História You make me begin - Capítulo 30


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Taekook, Vkook
Visualizações 21
Palavras 1.331
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 30 - 30.


Visitei Taehyung novamente pouco tempo depois e convidei-o para sair.

— Vamos ver onde acordamos amanhã — brinquei e ele sorriu. Eu sabia que ele gostava daquela música.

Eu queria fazer tudo que não havíamos feito quando ainda morávamos na mesma cidade. Queria passear com ele em vários lugares, aproveitar que estávamos em uma cidade maior e que agora havia milhares de coisas para visitarmos. Como Taehyung adorava arte, eu resolvi levá-lo ao museu. Ou museus, já que havia alguns pertinho um do outro.

Fomos de metrô, e, apesar dos pais deles ficarem um pouco preocupados, não negaram o pedido. Não vou mentir, eu fiquei com medo de Taehyung passar mal ou de se machucar em algum lugar. Para meu alívio, não aconteceu nada durante o caminho e chegamos ao museu com facilidade. Ele nem ao menos havia se cansado. Acho que realmente estava recuperando a saúde e aquilo enchia-me de felicidade.

Fomos à exposição dos quadros do Van Gogh. Eu paguei sua entrada, mesmo com ele dizendo "não, Jeongguk, é muito cara!". Não havíamos nem visto direito o primeiro quadro e Taehyung já estava maravilhado e empolgado. Estava até andando mais rápido do que eu, ansioso para ver os próximos quadros. Diverti-me tirando fotos dele na frente das obras de arte e ria toda vez que ele colocava os dedos perto dos olhos, fazendo um "V".

— Você gosta dessa pose, heim.

— Não me enche o saco, vem, vamos ver o próximo quadro — ele me arrastou pelo pulso.

Confesso que quase não prestei atenção nas pinturas. Apesar de serem muito bonitas, coloridas e mostrarem a genialidade do pintor, eu estava muito mais interessado em voltar meus olhos para Taehyung. Ele estava lindo e, empolgado, ficava ainda mais. Seu sorriso me contagiava e eu só conseguia olhar para ele. Com toda a certeza, ele era a coisa mais bonita daquele museu.

Eu precisava de cinco segundos de coragem. Só cinco segundos, mas por que raios os cinco segundos estavam tão difíceis de tomar? Quando minha contagem chegava no dois, eu desistia e olhava para o teto, tentando não bufar.

Taehyung começou a cantar enquanto andávamos. Sua voz grossa e suave sempre me hipnotizava, e eu adorava ouvi-la. Aqueles foram meus cinco segundos. Cinco segundos de extrema coragem, nos quais meus pulmões encheram-se de ar para se esvaírem em uma frase simples que deixou meu coração na boca:

— Taehyung, quer casar comigo?

Meu Deus, o que eu tinha dito?!

Procurei a palavra errada!!

Ele virou o rosto lentamente, franzindo a testa e piscando os olhos, não entendendo direito o que eu dissera. Amaldiçoei-me por dentro. Idiota.

— Oi?

— Calma, eu estou nervoso — limpei as palmas da mão na calça, tentando controlar minha respiração.

— Jeongguk... — ele riu, mas o interrompi de forma ainda mais idiota:

— Namorar, Taehyung... Comigo. Eu, você... na... morar?

Ele gargalhou.

— Achei que você nunca fosse pedir, Jeongguk! É claro que eu quero! Eu, você, namorar: sim!

Respirei aliviado quando ele tombou a cabeça para o lado, parecendo um anjinho com os olhos fechados. Ele esticou os braços e me abraçou pelo pescoço.

— Jeongguk, cadê o anel?

— O que...?

— Anel, Jeongguk. Namorados têm anéis.

— Ahh — droga. — Eu não sabia se você queria um, então não... não comprei.

— Agh, Kookie, então eu não quero te namorar — ele se afastou.

— Mas a gente pode ir comprar um hoje!

— É brincadeira — ele riu. — Eu não ligo para isso, para alianças. Mas você quer uma? Porque, se quiser, então podemos ter uma.

— Eu quero tudo que você quiser, Tae.

— Então vamos comprar uma, eu quero que todo mundo veja que temos alianças!

— Ué, achei que não ligasse para isso — brinquei.

— É, mas assim as meninas param de olhar para você — ele revirou os olhos.

— Nenhuma menina olha para mim.

— Olha sim! Você que não vê, Kookie. Tem uma te secando ali agora.

— Elas olham é para você. Quem não ia te olhar, Taehyung? Esse seu rosto aí todo simétrico, esse seu cabelo, os seus olhos, esse seu corpo... hum.

— Nossa, estou sendo assediado. Tira as mãos de mim, seu tarado — ele riu e se afastou, indo para outro corredor.

— Taehyung! — alcancei-o. — Somos realmente namorados agora ou estou sonhando?

— Está sonhando, porque nem em mil anos eu namoraria você — mostrou-me a língua.

Revirei os olhos para ele.

— E vamos comprar uma aliança quando?

— Quando você quiser, Kookie. Não precisa ser tão já, podemos esperar um pouco, não é?

— Hum, podemos — sacudi a cabeça e observei-o se afastar para andar entre as pinturas.

Eu era o garoto mais sortudo do mundo. Eu tinha o Taehyung, o que mais poderia querer ter? Ele era tudo. Tudo que eu precisava, tudo que eu queria, tudo que importava.

 

Fomos almoçar em um restaurante por ali perto. Taehyung estava começando a ficar um pouco sem cor e aquilo me assustou, mas talvez fosse só fome? Ele ficou sentado com um copo de água à sua frente e eu pedi que trouxessem logo a comida.

Meu namorado começou a piscar com mais frequência, como se não estivesse enxergando nada e tentasse ver algo.

— Tae, está tudo bem?

— Hum? — ele me olhou. — Está, sim.

— Tem certeza?

— Aham — ele sacudiu a cabeça. — Por que não vai ao banheiro? Você disse que queria ir.

— Você não parece bem...

— Estou bem, Kookie. Vai lá.

— Eu vou correndo e já volto — me levantei e realmente corri para o banheiro.

Quando eu saí, vi algumas pessoas se movimentando preocupadas. Então percebi que elas estavam todas correndo na direção em que eu estava sentado com Taehyung. Um frio glacial percorreu minha espinha e eu corri também. As pessoas estavam fazendo um círculo em volta da nossa mesa e eu empurrei-as com medo.

Caí de joelhos no chão.

O meu mundo estava caindo também.

— Taehyung! — coloquei a mão em sua testa e acariciei seu cabelo.

Ele estava no chão, inconsciente e pálido.

Meu coração batia rápido e dolorido.

— Eu já chamei o resgate, eles pediram para não mexer nele — me disse a garçonete que havia nos atendido.

Eu assenti e tentei tirar minhas mãos de Taehyung, mas estava assustado e com medo. Muito medo. Eu nunca tinha sentido aquela intensidade de confusão antes. Sentia-me entorpecido.

— O que aconteceu? — perguntei à garçonete.

— Eu trouxe a comida, ele estava pálido, parecia com falta de ar... ele se levantou e caiu no chão quase que na mesma hora.

— Hey, Taehyung... por favor, acorda — sussurrei, mas ele não podia me ouvir.

Eu queria que o resgate chegasse logo, mas cada segundo pareciam séculos a rastejar em nossa direção.

 

Eu não pude passar pelas portas da emergência no hospital. Torturaram-me dizendo que eu tinha que ficar do outro lado, sentado nas cadeiras e esperando. Chamaram seus pais e eu estava pronto para ouvir um sermão, mas eles não disseram absolutamente nada quando chegaram. Apenas me abraçaram.

O pai de Taehyung foi ver alguns papéis e deixou a esposa comigo.

— Sinto muito, Jeongguk — a mãe dele me deu um beijo na testa. — Você deve estar nervoso, não era para isso ter acontecido com você junto...

— O que está acontecendo? — perguntei.

— Eu também não sei — sua voz falhou e ela tentou não chorar. — Você precisa ligar para sua mãe, Jeongguk. Quem sabe ela te busca aqui.

— Não! Não! Eu não vou embora enquanto não puder ver o Taehyung!

— Calma, querido — a mãe dele passou a mão pelo meu cabelo. — Não deve ser nada grave. Ele está cansado, só isso. Você sabe que é um dos efeitos colaterais do tratamento. Ele deve ter se sentido muito cansado e acabou desmaiando, só... isso.

Só isso?

Então por que meu coração doía tanto? Por que eu sentia que ia perdê-lo? Por que eu queria correr para vê-lo?

— Acho que preciso ver alguns papéis da ficha dele — a mãe de Taehyung me olhou com preocupação. — Não saia daqui. Quando eu voltar, vou ligar para seus pais.

Não respondi, apenas fiquei vendo-a se afastar. Meu corpo inteiro doía.

— Tae... por favor... não me deixe — sussurrei encostando-me na porta que me impedia de ver meu namorado



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