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História You Stole My Star - Capítulo 104


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Notas do Autor


então né gente, em tempos de coronga vírus eu escrevo, e fiquem em casa hein! se o sirius aguentou 12 anos em azkaban vc aguenta alguns dias de quarentena.
[não revisado]

Capítulo 104 - Fiquem em casa! Título meramente ilustrativo


Fanfic / Fanfiction You Stole My Star - Capítulo 104 - Fiquem em casa! Título meramente ilustrativo

Sarah On.

Quando acordei no dia seguinte, Sirius não estava mais na cama, o que era estranho,  afinal, pela janela dava de ver que ainda era bem cedo.

Sentei na cama e ouvi uma música vinda de um piano, levantei e andei para fora do quarto, caminhei seguindo a música e desci as escadas, fui em direção a biblioteca e abri a porta, vi Sirius sentado tocando piano e cantando para Mei e Saiph que estavam sentadas ao lado dele. Ele cantava e as duas estavam com as cabeças encostadas no pai e muito calmas o ouvindo. Dei um sorriso de canto os olhando e inspirei fundo, pela primeira em muito tempo, tudo estava bem, como sempre deveria ser.

Sirius parou de dedilhar o piano e as duas reclamaram pedindo por mais, Sirius deu uma risada feliz e começou a tocar novamente. Fechei a porta da biblioteca com calma para que eles não me notassem e caminhei para o sofá, onde fiquei sentada. Fechei os olhos e respirei fundo, foi como se um peso saísse de minhas costas. Achei que minha tranquilidade acabaria quando ouvi o som de chamas e abri os olhos, Harry estava saindo da lareira com as roupas sujas por pó de flu.

– É verdade? — Ele pareceu receoso ao me olhar e eu sorri. Havia mandado uma carta para Hogwarts ontem a noite. 

– É sim. — Dei um sorriso e logo em seguida, a porta da biblioteca foi aberta.

– Harry Potter. — Pude ouvir Sirius proferir e Harry sorriu como se não acreditasse no que via, ele correu até Sirius e o abraçou apertado, ele parecia dizer coisas para Sirius e ao que notei, Sirius estava a ponto de chorar, mas como o conheço, sei que ele não ia querer fazer isso na frente de Harry. – Você está mesmo aqui. 

Mei e Saiph saíram da biblioteca juntas e vieram até mim, peguei Mei no colo e Saiph sentou ao meu lado. Saiph sorria os olhando, já Mei, parecia mais interessada em puxar as pontas dos meus cabelos. 

– Vamos lá para a cozinha tomar café da manhã. — Levantei com as duas e saí dali para dar mais privacidade aos dois. Quando cheguei na cozinha, Saiph já sentou em sua cadeira, mas Mei por sua vez não quis sair de meu colo. 

– Mãe? — Ouvi a voz de Saiph enquanto eu fazia o café da manhã ainda com Mei em meu colo.

– Sim? 

– Eu tenho que estudar em uma escola de trouxas antes de ir para Hogwarts? — Ela questionou e eu franzi o cenho pela pergunta. 

– Ahn... Geralmente, os pais ensinam os filhos em casa, mas tem crianças que começam nas escolas dos trouxas também até os onze anos. — Expliquei para ela que pareceu pensativa. 

– Então eu posso não ir? 

– Sim. Mas não acha que seria legal se fosse? 

– E conhecer trouxas? — Ela questionou e eu a olhei estranhando. 

– Sim. Por que isso tudo?!

– É que... Por que eu tenho que conhecê-los? Eles são só trouxas. — Ela deu os ombros e eu fiquei surpresa a ouvindo. 

– Mas são como a gente. Não é porque eles não tem poderes que isso os torna inferiores. Conheço poucos trouxas, mas os que eu conheço são ótimas pessoas. — Expliquei e ela pareceu ficar pensando. – Sabe, os pais da tia Lily eram muito legais, e a tia Lily foi a primeira bruxa da família dela. 

– A dos cabelos vermelhos? 

– Sim, a dos cabelos vermelhos. — Dei um sorriso e ela sorriu também. 

– Tudo bem, vou querer ir para a escola dos trouxas. — Ela respondeu e eu voltei a fazer as panquecas, coloquei duas na mesa e Saiph levantou para ir até a geladeira e pegou uma jarra de suco para pôr na mesa. 

Quando terminei de fazer as panquecas, coloquei outras coisas na mesa e coloquei Mei em sua cadeira. Harry e Sirius entraram na cozinha logo depois e todos sentamos para tomar café juntos. 

[...] 

– E por que acha que isso aconteceu? Você estava sozinho? — Sirius expressou sua preocupação com Harry e com o que ele havia contado sobre Draco Malfoy ter o encurralado no expresso de Hogwarts. 

– Sim, eu acabei ficando para trás. Acho que ele estava com raiva sabe... Pelo pai dele. — Harry pareceu não se importar e tomou um pouco de seu chocolate quente. – Só consegui sair do trem quando Tonks apareceu lá e me ajudou. Acho que deveriam avisar que Sirius está vivo, ela parecia bema abatida. — Harry comentou e Sirius pareceu estranhar, mas eu não, Remo tinha feito algo. 

– Preciso falar com o Remo. — Levantei para ir embora mas Sirius segurou em meu pulso. 

– Temos coisas mais importantes agora, não acha? — Ele se referiu a Harry e eu me dei por vencida automaticamente e sentei em minha cadeira. – O que você pretende fazer? — Ele se direcionou a Harry. Dei um jeito de olhar um pouco para o jardim para ver as meninas ali e tudo parecia bem com elas.

– Não sei, talvez descobrir o que ele está fazendo e o impedir. — Harry deu os ombros e eu o olhei meio brava. 

– Só toma cuidado com isso, Potter! Ele atacou você no trem sem importar e largou você lá, me promete que vai tomar cuidado! — Falei séria com ele e ele deu um sorriso para mim. 

– Pode deixar, eu vou tomar cuidado... 

– MAMÃE! — Ouvimos Saiph berrar. – MAMÃE VEM RÁPIDO! — Quando ela berrou novamente, nós três saímos correndo em direção ao jardim onde as duas estavam. Quando chegamos, Mei estava de costas para nós e de frente para a irmã que ria a olhando. – Olha mãe. — Ela virou Mei para nós e ficamos boquiabertos. Mei estava com um nariz de porco. Ficamos todos calados a olhando enquanto Mei sorria e Saiph dava risada do nariz da irmã. 

– Como você fez isso? — Me agachei em frente a Mei e toquei no nariz dela o que a fez rir. 

– Ela espirrou e isso apareceu. — Saiph explicou e eu peguei Mei no colo. 

– POR MEEERLIN! — Sirius gritou e pegou Mei de mim e comemorou com ela. – Qual a chance de você ser uma metamorfomaga? — Ele falou com Mei e a encheu de beijos, nesse momento, vimos o cabelo dela ficar amarelo e todos gritamos juntos comemorando. 

– E como faz ela voltar ao normal? — Perguntei e todos olhamos para Mei com os cabelos amarelos e nariz de porco. 

– Vou chamar a Tonks. — Sirius falou e colocou Mei em meu colo antes de entrar. 

– Parabéns coisinha. — Harry a elogiou e fez carinho na bochecha dela. – Eu também preciso ir, McGonagall me liberou só dá aula dela, e agora é aula de poções então já sabe. — Fizemos careta juntos e dei um beijo na cabeça dele antes que ele fosse embora dali. Coloquei Mei no chão e Saiph sentou no chão juntos a Mei e ela começaram a fazer "bolos" com a terra. 

– Tonks já está vindo pra cá. — Sirius avisou ao voltar para o jardim. 

– Se tem alguém que vai saber o que fazer ela. — Sorri para ele que me abraçou e depositou um beijo em minha cabeça. 

– Nossas filhas são estranhas. — Ele comentou e nós rimos juntos as olhando. – Nenhuma veio de modo convencional. — Continuamos abraçados as olhando e Mei ficou olhando para a própria mão cheia de terra. 

– Ah não, Meissa! — Nos separei quando ela tentou colocar terra na boca mas Saiph segurou a mão da irmã. 

– De novo não, Mei. — Saiph comentou e as duas voltaram a mexer na terra. 

– De novo? — Sirius perguntou. 

– Sim, da outra vez foi o tio Remo que fez ela parar. — Saiph comentou e segurou novamente a mão de Mei. 

– O Remo esteve muito por aqui durante o tempo que eu estive fora? — Sirius mudou o tom da voz mas eu não dei atenção. 

– Ele passou muito tempo com as meninas, ele que cuidava delas quando eu precisava ir fazer qualquer coisa. — Comentei e olhei para Sirius que estava de braços cruzados olhando as meninas. Tinha algo estranho, mas resolvi não levar isso a sério. 

– Oi gente. — Ouvimos a voz de Tonks e todos olhamos para porta por onde ela entrava no jardim. – Oi Sirius! Que bom que está de volta. Foi assustador ouvir sua voz naquele patrono! 

– Oi. — Todos respondemos e Mei correu até ela e abraçou suas pernas. Ela pegou Mei no colo e sorriu ao ver o nariz dela. 

– Ei ela é metamorfomaga? — Tonks para Sirius que balançou a cabeça positivamente. 

– Achamos que sim. Mas como podemos fazer para ela voltar ao normal? — Sirius se aproximou das duas e eu fiquei notando os detalhes de Tonks, realmente ela estava abatida. – E eu achei que isso aparecia logo que a criança nascia, não mais de um ano depois. E sim, estou mais vivo do que nunca. — Eles sorriram um para o outro e Tonks voltou sua atenção para Mei logo em seguida. 

– Depende de cada criança, isso é uma coisa que passa de gerações e bom, meu pai é nascido trouxa então isso deve ter vindo da mamãe. — Tonks explicou enquanto olhava para Mei. – E você é um animago também, então isso deve interferir de algum jeito eu acho. — Ela explicou. – Ela passou por muitas emoções ultimamente? — Tonks olhou para o Sirius e deu risada. – É, aposto que sim, então deve ter sido isso que aflorou os poderes dela. Metamorfomagos sentem as coisas com muito mais intensidade, então não estranhem ela mudar a cor dos cabelos por qualquer coisa. — Tonks explicou e fez um nariz de porco aparecer em seu rosto e começou a fazer barulhos de porco junto com Mei e as duas e Saiph riam bastante. 

– E como podemos ajudar ela? — Perguntei para Tonks e fui para mais perto de Sirius. 

– Só não a estressem, ela precisa ficar tranquila, com o tempo ela aprende a controlar sozinha, mas por enquanto ela não consegue então vai depender de como se manifesta. — Tonks explicou. – Como aconteceu pra ela ficar com esse nariz e esses cabelos? 

– Ela espirrou e depois riu muito. — Sirius falou e Tonks sorriu para Mei. 

– Então é isso, quando ela espirrar de novo, talvez ela volte ao normal, mas até lá vocês tem uma filha com nariz de porco. — Tonks riu e colocou Mei no chão. – Então, se é só isso... 

– Ah sim, obrigada. Vem, vou te levar até a porta. — Andei até ela e andamos juntas para dentro de casa. – É... Está tudo bem com você? Parece tão cabisbaixa e abatida. — Falei com Tonks enquanto andávamos e ela suspirou fundo. 

– É que... Promete não contar pra ninguém? — Paramos juntas em frente ao sofá e eu balancei a cabeça positivamente. – É... Eu e Remo começamos a passar muito tempo juntos ultimamente e achei que estava tudo perfeito entre nós aí... Eu beijei ele. — Ela pareceu ainda mais triste e seus cabelos perderam mais a cor. – Ele não gostou e me afastou, disse que era melhor a gente afastar... Ou melhor, não nos vermos mais, ele não quer nada comigo, disse que eu mereço alguém melhor e mais jovem e saudável. — Pareceu que ela iria chorar a qualquer momento. – Eu disse que queria ele mas... Ele só foi embora. — Ela colocou as mãos sobre o rosto e eu me senti triste a olhando, me aproximei e a abracei apertado, ela retribuiu da mesma forma e começou a chorar. 

– Esse tipo de relacionamento nunca vai ser fácil para o Remo. — Falei para ela e acariciei seus cabelos. – Ele provavelmente está com medo. — Quando falei isso, lembrei do começo do relacionamento de Remo e Lua, e de como ela também sofreu por ele. – E acho que não seja só isso... 

– O quê? Você acha que ele gosta de outra pessoa? — Tonks nos afastou e me olhou aflita. 

– Não, não é bem isso. — Tentei explicar. – Eu vou tentar conversar com ele sobre isso, tudo bem? Aí vejo o que posso fazer por vocês. 

– Tudo bem. Ele parece ser muito próximo de você. — Ela olhou para o lado e enxugou o rosto. – Preciso ir agora, Moody está me esperando, e vou dar notícias suas para ele, e de toda sua família. Ele falou de você outro dia... Na verdade ele está falando de você a semana toda e nem percebe, com certeza não sabe como dizer que está com saudades. — Tonks deu uma risada triste. 

– Eu vou visitá-lo qualquer dia. Avisa ele tá bem? — Ela balançou a cabeça positivamente e fez um tchauzinho para mim antes de desaparatar. 

Logo depois que ela foi embora, sentei no sofá e fiquei pensando em Remo por alguns minutos, sei que ele realmente acha que não merece ela, mas também sei que ele ainda está pensando em Lua, preciso ver ele, talvez Tonks seja o motivo de ele ter estado tão feliz ultimamente, e se os motivos dessa vez forem os mesmos de antes... Eu não sei o que faria. 

– Pensando no Remo? — Ouvi a voz de Sirius e olhei em direção a porta do jardim. Ele estava encostado lá com os braços cruzados. 

– Sim, e na Tonks, e sei lá no que mais. — Dei os ombros e continuei o olhando. – A Mei já voltou ao normal? 

– Não. — Sirius caminhou até mim e ficou de pé em minha frente. – Tá sentindo alguma coisa pelo Remo? — Quando ele perguntou, eu apenas o ignorei por achar que ele estava brincando, por mais que ele não estivesse rindo.

– Acho que vou conversar com ele sobre a Tonks, acho que ela gosta dele e ele não para de pensar na Lua desde... 

– Você não me respondeu. — Sirius pareceu ansioso e tentava se manter firme, mas parecia que ele ia chorar a qualquer momento. – Tá sentindo alguma coisa pelo Remo? 

– O que? Sirius... Isso é sério!? 

– Ele esteve com você o tempo todo, as meninas adoram ele, ele conhece você de um modo que... — Ele falava e eu o olhava sem acreditar, ele não parecia bravo, parecia inseguro.

– Para, para, para! — Caminhei até ele e segurei em seu rosto. – Eu faço de tudo por você! Como pôde achar que agora eu gostaria assim do Remo? Eu amo você! — Falei olhando nos olhos dele que baixaram meio tristes. 

– Você sempre faz de tudo por mim. E o que eu faço por você? Eu não mereço você de forma alguma! — Ele falava com a voz embargada e eu não sabia o que fazer. Só queira que ele se sentisse bem. 

– Para Sirius. — Ergui a cabeça dele e selei carinhosamente nossos lábios. – Eu te amo, e você me amar de volta é mais do que o suficiente. Você me ama? 

– Sim. — Ele falou olhando em meus olhos e beijou a ponta do meu nariz. – Eu te amo. 

– Então pronto, é só disso que precisamos. — Dei um sorriso para ele que selou nossos lábios calmamente dando início a um beijo calmo, que foi interrompido em poucos segundos. 

– Que nojo. — Ouvimos a voz de Saiph que entrava em casa junto com Mei. Eu e Sirius sorrimos rapidamente as olhando. – Mamãe podemos sair hoje? Todo mundo? — Saiph olhou para Sirius que engoliu em seco, notei seu nervosismo e segurei sua mão.

– Claro que sim, meu amor. Mais tarde a gente sai pra fazer alguma coisa. 

– O papai também? — Ela olhou para Sirius. 

– Sim. Podemos ir em algum parque e fazer um piquenique ou podemos até mesmo ir em Hogsmead. Ou no Beco Diagonal fazer compras. — Ela deu um gritinho e pareceu eufórica.

 – Quero fazer todas as coisas. — Saiph respondeu e Mei se jogou no chão como se tivesse desmaiado, mas claramente estava fingindo. Ela espirrou novamente e seu rosto voltou ao normal, mas ela continuou jogada no chão. 

– Vai lá para o banho. — Ela balançou a cabeça positivamente e saiu correndo em direção às escadas.  – Você também garotinha. — Falei para Mei que continuou deitada no chão. 

– Acha que é uma boa ideia? — Sirius me olhou. – A gente sair? Tipo... Todo mundo? Quero dizer... Eu

– Ei! Você é um homem livre! Você não fez nada, e todo mundo já entendeu isso. Do que adianta estar livre se nem quer sair daqui? — Me aproximei dele e segurei em seus ombros, ele deu um sorrisinho de canto e me olhou. 

– Tudo bem. Você tem razão. — Ele deu um sorriso e selou nossos lábios antes de ir até Mei e pegá-la no colo. – Vou ir arrumar elas. Você... Vai falar com o Remo. — Sorrimos um para o outro e eu balancei a cabeça positivamente. 

[...] 

Quando cheguei no caldeirão furado, falei com o dono rapidamente antes de subir e ir em direção ao número do quarto do Remo, onde bati na porta, não precisei esperar muito tempo pois ele foi abrir bem rápido. Assim que o olhei, lancei um olhar de reprovação e ele já suspirou fundo. 

– Se for falar sobre a Tonks, já aviso que não quero saber nada sobre isso. Já basta a Molly. — Ele andou até a cama do quarto e eu entrei e fechei a porta. 

– Ela está muito triste Remo. Ela realmente gosta de você. — Quando falei, Remo pareceu inquieto e andou até perto da janela e ficou olhando para fora. – Ela disse que vocês estavam mais próximos, era por isso que você estava mais feliz, não era? — Ele continuou calada olhando para fora, notei que sobre uma mesa havia um buquê de flores, suspirei fundo e triste pois sabia que ele as levaria para o túmulo de Lua. 

Ele engoliu em seco e olhou para baixo, ele agora parecia triste, então fui até ele e o abracei de lado. 

– Eu não quero substituir a Lua. — Ele comentou e me olhou de canto, fiz o mesmo antes de deitar minha cabeça no ombro dele. 

– Lua iria querer que você fosse feliz, não acha? Ela te amava muito e ninguém pode negar, ninguém pode negar também a falta que ela faz, não tem um dia se quer que eu não sinta falta dela, mas você precisa seguir em frente também. — Nos separei e o virei para mim para que ele me olhasse. – Remo... 

– Eu ainda não consigo, não quero estar com a Tonks agora. Eu preciso de mais tempo, não posso fazer isso sem pensar. Tonks merece alguém melhor e... 

– Não existe ninguém melhor que você Remo. Você é carinhoso, paciente, corajoso, gentil, amoroso e tudo de bom que pode existir em alguém. Você é meu melhor amigo Remo. 

– Sabe que eu não me sinto assim. E eu sou um lobisomem. Eu dei sorte que Lua nunca quis ter filhos, mas e se a Tonks quiser? Eu não consigo fazer isso Sarah, não tem jeito eu n... 

– Calma! Você está tentando lidar com problemas que ainda nem existem. Mas se você ainda não se sente confortável em levar isso pra frente, tudo bem, não vamos forçar. — Remo sorriu quando falei. – Mas Tonks merece uma explicação melhor. – Ele desfez o sorriso. 

– Não quero falar com ela. 

– Remo Jhon Lupin! — Falei meio zangada e ele pareceu assustado.

– Tá bom! Então eu falo. Na reunião hoje n'A Toca eu converso com ela. — Ele suspirou derrotado e eu sorri. 

– Tudo bem, mudando de assunto, hoje descobrimos que a Mei é uma metamorfomaga! Não é incrível?! — Falei com um grande sorriso no rosto e ele também sorriu. 

– Impossível! Que incrível! — Ele riu e ficamos nos olhando por alguns segundos.

– Agora eu preciso ir, tinha esquecido da reunião na Toca, talvez hoje não seja um bom dia pra sair com as meninas, mas vejo você lá na Toca e elas vão também. — O avisei e ele caminhou até o buquê. Fiquei meio triste e ele me olhou e olhou o buquê. 

– Eu preciso ir ver a Lua. 

– Tudo bem. Eu vou pra casa, até a noite. 

– Até. 

[...] 

Foi difícil explicar as meninas que não poderíamos sair aquele dia, mas quando a noite chegou e nós saímos para a casa dos Weasley já estava tudo certo. Depois de várias explicações sobre Sirius estar vivo, começamos o jantar e tudo correu bem. Todo mundo estava ali. 

Quando o jantar acabou foi que o problema começou. 

– Dumbledore disse que está tudo sobre controle. Ele disse que vai ajudar Harry enquanto ele está em Hogwarts. — Lupin explicou.

– Mas não é o suficiente, o garoto atacou Harry no trem. — Sirius se opôs a Remo. 

– Você acha mesmo que Você-Sabe-Quem colocaria um garoto de sei lá 15 anos pra fazer um trabalho importante desse? — Mars argumentou. 

– É claro que Black acha. — Snape falou ao entrar na cozinha e todos com exceção de Sirius se calaram. – Ele tem o cérebro do tamanho de uma ervilha. 

Quando Snape parou de falar, eu e Remo trocamos um rápido olhar pois o que aconteceria a seguir era previsível, tão previsível que Béa saiu com Mei e Saiph da cozinha. 

– Penso isso Ranhoso, porque não seria a primeira vez que ele receitaria crianças! — Sirius respondeu em tom um pouco mais alto. 

– É claro que está se referindo ao seu irmão. — Snape falou calmamente e Sirius bateu com força na mesa e levantou com raiva. 

– Não Ranhoso, me refiro a você mesmo que se aliou a ele bem cedo! — Todos ao redor engoliram em seco. – Ou acha que todos já esquecemos do grande covarde que você é!? — Sirius esbravejou.

– Eu? Covarde? Você deveria saber o que é um covarde já que seu amigo passou a vida toda sendo um. — Assim que Severo acabou de falar, Sirius avançou em cima dele mas Moody e Remo o seguraram. 

– Sirius! Não é hora para isso! — Remo esbravejou e Sirius se acalmou. 

– Senta aí. — Falei para Sirius e ele sentou, meio contra sua vontade, mas sentou. Puxei minha cadeira para mais perto do Sirius e segurei a mão de Sirius. – Chega, okay? E você Severo, cala essa boca e senta aí. — Olhei seria para Snape. 

– Se estamos aqui para discutir sobre o jovem Malfoy, sugiro irmos embora, ele não faria nada. — Severo falou e Sirius deu uma risada irônica. Notei que Noah, Edward, Emma e Colyn prestavam muita atenção, como se esperassem que os dois discutissem de novo. 

– É claro que você acha isso, não é seu afilhado que está em perigo! 

– Okay chega. — Levantei e olhei para os dois. – Severo, uma reunião não seria convocada se não tivesse motivo para preocupação, mas como você está lá, acho que seja o melhor para vigiar a situação de perto. 

– Está sugerindo que ele vigie Harry? — Sirius me olhou incrédulo.

– Se não for ele, quem vai ser? — Respondi para Sirius. – O que acha Severo? — Ele apenas deu os ombros e eu sentei novamente. 

– Talvez temos a questão com o ministério. Aquele showzinho de vocês para resgatar Black está nos jornais. — Moodu falou para mim e eu dei um sorriso para ele. – O ministério anda tentando mostrar serviço.

– Tentando e falhando, eles não fazem nada de verdade. — Emma comentou. 

– É verdade, já começaram a cometer os mesmos erros de Fudge. — Sr. Weasley falou. – Também querem fingir que a situação está controlada. 

– E é fingindo assim que ele vai acabar colocando todo mundo em risco. — Summer falou já frustrada. 

– Os médicos lá do St. Mungus tem dito que o número que pessoas desaparecendo vem aumentando, elas só chegam lá machucadas e sem lembrar de nada dias depois. Muitas pessoas vao procurar seus familiares lá. — Mars comentou e todos suspiraram fundo. 

– É... A situação está piorando muito rápido, e tenho certeza que eles já tem espiões no ministério. — Shacklebolt comentou. – Os aurores também falaram sobre os desaparecimentos. 

– Isso está realmente perigoso. — Molly comentou. – Pelo menos na escola as crianças estão protegidas. 

– Não se preocupe com eles agora Molly. — Arthur disse para ela. – Temos outras coisas para nos preocupar agora. 

– Acham que tem algo que possamos fazer? — Noah questionou. 

– Acho que só podemos continuar as investigações sobre os desaparecidos e tentar convocar mais pessoas para a ordem. — Moody falou. – E tenham cuidado, uma guerra pode acontecer a qualquer momento. — Ele tocou em meu ombro. — Acho que já podemos ir. 

Assim que Moody falou, Snape foi o primeiro a sair dali. Mars e Colyn foram logo depois pois precisavam resolver algo, Noah foi para a sala com Béa e Molly começou a tirar a mesa com ajuda de Emma, Summer e Remo. Tonks saiu pela porta, e segundos depois vi Remo a seguir. Moody também foi para a sala junto a Shacklebolt. 

– Você não deveria ter se exaltado tanto com o Severo. — Falei normalmente para Sirius. 

– Ele falou do James, o que queria que eu fizesse? Só ouvisse? — Sirius cruzou os braços e eu suspirei fundo. 

– Nem precisava ter chegado naquele assunto.

– Ele falou do Régulo! — Quando ele falou isso eu franzi o cenho. – Não, eu não me importo. É que sei lá, tudo está tão bagunçado ultimamente, eu só não podia ficar quieto. 

– Tenta ficar! É exatamente isso o que ele quer. — Levantamos juntos e caminhamos até uma das janelas da cozinha. – As meninas com certeza ouviram você. — Quando falei, ele suspirou frustrado. 

– Me desculpa, eu vou tentar me controlar, de verdade, eu prometo. — Ele deu um sorriso triste e eu o selei. 

– Não estou pedindo que deixe de ser você, mas precisa controlar isso, okay? 

– Okay. — Ele colou nossas e nos abraçamos em seguida, deitei minha cabeça em seu pescoço e ele depositou um beijo em minha cabeça.

– Eu te amo. 

– Eu te amo. 


Notas Finais


então gente, antes do próximo capítulo vou ir fazer icons dos meus personagens, mesmo que vcs nunca os vejam, pq eu estou entediada. e novamente, fiquem em casa!


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