História You'll Be In My Heart - Capítulo 12


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Categorias Voltron: O Defensor Lendário
Personagens Acxa, Allura, Coran, Ezor, Hunk, Keith, Lance, Matt, Narti, Personagens Originais, Pidge Gunderson, Sendak, Takashi "Shiro" Shirogane, Zarkon, Zethrid
Tags Klance, Universo Alternativo
Visualizações 102
Palavras 4.610
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Ficção Científica, LGBT, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Slash, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


E ae, cambada, olha quem tá aqui!
Sim, eu vou passar a postar os capítulos na segunda, pra vocês começarem sua semana bem felizes! *Eu espero*
QUEM MAIS TÁ ANIMADO PRA A SÉTIMA TEMPORADA QUE SAI NESSA SEXTA? AHHHHHHHHH

Capítulo 12 - Chapter Eleven


- O QUE?! – Pidge gritou após ouvir o que Lance falou. – ‘Cê ‘tá doido, ‘homi’! – O cubano revirou os olhos para o escândalo da garota. Encarou o samoano.

- Hunk, você me conhece. Sabe que eu não mentiria sobre isso. – O maior coçou a nuca, desconfortável.

- Cara, é claro que eu sei que você não brincaria com isso, mas o que você acabou de falar é esquisito, igual a chiclete e espaguete, não cola. – Disse, juntando os dedos indicadores.

- Na verdade, cola sim, por causa do chiclete. – A menor falou e o mais velho rolou seus orbes.

- Mas eu ‘tô falando a verdade! Eu sei que o que eu disse não tem pé nem cabeça, mas é a verdade! Pode perguntar ao Shiro ou a Krolia! – Ao dois se entreolharam, voltando a prestar atenção em Lance.

- Lance, vocês são os mais tristes por causa da morte do Keith. Não acha que isso tem a ver, não? – A italiana perguntou, com a expressão preocupada. Sabia como o latino odiava falar sobre esse assunto, mas ele não parecia triste dessa vez. Na verdade, ele parecia animado.

- Eu sei que parece que eu bebi ‘pra caralho, mas essa é a verdade! ‘Qualé, gente, vocês me conhecem! Eu nunca brincaria com a morte do Keith! – Quase deu um grito, mas se segurou.

- Nesse ponto, ele tem razão. Certo, digamos que essa seja a verdade e Keith está vivo. – O maior disse, com as palmas juntas uma com a outra e perto da boca. A europeia o encarou, com os olhos arregalados.

- Você não está dizendo que acredita nisso, está?

- Não, mas se for a verdade e Keith precisar de ajuda, eu quero entender tudo direito. – A menina suspirou, pedindo para que ele prosseguisse. O de olhos escuros olhou para o menor novamente. – Ok, vamos do começo: Keith não morreu num acidente de carro, mas sim numa missão da Blast of Mermora-

- Blade of Marmora. – O corrigiu.

- Certo, Blade of Marmora. E ele também não morreu nessa missão, mas foi utilizado como cobaia para testes com genética. E depois de um tempo, precisaram de um novo empregado ‘pra escrever coisa sobre como o Keith, ou item 42-63, seja lá como for, porque ele se tornou – Franziu o cenho, não sabendo a palavra. – Agressivo, é isso? – O de olhos claros assentiu. – Certo, e por causa disso não conseguiram mais pôr a dose de quinte sei lá o que nele. Aí você apareceu e depois de dois anos, percebeu que era o Keith? É sério? Velho, ele era o seu namorado, como não o reconheceu? – O cubano bufou, indignado e com raiva.

- Cara, ele ‘tava com um mullet! Um mullet, Hunk! O cabelo dele era curto, como eu perceberia? – Katie arqueou uma sobrancelha.

- Olhos? Rosto? Corpo? Voz?

- Os olhos dele mudaram, o rosto dele tem uma cicatriz e algumas pintas roxas, o corpo aumentou, mas ele ainda é menor que eu, e a voz – Ele hesitou. – Bem, a voz ‘tava mais rouca que o normal, além de que ele só começou a falar comigo depois de um tempo. – Fez bico e cruzou os braços. No fundo, ele sabia que o item 42-63 era Keith, mas achava ser impossível. Bem, nunca diga nunca.

A garota grunhiu e olhou o samoano.

- Você não acredita nisso, né?

- Não sei não, Pidge. Não me parece ser impossível. – Ela ficou boquiaberta, não acreditando no que ouvia. Olhou para o latino e para o oceânico, esperando eles dizerem “há-há, você caiu, sua troxa!”, mas não ouviu nada. A italiana levantou os braços na altura do peito.

- Ok, ok! Eu quero provas, Lance. Eu só vou acreditar em você quando ou o Shiro ou a Krolia falarem.

- Minha palavra não conta? – Apontou o dedo para sim mesmo, com a sobrancelha levantada.

- Não mesmo. Vamos. – Disse e empurrou o de olhos claros para o lado, que fez uma expressão de indignação. – Hunk, você dirige. Nunca mais vou ‘pra lugar algum com o Lance no volante. – Destrancou a porta, esperando os dois passarem. Fazendo isso, girou a chave, a trancando e entrando no carro, sentado no banco de passageiro, Hunk na direção e Lance no banco de trás. 

- ‘Pra onde a gente vai? ‘Pro Shiro?

- Exatamente. O Shiro é a prova mais concreta de que o Keith ‘tá vivo e tudo isso que você falou sobre o Galra Empire é real. Qual é, cara, como uma empresa tão renomada usaria cobaias humanas em testes genéticos. Não faz o menor sentido.

- Sinceramente, Pidge? Eu também não faço a menor ideia porque eles fazem isso, mas essa é a maior verdade.

Ficaram em silêncio até chegar na casa do Shiro e da Allura. Sim, eles moravam juntos, e estavam noivos, então qual era o problema?

Tocaram a campainha e a platinada atendeu. Ela estava com o cabelo preso em um coque, deixando algumas partes caídas de cada lado e com uma colher de pau na mão. Sorriu ao perceber quem eram e saiu da frente para eles entrarem.

- Cadê o Shiro, Allura? – A mulher cruzou os braços, divertida.

- Oi ‘pra você também, Pidge. – Riu da cara de vergonha da garota e apontou para o teto, indo em direção a cozinha.

- Qualquer coisa, é só gritar! – Gritou da cozinha e Lance gritou um “‘tá bem!”. Subiram as escadas e encontraram o mais velho no escritório, lendo alguma coisa.

- Ei, Shiro! Como ‘cê ‘tá? – O samoano perguntou, sorrindo, recebendo outro sorriso em resposta.

- ‘Tô bem, Hunk. E você? ‘Tá conseguindo viver com esses dois pestes? – O latino deu uma dedada para ele, que apenas riu. Olhou para a menor, sorrindo. – Oi, Pidge.

- Saudações, Shiro. – A menina separou os dedos da mão, imitando o Spok, de Star Trek. O platinado encarou todos, com as mãos na cintura.

- O que vieram fazer aqui?

- Saber a verdade. – O maior entreabriu a boca.

- Verdade sobre...?

- O G.E. – A mais nova falou, com seriedade no olhar. O japonês suspirou.

- O que querem saber?

- É verdade que o Keith está vivo? – A italiana perguntou de novo. O asiático suspirou.

- Eu não sei. Só o Lance o viu. – Olhou para o cubano, que sentiu as bochechas corarem ao ver que todos o encaravam.

- E-eu-

- Mas o resto, eu garanto a você que é verdade. Os experimentos com humanos. É verdade. Uma garota veio atrás de mim e me mostrou um gravador, com o irmão dizendo o que acontecia no G.E. Ele trabalhou lá por um tempo, mas nunca disse qual era o trabalho. Conseguiu falar com a irmã e disse o que acontecia lá. Mas ele morreu logo após enviar o áudio. E além disso – Parou de falar e se sentou na cadeira novamente, mexendo o mouse e ligando o computador. – Tem isso aqui também. – Mostrou a mesma foto que mostrou a Lance no primeiro dia de seu emprego.

O latino olhou para os amigos, que tinham as piores reações possíveis. Hunk já estava chorando e com a boca aberta, enquanto Pidge tinha os olhos marejados e pôs a mão na boca.

- É horrível, eu sei. – Disse e se virou para eles de novo.

- Mas como sabe que essa foto é real? – A europeia perguntou.

- Porque foi a Krolia que tirou. – Uma quinta voz foi ouvida e os três se viraram, encontrando Allura encostada no batente da porta, com os braços cruzados.

- Isso. – O japonês falou, se levantando. – Então, se tudo isso é real, é bem provável que o Keith está vivo também é real. – A loira olhou para baixo, pensando.

- Certo, isso faz mais sentido. – Olhou para o oceânico e sussurrou, alto o bastante para o cubano ouvir. – Ainda bem que viemos ver se isso era verdade.

- Ei! – Riram do de olhos claros, que cruzou os braços, bufando.

Shiro parou de rir e encarou o chão, voltando a olhar todos ali.

- Mas se realmente for real, isso é um assunto sério. Precisamos ver como tirar essas pessoas de lá.

- Ei, Shiro? – Fez um “hum?” – Não é melhor irmos na casa de Krolia? ‘Pra ela saber e tal.

- Sim, bem pensado, Lance! – A britânica falou. O moreno sorriu galanteador.

- Obrigado, princesa. – A mulher revirou os olhos.

- Vou ligar ‘pro Coran. Ele pode ajudar. – E saiu do local, descendo as escadas.

- Vão ‘pro meu carro. Talvez não saibam onde é a casa da qual estamos falando.

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- Certo, o que estamos fazendo aqui? – A italiana perguntou ao ver a casa velha na qual estava de frente e Hunk engoliu em seco.

- Por que a gente ‘tá aqui? A casa de Krolia fica a umas seis quadras daqui. – Disse, apontando para trás.

- Já ouvi muitas histórias sobre essa casa. – Coran falou enquanto andavam para a entrada. – Dizem que uma família morreu aqui, incendiada pelo fogo e suas almas ainda habitam o local. – O ruivo disse, assustando o samoano. Até a menor se assustou.

- Não, não vou ficar aqui. Tchau, gente, até amanhã.

- Você fica. – Lance falou, segurando a gola da roupa do oceânico, que grunhiu, se virando para a porta.

Shiro fez uma sequência musical na madeira da porta e um ruído foi ouvido, assustando os três que conversavam, que se esconderam atrás do latino, que revirou os olhos, com as mãos nos bolsos do casaco. A porta foi aberta com um barulho alto, o que fez os três gritarem, assustando tanto os amigos, quanto as pessoas que passavam por perto. Ao verem Krolia ali, suspiraram e riram sem graça do escândalo que fizeram.

- O que fazem aqui? – Olhou para trás de Shiro, vendo os outros acenarem para ela, corados. Encarou o japonês novamente, cruzando os braços. – Por que trouxe mais gente? Da última vez que eu contei, era só você e o Lance. Não você, Lance e mais quatro pessoas.

- Eles vieram nos ajudar.

- Shiro, são crianças. Não quero que se machuquem.

- Com licença, Krolia. – Pidge os interrompeu, colocando o dedo para cima, como se pedisse para falar. – Se o Keith ‘tá no meio disso tudo, eu vou ajudar, você querendo ou não. Ele é meu amigo.

- As minhas palavras são as da Pidge. Eu vou ajudar a salvar o Keith, mesmo eu esteja com medo do que vai acontecer.

Todos assentiram, fazendo a coreana suspirar e dar passagem para entrarem.

Hunk sentiu um frio na espinha ao ver aquele lugar. Odiava lugares assustadores como aquele. E com tantas lendas urbanas, como não odiar?

Sentiu uma mão pequena apertar a sua e viu ser a italiana, que sorria, querendo dizer que estava ali, com ele. Sorriu de volta.

Andaram por ali, até verem uma silhueta, que olhava pela janela. Os olhos de Hunk, Pidge, Lance e Coran se esbugalharam. A figura se virou para eles, mostrando o capacete preto com o vidro laranja que usava, aparecendo o ar de respiração nele. Aquilo foi o suficiente para assustar os quatro, que gritaram alto, assustando a todos. A sombra tirou o capacete, se mostrando uma garota com marias-chiquinhas loiras e a sobrancelha arqueada. Eles pararam de gritar e soltaram o ar, aliviados por ser só uma garota.

- Será que dá ‘pra pararem de gritar? Queremos ser discretos, não chamar a atenção de todos. – O japonês os repreendeu.

- Desculpa, cara. – O samoano falou, respirando fundo.

- Pessoal, essa é a Romelle. A garota que eu falei hoje, sobre o áudio. – O asiático falou, com os braços cruzados. A italiana sorriu e foi cumprimentar a loira, como Hunk, Allura e Coran fizeram.

- O prazer é todo meu. – Respondeu a todos, com um sorriso. Olhou para o lado, vendo o cubano parado, sorrindo para ela. – Lance. – Fez uma armazinha com a mão, pondo na testa e a levando para frente, o que fez o latino sorrir mais, rindo nasalmente.

- Então, o que estão fazendo aqui? – A asiática perguntou, se encostando na parede. Yorak se sentou perto da dona, como sempre fazia.

- Viemos ajudar, ora. – A europeia falou, dando de ombros.

- Certo, começamos pelo começo: como entrar no Galra Empire sem ser visto? – O japonês falou, apontando para uma planta que tinha na mesa. Ela tinha dois pés quebrados, e só não caía por causa dos livros que a seguravam.

- É muito complicado entrar. – Krolia disse, chegando perto da mesa, apontando para dois pontos vermelhos. – Apenas duas saídas, muito vigiadas. Não tem como passar por elas sem ser visto. – Pôs as mãos na mesa, em forma de punho.

- E se procurarmos alguma coisa na NASA? – Todos olharam para a italiana, que pareceu não se importar. A coreana voltou a encarar a planta.

- Não é uma má ideia, mas a base da NASA é tão vigiada quanto a do G.E., esse é o problema.

- E quem disse que precisamos entrar? – A encararam novamente. A garota pôs a mochila do chão, tirando seu notebook dali. O latino arqueou a sobrancelha.

- Você não sai de casa sem isso não, é? – A menina negou.

- Nunquinha. Nunca se sabe quando vai precisar hackear algum sistema. – O cubano continuou com a sobrancelha arqueada.

- Talvez nunca? – A menor revirou os olhos, ligando o objeto. O colocou na mesa, por cima da planta. A luz da tela era refletida pela lente de seus óculos, o que fazia parecer que ela não tinha olhos. Ficou um tempo sem falar nada, igual aos outros, a esperando falar algo. Bateu o punho na mesa, assustando a todos com o ato repentino.

- Merda, o sistema é trancado! Tem que ser por dentro. – Olhou a todos, que não sabiam o que dizer. Por dentro? Isso significava que algum deles teria que entrar na NASA sem ser notado. Como fariam isso?

- Eu vou. – Encararam a britânica, que olhava para baixo, mas logo olhou para cima.

- Allura, é muito perigoso. Você pode ser descoberta. – Coran falou, preocupado.

- Ele está certo. E além do mais, como conseguiria entrar? – Krolia perguntou, com a sobrancelha levantada e os braços cruzados. A platinada sorriu.

- Pela porta da frente.

- Como você vai entrar pela porta da frente? Nocauteando os guardas? – O cubano falou, brincando, e a platinada deixou de sorrir, revirando os orbes azulados.

- Não, Lance. Eu trabalhei lá antes de virar a diretora do colégio. E eu só saí, porque o colégio era do meu pai e ele queria que eu tomasse conta quando ele morresse. Nunca achei que precisaria mesmo. – Encarou o chão, triste, até sentir um braço ao redor de seu pescoço e ver que era Lance, sorrindo, tentando anima-la, conseguindo com sucesso. – Valeu, pirralho. – Bagunçou suas madeixas castanhas, fazendo com que ele risse. Olhou para todos novamente. – E ainda tenho contato com alguns amigos que podem ajudar. Posso passar os guardas se eu me passar por visitante e então pegar o cartão de entrada com a minha amiga. Vai ser moleza. – Disse e estralou os dedos das mãos ao mesmo tempo.

- Mas você não pode ir sozinha. Vai precisar de ajuda. – O ruivo falou, pondo o dedo no queixo. – Mas quem se arriscaria ‘pra ir com você.

- Eu vou. – Shiro falou e a de olhos claros o olhou feio. – Que é? Você querendo ou não, vai precisar de ajuda. – A mulher suspirou.

- Certo. Vamos amanhã.

- Allura, Shiro, vou precisar que entrem na sala de controle e insiram este pen-drive e passar os dados do computador ‘pra mim. – Pidge falou e mostrou o pen-drive a eles, que assentiram. – Quando fizerem isso, eu vou conseguir entrar no programa e procurar por algo que preste, mas o vírus só vai funcionar por alguns minutos, entre três e cinco, e esse é o tempo de vocês entrarem e saírem até alguém perceber que tem algo errado. Ao terminarem, tirem o pen-drive, e vai ser como se nada tivesse acontecido, como se vocês nunca estivessem lá. Entenderam?

- Sim. – Responderam em uníssono, se entreolhando e corando.

Krolia olhou para aquela cena e sussurrou algo no ouvido do latino.

- Eles já não namoram há sei lá quantos anos? E já estão noivos? – O de olhos claros riu.

- É, mas eles já transaram, não se preocupe. – Riram juntos, voltando a prestar atenção nos outros.

- Mas ‘pra isso tudo realmente funcionar, eu vou precisar de ajuda de outro ponto. – A garota pensou, até arregalar os olhos e sorrir, procurando o seu celular na bolsa. – Matt? Matt, seu filho da puta, ‘cê ‘tá me ouvindo? – Pôs no viva-voz.

- Oi, idiota, o que você quer? – Ouviram a voz de Matt do outro lado da linha e pelo tom da voz, estava quase dormindo, mesmo ainda sendo seis horas da noite. Nossa, o Matt tem sérios problemas. Quem dorme cedo quando está de férias? Matt Holt, obviamente.

- Preciso de ajuda ‘pra uma coisa.

- Fala logo, ô, eu quero dormir.

- Então, eu preciso invadir o sistema da NASA, e vou precisar da sua ajuda. – Ele não falou nada por um tempo, apenas dando para ouvir sua respiração.

- A NASA?! Enlouqueceu, Katie? Isso é praticamente impo- – Parou de falar por um tempo. – Ou talvez não seja. O que você tem em mente?

- Inserir um pen-drive com vírus no sistema, procurar o que a gente quer e sair triunfantes.

- Fala sobre o vírus.

- Ele pega por três a cinco minutos, até alguém perceber que tem algum problema no sistema, mas dá ‘pra copiar todos os dados que eu preciso em menos. Mas ‘pra usar menos tempo, eu vou precisar de ajuda de outro lugar, longe daqui. Ou seja, aí de casa, porque se não, os dois computadores podem explodir com o carregamento de tantos dados. Então, o que me diz? Vai ser meu copiloto?

- ‘Tô dentro. Mas você vai entrar com um pen-drive na bolsa? Pelo o que eu saiba, o pessoal na NASA revista todas as coisas que você leva. Vão estanhar o fato de ter um pen-drive, não acha? – A garota pôs a mão no queixo, pensando.

- Tem razão. Mas como poderíamos passar com o pen-drive sem arriscar nada? – A garota olhou em volta, sorrindo ao olhar o japonês.

- O braço do Shiro! – Matt e Pidge falaram ao mesmo tempo, rindo em seguida. O mais velho franziu o cenho.

- Por que o meu braço? Eu só tenho um bom, não vou perde-lo também. – Disse, agarrando o próprio braço.

- Não, não esse. O de metal.

- ‘Qualé, Shiro, você tem um braço feito pelos cientistas dos militares dos Estados Unidos, um dos países mais tecnológicos do mundo! Com certeza deve ter algum lugar ‘pra plugar pen-drive!

- Concordo com o Matt. – Encarou o platinado. – Vem cá. – O maior foi em sua direção e ela puxou seu braço de metal. – É só procurar por aqui e – Falou, enquanto mexia em alguns botões. – Pronto! – Pegou o pen-drive, que estava na mão da Allura, e plugou no braço metálico, que ficou roxo por um momento e voltou ao normal. Encarou o homem. – Sente algo?

- Não. – Mexeu a parte do corpo, vendo se acontecia algo. – Nada mesmo.

- Ótimo. Significa que nada quebrou.

- Nossa, me sinto muito aliviado agora. – Revirou os olhos, ouvindo risadas dos outros da sala.

- Testa, Pidge! – A italiana assentiu, pegando novamente a mão do asiático, a pondo em seu computador. Esperou acontecer algo, encarando a tela. – E aí?

- Nada até agora.Viu o sistema desligar e ficar aberto para qualquer um entrar. A europeia sorriu. – Funcionou!

- Viu? Eu sou um gênio. – A garota deixou de sorrir, fazendo cara de tédio.

- Eu que dei a ideia.

- Que mentira!

- Não é!

- É sim!

- Não é!

- É sim! – Sentia o sorriso de seu irmão e revirou os olhos.   

- Beleza. Tchau, Matt.

- Tchau, bebezão. – E desligou o celular, encarando a todos.

- Muito bem, parte um, feita. Agora vamos a parte dois. Allura, você tem que ligar ‘pra o seu amigo ainda hoje. O Coran pode levar vocês até lá. – Krolia disse e encarou o ruivo. – Tudo bem ‘pra você?

- Claro, problema nenhum. – Olhou para a planta e apontou um círculo em volta da base. – Posso ficar dando voltas por aqui, certo? – Encarou a coreana, que negou com a cabeça.

- Não. – Apontou para uma entrada. – Sempre tem alguns vigias, caso alguém faça besteira. E se perceberem que o mesmo carro ficou girando várias vezes por ali, vão checar, com certeza. Você vai ter que deixá-los e se esconder com o carro. Algum lugar onde ninguém iria desconfiar. Tipo bem aqui. – Colocou a unha na área de fora da base. O mais velho arregalou os olhos.

- Perto da floresta? E se algum animal selvagem vir ‘pra cima de mim? Eu vou estar indefeso! – O homem falou (lê-se exagerou) e o cubano revirou os olhos.

- Romelle pode ir com você. – A loira esbugalhou os olhos.

- Eu? Eu não vou ajudar. Se algum animal vier, eu provavelmente vou começar a gritar junto com o Coran.

- Na verdade, Lance tem um ponto, Romelle. – A mais velha falou. – Você sabe atirar, certo? Já está ótimo. Só esconda a arma embaixo do banco, e tudo estará ok. – A menina ainda tinha os olhos arregalados, mas viu como os olhos de Krolia tinham esperança de reencontrar seu filho. A menor engoliu em seco e assentiu. A morena deu um sorriso. – Ótimo. Eu e o Hunk vamos ficar aqui com a Pidge, ‘pra qualquer problema nós podemos ajudar. E Lance – Encarou o garoto, que tinha a cabeça abaixada. – Você pode ir com eles ou ficar aqui, se quiser.

- Bem, eu acho melhor ir com a Allura e o Shiro, caso eles precisem de ajuda. – Os noivos se entreolharam e a britânica chegou mais perto do latino, pondo a mão em seu ombro.

- Lance, eu agradeço muito pela ajuda, mas vai ficar muita gente. Dois já é demais, três pode não ser tão bom assim. – O sorriso do menor diminuiu um pouco, mas passou despercebido por todos. Exceto por um.  

- Sem problemas, princesa! ‘Cê ‘tá certa, como sempre. É por isso que eu te chamo de princesa. – A mulher revirou os olhos, tirando a mão do ombro do garoto.

- Tudo bem. Combinado assim? – Todos assentiram. – Bom. Ah, eu já ia me esquecendo. – A coreana subiu as escadas, indo para o quarto do casal e pegando uma mochila. – Vão precisar disso. – Pegou vários microfones de orelha, dando um para cada um. – É ‘pra falar com os outros quando precisar de algo. Talvez deem uma falhada ou outra, por eu não usá-los normalmente, mas dá ‘pro gasto.

- Acho que eu consigo fazer uns novos até sexta. Só vou precisar de alguns materiais, nada de muito complicado. – A italiana falou e colocou o microfone no ouvido. – Alô, alô, testando. – Falou, enquanto ajeitava o objeto na orelha, até dar um pulo da cadeira ao ouvir um grito no seu ouvido. – Lance, seu filho da puta! Mostra tua cara, ‘pra eu arrebentar ela! – A garota ouvia risos pelo microfone, o que a irritou mais. – Onde ele ‘tá? – Olhou em volta, não o encontrando. – Onde ele ‘tá?! – Ouviu risadas do andar de cima e o cubano não parecia estar sozinho. Ela engoliu em seco. Não tinha como ser um fantasma, fantasmas não existem, certo? O samoano deu um gritinho, se escondendo atrás de Coran, que se escondia atrás de Shiro, que apenas revirava os olhos e segurava o riso.

- Vocês acham que é o fantasma do garotinho? Ou dos pais? Vocês acham que o Lance ‘tá em perigo? – O oceânico perguntava, se assustando cada vez mais.

- As almas deles vão nos caçar para sempre agora que entramos na residência deles! Ó, espíritos, nós vamos sair daqui, não se preocupem! Só nos devolvam o nosso amigo Lance, ele pode parecer ser chato, mas é muito legal! – O ruivo gritava, fazendo com que os risos aumentarem.

Romelle, Shiro e Allura começaram a rir e só então Pidge percebeu: Krolia não estava ali. Sentiu a cabeça ferver. Ela era uma mãe, não devia fazer pegadinhas!

- Podem descer, já sabemos que são vocês. – Falou pelo objeto no ouvido, ouvindo um “ah, que sem graça” dos dois. Desceram pelas escadas e apareceram rindo dos dois atrás do japonês, que também ria.

- Isso foi com certeza uma das coisas mais engraçadas que eu já vi na vida! – O latino falava, enquanto limpava uma lágrima. Sentiu um tapa nas costas e se virou, já gritando. – Que merda foi essa?! – Olhou para a italiana a sua frente, que tinha os braços cruzados e um bico formado, por causa da raiva. Estava fofa. Fofa, mas perigosa.

- Não faça isso de novo. – E saiu de perto dele.

- Pois é, cara, meu coração não aguenta um negócio desses. – Hunk falou.

- Desculpa, grandão, mas foi muito engraçado, eu precisava. – Riu mais um pouco. – Você não precisa se preocupar, aqui não tem fantasma. – O maior arqueou a sobrancelha.

- E como você sabe?

- Porque eu morava aqui. – A coreana os interrompeu. – O único que morreu aqui, foi o meu marido. E ele nem morreu queimado, foi por causa de queimaduras graves e inalação exagerada de carbono. Foi por causa disso. Por isso é que lhe garanto que aqui não tem fantasma. – Disse, com os braços cruzados.

- Ok, gente, já ‘tá na hora de ir. – O asiático falou, chamando a atenção de todos, que se levantaram e foram em direção a porta. – Tchau, Krolia, desculpa por essa excursão. – Os dois riram.

- Sem problema, Shiro. Já ‘tô acostumada. Primeiro você, depois a Romelle, depois você e o Lance, e agora você e os paladinos. – O mais novo arqueou a sobrancelha.

- Paladinos?

- É, é mais legal do que dizer amigos. Keith sempre dizia que era um paladino vermelho quando tinha oito anos. – Encarou o chão, sorrindo sem mostrar os dentes, voltando a olha-lo em seguida. – Até amanhã, pessoal. – Responderam em uníssono um “tchau, Krolia”, exceto Lance, que brincava com Yorak.

- Lance, vamos. – O japonês o chamou, o que o fez parar de brincar com o cachorro.

- ‘Tô indo! – Foi em direção a porta, correndo para fora. Mas parou, girando seus calcanhares e correndo para perto da coreana, a abraçando. De primeira, ela arregalou os olhos, assustada. Mas depois o abraçou de volta, deixando um beijo em sua testa. – Até amanhã, Krolia. – Ela sorriu terna.

- Até amanhã, Lance. – Ele sorriu de volta e correu para o carro, entrando nele e abrindo o vidro da janela, acenando e gritando.

- Tchau, Krolia, tchau, Romelle!

- Tchau, Lance! – A loira ao seu lado gritou de volta, acenando de volta também.

- Vamos entrar, Romelle. Temos um dia longo amanhã.

 

Quando criança, você esperava

E assistia de longe

Mas você sempre soube que seria

Aquele que trabalha enquanto todos os outros brincam

Em juventude, você se deita, acordado à noite e faz planos

De todas as coisas que você mudaria

Mas isso foi só um sonho

A hora irá chegar, em que você terá que se erguer

Acima dos melhores, aprimore-se

Seu espírito nunca morrerá

Adeus, eu fui em busca do meu trono no topo

Não chore por mim por que esse será

O trabalho do meu amor

Aqui estamos nós, não vire as costas agora

Nós somos os guerreiros que construíram esta cidade

Aqui estamos nós, não vire as costas agora

Nós somos os guerreiros que construíram esta cidade das cinzas – Warriors, Imagine Dragons


Notas Finais


Bem, foi isso, espero que tenham gostado e minhas sinceras desculpas se houver algum erro.
Tchau e até segunda que vem!


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