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História You Left Me - KageHina - Capítulo 3


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Capítulo 3 - The bad end?


Fanfic / Fanfiction You Left Me - KageHina - Capítulo 3 - The bad end?

Já era outro dia e por um pequena mensagem Hinata avisou que iria no dia seguinte para a nova cidade. Kageyama já havia aceitado isso, por mais que o quebrasse por dentro, só achava incrível a pressa para ir de uma vez.

Aquele era o último dia juntos e eles teriam que batalhar para transformar no melhor que pudessem, mesmo sem saber como.

Hinata se despediu de sua irmã mais nova com um pequeno beijo no rosto e um sorriso, pegou sua mochila e saiu de sua casa, com um breve olhar para tentar memorizar ao máximo aquele momento.

— Sentirei falta daqui…. — sussurrou para si mesmo.

Então, como sempre colocou um sorriso em seu rosto e andou até a escola por uns 15 pequenos minutos.

Ao chegar na mesma, encontrou Kageyama junto de Koshi Sugawara no portão, aparentemente esperando por ele. Os cumprimentou e entraram de vez na escola, juntos.

— Você está bem com tudo isso? Quero dizer… Ir embora e tudo mais… — Sugawara perguntou calmo.

— Não me sinto feliz em deixar vocês, mas estou consideravelmente bem com isto.

Kageyama olhou para Hinata e logo desviou o olhar, aquele assunto não era um dos melhores, apenas queria conversar sobre qualquer outra coisa.

— Entendo… Iremos sentir sua falta, mas não iremos mais falar sobre isto, vamos falar sobre… Sobre o que podemos falar?

Sugawara se viu perdido sem saber um assunto. Era um tanto comum dele fazer isso, era fofo e engraçado.

— Podemos falar sobre a série "The Good Place", assisti ela recentemente!

— Boa ideia, Hinata. Mas como você assistiu apenas agora?! Faz muito tempo que ela foi lançada!

— Bem, e que eu terminei de ver A Anatomia de Grey recentemente…

— Você assistiu as 15 temporadas completa?! — Kageyama perguntou surpreso.

— Sim, é muito bom, inclusive.

— Não me diga quem morre ou vive, ainda estou na temporada 9. — Sugawara comentou rindo — Agora, o final de The Good Place é perfeito!

Eles conversaram mais sobre enquanto caminhavam até a sala de aula e não demorou muito até chegarem lá. Infelizmente, Sugawara teve que se despedir e foi para sua sala. Kageyama e Hinata conversavam um pouco mais sobre séries, mas de alguma maneira terminaram falando sobre como Lucifer se tornou ruim e clichê e como Bojack Horseman consegue mudar nossos pensamentos e nos mostrar uma realidade totalmente profunda e abstrata.

Não demorou muito até o professor entrar na sala e fazer com que todos fossem para seus lugares correspondente. A aula durou bastante é foi estressante, afinal tudo que Kageyama queria era passar o último dia que tinha com Hinata ao seu lado, mas a vida não ajudava muito.

Uma mensagem chegou em seu celular quando o professor falava sobre as bactérias não terem um núcleo e sobre as células ou algo semelhante a isto.


WhatsApp on.


Koshi Sugawara;

Vamos todos fazer uma pequena festa na última aula do dia, o diretor vai nos ajudar chamando você e o Hinata no meio da aula.

Daichi;

Não conte para Hinata,é uma festa surpresa!

Asahi;

Contamos com sua ajuda para manter ele longe do clube!

Kei Tsukishima;

Não estrague tudo.

Terei cuidado. Vai ser perfeito!


WhatsApp off.


Ele desligou o celular e voltou sua atenção a aula ou a observar o rosto de Hinata, entretanto qualquer que seja, tirou um pequeno sorriso de seu rosto.


O tempo da aula se passou lentamente, falar sobre bactérias nunca foi tão estressante antes. Era o horário do almoço e Hinata já se preparava para ir passar o tempo no clube, até que Kageyama notou que tinha que impedir o mesmo, não importava como.

— Hey, Hinata, vamos almoçar juntos hoje? Afinal, hoje é seu último dia.

— Eu queria ir pro clube hoje… Mas tudo bem, vamos!

Ele o acompanhou até chegarem no refeitório, onde estava cheio de pessoas e graças a ansiedade estranha que Kageyama possuía, apenas de estar com tantas pessoas ali começou a suar frio.

Ignorando isso e tentando focar apenas no garoto de cabelos laranjas, ele pegou sua comida calmamente junto com ele e se sentaram em uma das mesas um pouco longe e separada das outras.

— Você está bem? Está suando muito agora.

— Eu estou… É só que não gosto de estar com tantas pessoas assim.

— Prefere sair daqui?

— Não eu... Consigo sobreviver a isto.

Hinata não acreditava nas palavras ditas por ele, então pensou em algo e lhe disse com vontade de ajudar seu amigo:

— Olhe apenas para mim, pense apenas em mim e esqueça o mundo.

— Como assim?

— Se Você pensar apenas em mim… Talvez esqueça as pessoas ao seu redor e o medo diminua.

Aquelas palavras deixaram o jovem de cabelos escuros tímido e envergonhado, porém não sabia bem o porquê. Era claro que o amava, entretanto fingia não notar esses sentimentos e escondia eles até de si mesmo.

Depois que terminaram de comer, Kageyama já não estava mais nervoso ou algo semelhante, seu olhar apenas via o garoto de cabelos laranja. Ele entretanto, se permaneceu imerso em seus pensamentos.

— Hoje eu vou viajar, vou ir no carro vermelho do meu tio, o qual você já sabe qual é… Se quiser dar um último adeus, irei te esperar até as 6h. — Hinata falou com o olhar baixo — Já acabei minha comida, vou andar pelo pátio e falar com alguns colegas meus. Tchau.

Kageyama se manteve confuso, já ele estava com um olhar triste e abatido, Hinata reconhecia seus sentimentos de amor e nunca negou, porém também não falava muito sobre. O de cabelos escuros sempre foi mais lerdo, até nas coisas mais óbvias como essas.

O resto do intervalo ele ficou pensando em que momento falou algo errado e deixou seu melhor amigo triste daquela maneira, afinal, que outro motivo poderia ter para ele ficar daquela maneira?

Desistindo de ficar sozinho, Kageyama foi até o clube ver seus outros amigos e avisar o que ocorreu. Ele desceu as escadas e rapidamente chegou à sala, que possuía a porta apenas encostada.

— Hey, como está os preparativos?

Ele falou assim que entrou e logo viu vários balões coloridos no chão e algumas caixas com objetos de festas. Havia também algumas coisas em uma mesa grande no meio da sala, estava abaixo de um pano, bem provável ser a comida.

— O que você 'tá fazendo aqui?! Era para está com o Hinata, lerdo! — Daichi falou alto.

— Ele disse que iria ficar com alguns amigos dele… Parecia triste ou irritado, eu realmente não sei se fiz algo errado!

— Como assim? Explica direito isso. — Daichi falou se aproximando do mesmo.

Kageyama explicou a situação ao seu amigo e tirou boas risadas do mesmo. Ele havia notado sem dificuldades o que ele quis dizer, mais óbvio do que ele foi era impossível em sua mente.

— Hinata quis dizer que tem sentimentos por você, assim como você esconde os seus por ele. Será que sempre tenho que lhe explicar isso?

— Mas… Como assim?

— Meu Deus, garoto! Ele espera que você vá se despedir dele pela última vez essa noite, entende? Como em filmes românticos idiotas ou coisa do tipo.

— Ele passa o dia fingindo está bem com ir embora mas espera que eu corra atrás dele como sempre? Dessa vez não. Eu vou embora.

— Do que você tá falando? Você ama ele também!

— Amo?

— Você sente seu coração batendo mais forte do lado dele? Você não consegue imaginar seus dias sem ele? Você ver ele como alguém indispensável na sua vida e seu coração dói ao pensar que a partir de amanhã não terá mais ele? — Daichi falou como se fosse algo óbvio ou como especialista no assunto.

— Sim, mas é daí? Seria o único a lutar pela relação, obviamente nunca ia dar certo.

— Entendo o seu pensamento, mas hoje é a sua última chance, compreende isso?

— Aparentemente, perdemos nossa última chance.

Após dizer tal coisa, Kageyama saiu da sala deixando seu amigo um tanto surpreso e foi andar um pouco pelo parque. Por ironia do destino, acabou vendo Hinata e por algum motivo estava sozinho. Pensou em se aproximar, mas decidiu que longe seria melhor. Seu amor com ele havia acabado, não tinha mais nada para fazer.

Infelizmente, o resto do dia os dois permaneceram longe um do outro, até mesmo na festa surpresa apenas trocaram olhares de longe e nada mais. As aulas passaram e logo estavam livres um do outro, para seguirem seus caminhos.

— Você irá falar nada? — Hinata o olhou pela última vez antes de seguir seu caminho, no portão de saída, onde haviam se encontrado aquela manhã.

— O que tenho mais para falar? Você irá embora… — Kageyama disse indiferente. Um vazio estava dentro de si, pela traição sentida e pelo abandono de seu amor.

— Adeus… Meu amor.

E assim, deixando Kageyama de olhos arregalados e paralisado, Hinata se foi entre outros alunos. Sua mente e seu coração estava em total pedaços e destruída, seu amor estava de fato indo e nada tinha para ser feito.

Aceitando a dor e retomando controle de si mesmo, Kageyama voltou para sua casas em passos curtos e pensativos. Aquela era a última noite em que veria seu amado e possivelmente, a última conversa com ele. Ao chegar em casa, existia apenas um grande vazio e escuridão ali - nem sequer seu filho adotivo, vulgo gato, estava ali como sempre. Ele costumava viver mais no quintal com as plantas e alguns insetos bobos do que com o próprio dono.

Novamente, o sentimento ruim lhe invadiu mais e mais e ao fechar a porta, a única reação que seu corpo conseguiu ter foi de cair.

Cair diante da dor, cair diante do problema, cair diante da solidão e cair diante de si mesmo, de quem ele pensava que podia ser e quem ele de fato é. Caiu diante da decepção e toda a dor que sentiu naquele momento e ficou parado, naquela mesma posição perdido em meio ao tempo por horas e mais horas, sem qualquer reação além de lágrimas pesadas.

Ele estava parado entre o tempo e espaço, sua mente estava vaga por completa e nenhum estímulo externo podia lhe mover.

E em meio aquele tempo, seu corpo, coração e mente decidiu algo: ele iria tentar com todas suas forças ir atrás dele, nem que tivesse atravessar todo o Oceano Atlântico por ele.

Com um grande choque de realidade, seu corpo todo reagiu e se levantou do chão. Olhou seu celular é era 06:21, estava atrasado até demais então correu para o lugar mais provável onde ele estaria no carro: a ponte que também levava para a escola.

Jogou sua mochila no chão e levou apenas consigo seu celular e sua chave, deixou até mesmo a porta aberta em desespero, mas aquilo não importava mais, a única coisa realmente importante era falar ao Hinata o quanto o amava antes de ele partir para sempre.

Kageyama corria e corria entre as pessoas, como em um verdadeiro romance clichê. Em alguns momentos tropeçava, entretanto recuperava rapidamente o ritmo. Seu corpo lhe deu forças que o mesmo desconhecia para atravessar rapidamente ruas e todo aquele treino realmente mostrou efeito.

Após tanto correr, chegou na grande ponte e parou um pouco e o cansaço lhe alcançou. Enquanto recuperava o fôlego com pesadas respiradas profundas, procurava com os olhos o carro vermelho do tio de Hinata, que deveria está próximo dali.

Olhava. Olhava e olhava.

Finalmente, um carro vermelho. Olhou o interior pelos vidros claros e transparentes do carro e reconheceu na mesma hora o rosto de Hinata, que estava no banco ao lado dele.

Ele tentou sinalizar com as mãos na calçada para tentar chamar atenção, eles ainda estavam um pouco distante, havia chances de parar. Hinata o viu de longe e seus olhos encheram de lágrimas, rapidamente pediu ao seu tio para parar o carro, não importava como ou onde. Seu tio obviamente se assustou e desviou a atenção, porque deveria parar em meio a uma rua movimentada como aquela?! Era loucura!

Porém, Hinata insistia mais e mais como uma criança. Tudo o que ele queria era correr e abraçar seu então amor, que ali estava tentando se declarar e não havia como explicar aquilo para seu tio. Inocência de Hinata, que tentou puxar o braço de seu tio para conseguir o que queria e acabou desviando o carro para frente de outro.

Em um piscar de olhos um carro acertou o outro lhe mandando para beira da pista, bem diante de onde Kageyama estava a meio segundo atrás feliz.

O carro vermelho girou e acertou outros dois junto com o verde escuro que lhe bateu por acidente, tudo diante de seus olhos.

Kageyama imediatamente correu para Hinata, que estava no banco ao lado com seu rosto sangrando e sua barriga com um enorme pedaço de vidro em si. Felizmente, com cinto, mas não ajudou muito na situação. Seu tio então, não já se via no carro.

Kageyama abriu a porta dele aos prantos e acariciava o rosto do de cabelos laranjas, manchando suas mãos de sangue. Entretanto, ele não contava com um caminhão acertando o carro e jogando eles para fora da ponte.

Ele caiu na água junto com ele e todo o carro causando um impacto e dor inexplicável em todo seu corpo. De algum modo, o cinto de hinata se quebrou e soltou o mesmo, porém ele permanecia desacordado. Kageyama o balançava e tentava o acordar, mas era impossível. Uma correnteza forte foi sentida e eles afundavam mais e mais.

Estava tudo escuro ao seu redor, a água estava gelada e a correnteza levava Shoyo Hinata junto com Tobio Kageyama para as profundezas daquele rio sem fim.

Kageyama tentava falar ao máximo para Hinata ir para a superfície, porém a densa água lhe sufocava e roubava todo seu fôlego sem pena. Como em um sonho lúcido, a voz de sua mente se sobrepôs a dele e começou a falar mais e mais alto sobre aquele momento.

— E se…

A voz soou como um sussurro. Ele tentava segurar Hinata mais e mais, porém suas mãos escorregou e acabou o soltando.

— E se… E se ele ainda estivesse comigo?

Ele tentava se aproximar de Hinata novamente, entretanto notava que ele não se movia mais, sua mente estava em pleno desespero e pânico. Seu cérebro lhe mandava viver e aos mesmo tempo salvar seu amor.

— E se... Eu tivesse sido uma pessoa melhor?

Seu corpo lhe obrigava a tentar subir e alcançar a superfície, mas Kageyama se obrigava a tentar alcançar o de cabelos laranjas a todo custo.

— E se Hinata não tivesse escolhido ir ou eu não tivesse deixado ele hoje?

Ele se debatia na água, seu corpo não conseguia mais prender a respiração e suas forças estavam perto do final.

A água lhe consumiu por completo assim que ele acabou se deixando respirar, enchendo seus pulmões com ela. Ele já não conseguia ver algo além da escuridão e o Shoyo havia sumido. Talvez aquele era o final.

Sua mente não havia descansado ainda e lhe falava mais e mais, a cada momento que afundava para longe de seu amor e todo seus sonhos e planos de um futuro com ele.

— E se eu tivesse falado o quanto lhe amava antes? E se… Eu não tivesse o deixado?

Seu corpo se cansou por completo e as forças para tentar nadar contra a correnteza acabaram, lhe deixando sem conseguir lutar mais para viver. Seus pulmões aos poucos foram preenchidos por completo de água e seus olhos lentamente se fecharam, indicando que aquela era sua morte.

Então, aceitando seu momento, se foi junto com seu amado Shoyo Hinata, em uma morte trágica e infeliz. Suas escolhas erradas lhe fizeram ter tal final com a única pessoa que amava.

Em seu bolso, o celular ainda funcionava e sua mãe lhe ligava por ter chegado em casa e a porta estar aberta e a mochila no chão, estava preocupada.

Sugawara pensava sobre eles dois, se realmente iam acabar separados ou iriam criar juízo e ficarem juntos.

Kei Tsukishima pensava o porquê deles estiveram tão separados na festa e em como perguntaria para ele amanhã, pensava também no próximo torneio, por mais que estava tão longe de ocorrer. 

A mãe de Hinata pensava em ligar para ele pois sua irmãzinha já estava com saudades e perguntava toda hora se ia demorar muito para chegar e ir pintar uma boneca linda que havia pensado em fazer com ele. Ela estava cansada de toda a mudança e queria dormir um pouco mais, porém pensava também sobre o bom emprego que iria ganhar lá e quanto tempo teria com os filhos.

Todos se importavam com ele e não fazia a mínima ideia do que acabava de acontecer e felizmente, ainda tinham esse pequeno momento de calmaria antes da grande notícia que mudaria suas vidas para sempre.

"E se… Ele tivesse feito tudo diferente?"



Notas Finais


Espero que vocês tenham gostado e eu chorei pakas escrevendo esse final kkk


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