles finalmente se sentiam felizes de fato.

Aquele pedido foi uma forma de prometerem entre eles que dessa vez seria diferente e eles se esforçariam para superarem o passado.

Afinal, você sabe... Eles sempre encontrariam uma maneira de fazer aquilo funcionar.


 


Notas Finais


Só queria agradecer a todos que chegaram até aqui e principalmente a Sunny Bunny que me ajudou quando a ideia parou de andar e ainda fez o favor de revisar. <3

Música - Jay Park feat Okasian - You Know


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