História You make me begin - Capítulo 32


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Taekook, Vkook
Visualizações 22
Palavras 3.626
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 32 - 32.


Quando disse que Taehyung nunca mais voltou para a cidade, não estava mentindo. Ele não voltou. Foi porque seus pais — depois do que aconteceu —, decidiram que seria mais seguro que ele terminasse seus estudos naquela cidade grande, perto do hospital que ele precisava.

Não vou mentir e dizer que não fiquei triste e que não chorei por ele não voltar. Eu chorei. Mas sabia que seria melhor para ele. Eu o queria saudável, antes de querê-lo ao meu lado, e trocaria minha felicidade pela saúde dele, sem pensar duas vezes. Aliás, isso não faz sentido, porque a saúde dele era minha felicidade, então... ah, vê como Taehyung deixa-me confuso?

Seokjin, Namjoon, Yoongi e Hoseok começaram suas faculdades enquanto eu e Jimin permanecemos na cidade. Ficamos mais próximos, mas no ano seguinte ele também se formou e ingressou na faculdade da cidade em que Taehyung estava morando. É, aquela que a mãe de Yoongi fizera. A que eu queria fazer e que Taehyung também queria.

Taehyung perdeu um ano de estudos, então acabamos aplicando para faculdades no mesmo ano. Sim, podíamos ingressar juntos se tivéssemos sorte. Ou melhor, se fôssemos muito dedicados. Então decidimos uma coisa: aquele ano seria para o nosso futuro. Sendo assim, encontraríamo-nos o mínimo possível (nos vimos apenas duas vezes nas férias) para não nos distrairmos. Combinamos que iríamos estudar muito.

A primeira vez que vi Taehyung depois de meses de estudo foi quando resolvi fazer uma surpresa a ele. Pedi ajuda de nossos hyungs, que até mesmo me ofereceram um empréstimo, mas eu neguei, porque já havia feito um com minha mãe — pois é, eu nem tinha entrado na faculdade e já estava devendo dinheiro...

Combinei com Taehyung de encontrá-lo no aquário da cidade onde ele estava morando. Fui de trem e seus pais o deixaram lá na hora marcada por nós dois. Ele estava bonito como sempre, mas admito que encontrá-lo rodeado pela luz meio azulada — vinda dos tanques de água com peixes, baleias e golfinhos —, realçava sua beleza. Divertimo-nos vendo o colorido dos cardumes, o show dos golfinhos e das baleias, e eu comprava algo para ele comer de meia em meia hora, com medo de acontecer outro "susto".

— Jeongguk-ah — Taehyung riu quando apareci com um pacote de pipoca. — Para. Não sou uma grávida, não quero ficar comendo mil coisas. Se eu estiver com fome, avisarei você e poderemos ir comer juntos, sim?

— S-sim... — corei com a comparação à uma grávida. Ele riu e me abraçou.

— Então vamos, eu quero ver aquela parte que podemos pegar as estrelas do mar nas mãos. Você não quer? — ele me olhou e eu chacoalhei a cabeça em resposta. — Hey, o que está aprontando, Jeongguk? Está muito quieto e eu conheço você. Tem algo que quer me dizer, ou algo que está te incomodando, ou está escondendo algo de mim. Ou todas as opções. Vamos, diga-me.

— Não é nada, hyung. Vamos ver as estrelas do mar, certo? Sim, vamos! — arrastei-o pelo pulso, procurando pelas placas de "estrelas do mar" e suas setas.

Finalmente as encontramos e, depois de Taehyung pegar quase todas elas nas mãos, e tirar mais mil fotos daquele tanque e de outros que não havíamos visto ainda, ele sentiu fome e fomos procurar algum lugar para comer.

Ah, eu estava nervoso, muito nervoso. Minhas mãos suavam e eu não conseguia pensar direito. Pedimos batatas fritas e hambúrgueres, o que quase sempre pedíamos já que era uma de nossas comidas preferidas — principalmente quando estávamos juntos —, e Taehyung fitou-me com uma expressão de curiosidade e desconfiança quase o tempo inteiro que permanecemos sentados.

— Aish, Tae, pare de me olhar assim — reclamei, virando o rosto para os outros lados e me sentindo desconfortável naquele sofá de couro. Por que tínhamos que sentar de frente um para o outro e não lado a lado?

— O que você quer, Jeongguk? — ele perguntou rindo, erguendo o queixo em uma expressão de "diga logo!".

Abri minha mochila e ele franziu a testa, provavelmente pensando que eu tiraria algum caderno e faria uma pergunta sobre biologia ou história. Entretanto, tirei de lá uma pokebola e ele me olhou ainda mais perdido do que antes.

— Ehh? — Taehyung coçou a cabeça. — Jeongguk, por que você tem uma pokebola aí? Aliás... de onde veio isso? Eu não estou entendendo nada...

— Abre — estiquei o objeto com as duas mãos e ele olhou o restaurante antes de pegá-lo. Taehyung quis chacoalhar a bola perto do ouvido e balancei minhas mãos, impedindo-o rapidamente. — Não, Tae! Só abre, tá?

— Hum... tá — ele riu e abriu. Ficou estático por alguns segundos, tentando processar o que via. Eu ri baixinho.

Lá dentro, havia duas alianças de prata e um papelzinho escrito "eu escolho você". É, bem clichê, eu concordo. Não foi original, mas foi a coisa mais legal que pensei. Queria que fosse legal para Taehyung também. E, quando ele me olhou com os olhos arregalados e um sorriso retangular ainda maior do que o costume, eu soube que ele havia achado legal.

— Jeongguk! — ele quase gritou e se levantou, sentando-se ao meu lado. — Rápido, me dá sua mão — ele segurou meu pulso, mas puxei-o.

— Não, não, eu vou fazer isso primeiro! — peguei sua mão e uma aliança. — Kim Taehyung, quer namorar comigo? Você me deixa... escolher você?

Ele riu, não conseguindo esconder o sorriso de forma alguma.

— Sim! Só põe logo esse anel, Jeon Jeongguk.

Ri com sua espontaneidade e deslizei o anel até encaixar em seu dedo. Taehyung me olhou com ternura e eu sorri.

— Sabe, Jeongguk... você é demais.

— É mesmo?

— É.

— Cuidado para não me perder, então — dei uma risada e ele logo segurou minha mão, enfiando o anel em meu dedo.

— Não vou perder você. Olhe — ele entrelaçou nossas mãos, fazendo os metais tilintarem. — Ouve isso? É o som que diz que somos um do outro. Não se esqueça desse som, Jeongguk, porque você o ouvirá até morrermos. É o som da sua vida acorrentada à minha, como meu escravo de um tempo atrás — riu.

— Não vejo minha vida acorrentada à sua — falei, acariciando sua mão. — Quero que possamos construir uma vida juntos, Taehyung. Quero que você seja parte da minha vida, todos os dias.

— E quero que você faça parte da minha, também — ele respondeu docemente.

 

A segunda vez que o vi, foi em um feriado, não muito tempo depois. Eu fui à sua casa e comprei um vaso com girassol para ele. Fiquei com muita vergonha quando a mãe de Taehyung abriu a porta e viu a flor, mas minha sorte foi que ela não disse nada além de:

— Que girassol lindo, Jeongguk!

Eu sorri e entrei no apartamento, junto de minha mãe, que havia me levado. Minha mãe e Sooyoung — a mãe de Taehyung — ficaram bem amigas e aquilo deixava nós, os filhos, alegres.

— Eu adoro girassóis, acho que Taehyung deve ter herdado esse gosto meu — brincou Sooyoung, balançando a cabeça e deixando o cabelo curto mexer delicadamente.

— Eu também adoro girassóis — minha mãe sorriu. — Eles são lindos, pena que duram pouco...

— Ah, isso é verdade, Sun-hee, duram pouco mesmo.

"Duram pouco"? Imaginei se comprara a flor errada. E se Taehyung achasse que eu queria lhe dar um girassol porque dura pouco? Devia ter comprado uma flor que significasse eternidade? Aish...

— Onde está o pai do Taehyung? — questionou minha mãe, tirado-me de meu devaneio com sua voz ao pronunciar o nome de meu namorado.

— Ele teve que trabalhar... — ela suspirou, fazendo uma cara cansada. — Somos só eu e Taehyung hoje.

— Ah, sim... O Hyun-jun também não pôde vir hoje. Ele tinha mandado oi a vocês, principalmente para o Sungjae, já que eles sempre passam tanto tempo conversando.

— Ah, eu vou dizer ao Sungjae. Sun-hee, sente-se, eu vou fazer um chá para nós. Fiz biscoitos também!

— Ah, aqueles biscoitinhos gostosos que você sabe fazer? — minha mãe se sentou, rindo, e Sooyoung colocou as mãos em seus ombros, apertando-os levemente para dizer:

— Sim!

— Hum, que delícia! Mas, imagina, não precisava ter se incomodado com nada, Sooyoung — Sun-hee pareceu levemente envergonhada e balançou as mãos na frente do rosto.

— Não ia fazer minha amiga passar fome, não é?

Então elas notaram que eu ainda estava ali, em pé, parado e quieto, apenas ouvindo a conversa.

— Ah, Jeongguk, o Taehyung está no quarto — Sooyoung sorriu e balançou a cabeça. — Vai lá, pode ir.

— Obrigado — abaixei a cabeça e fui até o quarto de Taehyung.

Bati na porta de seu quarto e a abri. Ele estava sentado em cima de jornais e suas mãos estavam sujas de tinta, assim como os papéis que forravam o chão. Sua caixa de madeira estava aberta ao seu lado e havia vários potinhos e bisnagas de tinta espalhados ao redor. Ele estava concentrado e não notou quando entrei — acho que nem ouviu-me bater à porta. Coloquei o vaso em cima da sua escrivaninha e dei passos silenciosos enquanto ele se inclinava sobre algo que eu não conseguia ver. Abaixei-me, sustentando meu peso sobre meus tornozelos, e ele ainda não havia me notado. Sussurrei em seu ouvido um "bú" e ele se virou, assustado. Nossos narizes se encostaram e Taehyung sorriu assim que viu meus olhos. Ele me beijou, sem encostar as mãos em mim, e senti o calor de sua boca invadir a minha.

Quando tentei tocá-lo, porém, ele se afastou.

— Não, Kookie! — sua voz estava preocupada. — Você vai se sujar.

Olhei suas mãos. Taehyung estava coberto de azul.

— Tudo bem se eu me sujar — sorri.

— Não é você quem lava a roupa, não é? — brincou e eu o beijei de novo. — Jeongguk-ah, para — ele riu quando sentiu minha mão em suas costelas.

— Tá — bufei e finalmente me sentei. — É bom te ver pintando.

— Uhum — sacudiu a cabeça, fechando os olhos e franzindo o nariz.

— O que está fazendo? — não resisti em encostar meus lábios nos seus ao ver a cara que fazia.

— A sua sorte é que acabei agora — senti seu sorriso sob a minha boca. Ele se afastou para que eu pudesse ver.

Eram muitos tons de azul dispostos em circunferências. Em volta, onde a tela acabava, eram tons escuros que me lembravam o mar ou o céu à noite, e, conforme a pintura se aproximava do centro, havia mesclas entre estes tons escuros e mais claros de azul. Claros como o céu. E no centro, bem no centro, havia algo branco e amarelo que parecia uma luz. Algo que irradiava e acalmava a confusão criada pela dicotomia entre os azuis.

— Que lindo — sussurrei e arranquei uma risada morna quando perguntei: — É arte contemporânea?

— Hum... pode chamar assim, se quiser — ele limpou as mãos em um pano sujo, tirando a tinta molhada e deixando para trás apenas as manchas secas.

— E do que você chama? — olhei-o, querendo jogá-lo no chão e beijá-lo até não termos mais ar nos pulmões.

— Não sei.

— Tem um significado?

— Sim.

— Qual é?

— Você.

— Hã?

— Você, Jeongguk.

— Eu não... entendi a analogia com os tons azuis e... o centro branco e amarelo... e eu — franzi a testa, confuso e envergonhado de pedir que me explicasse sua obra de arte. Eu devia tê-la entendido, certo?

Ele riu, balanço a cabeça devagar e respondendo baixinho:

— Jeongguk, você é todo azul para mim.

— Azul?

— É.

— Azul de triste?

— Era triste. Era... — ele passou a mão pelo meu cabelo e fechei os olhos. — Você era tão azul, tão triste. Foi difícil te tornar menos escuro e mais parecido com o azul do céu — senti as pontas macias de seus dedos acariciarem minhas têmporas. — E quando você foi se tornando um pouco mais claro e suave, de repente o azul escuro te dominou de novo — os dedos continuaram e contornaram meu rosto, descendo pelo pescoço e me causando arrepios, até encontrarem minhas clavículas e permanecerem ali com movimentos circulares. — E aí, depois ou agora... você se tornou claro como as nuvens e como o sol que ilumina os meus dias; como o céu que torna minha vida mais colorida e iluminada. E, Jeongguk... — ele parou de falar, um sinal que me dizia para abrir os olhos. Abri e encarei a imensidão de seus olhos e o universo detrás deles. — Você é a calma no centro do caos. O caos é o azul, todo misturado e sem lógica em seus tons, enquanto você é o centro iluminado que me tranquiliza. Kookie, você é a calma no centro de todo o caos que dominou minha vida nos últimos dois anos. E, estranhamente, também faz parte do caos. Mas é um caos bom! Muito bom! — riu e sussurrou algo que me fez arrepiar da ponta dos pés ao último fio de cabelo: — eu te amo.

Ficamos nos encarando, sentindo nossas respirações quentes chocarem-se. Entrelacei minhas mãos às suas e senti o metal gelar minha pele. Ele riu com o tilintar. Sempre ria quando ouvia aquele barulho. Ele dizia parecer surreal ter um aliança comigo.

— Tae, eu te amo muito mais — sussurrei. — E, enquanto precisar de mim, serei a sua calma.

— Eu preciso de você para sempre, Jeon Jeongguk — deu uma risada baixinha e eu peguei seu rosto entre as mãos para, finalmente, beijá-lo até ele se afastar com a respiração ofegante, dizendo precisar de ar. Então ele olhou a escrivaninha. — Ah, o que é aquilo?

— Eu te trouxe um girassol.

— Ah, Kookie! É minha flor preferida.

— Porque é da sua cor preferida, não é? Amarelo.

— É, mas eu tenho duas cores preferidas agora.

— Quais?

— Amarelo... e azul.

Rimos e o abracei, deitando-me no chão e fazendo-o cair por cima de mim. Queria sentir seu coração bater junto ao meu e enfiei meu rosto entre seu pescoço e seu ombro, sentindo seus batimentos e seu cheiro.

— Tae...

— Hum?

— Sobre a faculdade...

— O que tem ela?

— Eu estou com medo de não passar, hyung. Você com certeza vai, mas e se eu...

— Shh — ele me apertou e me beijou. — Não pense nessas coisas, tá? Você vai passar. Lembra-se do que o Hobi sempre diz? Pensamentos positivos em primeiro lugar. E o Yoongi diz para correr, não importa quão difícil for o caminho. Então, mesmo que você esteja com medo, Kookie, vamos correr, tá bom? O que no caso significa estudar — riu e eu também. — Vamos estudar e, mesmo que não dê certo, tudo bem. Porque ainda somos muito jovens.

— Hum, o Yoongi diz que somos muito jovens para desistir.

— Sim. Quem diria que ele seria uma inspiração, não é? Aquela pedra que adora dormir.

— Eu não vou desistir, Tae — abracei-o com força e ele riu. — Vamos passar juntos nessa faculdade. Vamos "correr" juntos.

— Vamos! — ele olhou em meus olhos.

— Meninos! Venham comer biscoitos! — a mãe de Taehyung nos chamou da cozinha e rapidamente nos levantamos e eu procurei por manchas de tinta em minha roupa, só para que pudesse escondê-las direito da minha mãe.

 

O meu último semestre foi o mais longo e estressante de todos. Não acabava nunca! E aguentá-lo longe de Taehyung tornava-o pior e mais moroso, porém, eu sempre pensava no futuro. Em como seria incrível quando estivéssemos finalmente juntos na mesma universidade. Aquilo me extasiava só de pensar.

Quando os resultados e as listas de chamada saíram, nossos sonhos se realizaram: estudaríamos na mesma faculdade. Viveríamos na mesma cidade. Poderíamos fazer tudo juntos. Poderíamos começar a construir todos os nossos planos.

 

Meus pais decidiram alugar algo perto de Taehyung. Eles foram na frente e ajeitaram tudo enquanto eu arrumava as coisas do meu quarto em caixas para levar embora. Eu contava os dias, as horas e os segundos para encontrar meu namorado.

Eu adorava aquela palavra. Aquelas duas palavras. Meu e namorado. Adorava quando as pessoas diziam que éramos um casal; adorava quando Taehyung me chamava de amor, adorava chamá-lo de amor, adorava saber que podia tocar cada centímetro de sua pele e adorava o fato dele poder tocar cada centímetro da minha. E eu adorava ainda mais o anel que rodeava meu dedo e encostava no anel dele quando entrelaçávamos nossos dedos.
 

Combinamos com nossos hyungs de nos encontrarmos na estação do trem alguns dias depois de saírem as listas de chamada. Íamos comemorar nossa aprovação na universidade e finalmente matar a saudade de nossas reuniões. Dessa vez, não me perdi no meio do caminho.

As portas do vagão se abriram e eu saí esperando encontrar Taehyung em algum lugar. Ele havia me mandado uma mensagem dizendo que me esperaria perto das escadas. Dirigi-me a elas e o vi de longe.

Ele estava lá. Em pé, me encarando com um sorriso enquanto pessoas subiam e desciam a escada atrás dele. Seu cabelo havia crescido há bastante tempo, no entanto, apenas agora ele refizera as mechas verdes que eu adorava. Sorri ao vê-lo e não pude me conter: corri até ele e o abracei, enfiando meu nariz em seu pescoço, respirando fundo e sentindo seu cheiro gostoso.

— Oi, Taehyung — afaguei suas costas.

— Oi, Kookie — ele riu com as cócegas. — Você não para de crescer, e de ficar bonito e forte. Olha esses seus braços! Essas suas pernas, hum?

— É, eu sei, estou ficando muito bonito, né?

— Você sempre foi, mas sabemos que não tanto quanto eu — ele riu e tive que concordar. Segurou em minha mão e se virou, começando a me puxar. — Vem, o Yoongi e o Hoseok devem estar chegando no outro trem.

— Tae — apertei sua mão e o puxei para trás, segurando em sua cintura —, eu tenho uma coisa para te dizer antes.

— Aish, Jeongguk — fez uma careta —, você sempre me faz querer chorar quando diz essa frase aí.

— Desculpe, hyung — ri, mexendo em sua franja tão charmosa. — Mas eu preciso mesmo dizer.

— Fala — ele me deu um sorriso doce como mel.

— Você me fez começar, Taehyung. E ainda me faz começar todos os dias.

— Começar o quê? — ele riu, sem entender muito bem as minhas palavras.

— Começar a viver — expliquei. — Começar a amar. Se não fosse por você, eu provavelmente teria desistido de tudo.

— Não — ele chacoalhou a cabeça. — Foi por si mesmo que você começou tudo. Eu só te dei um empurrãozinho.

— Eu gosto dos seus empurrãozinhos, então — rocei nossos narizes e ele fechou os olhos antes de dizer, quase num sussurro:

— E eu gosto de você.

— Sabe de uma coisa? A dia que passa, eu te amo mais, Kim Taehyung. E amanhã eu te amarei mais do que amo agora.

Taehyung encostou sua testa na minha, e colocou a mão na região do meu coração, sentindo-o bater rápido. Ele permaneceu de olhos e aproveitei o calor de sua respiração misturar-se à minha.

— Jeongguk — ele sussurrou, segurando meu rosto com a mão livre e abrindo os olhos para olhar bem dentro dos meus. — Você me tem como a gravidade, como um campo magnético, como uma lei da física ou como um postulado da matemática. É inevitável: você sempre me terá. E não importa qual cor irá te preencher, eu sempre estarei aqui para apreciá-la e te colorir se você desejar. Eu te amo, nunca se esqueça disso. E, se amanhã você vai me amar mais do que hoje, mal posso esperar para todo dia virar "amanhã".

Ele me beijou e eu não disse nada. Era nosso primeiro beijo num lugar assim, cheio de pessoas. E eu não me importei que todos vissem. Não me importo até hoje quando ele faz isso. É um sentimento tão forte que eu não consigo dizer ou fazer nada. Taehyung me tem como a gravidade, também. Ele me tem com tudo que sou e tudo que tenho, ele tem minha alma. E ele pode fazer o que quiser de mim, eu sou completamente dele. Hoje, amanhã, daqui sete anos, daqui cinquenta anos. Eu serei sempre dele.

Ele me ensinou a amar e a viver e eu jamais conseguirei agradecê-lo o suficiente por isso.

Bom, na verdade, quando eu dei a ele o anel de noivado, Taehyung disse, fazendo-me rir:

— Agora você já pode parar de agradecer por eu ter mudado a sua vida, Jeongguk. Esse anel aqui deve ter sido caro, né? Isso paga todas dívidas.

Eu mal posso esperar para passar todos os dias da minha vida com ele. Eu costumava pensar que não existia coisas idiotas como "eles foram feitos um para o outro", mas, depois de conhecer Taehyung, eu pensei duas vezes. Existe sim, e eu sei disso porque fomos feitos um para o outro.

Eu nasci para ser de Taehyung e nada mudará isso. Eu nasci para viver todos os meus dias ao lado dele, esforçando-me a cada segundo para ser uma pessoa melhor, mais alegre e cheia de vida. E ele me ajuda nisso todos os dias, com seu sorriso retangular tão cheio de luz, seus olhos que mostram um universo inteirinho novo todas as vezes que me olham; sua pintinha no nariz tão inusitada, e seu jeito de me tratar e de me abraçar, como se apenas bastassem-me aqueles toques suaves e palavras amenas para consertar os cacos em que me transformei durante o dia.

Quando Taehyung apareceu, ele explodiu o meu mundo por inteiro e me ensinou a construir um novo e a aprender a lidar com os resquícios, que antes eram as únicas coisas que compunham meu mundo cinza, azul e triste. Agora, eu sei que posso colorir meu universo com cores alegres e quentes, que me passem tranquilidade e amor, e sei que essas são as cores mais importantes.

Um dia, li em algum lugar que sem amor nada seríamos. Antes de conhecer Taehyung, achava aquela frase boba e insignificante, afinal, o amor não havia sido suficiente aos meus pais. Porém, agora sei que, sem amor — sem Taehyung —, eu não seria nada. E é por isso que me esforçarei a cada dia para merecê-lo ao meu lado e para merecer seu amor: os maiores presentes que eu poderia ganhar da vida.

 

- fim -


Notas Finais


esta fanfic foi a primeira que eu escrevi (então desculpem-me se ela foi mal escrita, mal planejada ou mal qualquer-coisa) e é *muito* especial para mim!!

espero que ela possa ter sido tão especial para vocês quanto para mim!

Obrigada por terem lido!

Ah, existe uma “continuação” chamada Love is not over :)


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