História You made me forget the pain - Capítulo 4


Escrita por: e Rem_Foster

Postado
Categorias Voltron: O Defensor Lendário
Personagens Acxa, Allura, Coran, Ezor, Hunk, Keith, Lance, Lotor, Matt, Narti, Personagens Originais, Pidge Gunderson, Sendak, Takashi "Shiro" Shirogane, Zarkon
Tags Klance
Visualizações 183
Palavras 1.594
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, LGBT, Luta, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


🎉 Heeey pessoas voltamooos 🎉

Desculpem o atraso Rsrs
É que as aulas voltaram e esta um pouco mais dificil para nos dedicarmos a fic. Mas não se preocupem. Não vamos abandona-la.

Capítulo 4 - Capítulo 4


Fanfic / Fanfiction You made me forget the pain - Capítulo 4 - Capítulo 4

                    ~ Keith ~

Eu tinha 7 anos de novo. Estava no meu quarto. Meus pais haviam mandado eu ir dormir. Eu até tentei mas...

O mesmo barulho daquele dia mais cedo ainda era ouvido no exterior da casa. Eu estava com medo. Mas sempre fui uma criança obediente, então fiquei no meu quarto como meus pais haviam mandado.

Tentei mais uma vez dormir porém outro barulho, dessa vez mais auto me fez dar um pulo. Parecia ser dentro de casa agora. Me agarrei a meu bichinho de pelúcia e continuei sentado na cama repetindo a mim mesmo:

Não vou desobedecer, eu vou ficar aqui.

Não vou desobedecer, eu vou ficar aqui.

Não vou desobedecer, eu vou ficar aqui.

Porém eu era uma criança, uma criança curiosa. A passos lentos eu fui até a porta do meu quarto e a abri. O corredor estava vazio. Porém as luzes estavam acesas, o que me preocupou, meus pais não deixavam nenhuma luz acesa na hora de dormir. A casa sempre ficava no maior breu nessas horas.

Andei pelo corredor ainda ouvindo barulhos no andar de baixo. Parei na escada: "Ainda da tempo de voltar para o quarto e obedecer a mamãe." eu pensei. Mas eu era uma criança tola e não ouvi meus instintos, fui levado pela emoção.

Quero dizer... meus pais iam morrer de um jeito ou de outro... eu pelo menos me pouparia de ver isso acontecer.

Mas eu desci as escadas, degrau por degrau sem fazer barulho. Chegando no hall de entrada eu me guiei pelo barulho que me levou a sala. Parei na porta e perdi o ar por um minuto.

Meus pais estavam amarrados em cadeiras, ambos com cortes no rosto, braços e pernas. Uns 5 homens de cabelos roxos, roupas pretas e armados com facas como a que meus pais me deram estavam ao redor deles.

Assim que minha mãe me viu ela arregalou os olhos chamando a atenção dos homens que se viraram para mim. O medo me consumiu naquele momento.

Um dos homens me pegou com brutalidade e fez eu me ajoelhar na frente de meus pais.

- Por favor Zarkon, meu filho não. - A voz de minha mãe tremia e eu comecei a tremer ao ver para quem ela dirigia suas palavras.

Ele era o maior de todos ali, tinha ombros largos e cabelo aparado no estilo militar, porém igualmente aos outros seu cabelo era roxo. Usava roupas pretas inteiramente de couro e tinha uma cicatriz no olho direito. Seus olhos eram violetas sendo um deles com uma aparência leitosa por conta da cicatriz. Seus dentes eram irregulares e amarelados. Sua boca estava curvada como se fosse um sorriso, mas de alguma forma me deixou com ainda mais medo.

- Não vou mata-lo Krolia. Pelo contrário, vou deixá-lo ir. E, quem sabe... se ele for tão habilidoso como você, não vira um bom aprendiz?

- NÃO! - Minha mãe se debatia. - Não vou deixar você fazer isso com ele!! Deixe meu filho em paz Zarkon!

- Não vai deixar eu torná-lo um guerreiro poderoso? Um Galra? E como exatamente pretende me impedir Krolia? Seus minutos de vida estão contados.

- Deixe Keith em paz Zarkon. Ele é só uma criança. - Meu pai dizia enquanto tentava se manter calmo.

- Ah sim. Uma criança que vai crescer. - Zarkon pousou sua mão em meu ombro e eu sufoquei um grito. Eu ainda tremia muito. - E com sorte se tornar meu braço direito, meu protegido. O que acham?

- Você não ousaria... - Com os dentes serrados e voz baixa insinuando uma ameaça meu pai lhe dizia. - Keith é um bom garoto. Nunca concordaria com nada do que você faz!

- Bem, foi exatamente o que o tio de Krolia me disse. E o que aconteceu? Ela foi ótima para os meus negócios. - Ele se virou para minha mãe dirigindo suas palavras a ela. - Devo lhe agradecer por isso. Mas você me traiu quando resolveu deixar os Galras. E você sabe o preço disso. - Ele estalou os dedos e um dos homens se aproximou do meu pai com algo em mãos. O Galra encostou aquilo nele que começou a se contorcer e gritar. Era uma máquina de choque.

- PAPAAAAI!!! - Eu gritava com lágrimas nos olhos. - PAPAAAI POR FAVOOR NÃÃÃO!!! - A essa altura eu engasgava com o choro.

Minha mãe apenas o olhava aterrorizada, seus olhos estavam tão cheios d'água que eu cheguei a me perguntar se ela enxergava alguma coisa. Soluços involuntários escapavam de seus lábios. 

Zarkon ergueu a mão e o Galra afastou o-que-quer-que-aquilo fosse do meu pai que parou de gritar arfante e sua cabeça caiu para trás.

- Akira... - Minha mãe chamava-o. - AKIRA! - Sua voz tremia o que denunciava sua preocupação. - AKIRA KOGANE!!

- PAPAI - Eu gritava junto de minha mãe. Ele continuava imóvel.

- É, parece que ele não era tão resistente. - Percebi um tom de divertimento na voz de Zarkon e como a criança tola que era gritei:

- O QUE VOCÊ FEZ COM O MEU PAPAI?

Ele riu alto me deixando sem entender nada. Minha mãe chorava e os Galras mantinham a expressão impassiva como se aquilo fosse algo absolutamente normal. O que, definitivamente não era.

- Bem criança, seu pai morreu. Não é óbvio?

- Não... Não... NÃO! - Eu não acreditava no que tinha acabado de acontecer. Eu não aceitava o que tinha acabado de acontecer. - MEU PAPAI NÃO TA MORTO!! ELE É FORTE!!

Os Galras riram da inocência que eu tinha aos 7 anos. Eles riram do assassinato do meu pai como se não fosse nada. Eles riram vendo minha mãe sofrer. Eles riram.

- John. Termine o serviço. Sabe como um Galra deve morrer quando comete traição.

- Zarkon. Por favor. Na frente do Keith não. Eu te imploro, ele é apenas uma criança. - Entre lágrimas minha mãe suplicava a ele.

- Uma criança que vai aprender que no mundo não existem unicórnios e finais felizes. John, agora.

Eu estava aterrorizado. Agarrado a meu bichinho de pelúcia e ajoelhado na frente de minha mãe. Eu chorava e soluçava.

- John, espere. - Zarkon interrompe o Galra que estava prestes a cortar a garganta de minha mãe. - Use a minha faca. Ela pelo menos morrerá com honra.

O Galra foi até ela se posicionando atrás de sua cadeira com a faca em mãos.

Ela lançou um olhar de puro ódio para Zarkon e concentrou-se em mim.

- Keith... - Ela sussurrou. - Eu te amo...

Ao fim de suas palavras a lâmina atravessou sua garganta e ela se foi desse mundo instantaneamente.

- Mamãe... - Minha voz estava rouca de tanto chorar e gritar. - Não...

Sinto dor do lado direito da cabeça e a última coisa que lembro antes de apagar é os sons das viaturas da polícia.

Acordei num pulo. Mais uma vez estou suado e tremendo, minha respiração é rasa e pesada. Olho a meu redor e percebo estar no meu quarto num colchão no chão. Olho para minha cama e Lance dorme serenamente.

Me levanto e caminho até o banheiro para tomar um banho gelado. Os pesadelos estão cada vez piores.

          ~ Quebra de tempo ~

Estou na cozinha. São 6:37. Acabei de preparar um café, eu não gosto... aliás, eu odeio. Porém... vai que o Lance gosta... E não. Eu não estou tentando agrada-lo, só estou sendo educado.

Subo as escadas para o segundo andar com uns remédios para dor de cabeça e um copo d'água.

Abro a porta do meu quarto e ele está sentado na cama olhando em volta confuso.

- Humm... Lance? - Só agora ele nota minha presença no quarto e seu rosto vai de confusão para raiva.

- O que você esta fazendo aqui Mullet?

- Eu moro aqui.

- O que...? Como... Como eu vim parar aqui? O que... O que aconteceu?

Suspiro cansado e entrego os remédios e o copo de água para ele.

- Remédios para dor de cabeça. - Alerto.

- O que? É tão ruim assim?

- Você levou umas belas pancadas na cabeça ontem. Não ta com dor não?

- Não.

- Ótimo. O que o Zarkon queria com você? - Bem, eu sou um cara direto.

- Como é que eu vou saber?

- Você estava sendo sequestrado e não sabe o por que? Sério? Conta outra.

- É sério. Eu não sei. Não tenho a mínima ideia. A não ser...

- A não ser o quê McClain?

- Acha mesmo que eu vou dizer a você? - Seu tom de deboche me irrita.

- Salvei a sua vida! O mínimo que você deve fazer é me dizer o por quê daquilo!

- Achava que você era mais esperto Mullet. Não é óbvio? Os Galras são caçadores de recompensas, meu pai é um dos caras mais ricos da cidade... Quanto você acha que ele pagaria para me ter de volta?

- O seu pai eu não sei. Mas eu não pagaria um centavo por um cara irritante como você. - Hahaha, deboche devolvido!

- Como é que é?

- Isso ai que você ouviu. Ou seu ego é tão grande que atrapalha sua audição?

Ele me olha de cara feia e cruza os braços. Que atitude mais infantil.

"Vocês são dois idiotas infantis" as palavras de Pidge vieram em minha mente me fazendo suspirar. Preciso ao menos tentar acabar com essas brigas ridículas. 

- Gosta de café Lance?

Ele olha para mim com os olhos brilhando.

- Se eu gosto de café? Que pergunta idiota. Eu adoro café. Café é vida. Quem não gosta de café?

- Eu.

- Você é estranho então não conta.

Reviro os olhos e me dirijo a cozinha com Lance logo atrás.


Notas Finais


Então? Gostaram? Mais uma vez peço desculpas pelo atraso 😅 até semana que vem.


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