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História You Make Me Begin (Taekook - Vkook) - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Hello, there 🌻💜

Voltando com essa tbm.

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction You Make Me Begin (Taekook - Vkook) - Capítulo 1 - Prólogo

Kim Taehyung

Eu ouvia tudo e até mesmo gritava, entretanto nada enxergava. Meus cabelos são puxados com toda sua força brutal e o monstro atrás de mim ao menos se importa. Aperto os lençóis, tentando, em vão, descontar a minha dor, me ver livre ou pelo menos libertar-me um pouco dela. Sinto sua mão livre ricochetear minha bunda e coxas sem piedade e isso arde como o inferno.

Mas estou no inferno. Minha mente frisa.

E eu lamento. Lamento tanto.

A cama range à medida em que a força e precisão com que ele coloca sobre mim aumenta. Suas estocadas são certeiras, apesar de, na maioria das vezes, errar e não acertar a minha próstata, o que torna o ato em si mais doloroso do que prazeroso. Não que eu me agradasse dos prazeres que o corpo por natureza sente, contrário, eu me sentia imundo, mas estava ali para isso, dar prazer a ele, não receber.

Minhas costas são arranhadas com ânsia. Ardor. Meu corpo é puxado para trás, colando minhas costas no tronco do homem desconhecido que aperta meu pescoço e desfere mordidas profundas pela minha nuca. Ele inspira meu cheiro, dizendo-me o quão delicioso sou quando suas presas cravam minha pele. Meu corpo reage, esfriando e enfraquecendo. Sinto falta de ar e começo a tossir descontroladamente. Ele ri. Náuseas.

Quando de repente volto a mim, me encontro de joelhos no chão, tateando sua coxa para me apoiar enquanto suas duas mãos forçam a minha cabeça para que possa abrigar todo o seu membro. Engasgo, mas sou obrigado a continuar, mesmo que eu queira vomitar e sinta a garganta arranhar com a forma bruta com que ele a estoca.

Após alguns minutos que para mim pareceram horas, um infinito curto de dor, sou puxado para cima com brutalidade e arrisco dizer que seu próximo passo será tentar me beijar. Não cedo, viro a cabeça sentido contrário e, como consequência, sou empurrado diretamente para o chão, batendo a minha cabeça, tirando-me um murmúrio alto de dor.

Isso sempre acontece quando o cliente não consegue o que quer, que no meu caso é beijar. Algo tão significativo e íntimo, eu jamais dividiria esse ato com qualquer pessoa, ainda mais tão sujas quanto as que vêm nesse lugar asqueroso.

Minha cabeça dói e parece que irá explodir. Minhas pernas pedem descanso, meus músculos latejam e noutro momento estou sentindo uma ardência latejante em minha bochecha que presumo ter sido a palma de sua mão indo de encontro a ela.

Minha alma e coração choram lágrimas de sangue enquanto meus olhos estão secos por terem despejado o suficiente quando tudo isso começou. Sou escravo das minhas próprias escolhas; escolhas essas que eu tive que correr para agarrar pelo simples fato da sociedade me negar. Eu aceitei quem me tornei, eu aceitei que o ser humano é traiçoeiro e mau, aceitei meu futuro. Aceitei.

Eu aceitei mesmo?

O tempo se vai sem que eu tenha controle de nada a minha volta. Sinto seu gozo preenchendo a camisinha ao que me impulsiono repetidas vezes sobre seu colo, tendo suas unhas rasgando as minhas costas e seus dentes perfurando o meu pescoço. Ouço sua voz, entre gemidos, me chamando das mais diversas palavras de baixo calão.

Suspiro aliviado quando sou jogado para o lado e, finalmente, posso respirar, já ciente de que pelo som de sinto sendo afivelado essa sessão tortuosa chegou ao fim.

– TaeTae… – ouço a voz da única pessoa que vem correndo me acudir quando o cliente se vai. Se não fosse por ele eu não sei o que seria de mim. – Ah, Tae… – sinto suas mãos me levantarem do chão com cuidado que só ele tem. – Essa parece ter sido mais fraca. – se refere, com toda a certeza, ao fato do meu corpo, possivelmente, estar em melhores condições do que das outras vezes e com outros clientes.

Chio no que deveria sair mais como uma risada soprada, mas fora amargurada. Rancor é o que de maior eu resguardo aqui dentro de mim.

– Uhum…

Resmungo pela dor no quadril assim que ele me pega no colo e começa a andar para o local conhecido por mim pelo cheiro de rosas. Atenciosamente colocado lá por ele, que descobrindo meu fascínio por elas não demorou muito para que as trouxesse e enfeitasse nosso quartinho. Pelo o que ele disse abriga apenas uma beliche dividida por nós.

– Isso é bom. – suspirou, me colocando deitado com cuidado sobre a cama, calmamente retirando as minhas roupas para me ajudar com o banho.

Eu não tenho tempo a perder caso que queira manter meu emprego. Preciso estar pronto para o próximo cliente e isso não inclui deixá-lo esperando.

Me recordo da última vez que isso aconteceu, o Gerenciador me puniu a ponto de me deixar sem andar por uma semana. Obviamente que esse ato resultou em um estado catatônico, levando Hoseok a me ajudar em questão de alimentação e movimentação. Meu exterior era o reflexo do meu interior. Destruído. Acabado. Aos pedaços. Claro, nós nunca nos alimentamos suficientemente, então o máximo que ingeri foi um pedaço de pão que ele arranjou para nós.

Sujo, era como eu me sentia diariamente à medida em que, a cada hora, a cada momento preso com algum desconhecido, mais adjetivos surgiam para me descrever, aumentando gradativamente o meu desespero interno para um pedido de socorro que não seria escutado. Afinal, quem daria ouvidos a mim?

Antes dariam de graça seus ouvidos para me escutar sem pedir nada em troca se pudessem. Estariam ao meu dispôr vinte e quatro horas por dia se deixassem. Eu era indiferente a isso, confiava apenas nos meus amigos e na minha família, nunca imaginei sentir falta da disposição deles como agora. Não eram sinceros. Não mesmo. Mas me escutariam, não é?!

Se me dissessem que eu seria vítima de um teste obrigatório para uma nova linha de maquiagem e, como causa de uma alergia, surtindo efeito nada esperado, levando-me a perda da visão e sendo descartado por isso, eu, claramente, não acreditaria nessa pessoa. E, se ainda acrescentassem que minha única forma de sustento encontrado seria a prostituição, com toda a certeza do mundo, riria da cara dessa pessoa e continuaria a desfilar como eu fazia.

Eu, Kim Taehyung, vinte um anos e de Daegu, jovem modelo prodígio da Gucci desde os meus dezoito anos, me encontro, nesse exato instante infernal da vida, dependendo do dinheiro dos monstros para sobreviver. Permitindo, sem meio algum de escolha, que usem o meu corpo para seu bel prazer e seus mais profundos e obscuros fetiches sexuais, apenas para que durante a amanhã e a tarde eu tenha o que comer.

Para sobreviver.

Ainda que de fato eu não tenha a mínima vontade de continuar respirando.

Um cego cálice e prostituto.

Eu jamais imaginaria essa situação.


Notas Finais


A aparência do Tae é a de Wings e a do Jk de Fake Love.

Juntos e shallow now 💜🌻


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