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História You will stay? - dramione - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Pure love


Draco segurava firmemente aquele pequeno garotinho contra seu peito que dormia embalado numa serenidade impressionante. Scorpius sempre forá um garotinho quieto e só chorava nos primeiros meses por sofrer com cólicas terríveis, mas fora isso sempre forá quietinho e mais na dele. Mas era inegável a semelhança entre pai e filho, os cabelos extremamente claros e a pela extremamente branca lhe davam um ar angelical, Draco apenas esperava que a semelhança dos dois fossem somente física e que Scorpius se tornasse um homem muito melhor do que ele era. 

O garotinho se remexeu contra o peito do pai e sua mãozinha se fechou fortemente contra a camiseta dele. Draco sorriu com o gesto. Nunca pensou que seria capaz de sentir uma coisa tão forte e sincera por outro ser humano, mas quando pegou seu pequeno nos braços pela primeira vez foi como se tudo fizesse sentido, como se ele tivesse que ter passado por tudo que passou só para sentir aquela deliciosa sensação que ele sentiu no dia que o bebê nasceu. Malfoy estava decidido a ser um bom pai e ensinar o que era correto para o seu filho em uma tentativa de impedir que ele cometesse erros tão graves como ele cometerá em sua juventude. 

Talvez Scorpius tenha sido a melhor coisa que saiu do casamento curto que tiverá com Astória. Talvez eles tenham se precipitado e se casado rápido demais, afinal não tinham sequer seis meses de namoro quando decidiram se casar mesmo sendo tão jovens na época. Ficaram juntos em torno de cinco anos e não era um relacionamento ruim, mas era sem graça e não eram apaixonados um pelo outro, ficaram juntos por todos esses anos apenas por comodidade. Tudo mudou quando Scorpius nasceu, Astória nunca tiverá nenhum instinto maternal dentro dela e enxergava o pequeno garoto como uma obrigação, ela nunca falava do garoto com amor e só o tinha perto na hora da amamentação ou caso contrário passaria o dia inteiro com empregadas da casa. Foi ai que Draco percebeu que aquele não era o ambiente que ele gostaria de criar seu filho, não queria que ele sentisse na pele o que ele próprio sentiu toda vez que seu pai lhe negligênciava atenção. Ele pedirá o divórcio para Astória e ela sequer contrariou ele quando disse que ficaria com o garoto, na verdade Draco podia ver o alívio percorrer os olhos daquela mulher e sentiu remorso por ter escolhido-a para ser mãe de Scorpius.

Mas agora estavam em Londres de vez, Astória procurou por Scorpius apenas nas três semanas seguintes do divórcio e depois sumiu de vez. Draco achou melhor assim, sabia que o garoto sentia o desgosto que mãe tinha com ele e sabia que ele se entristecia quando ela lhe negava colo. Então veio para Londres de vez em uma tentativa de reconstruir sua vida no mesmo lugar que ele a destruiu.

Draco Malfoy não tinha uma boa reputação na cidade e ele estava mais que disposto para mudar isso. Ele queria tentar reparar seus erros, ficou muito surpreso quando passou no teste para Auror e o teste de confiança que o Ministério da Magia o obrigará a realizar por ele ser um ex-comensal, mas sentiu imenso alívio pois teria finalmente uma chance para se redimir e ajudar a tornar o mundo bruxo um local melhor e mais seguro, certamente dedicaria seu coração naquele trabalho. 

Quando virá Hermione Granger, sabia que algo havia mudado. Era uma mulher que ele não pensava havia muitos anos isso sem contar sua presença nos pesadelos constantes que o acompanha. A cena dela sendo torturada no salão da antiga Mansão Malfoy certamente não era algo que ele conseguiria esquecer algum dia, os gritos agonizantes dela ainda o faziam acordar de madrugada tremendo e suando frio. Sentia que aquela culpa ele carregaria até o dia de sua morte, a culpa de não ter impedido aquela crueldade, a culpa de não ter prestado ajuda aquela garota que ficará indefesa no chão sendo torturada por sua tia. Sentia nojo e repulsa em saber que tinha parentesco com aquela mulher grotesca.

Draco sentia em seu coração uma vontade de implorar pelo perdão daquela mulher, mesmo que ele soubesse que não iria reparar todos os anos que a atormentará, ele apenas esperava que o perdão de Hermione pudesse aliviar um pouco toda a culpa que o consumia como chamas ardentes e o matava de dentro para fora durante anos de sua vida. 

Scorpius começou a se remexer nos braços de seu pai e seus olhos pequenos foram abrindo aos poucos e suas pequenas mãozinhas os esfregaram. Aqueles olhos cinzentos eram adoráveis e conquistavam qualquer pessoa. A boquinha do garoto se retraiu num curto sorriso ao identificar a figura do pai e Draco se contagiou e o acompanhou num sorriso largo.

-Olá, campeão.-Disse antes de depositar um beijo em sua testa.-Você dormiu bem?Espero que tenha sonhado com coisas boas.

-Papai!-Disse baixinho.-Mão lembro o que xonhei.

-Poxa, eu estava doido para ouvir sobre seus sonhos.- Draco disse fazendo uma pequena careta.

Scorpius riu e se ergueu do colo do pai. Draco o colocou em cima da sua enorme cama e o viu se arrastar até onde estavam alguns ursinhos de pelúcia que se mexiam magicamente. Ouviu a gargalhada de seu filho quando um dos ursos agarrou seu pé e lhe fez cócegas. O riso de Scorpius Malfoy era a coisa mais contagiante do mundo e nem mesmo o pai poderia se manter sério perto de um garotinho tão adorável e de uma risada tão linda.




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