História You'll love me 'til it's all over - Capítulo 7


Escrita por: e shigachan

Postado
Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Personagens Originais
Tags Bakugou Katsuki, Todobaku, Todoroki Shouto
Visualizações 157
Palavras 2.395
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, Luta, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shounen, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Demorei...

Capítulo 7 - My heart it breaks every step that I take


Fanfic / Fanfiction You'll love me 'til it's all over - Capítulo 7 - My heart it breaks every step that I take

"Pés, não falhem agora 

Me levem até a linha de chegada 

Oh! Meu coração, ele parte a cada passo que dou"



O silêncio pairava dentro daquele carro que mesmo sendo um modelo sport, espaçoso tornava se incrivelmente pequeno quando Shoto tinha que ficar junto ao seu pai.


- Estava treinando com seu amigo? - O silêncio foi quebrado por Endeavor. Que estranhamente tinha um meio sorriso em sua face e possuía um tom de voz divertido. 


- Não. - Limitou se a resposta mono sílaba. 


- Certo. O que faziam então? 


- Só saímos para jogar conversa fora e comer. 


- Imagino que a conversa deveria estar mesmo muito... Envolvente para esquecer da hora que deveria estar em casa. 


- Eu não sou mais uma criança. - Seus olhos fixaram se no couro do banco. 


- Ainda é sim. Uma criança muito idiota. 


O silêncio prosseguiu até chegarem em casa. Sendo recepcionados por Fuyumi que ao ver o semblante estranhamente sarcástico de seu pai, limitou se a um cumprimento formal. Nada foi dito e seus olhos observaram o robusto pai conduzir Shoto até a sala onde treinavam. A ela só restava rezar para que o castigo fosse brando. 


- O que pensa que está fazendo? - Indagava Shoto após o violento tapa que levou em sua face sem uma explicação. 


- Eu quem deveria perguntar! Isso ainda é o mínimo comparado ao que irei fazer! - Seus olhos estavam arregalados e as chamas tremulavam ferozmente. 


- Eu não fiz nada! Não estou entendo o motivo disso! 


- Tem certeza Shoto? Tem certeza? - Seus olhos azuis pareciam perfurar o coração de Todoroki, julgavam no como se tivesse cometido o pior dos crimes. - Você não pode mentir pra mim moleque. - Todoroki nada dizia apenas esforçava se para conter as lágrimas que já ameaçavam cair. - Pelo que esses olhos puderam ver vocês pareciam muito mais que simples amiguinhos! Não quero o meu filho se agarrando com um delinquente, escondido atrás de uma árvore como se fosse uma prostituta! 


- O que?  - Mais um tapa o outro lado da face de Shoto latejava. Como assim seu pai havia visto? Como? Estaria ele o seguindo? 


- Calado! Eu ainda estou falando! Você estava aos beijos com aquele idiota que se deixou levar pelos vilões! Eu não criei você pra isso, não criei você pra sair por aí se esfregando em outros caras! 


- Então pra que? Pra que essa merda? Então espancar os seus filhos não basta? Eu não fiz nada de errado. - Encarava seu pai diretamente nos olhos. O olhar trocado era intenso e logo um sorriso cínico surgiu nos lábios do mais velho. 


- Então é isso você gosta daquele merda... Que decepção meu filho tornou se uma colegial apaixonada. Vou te ensinar o que faltou, para que você aprenda de uma vez por todas que isso não será tolerado. 

As chamas se dissiparam de seu corpo, dando lugar apenas a forma máscula e imponente do patriarca, seus punhos cerrados e seus músculos tensos. 


- Não vai usar sua individualidade? Eu não pegarei leve com você Shoto. - Os olhos distintos tremeram, seu corpo tremeu e seu coração acelerou, aquilo estava longe de acabar tão cedo. 


                                     ... 


Bakugou estava jogado em sua cama, sorria para o nada lembrando se do melhor encontro de sua vida. Checou seu celular e ainda não havia nenhuma mensagem de Shoto, pela hora ele já deveria estar em casa, resolveu esperar mais um pouco talvez estivesse tomando um banho. Seus olhos carmins pareciam brilhar, lembrava se da maciez dos finos lábios, da forma calma como Shoto conduzia o beijo, de seu cheiro cítrico, de sua temperatura. Lembrava se dos mínimos detalhes e a cada lembrança sentia seu corpo se aquecer, cada vez mais. Suas mãos antes paradas sobre seu peito começaram seu caminho lentamente, passando por seu abdômen definido indo em direção a virilha desperta. A centímetros do pulsante que pedia atenção ele parou. Não faria aquilo, não poderia simplesmente se aliviar em meio a lembranças tão doces e singelas, além do mais Shoto ainda não havia dado notícias. Seria melhor ligar para ter certeza de que estava tudo bem, mas primeiro precisa acalmar a si mesmo. Deitou se bruços fechando os olhos na busca de alguma paz interior, de alguma forma de escapar da crescente excitação que sentia ao lembrar se dos toques sutis de Shoto em seu corpo. 


O suor escorria por seus braços musculosos, sua regata branca já estava ensopada e com algumas marcas de sangue que escorriam do supercilio cortado de Shoto. Os socos eram tão fortes que as grossas barreiras de gelo foram facilmente quebradas. Havia rancor em sua face, havia decepção em cada golpe, havia desgosto em seu olhar. Ele iria surra lo até se sentir mais leve já que não podia esmurrar o outro garoto. Seu peito subia e descia rapidamente, pois Shoto havia desistido de tentar se defender, parecia ter se entregado a surra de forma passiva, aquilo só irritava o mais velho. Ele não havia criado seu filho para ser daquela maneira. Um fraco. 


- O que aconteceu? Está gostando de apanhar? - Nenhum som era emitido por Shoto, nem mesmo um puxar sofrego por ar, nada. Era como se o garoto estivesse em transe. - Vamos fazer um trato... - Sua fala foi cortada pelo som do celular de Shoto tocando, Endeavor o pegou antes que Todoroki pudesse alcança lo. Na tela estava escrito o Nome de Bakugou. - Parece que seu namoradinho já está com saudades! Devo dizer que você está ocupado levando uma surra? 


- Isso não tem nada a ver com você! Me devolve isso agora! - Em um ímpeto Todoroki levantou se e foi em duração ao seu pai, em sua falha tentativa de pegar o celular, acabou golpeado com força em seu abdômen indo ao chão em seguida. O pé direito de Enji estava sobre sua cabeça exercendo uma pressão desnecessária. Um vil sorriso surgiu em seus lábios, enquanto os orbes azuis encaravam de forma amedrontadora o corpo de seu filho no chão. Mais um toque ecoou pelo cômodo e o simples deslizar do polegar de Endeavor encerrou a ligação, em seguida desligou o celular alheio. 


- Você deu sorte Shoto, eu mudei de ideia. - Enji retirou o pé da cabeça de Todoroki caminhando até um dos cantos daquele dojo. Shoto tossia e puxava o ar sofregamente, mas estava um pouco menos aflito já que seu pai não havia atendido a ligação. 


- Vai me deixar sair agora? - Perguntou ainda recuperando o fôlego. 


- Não. Eu vou surra lo ainda mais e então você dirá a ele que todas essas marcas na sua cara são culpa dele. Irá se afastar. Não quero vê lo próximo daquele merdinha, não quero que fale com ele, não quero que olhe para ele. Você não foi criado para isso, eu tornei você o que você é! Não admitirei falhas como a que vi nesta maldita noite. 


- E se eu me recusar? Vai eliminar mais essa falha? Vai dar um fim ao seu erro como fez com os outros? 


- Você não está em condições de fazer exigências ou ser irônico. Se recusar providenciarei para que o merdinha Bakugou esqueça qualquer chance de se tornar um herói algum dia. E isso Shoto será culpa sua! Conseguirá mesmo viver com isso? 


Seus olhos nublaram por um instante e Shoto estava a beira de um ataque de raiva. O que mais tinha a perder? Talvez os sorrisos de Katsuki, assim como um lado dele que só Todoroki conhecia. Seus ouvidos abafados mal processavam as gargalhadas e zombarias de Enji. Os golpes desferidos contra seu progenitor buscavam machuca lo ao menos um pouco, talvez o herói número um não fosse tão forte assim. Um ataque que combinava suas habilidades do lado direito e esquerdo foi desferido e seu pai lançado ao Jardim lateral da casa junto com a parede daquele cômodo. Ele não percebeu quando o homem se ergueu e as chamas de um carmim vivo voltaram a cobrir todo o seu corpo. 


A mensagem que dizia que sua chamada estava sendo encaminhada para caixa postal, preencheu seus ouvidos novamente. Katsuki havia perdido a conta de quantas vezes havia tentado ligar para Shoto, sem falar nas inúmeras mensagens. Ele não entendia porque o outro havia desligado. Por que não atendia? Por que não queria falar com ele? Muitas indagações para sua mente já cansada e ansiosa, entretanto aquilo não adiantava já que não iria obter as respostas imediatamente. Jogou seu celular em qualquer parte da cama, deitou se encolhido nela, precisava acalmar a si mesmo. Talvez Shoto só estivesse dormindo e seu celular descarregado. Nem sempre coisas ruins aconteciam o tempo todo. Então por que aquele mal estar não saia de seu peito? Era melhor tentar dormir um pouco. 


Olhava para seus metacarpais feridos e ensanguentados, fruto de sua violência contra seu filho que agora jazia ofegante e sem forças sobre o tatame. Enji havia dado lhe a lição que queria, em cada golpe que desferiu ferozmente contra seu próprio filho imaginava estar esmurrando Bakugou. Enji pegou Shoto e o levou para o quarto, em seguida chamou Fuyumi e mandou que cuidasse dele. 


- Vou te ensinar onde é o seu lugar garoto. Vai aprender os deveres que nasceu para cumprir. 


A porta foi fechada com um estrondo, em meio a toda aquela escuridão, as lágrimas frias desciam pela face inchada e ensanguentada de Shoto. Nenhuma dor em seu corpo era maior do que em seu coração. A dor de terminar algo que se quer havia começado ou tinha um nome. A dor de ter que machucar outra pessoa sem que esta soubesse o real porque. 


- Katsuki... - Sussurrou fraco para si mesmo. Ele sabia o quanto aquilo iria machuca lo. 


                                   .... 


Os primeiros raios de sol iluminavam o quarto, cujas paredes eram quase totalmente cobertas por pôsteres de diversas bandas, mas o dono daquele quarto a muito tempo havia despertado de seu "sono". As olheiras um pouco aparentes sob os olhos carmins de Katsuki demonstravam o quanto aquele ser havia tido uma péssima noite. 

Mais uma tentativa inútil de tentar contato com Shoto, mais uma mensagem idiota dizendo o quanto estava preocupado, mais uma lágrimas solitária que rolava por sua face enrubescida, mais uma pontada aguda em seu peito e uma súbita sensação de estar sendo sufocado. Aquilo não era normal. 


- Que merda Shoto por que não me responde? 


Do outro lado da cidade o ser da cabelos bicolores despertava, dolorido e entristecido ele erguia se de seu Futon com a face taciturna e postura curva. Queria amarrar uma corda em seu pescoço e se enforcar de uma vez, mas nem isso poderia fazer já que o maldito progenitor ainda possuía algum tipo de controle sobre tudo. Ele rumou a passos pesados para o banheiro, tirou sua roupa lentamente procurando entrar de uma vez naquele banho. Não demorou muito, pois queria chegar cedo no dormitório, sabia que Katsuki deveria estar preocupado e precisava de alguma maneira evita lo pela manhã. O que viria a seguir não seria fácil e Todoroki precisava encontrar não só as palavras certas como coragem para tal. 

Se o destino gostava de zombar de sua existência, naquela manhã não poderia ser pior já que seu pai fez questão de leva lo de volta ao prédio da U.A. Todo o percurso foi feito no mais sepulcral silêncio. Shoto apenas focou nas imagens das casas pelo caminho, enquanto Enji sem tirar o meio sorriso do rosto observava a face inexpressiva de seu filho. Quando chegaram Shoto se preparava-se para sair de uma vez daquele carro, mas fora impedido por Endeavor. 


- Até que sua irmã fez um ótimo trabalho, sua cara não parece tão ruim. Não esqueça de fazer o que mandei. Agora saia! Ainda sinto nojo quando olho pra você. 


Mudo como havia ficado todo caminho Todoroki permaneceu, engolindo não só a raiva que sentia de Enji, mas também as palavras duras que lhe foram ditas. A passos leves foi até seu quarto. Iria deixar lá algumas roupas novas e limpas, mas não contava com figura encostada em sua porta. 


- Shoto! O que aconteceu com seu rosto? - Os olhos distintos entristecidos encararam os carmins preocupados. 


- Isso não é nada. Preciso me apressar.  - Tentou passar direto por Katsuki, mas teve seu braço segurado por este. 


- Por que não atendeu minhas ligações? Você se quer chegou a ler minhas mensagens? 


- Não temos tempo pra isso agora. Responderei suas perguntas no intervalo. 


- Foi o velho não é? Foi ele quem te machucou assim? Por que Shoto? Por que não se protegeu? 


- Isso não é dá sua conta Katsuki. Agora preciso ir. 


- Não! Mas que porra Shoto! Passei a merda da noite inteira preocupado com você e agora você me trata como um conhecido qualquer, que merda está acontecendo? 


- Não tenho tempo pra isso! Depois eu converso com você Katsuki! 


- Sabe o que eu mais odeio nas pessoas? Quando acham que podem me fazer de idiota! O que aconteceu com você? 


- Não me toca Katsuki! A partir de hoje quero que fique longe de mim. - Shoto observou os olhos alheio incrédulos. 


- Tá de sacanagem? 


- Não. - Os precioso rubis que tanto amava começavam a se afogar em lágrimas mudas. 


- Por que isso agora? Por que? O que eu fiz? Shoto? - Sua voz parecia falhar a medida que proferia suas indagações. 


- Vou deixar isso mais simples pra você Katsuki. Estou te rejeitando. Não quero mais que se aproxime de mim, considere isso um aviso pacífico. - A medida que falava tais palavras para Bakugou sentia seu próprio coração se quebrando, sentia se o pior, sentia se um monstro. Abriu a porta e entrou em seu quarto, fechando a em seguida sem olhar para trás. Em fim permitiu que seu corpo fosse de encontro ao chão. Aquilo estava doendo muito mais em si do que em Katsuki. A cada passo que dava, sentia como se fosse cair em um precipício. Até quando? Até quando teria que ferir as pessoas que amava? Talvez fosse mesmo melhor para Bakugou que ficasse longe de si, ele era problemático de mais e uma hora isso iria interferir no que tiveram. 


- Katsuki me perdoe... 


Continua... 


Notas Finais


Primeiramente gostaria de pedir desculpas pela demora. Muitas coisas aconteceram. Segundo gostaria de agradecer a quem favoritou e pelos comentários. Terceiro né passou muito tempo msm? Mas gente que coisa.
Erros fugitivos serão procurados e devidamente corrigidos.
Vamos tentar não demorar tanto pra atualizar aqui. Obrigada mesmo por lerem isso aqui. Beijos até o próximo capítulo 😘


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