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História You Own Me - Capítulo 24


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Notas do Autor


Oii, tá aí mais um capítulo!
Eu terminei tendo que dividir uns capítulos pra não ficarem cansativos. Mas pra compensar acredito que hoje ainda posto mais.

Capítulo 24 - Estado de choque


Fanfic / Fanfiction You Own Me - Capítulo 24 - Estado de choque

A porta do quarto se abriu novamente, mas dessa vez era a polícia. Eles renderam o Ferdinand em flagrante e dessa vez ele não escaparia, esse era o plano da Rachel o tempo todo, talvez o único erro tenha sido eu não conseguir enviar aquela mensagem pra ela, e por isso ela demorou. Mas pelo olhar dela, e pelo sorriso que tinha no rosto, ela sabia que ia morrer, ela tava ali pra isso.

-Vocês armaram isso pra mim! Suas putas! Você me paga, Delphine! -o Ferdinand gritava palavras de ódio contra mim enquanto a polícia o prendia.

-Você tá bem? Tá ferida? -eu continuava no chão e ouvia as perguntas de um dos policiais bem no meu ouvido, mas meus olhos continuavam fixos no chão, e eu não tinha forças pra responder.

-Você consegue me dizer o seu nome? -ouvi outra pergunta.

Eu tava me esforçando pra dizer, mas eles pareciam não me escutar, acho que na verdade nada tava saindo da minha boca.

Um outro homem se aproximou de mim ficando de joelhos na minha frente, ele tocou os meus pulsos, depois apontou uma lanterna clínica nos meus olhos e ouvi quando ele falou:

-A pupila dela tá dilatada e os pulsos estão fracos, ela tá em estado de choque. Chama a equipe médica agora!

-Você é médica também, não é? Eu sei que você tá me ouvindo. Sua respiração tá lenta, mas você tá respirando bem, e não teve desmaios. Isso é muito bom Dra. Eu vou te pegar no colo agora pra te deitar, e vamos injetar a medicação na sua veia, em alguns minutos você vai se sentir melhor. OK?

Eu respondi com um ok, mas aquela mensagem com certeza não chegou pra ele.

O médico me carregou e deve ter me deitado numa maca fora do quarto, meus olhos agora estavam no teto do corredor e a medida que a medicação entrava pelas minhas veias e me sentia melhor, comecei a traçar os desenhos no teto e o médico voltou a conferir minhas pupilas.

-Você tá respondendo bem, Dra. Muito bem!

-Não passa nenhuma informação ainda, vamos aguardar ela melhorar pra ver se ela fala alguma coisa, tenta segurar ai. -era a voz de outro homem, ele deveria ser o chefe da equipe policial.

Eu acho que demorou um pouco, mas finalmente eu comecei a retornar, eu tentei me levantar pra sentar na maca e logo o médico que vinha me acompanhando me ajudou.

-Você está se sentindo bem? -ele perguntou.

-Oui, je vais bien. Merci! -finalmente minha voz saiu e acho que esqueci o inglês por um momento.

-A polícia tá querendo falar com você, você acha que consegue? -ele perguntava ainda me examinando.

-Sim, sim. Eu consigo! -até então eu ainda não tinha reparado nele, ele também tinha um inglês carregado de sotaque, pelo sobrenome “DeLuca” no seu crachá ele poderia ser Italiano.

Um policial se aproximou de mim logo em seguida e comecei a contar tudo o que havia acontecido desde que me levaram da Universidade até agora. Ele me fez algumas perguntas sobre o Ferdinand, mas a verdade é que eu não sabia nada sobre aquele homem, eu tinha acabado de conhecê-lo. Eu só disse que eu sabia que eles já haviam tido um relacionamento no passado. Ele me agradeceu pelas informações e devolveu minha bolsa que tinha ficado dentro do quarto e depois o meu celular que tava com uns dos homens que eles também conseguiram render.

Assim que o policial se afastou eu comecei a tirar o acesso que tava com a medicação no meu braço e o Dr. DeLuca apareceu novamente.

-Se eu fosse a Sra. terminaria a medicação. 

-Você é muito atencioso, mas eu preciso encontrar minha mulher. Eu não quero que ela saiba que a irmã dela morreu por outra pessoa. -ele pegou um algodão com álcool e me ajudou a tirar o resto de esparadrapo da minha pele.

-Sei, a irmã gêmea dela. Então é melhor se apressar mesmo porque ela tá lá embaixo acompanhada dos pais.

-Merde! Como será que ela soube que eu tava aqui? -perguntei em voz alta pra mim mesma, mas ele respondeu.

-Passou em todos os jornais depois que a polícia cercou o hotel, inclusive a imprensa tá toda lá embaixo também.

-Mas que droga! -falei lembrando do tanto de gente que poderia ter visto aquilo. 

-Você por acaso saberia dizer como a polícia me achou?

-Foi uma ligação anônima, mas a polícia acha que foi a própria Rachel Duncan quem ligou.

-Claro, com certeza foi ela! -eu disse ficando de pé e minha cabeça pesou um pouco, o médico segurou meu ombro na hora, ele sabia que eu não estava bem ainda, mas ele não iria me impedir de sair.

-Muito obrigada, novamente! -eu agradeci depois de respirar fundo.

-Prego! (de nada) -ele disse e me entregou um pouco de gaze com soro.

Eu fiquei um pouco confusa na hora e ele sinalizou pra o meu rosto, ainda deveria estar sujo de sangue. Eu agradeci novamente, mas dessa vez só com um olhar e sai quase que correndo pelo corredor enquanto limpava meu rosto.

-Dra. Cormier! -um policial correu atrás de mim.

-Isso aqui foi encontrado em um dos bolsos da vítima, tem o nome da sua esposa nele. A polícia já pegou o que tem aí, então você pode ficar.

-Merci! -eu disse pegando um pendrive que tava dentro de um saco transparente e guardei dentro da minha bolsa antes de descer.

-

Quando eu cheguei na frente no hotel eu vi a movimentação que estava, mas parecia controlado, eles tinham colocado umas fitas de segurança e a polícia controlava a entrada e a saída de todo mundo.

Meus olhos eram desesperados procurando pela Cosima, mas eu não a via.

-Delphine, meu deus, você tá viva! -eu ouvi a voz do Gene.

Eu olhei pra o canto da entrada e vi o Gene e a Sally que falavam com um policial correrem na minha direção, e eles me abraçaram muito forte. Na hora senti uma pontada no meu estômago. Eu me sentia um pouco… culpada? Eu nem consegui abraçar eles, só fiquei parada. Eles ainda não sabiam da filha, e eu não poderia imaginar a dor que deve ser perder um filho.

-Delphine! O que foi que aconteceu? A gente achou que você tinha morrido! -minha sogra dizia desesperada.

-O quê? Por quê? Cadê a Cosima?

-Eles não falam nome de ninguém aqui pra gente, só disseram que uma antiga Diretora do Dyad tinha sido baleada e morreu lá dentro! A Cosima acabou de passar mal e tá em uma daquelas ambulâncias com um paramédico. Mas você tá aqui, e parece bem. O que aconteceu?

-Eu… eu sinto muito! Ela me salvou, ela salvou todos nós daquele homem. -eu achei que não tinha mais lágrimas mas senti meu rosto quente e úmido de novo, eu estava de coração partido por eles. Eles não mereciam isso...

-Não! Minha filha? -Sally perguntou. Eu assenti com a cabeça e eles se abraçaram.

Com certeza aquele era o momento mais doloroso do dia. O choro da Sally era inconsolável, eu queria poder dizer que tudo ia ficar bem, mas não iria. Eu pensei em tocá-la pra dar um abraço mas eu não me sentia à vontade porque antes de tudo eu realmente me sentia culpada. O Gene olhou pra mim e acho que ele percebeu que meus olhos tentavam procurar a Cosima.

-Vai falar com ela! -ele disse abraçado com a esposa mas olhando pra mim.

-Tudo bem. Sinto muito! -eu disse mais uma vez e fui em direção às duas ambulâncias que estavam no canto direito do hotel.

Na primeira ambulância que olhei eu vi a Cosima, ela tava deitada e parecia até estar dormindo.

-Cosima! -chamei e ela tentou levantar a cabeça mas terminou ficando sem força.

-O que aconteceu com ela? -perguntei ao paramédico que tava dentro da ambulância.

-Ela tava muito alterada. Eu só dei uns calmantes a ela. 

-Ela tá assim porque você a encheu de calmantes? Você ficou louco? Que tipo de profissional é você? Sai daqui! -eu gritava com ele porque aquele homem tinha acabado de dopar a minha mulher.

-Delphine? -ela me chamava com a voz fraca e parecia não acreditar que eu tava ali com ela.

-Oi, ma chérie. Eu to aqui com você. -eu disse tentando acalmar minha voz.

-Eu acabei de injetar, não posso deixar ela só. -o homem respondeu ainda dentro da ambulância.

-Eu sou médica e ela é a minha esposa, agora eu vou cuidar dela da forma certa. E você some daqui antes que eu acabe com a sua carreira por dopar uma paciente sem necessidade! -ele praticamente evaporou dali. Em outro momento eu realmente teria feito alguma coisa, mas eu tava sem cabeça pra isso agora.

-Del? -ela continuava a me chamar.

-Sou eu, meu amor. Eu vou tirar essas porcarias de você, e colocar um soro comum, você já vai melhorar.

Na mesma hora eu fiz isso, e depois sentei ao lado dela pra deixar um beijo nos seus lábios. Os olhos dela estavam bem vermelhos e eu fazia carinho em todo o rosto dela em meio aos meus beijos porque eu sabia que ela tava um pouco atordoada por conta dos calmantes e eu queria que ela sentisse que eu tava ali com ela, de verdade.

-Você tá viva. -ela dizia com um sorriso, mas eu não consegui sorrir pra ela.

-Foi ela, não foi? A minha irmã?

-Foi, Cos. Eu sinto muito! Aquele homem, ele é… horrível. Você falou com ele por telefone uma vez, pra saber da sua irmã. Ferdinand Chevalier…

-Ferdinand? Eu me lembro… -ela levou um dos braços até a testa e segurava os lábios com força pra não chorar. Ela ficou daquele jeito por um tempo e eu fiquei com ela segurando e acariciando sua outra mão que tava na altura de sua barriga. 

-E meus pais? -ela perguntou depois de um tempo ainda sem chorar. Não sei se ainda era por conta do efeito da medicação, mas não sei como ela tava aguentando segurar o choro.

-Eu contei a eles antes de vir aqui, estão lá na frente! 

-Era tudo planejado, Cos. Ela fez isso pra livrar a gente daquele homem.

Ela ficou quieta, por mais que ela quisesse chorar ela se segurava. 

-Vem cá. -ela me chamava.

Eu me aproximei e ela tocou o meu rosto primeiro com uma mão, depois com as duas, parecia que ela queria ter certeza de que eu tava ali. Ela puxou o meu rosto e beijou a minha testa, depois os meus lábios.

-Você tá bem? -ela perguntou ainda segurando meu rosto.

-Agora eu tô. -eu disse beijando uma das mãos dela que estavam no meu rosto e ela sorriu pra mim.

-Eu preciso procurar meus pais. Você tira isso de mim? ela disse me mostrando o braço e eu a ajudei, ela parecia um pouco melhor.

Nós fomos até os pais da Cosima, ela tentava consolar eles enquanto eu resolvia toda a burocracia pra liberação do corpo. Eu não sei de onde ela tirava tanta força naquele momento, mas ela tava sendo um alicerce pra os pais dela.

Quando terminamos tudo por lá nós achamos melhor dormir na casa-barco com eles, não queríamos que eles ficassem sozinhos. Nós pedimos um carro e quando os dois entraram a Cosima veio falar comigo.

-Del?

-Oi, amor.

-Você precisa falar com a Charlotte, ela viu tudo no jornal sem querer. Eu falei com ela mas foi de partir o coração.

-Caramba, que droga! Eu vou, Cos. É claro que eu vou. Mas, eu vou pra casa com vocês primeiro, tudo bem? Seus pais precisam descansar e também de um pouco de silêncio agora...

-Tudo bem! -ela respondeu.

Eu segurei o rosto dela pra beijá-la antes que ela entrasse no carro. Por mais que eu quisesse proteger ela de tudo, do mundo inteirinho, eu também sabia que ela é forte pra enfrentar qualquer coisa, mas eu estaria sempre ali pra cuidar dela, eu sei como o luto pode ser difícil, mas ela não estaria sozinha. Eu deixei um beijo na testa da minha Cos e abri a porta do carro pra que ela entrasse, depois fui até o banco da frente e voltamos pra o Cais. Ainda tinha aquele pendrive na minha bolsa que a polícia me entregou e eu tinha que mostrar a Cosima, eu não sabia o que havia ali mas eu tinha que estar lá quando ela descobrisse.


Notas Finais


Talvez algumas pessoas peguem a referência da participação especial desse capítulo kkkk
Eu precisava de um personagem, então peguei esse já pronto!

Infelizmente a Rachel realmente morreu, aos poucos vamos entendendo o que aconteceu. E agora nossas meninas vão superar tudo isso juntas e terão PAZ!!


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