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História You left me - Capítulo 5


Escrita por: kaats

Notas do Autor


Oieeee como vocês passaram a Pascoa?
Qria agradecer os comentarios e favoritos...

Capítulo 5 - I don't want to forget him


Emma


Eu achava que Sebastian estava sendo apenas educado comigo e com a minha família e que eu nunca mais o veria, mal acreditando quando eu o vi chegar no hospital para levar minha irmã e meu sobrinho para minha casa.


Quando chegamos, ele ajudou a minha irmã a subir as escadas com um braço, enquanto segurava a cadeirinha com o pequeno Carl, e mais umas malas, do outro lado. Pela primeira vez em muito tempo eu pude sentir amor dentro da minha própria casa.


- Parece que Carl vai ter uma figura masculina bem presente. – minha mãe comentou e foi caminhando até a cozinha, eu a segui.


- Péssima influencia, eu diria. – eu soltei a piadinha e minha mãe balançou a cabeça.


- Sebastian é uma boa pessoa, Emma. – ela foi até a geladeira e pegou a caixinha de leite.


- Eu sei disso. – eu apoiei na ilha com os braços. – Só não acho que vocês devam ficar muito contentes com a volta dele, ele não vai ficar.


- Não acho isso. – ela pegou uma caneca e encheu com leite.


- Vocês estão achando que ele vai adotar o bebê da Anna como se fosse filho dele? Ele não adota nem um cachorro, que dirá um bebê. O máximo que vocês vão conseguir dele é se decepcionar, quando sem mais nem menos ele for embora.


- Emma. – minha mãe disse de forma firme e me encarou. – Me desculpe, mas eu vou ser dura com você. Não foi só você quem perdeu alguém.


- Eu sei disso, todo mundo amava o John, só que...


-...só que nada. Eu entendo que ele era seu marido, a pessoa que você queria passar o resto da sua vida junto e que quando ele morreu todos os planos que você tinha feito para a vida de vocês foram embora junto com ele, não se esqueça, eu já passei por isso.


- Eu sei mãe, sinto muito. – eu sabia que ela estava certa.


- Só que o Sebastian também perdeu alguém. Muito antes de ser SEU marido, o John era o melhor amigo dele. Era importante para ele.


- Eu também era amiga do Sebastian, ele me abandonou quando eu mais precisei. – eu olhei para a minha mãe que tinha uma cara engraçada.


- Vou falar para você a mesma coisa que eu falei para o Sebastian: quando seu pai faleceu, era impossível para mim ficar olhando para você e a Anna, vocês me lembravam muito ele, ainda lembram, só que eu tinha que continuar, eu não tinha como fazer como você e ele de "escapar", cada um a sua maneira.


- O que você quer dizer com isso?


- Não deve ter sido fácil para ele te encarar Emma. Vocês três eram quase uma mesma pessoa, eu tenho certeza que para o Sebastian era muito difícil te olhar. Não havia nada que separasse a sua figura do John, ou havia? – ela levantou uma sobrancelha e eu sabia o que ela estava insinuando.


- Nunca houve.


- Então. O jeito do Sebastian de sofrer foi tentar esquecer até o ponto em que falar dele não viesse com uma carga de dor, e o seu jeito de enfrentar a morte de John foi se apegar a essa dor e achar que era a única que merecia isso, o que é meio egoísta. Você ainda faz isso e passou da hora de parar. Você não ia querer ele vivo, eu sei disso. – ela pegou na minha mão. – Você precisa deixá-lo ir. – ela pegou na minha mão, desde que John havia falecido minha mãe nunca havia sido tão sincera comigo e, talvez, eu estivesse precisando disso.


- Eu não quero esquecê-lo.


- Quem disse que é para você esquece-lo? Você nunca vai esquecer ele, só não precisa lembrar dele com tristeza todos os dias da sua vida. Quando foi a última vez que você lembrou dele com um sorriso no rosto? – ela tinha razão, até dois dias atrás, quando fui ao cemitério com o Sebastian, eu nunca havia lembrado do meu marido com alegria. – John ia querer que você fosse feliz, que se apaixonasse, amasse alguém e construísse uma família.


- Eu nunca vou amar alguém do jeito que eu amei ele.


- Claro que não minha filha. – ela sorriu para mim. – Nenhum amor é igual ao outro, mas você tem que tentar.


- Eu sei. – admitir aquilo era doloroso, mas ela estava certa, eu precisava voltar a viver. – Eu tentei, sabe.


- Que?


- Semana passada, eu fui a um segundo encontro com um médico chamado Paul. – eu vi minha mãe abrir um sorriso enorme.


- Médico é seu padrão? – eu ouvi a voz de Sebastian atrás de mim.


- Parece que sim. – minha mãe disse para ele. – Eu vou subir para ajudar a sua irmã, não acho que o Sebastian seja tão experiente com crianças e mães recentes. Divirtam-se crianças. – ela me soltou e mandou beijo tanto para mim quanto para Sebastian e desapareceu casa a dentro.


- Médico? – ele apoiou um braço na ilha e me encarou. – Estaria disposta de novo a encarar esperar plantões acabar?


- Foi só um segundo encontro, e não acho que vá ter um terceiro. Ele é do tipo que acredita em sexo no terceiro encontro.


- E você não?


- Eu só mais de transar no primeiro. Da última vez que tentei deu muito certo, eu até me casei. – eu abri um sorriso e olhei bem para Sebastian, ele estava muito bonito, arrumado e cheirando a Chanel bleu.


- Você e o John transaram no primeiro encontro? – ele franziu o cenho.


- Sim. Ele nunca te contou?


- Eu não conversava sobre esse tipo de coisa com ele, não quando foi você.


- Ainda bem, odiaria que ele tivesse te contado que eu tenho um peito maior que o outro.


- É sério? – ele me olhou com espanto e eu pude vê-lo olhando para o meu peito, mesmo se isso fosse verdade, ele não conseguiria ver porque eu estava usando um moletom bege.


- Para de olhar para o meu peito! – eu dei um tapa no braço dele.


- Eu estou curioso, queria conferir. Porque, serio, eu nunca notei.


- Você já olhou para o meu peito?


- Claro que já. Qual é, eu tenho olho e reparo em tudo, já olhei até para o da sua mãe.


- Que nojo Sebastian. – eu fingi que ia vomitar.


- Somos seres sexuais, lógico que eu vou olhar para o corpo de todo mundo.


- Por isso, ser sexual, que você está todo arrumado e cheiroso? Vai achar alguma "presa"?


- Eu não posso ficar bonito para vocês?


- Elas vão te achar lindo mesmo se você vier vestido em um saco de lixo, não precisa impressioná-las. – eu revirei os olhos.


- E quanto a te impressionar?


- A mim? – eu levantei uma sobrancelha.


- Pensei em a gente sair para beber alguma coisa, acho que sua irmã quer descansar.


- Ela está bem confortável no quarto de hospedes e eu não faço nenhum barulho.


- Emma... – ele me olhou sério.


- Ai, está bem. Vamos. – eu me afastei da ilha e estava saindo, mas Sebastian não se mexeu. – Ué, a gente não ia sair?


- Sinto muito, mas eu não vou sair com você desse jeito. – ele me olhou de cima a baixo de maneira metida.


- O que?


- Emma, eu estou vestindo uma camisa YSL, por favor né?


- Ridículo, metido! – eu revirei os olhos. – Meia hora?


- O tempo que precisar.


Eu apenas consegui sorrir um pouco tímida para ele e subi para meu quarto para me arrumar, seria a primeira vez em dois anos que eu iria, porque queria, me arrumar e eu tinha certeza que todas as roupas que eu tinha estavam fora de moda.


Entrei em meu quarto, tomei um banho rápido, passei perfume e uma maquiagem leve, apenas delineador, rímel e um batom nude. Coloquei um vestido florido e soltinho que mais parecia um que ia até metade da coxa, botas que iam um pouco acima do joelho e uma meia calça, além de ter pego um casaco, não era lá uma boa combinação, mas eu parecia bem. 


Troquei meus brincos e olhei para meus dedos, coloquei a mão sobre a aliança de noivado, estava prestes a tirá-la, mas algo me dizia que ainda não era a hora, então a deixei ali como sempre e desci, antes que eu mudasse de ideia sobre sair com Sebastian.


Notas Finais


O próximo é um capítulo um pouquinho triste...até!


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