História You'll Be In My Heart - Capítulo 5


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Categorias Voltron: O Defensor Lendário
Personagens Acxa, Allura, Coran, Ezor, Hunk, Keith, Lance, Matt, Narti, Personagens Originais, Pidge Gunderson, Sendak, Takashi "Shiro" Shirogane, Zarkon, Zethrid
Tags Klance, Universo Alternativo
Visualizações 266
Palavras 5.159
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Ficção Científica, LGBT, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Slash, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OIEEEEE OLHA QUEM CHEGOU
Sim, gente, consegui enviar o capitulo.
Ok, antes de tudo, tenho uma coisa pra falar
MEU DEUS EU SOU MUITO IDIOTA KKKKKKKK gente do céu, eu esqueci de dizer de dizer quais são as músicas do capitulo passado. Certo, a primeira que só o Lance conta é "Can't stop the feeling" do Justin Timberlake, e o segundo, o do dueto de Keith e Lance é "Rhythim of the rain", do The Cascades. É antiga, é, tem a música traduzida pra o português, tem, mas, já que eles moram nos States, achei melhor deixar em inglês mesmo - mas a tradução pra PT é boa também, recomendo -.
E sobre o capitulo de hoje...
Se vocês forem doidos por Klance, vão ficar um pouco... raivosos, tristes, não sei. Mas felizes, acho que não.

Capítulo 5 - Chapter Four


    - E então, Lance? Ele apareceu hoje? – Ezor perguntou, com as mãos para trás.

     - Não, mas eu ouvi alguns passos dessa vez. Tipo, como se ele tivesse me seguindo, apenas vendo o que eu fazia.

     - Hmm – Ela falou, como se o estudasse e sorriu novamente. – O Lotor falou que queria falar com você. Disse que era importante.

     - Uhum – Respondeu enquanto tirava a armadura. – Pode dizer ‘pra ele que a gente conversa depois? É porque eu tenho uma coisa ‘pra fazer hoje.

     - É sobre seu namoro, Lance. Ele disse que queria apresenta-lo aos pais dele. – O rapaz gelou. Parou de tirar a roupa e olhou para a mulher.

     - Ele quer me apresentar ‘pra eles hoje? – Arqueou uma sobrancelha. – Mas eu não posso. Eu tenho um compromisso agora.

     - Que tal você ir lá falar com ele? Posso chamar uma amiga ‘pra te levar ‘pra lá. Tudo bem? – Sorriu, fazendo o latino sorrir de volta.

     - Claro.

     - Ótimo. Só um minuto. – Pegou o walk-talk e ligou o aparelho. – Acxa, pode levar o senhor McClain ‘pra sala do Lotor? Ele é o namorado do Lotor. Leva ele lá, vai. Eu vou sair agora, meu turno acabou. Obrigada, amore! – Sussurrou a última parte e desligou o objeto, se virando para o garoto. – Ela vai te encontrar lá no hall. Eu só não te levo lá, porque eu tenho que arrumar minhas coisas e ir embora.

     - Tudo bem. Como ela é? – Falou, terminando de colocar a sua jaqueta.

     - Ela tem cabelo preto e curto, com algumas mechas roxas, é alta, olhos castanhos escuros, pele branca com sardas nas bochechas e nariz e é uma guarda noturna. Ela sabe quem você é, não se preocupe. Pode ir.

     - Ok. Boa noite, Ezor.

     - Boa noite, Lance.

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     - Você é o Lance? – O mesmo assentiu. – Ótimo. Meu nome é Acxa. Vem, vou te levar ao laboratório. – Disse e andou para o elevador, sendo seguida por Lance. – A mulher apertou o botão e esperaram em silêncio até chegar o andar. – Vem. – Continuou a segui-la até pararem numa porta. – O Lotor ‘tá nessa sala. É só procurar por ele. Se alguém perguntar, diz que está com o Lotor. Precisa de mais alguma coisa? – Colocou as mãos no quadril.

     - Não, obrigado.

     - Certo. Boa noite. – E foi embora pelo elevador.

     O cubano chegou perto da porta e ela se abriu sozinha. Andou pelo local cheio de outros cientistas, procurando pelo platinado.

     - Lance! – Se assustou ao ouvir um grito no seu ouvido. Tinha problemas com gritos. Obrigado, item 42-63. – Finalmente! Se arruma, ‘cê vai conhecer meus pais. Agora. 

     - Lotor, espera. Eu não posso simplesmente ir assim. Eu nem passei perfume! Eu ‘tô com cheiro de suor e grama, Lotor.

     - Eu te empresto um meu. Vai, você ‘tá bom assim. Sendak, eu vou agora. Precisa de mais alguma coisa? – O cubano olhou para quem Lotor falava. Gelou ao ver como ele era. O cabelo era longo, os olhos de um castanho tão claro que parecia amarelo. A pele tinha uma aparência de morta, um pouco arroxeada. Ele era bem aterrorizante.

     - Eu só preciso saber quando vai colocar mais quintessência no inseto. – Apontou com o polegar para uma jaula atrás dele.  Conhecia aquela jaula. Era a jaula em que o item 42-63 estava. – Faz mais de dois meses que ele não recebe nenhuma dose. Vai acabar se acostumando.

     - A não ser que queira que alguém morra, o item 42-63 não vai receber a dose de quintessência. Entendeu? – Sendak murmurou algo. – Entendeu?

     - Sim, senhor. Eu entendi.

     - Ótimo. Eu vou indo. Boa noite, Sendak.

     - Boa noite, Lotor.

     - Vamos, Lance. Vem comigo. – Puxou o menor pela manga da jaqueta e Lance olhou para trás uma última vez, perdendo a visão da jaula quando a porta fechou.

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      - Tudo bem, Lance, não faz burrada. Meus pais não têm tempo ‘pra essas coisas, e eles já ‘tão com raiva por eu ter tirado eles do trabalho hoje. Por favor. Sem piadinhas, nem nada do tipo.

      - Você fere meu coração falando isso, Lotor. – Disse, apontando para o lado esquerdo do peito.           

     - Lance, isso é sério. Meus pais são muito sérios, são chatos. E são chatos ‘pra caralho. Eu ‘tô juntando dinheiro ‘pra sair de casa, porque eu não aguento mais. E quando eu for, você vai vir comigo, certo? – Perguntou, sorrindo. O mais novo engoliu em seco. Ir morar com Lotor? Os amigos, tudo bem, eles se conhecem há mais de três anos, mas o Lotor? Só o conhecia fazia quatro meses!

     - Talvez, Lotor. Eu teria que ver com meus pais, porque tipo, nós dois nem nos conhecemos direito!

     - Eu sei disso, mas eu também sei que te amo, Lance. – O olhou com os olhos dóceis. – Amo você demais.

     - Eu também te amo, Lotor. Mas nós nos conhecemos muito pouco.

     - Você vai conhecer meus pais, Lance! o que mais você quer? – Perguntou enquanto abria a porta. – Mãe? Pai? Cheguei! – Uma mulher de pele morena, cabelos negros e olhos cor de mel apareceu pelo corredor, sorrindo.

     - Você deve ser o Lance. o Lotor falou muito bem de você. Sou a Honerva, é um prazer. – Abraçou o mais novo. – Olá, filho. Como foi o trabalho? – Beijou a bochecha do maior. Colocou as mãos no quadril, ainda sorrindo. – Seu pai vai vir daqui a pouco, ele só está terminando de se arrumar. Mas mesmo assim, querem jantar?

     - Claro, mãe.

     - Ótimo. – Deu as costas e tossiu, mas andou em direção a sala de jantar. – Lance, eu sinto muito, mas eu não sei cozinhar direito, então eu comprei comida num restaurante bem famoso aí. Tem problema? – Olhou o mais novo, que sorriu.

     - Claro que não, dona Honerva. Eu também não sou tão bom na cozinha, acredite. Uma vez eu consegui queimar um guardanapo, mas isso foi quando eu ainda morava em Cuba.

     - Você morava em Cuba? – Ela arqueou a sobrancelha, colocando os pratos na mesa.

     - Eu sou de lá, na verdade. Morava perto da Praia de Varadero, mas acho que você não conhece.

     - Acho que já ouvi falar. Mas quem já foi ‘pra lá, foi meu marido.

     - O que tem eu? – Um homem de pele branca arroxeada – igual a Sendak – alto e forte, de cabelo preto com fios brancos e um olhar sério.

     - Você já foi ‘pra Cuba, certo? Alguma coisa a ver com trabalho? – Perguntou sem olha-lo. – Podem se sentar, garotos. – Sorriu para eles.

     - Obrigado, dona Honerva. – Falou, se sentando, sendo seguido por Lotor.

     - Pode me chamar só de Honerva, Lance.

     - Pai, esse é Lance, meu namorado. – Se levantou da cadeira, puxando Lance pelo braço. – Lance, meu pai, Zarkon. – O cubano olhou para seu sogro e sentiu um pouco de medo, mas como sua mão o educou, levantou a mão e esperou ele aperta-la.

     - Prazer, senhor Zarkon. – Sentiu sua mão ser esmagada.

     - O prazer é todo meu, Lance.

     Se sentaram na mesa e começaram a comer. Alguns minutos de silêncio constrangedor se passaram, até Honerva empurrar a perna de Zarkon com a sua própria. O homem a olhou com uma sobrancelha arqueada e viu que ela estava de olhos abertos e olhava de relance para Lance. O mais velho tossiu, chamando a atenção de todos ali.

     - Então, Lance, o que você faz na vida? – Perguntou, o encarando.

     - Bem, eu estou estudando ‘pra fazer biologia marinha, mas eu ‘tô trabalhando em outro lugar agora.

     - E como você conheceu o Lotor?

     - Pai. – O seu filho interviu, sem encara-lo.

     - O que? Tem problema eu querer saber como se conheceram?

     - Não, mas não precisa interrogar o menino.

     - Não tem problema, Lotor. Eu o conheci na cafeteria onde meus amigos trabalham. Eu meio que derrubei meu café em cima dele, e eu tive que comprar outra blusa ‘pra ele. Ele disse que não precisa, mas eu insisti e começamos a conversar.

     - Que interessante. – Voltaram ao silêncio.

     - Lance, você disse que estava trabalhando em outra coisa. O que é? – A mulher perguntou, colocando as costas da mão no queixo, sorrindo.

     - Eu ‘tô trabalhando lá no Galra Empire. – Os olhos dos mais velhos se arregalaram.

     - Jura? E você trabalha com o que lá? – Ela perguntou novamente.

     - Eu trabalho escrevendo o progresso do item 42-63. – Zarkon se engasgou com a comida, assustando a todos ali na mesa, voltando a encarar o rapaz.

     - Você conseguiu ver ele? Faz alguns meses que tentamos e não conseguimos acha-lo lá. Eu disse ‘pra sedarem aquele bicho, mas não me escutam, mesmo eu sendo o chefe.

     - Pai, você é o chefe da empresa, mas aquele item está sobre minha custódia, e o senhor sabe disso.

     - Sim, mas fui eu que financiei toda a pesquisa, e você sabe disso. – Ficaram se encarando, num silêncio constrangedor. Lance sentia uma tensão tão grande que nem a faca mais amolada conseguiria cortar. Honerva também parecia desconfortável, mas não fez nada, como se isso já fosse normal.

     - Vamos, Lance. Vamos embora. – Empurrou a cadeira e puxou seu namorado, como se ele fosse apenas um objeto.

     - M-mas, Lotor, eu não-

     - Vamos. – O olhou friamente, o que o fez engolir em seco. Detestava esses olhares frios do seu namorado. Olhou uma última vez para os pais deles e viu que não pareciam ligar muito para a situação. – Até mais, Honerva, senhor Zarkon.

     - Boa noite, Lance. – Ela falou, com um sorriso.

     - Boa noite. – O mais velho falou, simplicista.

     Saíram da casa dos pais de Lotor e foram para o seu carro, onde entraram e ficaram parados. O maior apertou o volante com força, mas não moveu um músculo para dizer que iria ligar o veículo. O cubano ficou olhando para frente e para o namorado, até suspirar e encara-lo de vez.

     - Não acha que foi muito exagerado, Lotor? Quero dizer, era só seu pai dizendo que ele era o dono da empresa e-

     - Mas ele ia piorar, Lance. – O interrompeu. – Ele ia começar a falar um monte de merda, dizendo que eu não presto, que eu só gasto o dinheiro dele, que eu não faço nada lá no G.E. – Ele deixou o menor mudo. Ficaram mais um tempo calados, até o maior se virar para o latino. Lance se virou também, esperando ele falar alguma coisa.

     Lotor não fez nada, apenas puxou a cintura de Lance e o beijou. O beijou como se não houvesse amanhã e foi liberado para invadir a boca do mais novo. Começou a fazer carinho no quadril do moreno, que se arrepiava a cada toque.

     O cubano gemia por entre o beijo, sentindo as mãos do mais alto puxarem sua camisa para cima, o que o fez retirar sua jaqueta, mas sem quebrar o contato de lábios.

     Quando a peça de roupa já tinha saído, o platinado parou de beija-lo e passou a lamber seu pescoço, dando mordidas e chupões, fazendo o mais novo gemer alto.

     Procurou a calça do latino e, quando a achou, começou a desabotoa-la, sendo parado pelo menor.

     - Lotor, espera. Vamos fazer aqui? No carro mesmo?

     - Sim. Você tem problema com isso? – Perguntou, arqueando a sobrancelha.

     - Não, mas-

     - E qual é o problema, então? – Fez a pergunta, enquanto deitava a cadeira, tirando a sua própria camisa.

     - Nenhum, mas-

     - E então? Vamos, Lance. Se não tem problema, o que vai nos parar? – O interrompeu novamente. – Você também quer isso. – Desabotoou o botão da calça jeans, puxando ela e a cueca para baixo.

     - Mas você-

     - Você quer ou não? Responde logo! – Perguntou, gritando.

     O moreno engoliu em seco. Não gostava de fazer sexo com alguém que estava com raiva de algo, mas o Lotor amava. Ele não o machucaria. Olhou para o pênis ereto do namorado e suspirou, sorrindo logo depois.

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     Acordou com a luz do sol batendo em sua cara. Sentia todo o seu corpo doer e percebeu que estava sem roupa. Lembrou da noite de ontem e sentiu suas bochechas queimarem. Não que fosse a primeira vez que tinha feito aquilo, mas ficava com vergonha toda vez que lembrava que tinha feito com o Lotor, não com Keith.

     Quando fazia com o Lotor, ele era o passivo, toda vez. Não tinha problema, até gostava, mas o platinado fazia isso muito no automático. Não tinha tanta emoção. Era só sexo. Já com Keith, eles invertiam. Lembrava como as bochechas do mais baixo ficavam vermelhas de vergonha e calor. Como a franja dele ficava grudada na testa, por causa do suor. Como a pele do moreno ficava marcada por mordidas e chupões dados por Lance. Como ele ficava gemendo seu nome e falando palavrões que faziam o latino rir. Como eles se beijavam no meio de tudo. Amava fazer sexo com Keith, porque eles faziam com amor.

     Virou seu rosto para Lotor e viu que o mesmo ainda dormia. Sentia todo o seu corpo doer, por ter dormido naquele banco. Estava com frio e percebeu que o carro havia ficado ligado a noite toda. Procurou por suas roupas e as vestiu. Olhou para o platinado novamente e o cobriu com suas roupas.

     Destrancou a porta do veículo e saiu do mesmo, sentindo dor na região atrás do quadril, acima do cóccix. Andou com um pouco de dificuldade pela calçada, indo em direção a sua casa. Tirou seu celular plugado a seus fones do bolço e viu as horas. 9:27a.m. Viu que tinha algumas mensagens para si e ligações perdidas para si. Abriu primeiro a conversa com Hunk.

Cara kd vc?< 9:32p.m., ontem>

A gnt ta aqui te esperando faz mais d 30min <9:32p.m., ontem.

Vc n avisou nd <9:32p.m., ontem>

A gnt ta preocupado <9:32p.m., ontem>

Eu to ligando pr vc faz 15min <9:33p.m., ontem>

Oi grandão< 9:28a.m., hoje>

N se preocupa eu tave c o Lotor <9:28a.m., hoje>

Tava* <9:28a.m., hoje>

Eu já to indo pr ksa <9:28a.m., hoje>

Espero q tenha dado comida pr Cielo <9:29a.m., hoje>

     Saiu da conversa com seu melhor amigo e foi ver os outros contatos. Eram apenas algumas mensagens da Pidge perguntando onde estava. Não responderia, porque já respondeu a Hunk e eles provavelmente estavam juntos. Foi ver de quem eram as outras mensagens.

Lance, kd vc? <7:11p.m., ontem.>

Vc n disse q vinha pr ksa da Krolia? <7:11p.m., ontem.>    

A gnt ta esperando vc <7:12p.m., ontem.>                                                  

Oi Shiro <9:30a.m., hoje>

Desculpa n responder antes <9:30a.m., hoje>

                                                                                 Eu ia pr lá só q o Lotor me obrigou a ir conhecer os pais dele <9:30a.m., hoje>                                                                                                                         E eu fui né< 9:31a.m., hoje>

     Não esperou ser respondido por nenhum dos dois e colocou alguma música para ouvir enquanto caminhava de volta para casa. Olhava tudo a sua volta, percebendo algumas pessoas andando, afinal, ainda era uma manhã normal de quinta-feira.

     Dios mio!, pensou. Daqui a menos de uma semana é quatro de julho!

     Não era dos Estados Unidos, mas amava quatro de julho. Todas as comidas, os fogos e os amigos e familiares se juntando para comemorar a data. Simplesmente amava. Em Cuba, eles não tinham muitos feriados.

     Andou alguns quarteirões, até chegar em sua casa. Abriu a porta da frente, assobiando a melodia da música que escutava, e foi recebido por um par de braços grandes que o rodearem e o elevarem do chão.

     - Hunk... eu não... consigo... respirar... – Falou entrecortado pela falta de ar, respirando fundo ao ser solto.

     - Me desculpa. Mas você podia ter dito que iria sair com o Lotor! Sabe o quão assustado fiquei quando eu não te achei em casa e vi a Cielo do lado de fora do seu quarto?

     - Me desculpa, grandão. Mas cadê a Cielo? ‘Tava com saudade dela. – Fez a pergunta, indo procurar pela gata.

     - Ela deve estar no seu quarto. – O respondeu. – Mas me diz, o que você fez com o Lotor? – Olhou para o amigo pelo canto de olho e percebeu que ele não falava maliciosamente e deu um suspiro, aliviado.

     - Eu conheci os pais dele. – Falou enquanto subia as escadas.

     - Conheceu o sogrão e a sogrona? Os donos do Galra Empire? Como eles são? – Perguntou, o seguindo.

     - Do mesmo jeito que os vemos na TV e nos jornais. – Abriu a porta, encontrando sua gata na cama, dormindo. – Oi, garota. – A felina acordou ao ouvir a voz do dono e se levantou da cama, indo se esfregar em suas pernas. O cubano sorriu e a pegou no colo, fazendo carinho na mesma. – Papai sentiu saudades de você. – Deixou de prestar atenção na gata e olhou para o samoano. – Hunk, por que você ‘tá aqui? Não devia estar trabalhando? E cadê a Pidge?

     - Eu vou depois do almoço e a Pidge já foi ‘pra lá.

     - ‘Tá, mas por que você só vai depois do almoço? – Arqueou a sobrancelha, e o amigo deu de ombros.

     - ‘Tava muito preocupado com você. A Pidge sabia que eu não ia conseguir trabalhar desse jeito e disse ‘pra eu esperar até que você chegasse. Ela falou que iria encontrar um modo de falar com o nosso chefe.

     - Owwnn, Hunk, você é um fofo! – Soltou Cielo no chão e deu um beijo na bochecha de seu amigo. Lance era assim. Amava dar e receber afeto. – Eu amo muito ter você como amigo! – O maior sorriu.

     - Eu sei, eu sei. Olha que sorte. Você vai ter um almoço descente hoje. – Colocou as mãos no quadril. – Eu sei que você não come nada quando eu não ‘tô aqui. – Lance deu de ombros, sorrindo ladino.

     - Fazer o que, eu sou preguiçoso. Demora muito ‘pra eu esquentar a comida no micro-ondas.

     - E por isso é mais fácil fazer miojo, que tem que esquentar a água e ficar de olho? Porque, no começo do mês, eu comprei cinco pacotes de miojo ‘pra quando precisasse, e agora só tem dois.

     - Ok, você me pegou, fui eu. – Levantou as mãos, em sinal de rendição.

     O mais novo negou com a cabeça e saiu do quarto.

     - E, se eu fosse você, tomava um banho. – Falou pela fresta da porta. – ‘Cê ‘tá com cheiro de sexo. – O latino sentiu as bochechas e orelhas queimarem.

     - Hunk! – Gritou e conseguiu ouvir as risadas do amigo no andar de baixo. Grunhiu um palavrão e caiu de costas na cama, colocando as mãos no rosto. Sentiu lambidas em sua testa e abriu os olhos, encontrando sua gata lambendo sua cara, o que o fez sorrir. Se sentou na cama e a puxou para si. – Pelo menos você não liga ‘pra isso. – Pensou um pouco. – Eu espero que não esteja me lambendo por causa do meu cheiro. – Saiu de seu colchão e pegou sua toalha, indo em direção ao banheiro.

     Cantava qualquer música que tocava no seu celular, até ouvir o barulho de nova mensagem. Olhou para o aparelho e abriu a porta do box, enxugando a mão e pegando seu celular, vendo que era uma mensagem do Lotor. Sorriu ao ler o nome dele ali.

Kd vc? <10:33a.m.>

Acordei e n te achei <10:33a.m.>

N se preocupa babe <10:33a.m.>

Eu sai do seu carro assim q acordeu <10:33a.m.>

Acordei*<10:33a.m.>

Vc quer ficar aqui hj cmg? <10:33a.m.>

Eu tenho trabalho Lance <10:34a.m.>

Ah é msm eu esqueci <10:34a.m.>

Q pena <10:34a.m.>

Mas eu posso faltar hj pr ficar c vc <10:34a.m.>

N precisa Lot <10:34a.m.>

É mas eu quero ficar c vc <10:34a.m.>

     Deu um sorriso apaixonado.

Td bem então <10:34a.m.>

Pd ver as 3< 10:35a.m.>

Vir*< 10:35a.m.>

      Ele não respondeu mais nada, mas visualizou. Lance sabia que ele viria. Teria uma tarde inteira com o Lotor. Depois de tantas semanas sem se encontrar apenas para ficarem juntos, sem nenhum compromisso com o trabalho.

     Trabalho

     Como será que está o item 42-63?

     Saiu do banho com a toalha enrolada na cintura e foi para o térreo, procurar sua jaqueta que jogou por algum lugar.

     - Hunk, você viu meu casaco? – Olhou embaixo das almofadas.

     - Não. Você trouxe ele ‘pra cá? Eu não lembro de ter visto você com ele hoje de manhã. – Arregalou os olhos. Como poderia ter esquecido sua jaqueta? A jaqueta dada por Keith? Sentiu os olhos marejarem. Não podia ter a perdido.

     - Não. Não, não, não! Hunk! Eu preciso da minha jaqueta! – Procurou mais pela sala. Não, não, não.

     - Talvez ela esteja na casa do Lotor. Você não ‘tava lá?

     O carro, pensou. É claro!

     - Eu te amo, Hunk! – E saiu correndo escada acima, deixando a toalha cair diversas vezes, até chegar em seu quarto e deixa-la cair de vez, ficando sem nada o cobrindo. Pegou o celular e entrou na conversa com Lotor.

Lotor< 10:43a.m.>

Vc ta c minha jaqueta? Eu acho q eu esqueci ela no seu carro <10:43a.m.>

Sim ela ta aqui <10:43a.m.>

É a verde com capuz branco né? <10:43a.m.>

     Suspirou aliviado. Pelo menos, sua jaqueta estava com alguém que conhecia, e não perdida por aí, mundo afora.

N esquece d trazer tbm <10:44a.m.>

Ela é importante pr mim <10:44a.m.>

Pq? <10:44a.m.>

Foi o presente d alguém importante <10:44a.m.>

Nd mais q isso <10:44a.m.>

     Deixou o aparelho de lado e abriu a porta do guarda-roupa, pegando a cueca, uma regata e um calção e os vestindo. Enrolou a toalha na cabeça e se sentou na cama, vendo o seu Instagram. Depois de um tempo, se levantou da cama e desceu para onde Hunk estava, na cozinha. 

     Ficaram conversando o tempo todo, até o momento em que Hunk teve que ir ao trabalho e se despediram.

     O cubano ficou por algumas horas esperando por Lotor, vendo sua série infantil favorita: Miraculous Ladybug. Ou como gostava de falar, “a série infantil que tem o cara mais lindo do mundo em uma roupa de gato super colada”. Por favor, o Chat Noir era o garoto mais amado do mundo e ele nem existia.

     Teve um momento que começou a brincar com Cielo de jogar uma bolinha de papel amaçado e ela ir atrás dele, correndo de Lance que ia atrás dela. Eram várias quedas por parte do moreno e vários miados por parte da gata. Continuaram assim, até a campainha ser tocada. O rapaz, que estava embaixo da mesa, se levantou de supetão, batendo sua cabeça no móvel da casa. Saiu de baixo dela coçando a o crânio, indo em direção a porta. Chegando nela, girou a chave e a abriu, encontrando Lotor sorrindo do outro lado. Sorriu de volta.

     - Oi, babe! – Lembrou de algo. – Minha jaqueta. Onde ela ‘tá? – Olhou para as mãos vazias do mais velho.

     - ‘Tá no carro. Você pega depois, cer-

     - Me dá a chave. – O platinado arqueou uma sobrancelha. Lance não era uma pessoa de dar ordens.

     - Por que?

     - Porque eu quero minha jaqueta. Agora. – Pegou as chaves da mão dele e foi em direção ao carro, o abrindo e procurando sua roupa. – Cadê você? Não pode se esconder ‘pra sempre. – Revirou o carro, até ver uma manga verde saindo do porta-luvas. – Te achei. – E abriu o local, encontrando seu casaco. O tirou dali e saiu do veículo, voltando para sua casa enquanto vestia a peça de roupa. Olhou para Lotor e viu que estava com raiva de algo. Arqueou uma sobrancelha. – Que é?

     - Nada. – E entrou na casa. – Bonita casa.

     - É, eu sei. Mas não fui eu que decorei, foram nossas mães. Por isso que é ‘tão bonita. Se tivesse sido eu, teria fotos minhas em todos os cômodos, se fosse a Pidge, teria um monte de coisas de nerds por aqui, e se fosse o Hunk... provavelmente ficaria assim também. – Riu, não sendo acompanhado pelo platinado que continuou a olhar a casa.

     - Uhum. Interessante. – O moreno parou de rir. Por que ele estava agindo assim? Depois do que fizeram ontem, deveriam ser mais unidos, não?

     Sentiu algo roçar em suas pernas e olhou para baixo, vendo sua gata em duas patas, pedindo para ficar no colo. Ele sorriu e a puxou para cima. Fez um carinho nela e voltou a olhar para o platinado.

     - Ei, Lotor. Quero que conheça alguém. Esta é a Cielo, minha gata. – O mais velho olhou para o latino e fez uma feição de nojo e medo.

     - Oh, um gato. Não gosto de gatos. – O mais novo elevou a sobrancelha.

     - Ué. Por que?

     - Porque eles são frios e calculistas. – O moreno fez uma cara de incredulidade.

     - Você ‘tá me dizendo que ‘cê tem medo de gatos? – O maior encarou o outro, com frieza.

     - Claro que não. Eu só não gosto deles.

     - Uhum, sei.

    O cubano soltou a gata e puxou o platinado pela mão, o levando para a sala e o sentando no sofá.

     - Espera aí, que eu vou fazer a pipoca. Pode escolher qualquer filme da Netflix. – E saiu da sala, sendo seguido por Cielo. Assobiava alguma música e mexia o corpo de um lado para o outro enquanto ouviu o barulho do micro-ondas. Voltou para a sala e encontrou Lotor com as pernas no centro e a coluna toda errada. Deu um sorrisinho pequeno para o platinado e se sentou ao seu lado, perguntando se queria pipoca. Ele negou e começaram a assistir seja lá o que aquilo era.

     - Que filme é esse? – Perguntou, colocando uma mão de pipoca na boca.

     - Sei lá, coloquei o primeiro que apareceu na tela.

     - Por que? – Olhou para ele. O maior olhou para o mais novo e se ajeitou, virando seu corpo para o menor.

     Empurrou seu corpo para o latino e o beijou, o assustando. Não pensaria que Lotor iria beija-lo assim, do nada. Ele mal o beijava no dia a dia, então por que de repente passou a beija-lo muito? Mas não deixaria de beijar de volta.

     Ficaram ali, se beijando, até sentir as mãos do maior começar a empurra-lo para baixo, tirando sua regata. Abriu os olhos de supetão e olhou para os olhos fechados do namorado. Ele estava indo rápido demais. Tentou tira-lo se cima de si lentamente, mas foi negado pelo mais velho. Ele estava indo longe demais. Lance tentou pará-lo, não conseguindo faze-lo parar.

     - Lotor... – Foi ignorado. – Lotor. – De novo. – Lotor! Para! – Continuou sendo ignorado, e tendo a roupa tirada e recebendo beijos e chupões no pescoço e peitoral. – Lotor, para! – Sentiu os olhos lacrimejarem. – Por favor, Lotor, para... – Falou baixo e assustado. Pensou que seria estuprado pelo próprio namorado.

     Ouviu o barulho de algo caindo no chão e quebrando. Olhou para o lado e viu que Cielo estava deitada no chão, ao lado de um vaso quebrado. Isso o fez ficar com raiva e encontrar uma força que fez Lance empurrar Lotor e correr em direção a sua gata.

     - Gato idiota... – O platinado falou e se levantou do chão. – Mordeu meu braço. Você devia se livrar desse bicho.

     - Me livrar dela? – Se levantou. – Me livrar dela?! Ela só foi me proteger! E o pior, foi me proteger de você! A pessoa que devia me proteger e eu proteger também! A pessoa que devia me amar! Me amar como Keith me amou! – Deixou escapar. Ficarem em silêncio por um tempo, até Lotor quebra-lo. 

     - Quem é Keith? – Perguntou, sombrio. O cubano levantou as mãos, indo em direção a Lotor.

     - Lot-

     - Quem é Keith, Lance? Me responda. – Cruzou os braços. O mais novo engoliu em seco.

     - O Keith era meu ex-namorado. Nada mais que isso. Vamos voltar a ver o filme, Lotor. – Forçou um sorriso.

     - Você me beija pensando nesse Keith? Você está me usando, Lance? – Viu os olhos do platinado marejarem.

     - Não, claro que não! Eu te amo, Lotor! Eu te amo muito! – Sentiu a garganta fechar. Estava com medo de fazer alguma merda.

     - Você está me usando, sim! Então a noite de ontem não significou nada ‘pra você?! – Gritou.

     - Claro que significou! Sempre significa!

     - Está mentindo!

     - Não estou! Quer saber? A verdade, é que com Keith era melhor fazer sexo! – Falou, sem querer. Não que fosse mentira, mas Keith estava morto, não poderiam mais fazer aquilo.

     - Se é assim, vai lá ficar com o seu Keith! Acabou, Lance! – Deu as costas para o moreno, que ficou boquiaberto, vendo Lotor sair pela porta.

     Não percebeu que estava correndo, até puxar o platinado pela mão, fazendo o possível para convencer ao maior o que ocorreu.

     - Keith está morto, Lotor! Eu só falei aquilo, porque-

     - Não me importa, Lance! Eu não quero mais nada com alguém que não me ama, que me usa pensando em alguém morto! Passar bem, Lance. – E bateu a porta do carro, o ligando e indo embora com ele. Lance sentiu seu chão abrir.

     Não, pensou. Não, não, não!

     Pensou em correr atrás dele. Tentar faze-lo entender. Quem sabe se explicasse, pudesse voltar a namora-lo. Voltar a namora-lo. Eles tinham terminado.

     Sentiu seus olhos lacrimejarem e voltou para casa. Trancou a porta e escorregou até o chão, começando a chorar. Lotor terminou com ele. Eles terminaram. Não namoravam mais. Começou a soluçar e pensou em todas as vezes que beijou Lotor pensando no Keith. Todas as vezes que transaram comparando Keith com ele. Todas as vezes que falava com Lotor e via Keith no lugar. Todas as vezes que dizia “eu te amo” sem amar.

     Pelos roçaram em seus braços e sentiu lambidas em seu rosto. Abriu os olhos e encontrou Cielo, o lambendo e ronronado para ele, o que o fez sorrir para ela.

     - Oi, garota... eu ‘tô bem, não se preocupe. – Falou, a acariciando, fazendo-a ronronar mais. – Eu ‘tô bem. – Olhou para cima. Se levantou e correu para seu quarto. Chegando nele, abriu a janela e olhou a vista, suspirando e chorando. – Lo siento tanto, Lotor... Mas a verdade é que eu não amo você.

     Keith

 

Você vai ficar com raiva

De toda a minha sinceridade

Você sabe que tento

Mas não me dou muito bem com desculpas

Espero não ficar sem tempo

Alguém pode chamar um juiz?

Pois eu só preciso de mais uma chance para ser perdoado

Sei que você sabe que cometi aqueles erros

Talvez uma ou duas vezes

Uma ou duas vezes, quero dizer, talvez milhares de vezes

Então permita eu me redimir hoje à noite

Pois eu só preciso de mais uma tentativa

Com segundas chances

É muito tarde para pedir desculpas agora?

Pois estou com saudades de você e não só do seu corpo

É muito tarde para pedir desculpas agora?

Sim, eu sei que te decepcionei

Agora é muito tarde para dizer me desculpa?

Eu ficarei com cada parte da culpa se você quiser

Mas você sabe que não tem nenhum inocente

Nesse jogo pra dois

Eu vou, eu vou e você vai, vai lá e vai dizer toda a verdade

Nós dois podemos dizer as palavras e esquecer isso? – Sorry, Justin Bieber


Notas Finais


Pessoinhas, foi isso, espero que tenham gostado e espero que tenham ficado felizes agora que Lance e Lotor terminaram
Me desculpem por qualquer erro e semana que vem, volta tudo ao normal, dois capítulos por semana!
Bye bye, folks!


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