História You make me begin - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Taekook, Vkook
Visualizações 24
Palavras 784
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - .12


Jeongguk estava me evitando.

E deixei que ele desviasse de mim na escola e que não saísse de sua sala durante três dias. Não porque queria que ficasse longe — pelo contrário, eu queria muito que ele viesse me ver —, mas imaginei que estivesse sem graça e quis dar-lhe espaço. Porque, apesar de eu já estar certo sobre o que sentia por Jeongguk, ele não estava.

E era evidente que se confundia.

Algumas vezes ficava me olhando como se eu fosse a única coisa no mundo, e eu adorava aquilo, porém, em outras ele recuava e se mantinha longe o máximo que conseguia.

Como quando o desenhei. Depois de me dizer que eu estava bonito, Jeongguk ficou quieto e se despediu sem muitos rodeios, diferente de como geralmente fazia — ele sempre puxava outro assunto e acabávamos ficando mais tempo do que o previsto juntos.

Jeongguk faltou à aula de artes também, então, já que não havia ninguém para eu observar secretamente, terminei seu desenho.

Fui atrás dele no terceiro dia. Não o encontrei na escola inteira e disseram-me que ele havia faltado. Fui à praça esperando encontrá-lo, mas era óbvio que ele não iria lá se estivesse me evitando.
Resolvi ir à sua casa.

Eu havia visto sua mãe duas vezes e ela fora muito gentil comigo.

— Ah, oi, Taehyung — a mãe de Jeongguk sorriu para mim. — Veio ver o Kook, né?

— Sim.

— Entra.

— Ele não foi à escola, fiquei preocupado. Está tudo bem?

— Eu não sei, Taehyung — seu rosto abandonou o sorriso. — Jeongguk estava triste antes de conhecer você e seus amigos. Ele parecia ter melhorado, mas de repente recaiu. Não quis sair do quarto o dia inteiro, não sei o que aconteceu...

— Eu posso... entrar no quarto dele?

— Claro. Você já sabe onde é — ela voltou para a cozinha.

— Obrigado — fui até seu quarto e bati na porta.
Não ouvi nada. Bati de novo e Jeongguk demorou a abrir a porta. Seu cabelo estava molhado e estava mais bonito do que o normal. Olhou-me com surpresa.

— Hyung?

— Oi, Kookie — sorri.

— O-o que está fazendo aqui?

— Fiquei preocupado. Você sumiu.

— Não precisa se preocupar, hyung.

— Você está mal de saúde?

— Não.

— O que houve?

— Nada.

Assenti, calando-me. Estava na cara que Jeongguk não queria conversar.

— Quer que eu vá embora? — perguntei e não tive resposta. Ele apenas fitou o chão.

Balancei a cabeça e me virei para sair.

— Hyung — Jeongguk segurou meu pulso.

Um arrepio percorreu meu corpo inteiro. Olhei para ele e constatei que seus olhos procuravam pelos meus.

— Não vai — ele disse baixinho.

— Não vou — respondi e entrei em seu quarto. Sentei na cadeira da escrivaninha e ele ficou na cama. A porta estava fechada. Não dissemos nada e não nos encaramos. Pela primeira vez, o silêncio estava desconfortável.

— Já recebeu a nota da sua prova de matemática? — perguntei de repente.

Ele sacudiu a cabeça.

— Quanto?

— 9,5.

— Eu disse que Namjoon-hyung saberia te ajudar.

— Sim. Obrigado.

Ele olhou suas mãos.

— Você vai ficar com seu pai nesse final de semana? — perguntei.

— Sim.

— Já comprou o presente da sua mãe?

O aniversário dela estava chegando.

— Não.

— Você disse que ia comprar.

— Mas não comprei.

— Entendi.

— Taehyung.

— Oi.

— Jimin me mandou uma mensagem e eu não respondi. Jin-hyung também.

— E por que você não respondeu?

— Eu não estava com vontade de fazer nada.

— O que aconteceu, Kook?

Ele não respondeu.

— Você quer pintar um pouco? — perguntei.

— Hum... tá bom.

— Ah, eu terminei seu desenho. Quer ir à minha casa para ver?

— Tá bom.

Fomos depois de avisar a mãe de Jeongguk.


 

Minha casa estava vazia e meu quarto, bagunçado de um jeito que Jeongguk nunca tinha visto.

— Hum... finge que está arrumado — falei depois de abrir a porta.

— Tá — ele respondeu, mas tropeçou em um par de tênis meu. — O que houve aqui, hyung?

— Sei lá, eu me desorganizei nesses dias — respondi, omitindo que a razão da minha desorganização havia sido ele.

Peguei o desenho em cima da escrivaninha e entreguei.

— Obrigado, hyung — ele sorriu. — Ficou muito legal. E fiquei até mais bonito do que sou!

Eu não disse nada, porque não queria que ficasse constrangido com qualquer coisa que eu pudesse dizer.

Jeongguk se jogou na minha cama, como costumava fazer. Contive-me para não chegar perto e me sentei na escrivaninha, pegando tintas.

— Você vai querer pintar? — perguntei.

— Hyung, que shampoo você usa?

— Hã? — me virei e vi Jeongguk com a cara enfiada em meu travesseiro. — Ah. Sei lá, é minha mãe que compra.

— É bom — ele disse, ainda sem me olhar.

Coloquei as tintas na paleta e peguei um papel. Fiz montanhas com neve no topo e estava fazendo árvores quando senti a respiração de Jeongguk em cima da minha cabeça.



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