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História You were (never) mine. - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


por que eu escrevi isso.
por que.

Capítulo 1 - Até depois do sempre.


Daichi Sawamura conhecia a Kōshi Sugawara como a palma da mão; tão próximos a ponto de saberem num instante quando o outro estava pensando exageradamente sobre uma situação ou até mesmo quando estava genuinamente feliz. Suas dinâmicas eram simplesmente assim; se conheciam tão bem a ponto de saberem o segredo um do outro com um trocar de olhares e tão próximos a ponto de ninguém questionar suas mãos casualmente entrelaçadas e os olhares que continuavam por um pouco mais de tempo que o necessário.

Então quando começaram a namorar não foi uma surpresa para ninguém. Kōshi nunca esteve tão feliz em sua vida, e falava sinceramente. Kōshi acreditava no fundo do coração de que era real, Daichi era seu felizes para sempre, a sua alma gêmea, seu tudo. Seu corpo enigmático e suas falas estrangeiras facilmente identificadas e decifradas pelo olhar afiado e sagaz lábios de Daichi Sawamura num costume tão perfeitamente realizado. É curioso olhar para o passado, te amar continua sendo a mim a forma mais requintada de auto-destruição.


Ora ou outra revirando as tardes que passaram largados juntos na cama, rindo como se o futuro não chegasse e o nosso redor simplesmente não importasse, o “nosso” próprio mundo, onde os dois eram os protagonistas que por um acaso encontraram uma casa um no outro. Um lar.

Kōshi sempre sorria quando se cruzavam no caminho, e vendo o semblante tão relaxado e sincero de Daichi, seus olhos acolhedores e gentis, sua personalidade que tampouco traía tais tratos, amigável como sempre, e como sempre também, ele se via se apaixonando cada vez mais pelo outro. Esse que, também como sempre, sorria, porque sabia.


Afinal, Daichi era simplesmente assim.

Daichi simplesmente foi assim.

Daichi simplesmente... continua sendo assim.


Ainda o conhece tão, tão bem, como se lesse sua própria alma sem o mínimo de esforço.

Mas Kōshi também conhecia Daichi tão bem quanto a si próprio.

Mas Kōshi também conhecia Daichi tão bem quanto a si próprio, ao perceber que após alguns meses namorando, Daichi não parecia tão feliz quanto antes.


Kōshi conhecia Daichi tão bem assim, e como consequência, ele sabia.


Sabia que o amor que tão bem apreciava entre os dois, havia esfriado para o outro garoto.

Sabia que ao Daichi lhe chamar para terminarem naquela noite, não era o único triste naquela situação.

Que ao lhe encarar nos olhos, algo firme e ágil, determinado como sempre fora, sabia que para Daichi também lhe doía, porque Daichi também o conhecia tão bem a ponto de saber de que ao contar que “Não sinto o mesmo que antes” sabia que para Kōshi não seria algo fácil de lidar.

Até mesmo que exigisse, implorasse, rezasse por uma nova chance de retomar as chamas que ainda restavam naquele relacionamento, sabia que seria inútil.

E por mais que o próprio Kōshi tivesse o dito: “Está tudo bem, me deixar ir não significa que nunca fui seu” de pose erguida e semblante passivo, não estava tudo bem.

E Daichi sabia disso, de tão bem que o conhecia assim mesmo.




Correndo em direção a escada do quarto de vestuário e acessórios do clube, parei para retomar minha respiração ao estado normal, uma mão apoiada em meu peito e a outra encostada na barra de ferro a minha frente.

E de repente, ouvi vozes daquela pequena sala a poucos passos de meu alcance.


—     Daichi, você deveria o contar logo sobre isso...


Talvez Daichi realmente alguma vez fora verdadeiramente seu, como um dia ele mesmo fora — e talvez ainda seja — para o outro? Não sabia responder.


—     Asahi, eu não posso. Eu— eu não posso, não agora. Asahi, eu sei que ele ainda não me esqueceu e—


Todavia, ainda apreciava sua amizade. Todavia, ainda apreciava como tão bem conheciam um ao outro. Todavia, ainda aprecia como tão bem são cúmplices e amigos principalmente acima de quaisquer circunstâncias.


—     E desde quando isso é desculpa para não o contar que você está namorando e ainda mais com a Michimiya?


Kōshi deveria ter conhecimento desde o início de que Daichi sempre esteve certo em suas suposições. De que sempre pôde ver sua verdade através de sua fachada.


     Porque ele ainda não me superou, Asahi! Caralho, eu não quero jogar tudo isso em cima dele quando eu sei que ele ainda está superando tudo aos poucos, eu não quero que ele ache que eu só estive com ele porque o considerava um brinquedo e nada mais, porque isso não é verdade! Eu o amei e ainda amo, caramba, mais do que tudo e até dói, só... só não como antes. Eu não gosto mais dele... E ainda assim, eu não quero o ver mais... infeliz e fingido como ele está agora, eu sei que ele não está bem, e eu só quero que ele seja feliz sem que seja ao meu lado! Por isso... que eu não quero o contar agora.


E assim que as lágrimas rolavam incessantemente pelas suas bochechas, assim que seus ombros rígidos e seu corpo cedendo aos tremores e se estremecendo a cada passo que dava em modo de proteção, assim que sua mente insistia que deitasse em posição fetal no chão, assim que corria para qualquer lugar que fosse, o mais longe que fosse, tendo de solitária companhia as gotas de água que caiam sem sinal de parar tão cedo das nuvens carregadas de escuridão, Kōshi sabia.

Que, mesmo depois de todo esse tempo, depois de tudo que aconteceu, Daichi continuava e sempre esteve certo, mesmo agora.

Daichi ainda o conhecia tão, tão bem...







“Porque eu ainda te amo.”







—      Kōshi? O que você anda pensando tanto?


—     H-huh? Daichi? Como você...


     Suas sobrancelhas estão cerradas, seus lábios pressionados fechados numa linha reta, suas mãos ora ou outra param para coçar sua pintinha no canto do olho e você está a uns minutos olhando para o horizonte, com um olhar... distante. Inexpressivo...


—     Eeeh? Daichi, você me conhece tão bem que não sei se fico assustado ou feliz com isso, às vezes...


—     Não é como se você não fosse o mesmo comigo. E também, você é o único para quem tenho olhos afinal...


—     !!!


—     S-Suga—! Kōshi! Nem pense em avançar em mim—!


—     ... Nice receive! E... você fica tão fofo dizendo essas frases clichês amorosas que não é como se eu conseguisse me evitar!


—     Você que tem esse feitiço sobre mim... Mas, Kōshi, me diz o que você estava pensando? Por favor?


—     ... Ahh... é meio idiota, mas eu estava pensando... umas coisas ruins que essa vozinha no canto da minha cabeça que me diz que talvez um dia você vai parar de me amar. Você vai ver que não tenho nada de especial, reconhecer por absoluto as minhas falhas imperfeitamente imperfeitas, me trocar por alguém que seja digno de você e simplesmente... deixar de me amar.


—     ... D-Daichi? Diz alguma coisa, por favor...!


—     Você tem razão, isso é idiota.


—     ... Huh? Eu acabo de despejar, desabafar sobre meus sentimentos mais obscuros e você fala isso pra me confortar!


     Kōshi... Nada no mundo, faria eu parar de te amar. Eu vou sempre amar você. Eu vou sempre amar suas falhas quaisquer que sejam. Eu vou sempre amar sua alma sensível e solidária com os outros. Eu vou sempre amar o jeito que você se preocupa com o bem estar de todos, o jeito que você demonstra sua compaixão. Seus jeitos perversos, infantis e idiotas que você adquire geralmente, porque por mais que eu desgoste às vezes, sempre irei os amar porque faz parte de você. Eu sempre irei amar também seus traços, seus olhos cor de mel esverdeados, seus lábios rosados e regularmente rachados, sua pinta adorável no canto do olho e as pelo resto do corpo também... Por fim, eu te amo, Kōshi. Eu amo a pessoa que você é, e farei questão de o lembrar disso quantas vezes forem, para não haver o mínimo espaço para dúvidas. Eu sempre irei amar como você me fez entender que eu mereço o amor, que merecia uma pessoa boa como você, e precisava, principalmente, de você. Então— K-K-Kōshi?! Você está chorando???


—     D-D-Daichi... isso não é justo, como você consegue fazer meu interior tão quente e agitado a-a-ssim! Agora que você me falou tudo isso eu te peço, não, exijo! Que me abrace até o fim do dia e permaneça ao meu lado e não saia por um instante até o resto da semana e mais! Vamos dormir juntos hoje de conchinha e... ahhhhhh, Daichi, só ao ouvir sua voz me deixa muito, muito, muito feliz... Eu te amo, te amo, te amo!


—     Eu te amo ainda mais... e, quanto a essa ideia de passar os dias ao seu lado, eu não tenho nenhuma revogação.


—     ... Você, por algum acaso, acabou de me pedir em casamento?


—     Hehe...


—     Ne, Daichi... Você promete mesmo? Me amar... sempre, sempre?








     Até depois do sempre.


Notas Finais


nao fale comigo, estarei chorando 👎🖐️🖐️



(pegadinha pegadinha gente, eles namoram se casam e tem uma familia 😔🖐️ eles amam um ao outro dms para nem cogitar um término)


brincadeiras a parte, qqr erro me falem, fiz isso na pressa na inspiração e nem revi muito


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