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História You never walk alone - (Taekook-Vkook)ABO - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


olá meus amores. como estão?
falei que hoje voltaria e voltei.
espero que gostem!

Capítulo 4 - Capítulo 04: "A not so old past"


Fanfic / Fanfiction You never walk alone - (Taekook-Vkook)ABO - Capítulo 4 - Capítulo 04: "A not so old past"

— Itaewon; bairro de Seoul

Depois de uma forte chuva ter caiu na noite anterior, o dia amanheceu ensolarado em Seoul. Apesar da noite beirando madrugada ter sido conturbada, naquela manhã o apartamento de Jeon amanheceu em silêncio. Minji preparava o café na cozinha como de costume. Enquanto isso, Jungkook se encontrava em sua cama pensativo. Apesar de ter dormido a maior parte da noite, já fazia duas horas que ele se encontrava naquela posição; totalmente pensativo sobre o ômega que estava no quarto ao lado.

Algo em si dizia que ele não era tão desconhecido assim; inclusive, sentia uma obrigação enorme de poder ajudá-lo. Seu coração se apertou quando lhe deixou no quarto há algumas horas atrás. Totalmente indefeso. Seu corpo tão quentinho ali todo encolhido, além de lágrimas em seus olhos. Não havia cogitado a idéia de alguém ter feito algo para si.

— Obrigado. — era o que Taehyung havia falado baixinho quando Jungkook lhe deitou na cama. O alfa sorriu por tal agradecimento, mesmo que fosse outra pessoa naquela situação, ele faria o mesmo. — Serei extremamente grato a você, Jungkook. — disse enquanto se encolhia entre os cobertores.

Aquelas palavras tinham pegado de surpresa o alfa. Acostumou-se sempre a ser meio arrogante e frio com as pessoas, mas aquele Omega, não havia como tratá-lo de tal jeito.  Ele era tão fofo. A vontade era apenas de querer segurá-lo nos braços e protegê-lo.

O alfa havia pensando também no seu pequeno surto há algumas horas. Sentia-se um tanto mal por ter assustado aquele garoto, assim como Minji sempre dizia, ele tinha que se controlar. Nem todo mundo sabia do seu passado, assim como poderiam existir milhares de Jimin por constante lugares. Mas, o problema era esse. Existiam outros Jimin por toda parte, mas ninguém era o seu amado.

O amor de alguma forma nos faz fica meio bobo. Chega rede pente e muda muitas coisas em nossa vida. O amor é algo puro, que todos nós estamos destinados a sentir. A grande verdade por trás de tudo e que, muitas vezes achamos que o amor e para sempre, mas às vezes não é por esse lado. Não que não amaremos, porque iremos amar, entretanto, podem ser pessoas diferentes.  O vazio assusta e nos machuca sempre quando alguém pode nos deixar.

Jungkook tentou afastar esses pensamentos e se pós a levantar.  Já passava das oito e meia, ele tinha coisas a fazer, entre todas, precisava saber do omega.

— Bom dia, Minji. — disse o alfa assim que chegou a sala. A mais velha estava no fogão preparando seus melhores bolinhos de chocolate. Ela sempre foi deveras caprichosa no que fazia, mas hoje em especial, ela queria preparar um café delicioso. Depois de tudo que aconteceu na noite anterior, ela pensava que nada seria melhor do que oferecer um café cheio de proteínas ao Omega. Não sabia como ele poderia está se sentindo, esse era outro motivo para agradá-lo.  

— Bom dia, querido. Como se sente? — perguntou sorridente para o alfa. — Sente-se, está quase tudo pronto.

— Me desculpe por ontem. — o alfa disse envergonhado. Não gostava de quebrar as coisas, ainda mais na frente das pessoas. Nunca foi seu forte esse jeito, mas às vezes a dor e magoa lhe atingiam em cheio. — Sei que errei fazendo aquilo, e me sinto mal. — diz.

— Está tudo bem, meu menino. — a mais velha sorriu como se entendesse o seu lado, ela entendia. Não era certa aquela atitude, mas não adiantaria dar sermos agora, já tinha acontecido. Ela só esperava que, Jungkook, algum dia, conseguisse controlar isso.  — Só não faça isso novamente, você assustou ao garoto.

— Ele já acordou? — perguntou enquanto se servia com o café que estava na bancada.

— Passei no quarto dele, antes de vim para cozinha, e ele dormia profundamente. Não quis acordá-lo. Acho que ele está precisando descansar. — falo.

— Falando nele, você viu as marcas nas suas costas? — Jungkook perguntou. Aquelas marcas foi outra coisa que passava por sua mente quando acordou pouco depois das seis e meia. — Quem seria capaz de fazer aquilo?

— Minha mãe. — Taehyung disse parado no meio da sala. Seus cabelos estavam bagunçados, assim como esfregava os olhos. Ele tinha acabado de entrar no cômodo, quando ouviu aquela pergunta. Era um tanto pessoal aquele assunto; inclusive não fala com ninguém sobre, mas, aquelas pessoas tinham o ajudado. Era o mínimo que ele poderia fazer.  — Bom dia. — falou gentil. Minji e Jungkook olhavam para o garoto um tanto assustados. Não estavam esperando ele entrar ali agora, e ainda haviam tomado um susto com ele entrando no silêncio.

— Bom dia, Taehyung. — Minji disse sorridente indo até o ômega. — Como está se sentido? Sente  fome? Vem, junte-se a nós. — ela puxou o jovem Kim até a bancada, fazendo ele se sentar no banquinho, bem ao lado do jovem Jeon. — Está sentindo alguma coisa? — perguntou preocupada.

— Não. Sentindo-me bem melhor, obrigado. — o Kim sorriu para a mais velha e olhou para o alfa ao seu lado. — Pode fazer a pergunta. Sei que está curioso para saber a resposta. — comentou olhando fixamente para o alfa. Jungkook tomou um pouco de seu café e respirou fundo.

— Sua mãe fez isso com você? — o alfa perguntou.

— De certa forma, sim. — falou abaixando o olhar.

— Coma. Você precisa se alimentar, meu querido. — Minji lhe entregou um prato com dois bolinhos que havia acabado de tirar do forno. — Gosta de vitamina? — perguntou e o ômega apenas confirmou com a cabeça. — Ótimo. Vou fazer uma vitamina pra você. — ela deu um sorriso sem mostrar os dentes  e virou-se para o resto da cozinha, começando a preparar a vitamina.

— As marcas nas minhas costas foram causadas pela minha mãe há alguns anos. — Taehyung começou a explicar. — Como disse antes, minha mãe me culpa pela morte do meu irmão. Desde que ele morreu, as coisas mudaram um pouco.

— O que mudou? — Jungkook perguntou curioso.

— Além que, depois que minha mãe ficou meio doida, podemos assim dizer, meu pai se mudou para outro país. — dizia. — O fato é que depois que isso aconteceu minha mãe começou a descontar toda mágoa em mim. 

— Isso explica as marcas, certo? — Minji perguntou. Apesar de preparar a vitamina no canto da cozinha, ela ouvia com atenção toda história do garoto.

— Sim. — confirmou. — Minha mãe começou a me bater diariamente. Sempre havia um novo motivo, e cada vez que isso acontecia, seu cinto ia de encontro às minhas costas. — falou e Minji se espantou. Ela encarava o Omega com um semblante triste. — Não era sempre só o cinto, às vezes era qualquer coisa que estava por perto era arremessado em mim.

— Seu pai sabe disso, querido? — Minji perguntou. Ela colocou a vitamina pronta na frente do ômega, que agradeceu e tomou um pouco.

— Não.

— Por que não? Seu pai e responsável por você, ele deveria saber as coisas que sua mãe faz. — o alfa se manifestou. — Parte da culpa e dele. Onde já se viu, ir embora e deixar o filho? — diz e solta um riso irônico.

— A culpa não é dele. — o ômega falou dando um leve sorriso. — Ele não me abandonou como pode parece. Eu escolhi ficar. — diz. — Quando ele foi embora, eu tinha pouco mais de oito anos. Na época ele chegou a me perguntar o que queria. Eu havia respondido que ficaria. Não queria deixar minha mãe sozinha depois da morte do meu hyung.

— Mas isso, não explica o fato de não ter contato para seu pai, as coisas, que sua mãe faz. — o alfa disse serio. — Sei que é errado dizer isso, mas ela não parece uma mãe de verdade. Ela te maltratou.

— Eu sei. — fez uma pausa para comer um pouco do bolinho e continuou. — Meu pai está feliz com a nova vida, não queria encher a cabeça dele com as coisas que aconteciam aqui. Deixar minha mãe era algo fora de questão, ela precisa de mim. 

— Desculpa meu querido, mas não acho que sua mãe e digna de um filho como você. — Minji falou. — Seja qual fosse o motivo, ela poderia ter matado você durante essas surras.

— Tenho consciência disso. — falou. — Mas acontece que ela me quis quando ninguém mais me quis, sabe? Fui deixado num orfanato quando tinha dois anos, e foi ela que me tirou. — disse e os dois ali presente se espantaram. Jungkook quase havia engasgado com o café, e Minji, que estava do outro lado da banca de frente para os dois, quase se pondo a chorar. Aquele garoto tinha passado por muitas coisas em pouco período. Primeiro foi abandonado. Depois, foi adotado por uma família, mas tempos depois o irmão veio a falecer. Seus pais haviam separado. Sua mãe lhe dava surras sem motivo. Ok. Aquilo eram informações demais. — Sinto que tenho uma divida com ela. — continuou. — Mesmo que eu tentasse sair de onde moro, é impossível.

— Por quê? 

— Sou apenas um estudante de dezoito anos. — falou dando um riso. — Apesar de trabalhar meio período, ainda sim não teria dinheiro para alugar um local. 

— Por que não mora com algum parente? — Jungkook sugeriu. 

— Todos da família Park são de Busan. Não tem como eu largar tudo e ir pra lá. Minha vida inteira está aqui. Mora com meu pai também não é uma opção. — enquanto Taehyung falava, Jungkook havia ficado pálido ao seu lado. — Está tudo bem? — perguntou o ômega encarando o alfa. Ele percebia que ele não estava bem.

— Faz bastante tempo que não ouço esse nome. — ele falou baixinho enquanto passava a mão pelo rosto. — Qual seu nome todo? — perguntou e olhava para o chão.

— Kim Taehyung.

— Qual o nome dos seus pais adotivos?

— O do meu pai e Park Mim-Joon. Da minha mãe... 

 — Park Bae. — Jungkook falou rápido.

— Como você sabe? — Taehyung perguntou.

— Não é possível. — Jungkook disse em choque. Ele olhava para o chão sem mostrar qualquer emoção ou raciocínio. Sua mente tentava processar aquela informação. Não seria possível aquele jovem a sua frente ser o pequeno Tae.

— Jungkook, está tudo bem? — Minji perguntou. — Você está suando, meu filho. Está sentindo algo?

— Eu... Preciso pegar um ar. — o alfa se levantou e saiu pela porta da frente com a roupa que usava. Ele nem se importava que estivesse apenas com um pijama – calça de moletom e camiseta –, ele só sentia a necessidade de tomar um ar puro. Sua manhã mal tinha começado. Eram muitas emoções para apenas uma manhã como aquela.

  — O que aconteceu Minji? — Taehyung perguntou a beta que estava olhando em direção a porta de entrada, da qual, o alfa havia acabado de passar. 

— Talvez o Jungkook te conheça mais tempo do que parece. — falou lembrando-se de quando o loiro falava do pequeno Tae.

— Como assim? Não entendi. — falou. A beta falou para se sentarem no sofá, onde ela começou a explicar tudo ao omega, ou pelo menos tentaria. Ela não sabia da história toda em si, isso só Jungkook poderia dizer, mas uma coisa ela sabia, aquele jovem ali, era o pequeno Tae, irmão mais novo de Park Jimin.

[•••]

Já passa das onze e trinta da manhã. Jungkook andava sem rumo pela cidade. Ele já se encontrava pela pequena zona de Insadong, e pelo horário, ele se entraria movimentado; é estava. Sua mente estava a mil. Não queria acreditar que aquele ômega em sua casa, era o pequeno Tae, irmãozinho mais novo de Jimin. Lembrava-se bem de quando o loiro havia contado da adoção do mesmo. Senhora Park havia perdido um bebê há algum tempo, e toda esperança que tinham, eram no garotinho de madeixas caramelos que haviam conhecido no orfanato.

O jovem alfa lembrava-se de quando conheceu o pequeno garotinho. Ele era tão fofinho com aquele sorriso quadrado. Mesmo não sendo irmão de sangue do loiro, eles se pareciam tanto. Não por serem ômegas, mas suas personalidades e áureas eram idênticas. Aonde o Park chegava se iluminava; todos sorriam. O pequeno Kim também iluminava tudo com seu jeitinho desengonçado, carisma e claro, a forma que ele era extremamente fofo.

— Como não o reconheci antes? — o alfa se perguntava.

Apesar de anos terem passado, Taehyung não tinha mudado tanto. Ele havia crescido. Seu corpo não era mais de uma criança, mas sim de um Omega quase adulto; onde era totalmente desenvolvido. Ele também havia crescido bastante, talvez fosse bem mais alto que Jimin, mas perto de Jungkook, ainda se parecia um tanto mais baixo. Mas pensando bem, seu rosto não havia mudado tanto, estava apenas mais delicado, mas o resto estava igual. Talvez se ele tivesse sorriso como Jungkook lembrava, ele iria conhecer o famoso sorriso quadrado.

Jeon já se sentia melhor. Talvez aquela caminhada houvesse lhe ajudado a pensar em tudo. Agora ele tinha certeza que precisaria ajudar Taehyung. Não só por tudo que ele estava passando, mas também por ele ser o irmão do seu grande amor. Ele devia isso ao seu amado. Ele tentaria ajudar o garoto.

Enquanto o alfa refazia todo o seu percurso, - só que sem pausas para sentar em bancos, como tinha feito-, Minji e Taehyung passaram todo esse tempo conversando. A beta tinha contato sobre Jungkook, desde o fato do irmão dele ter sido casado com o alfa, como todo o jeito dele agir. No começo Taehyung se sentia estranho por saber daquilo tudo. Nunca imaginaria que, o alfa que há pouco tempo estava ao seu lado, foi casado com Jimin-hyung.

Ele não lembrava tanto do casamento, afinal era apenas um garotinho, mais em sua mente vinham lembranças, de um rapaz alto e bonito.

“Tio kookie” era o nome que vinha em sua mente.

O ômega também havia contato a beta o que aconteceu na noite anterior. Assim como o garoto, ela agradecia aos deuses pelo alfa ter passado por ali. Se não fosse por ele, assim como o Kim falou, ele talvez não estivesse aqui nesse momento.

— Ele está demorando. — Taehyung disse à beta que preparava o almoço. O ômega queria ter ido embora, afinal, não queria atrapalhar ninguém, mas Minji insistiu para que ele ficasse. Ela sabia que Jeon iria querer falar com o Kim, que de certo, ainda tinha muita coisa para esclarecer. — Será que ele sente ódio de mim?

— Não querido, longe dessa opção. — disse. — Ele e assim, meu jovem. Creio que ele foi andando por algum lugar sem rumo, apenas pensando nisso. Ele amava seu irmão, Taezinho. — com todo o tempo de conversa que tiveram, acabou que ambos se aproximaram com até uma intimidade a mais, como de darem apelidos. Taehyung agora chamava a mais velha Minjinha, enquanto ela o chamava de Taezinho. Ele tinha adorado a mais velha desde que a viu pela primeira vez, e agora ele tinha certeza, ela era uma mulher de coração enorme. — Sei que passou bastante tempo, mas tudo que o faça lembrar-se de Jimin, ainda dói.

— Acho que ninguém superou a morte dele de fato, Minjinha. — o Kim comentou. — Sinto falta do meu hyung. Se ele estivesse aqui, talvez minha vida não fosse como agora, eu teria com quem ficar.

— Oh, meu Taezinho. Não fique triste, hum? Se quiser pode morar comigo. — a beta sugeriu e abraço o jovem Kim. — As maiores partes do tempo, estou aqui com Jungkook, mas as vezes vou para minha casinha. Seria uma honra te receber.

—Não quero incomodar a senhora.

 — Não seria incomodo algum. — falou. — Não tenho nenhuma família aqui, então seria bom ter alguém por perto. Você é adorável Taezinho.

— Mas, se eu for, minha mãe como fica?

— Você poderia visitá-la quando quiser meu querido. Pode até dormir na casa dela, ou como você preferir. O certo é que você terá um lugar sempre pra ir, se ela começar a te mandar embora.  — falou amigavelmente. Apesar de ficar com Jungkook a maioria dos dias, ela sentia falta quando ia para casa e ficava sozinha. Se Taehyung estivesse por sua casa, ele poderia fazer companhia para ela; o que seria algo bom. Ele teria um lugar fixo, não precisaria passar por humilhações ou andar por diversos lugares quando for expulso; e ela, não estaria sozinha.  — Mas pense com carinho, ok? Por hoje apenas vamos apenas aproveitar.

— Não preciso pensar, claro que eu aceito. — ele falou sorrindo.

— Aceitar o que? — Jungkook passou pela porta com o semblante serio. — Precisamos conversar Taehyung. 


Notas Finais


e aí, estão gostando desse novo rumo da história meus queridos?
estava vendo aqui é bom, acho que a escrita melhorou muito, tanto no desenvolvimento como nas palavras usadas.
espero que tenha agradado vocês, estou tentando melhorar.
lembrando aqui que a atualização da história e terça, quinta e se sobra um tempo sai aos domingos também; vou ver como vai sair o desenvolvimento.
o horario da postagem sera entre 21:20 ou 21:40, ok?
entre esse horário entrem aqui, o capítulo vai esta postado.
genteeeeee batemos +600 favoritos! eu to feliz demais.
muito obrigada! vocês são demais.
e muito bom ver que mesmo depois de tenpos a história parada tem pessoas novas chegando, inclusive, as antigas aqui.
sério, eu não sei lidar.
só muito obrigada!
espero vocês quinta!
beijinhos!


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