História Young Boy - Capítulo 11


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Kookv, Minsuga, Minyoon, Sugamin, Taekook, Vkook, Yoonmin
Visualizações 106
Palavras 3.300
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, crianças, a tia voltou :) conversaremos nas notas finais.

Capítulo 11 - Apenas um garoto;


Min-ji estava apagando alguns arquivos inúteis de seu computador quando ouviu duas batidas em sua porta. Ela pediu, em alto tom de voz, que seu visitante adentrasse a sala da direção, tinha um bom palpite sobre quem deveria ser. Os olhos dela acompanharam a entrada tímida do professor Kim, a Kang o havia chamado à sua sala. O homem parecia ligeiramente desconfortável, quem sabe o que se passava em sua cabeça, talvez pensasse que ela pedira que ele fosse até ali para receber alguma advertência.

Taehyung sentou-se na cadeira diante dela quando lhe foi ordenado e esperou pacientemente pelas respostas as perguntas que andou se fazendo. Sabia que o fato de estar ali tinha relação com sua conversa matutina com o garoto-problema. A diretora lhe disse coisas aleatórias e fez alguns rodeios, o que pareceu uma tentativa de deixa-lo mais à vontade. Ele só conseguiu apertar os punhos fechados nas extremidades do assento onde permanecia.

— Professor, eu gostaria de lhe fazer uma pergunta. — a mulher afirmou, séria.

— Sim?! — ele respondeu e tentou não parecer mais nervoso do que já estava.

— Eu o vi esta manhã conversando com Jun... ah... com o senhor Jeon. Parece um tanto quanto estranho da minha parte perguntar isso, mas sobre o que conversavam?

Taehyung havia ensaiado o que diria naquele instante, mas pareceu esquecer por conta do nervosismo, ele gaguejou vergonhosamente, até finalmente proferir aquilo que vinha ensaiando:

— Ah, eu não lembro exatamente como disse, mas pedi a ele que chegasse mais cedo nas aulas de matemática.

— Ele tem se atrasado?

— Ah, sim, mas só um pouco. Não é nada muito preocupante.

A diretora mordeu o lábio inferior e tamborilou os dedos sobre a sua mesa.

— E não conversaram mais nada além disso?

Taehyung pensou que o interesse dela parecia ir além do profissional com aquele garoto, havia uma insistência na voz e uma inquietude que deixava transpassar um sentimento diferente do tido na relação tutor-aluno. Mesmo que contar a ela a verdade parecesse inofensivo, uma pergunta comumente levava a outra e não queria dizer que seu carro fora roubado por uma prostituta. Seria difícil acreditar que a mulher não o roubara enquanto ele pagava por seus serviços, era a história mais comum do mundo, um homem divorciado não tinha um bom álibi.

— Bem, eu elogiei o esforço dele nas aulas...

— E o que ele respondeu?

— Disse que precisava ir porque o sinal havia tocado.

Ela suspirou ao ouvir aquilo.

— É algo que ele diria. — ela disse e em seguida fitou o chão — Desculpe o interrogatório, professor. Mas é que ultimamente ele não tem falado muito.

Taehyung arqueou uma sobrancelha.

— Então quer dizer que ele costumava falar?

Os ombros de Minji se encolheram, ela não sabia se deveria contar ao professor mais do que ele sabia. O Kim estava com uma expressão amena no rosto e não parecia ser o tipo de pessoa que sairia fofocando por aí ou importunaria a vida do garoto se soubesse do que havia acontecido. Por outro lado, se Jungkook soubesse que ela havia contado a alguém o que acontecera, isso poderia deixa-lo ainda mais distante. Mas era verdade que não importava o que fizesse ou o quanto se esforçasse ele permanecia inacessível e ela sentia falta de conversar com alguém que não fosse sua terapeuta sobre aquele assunto.

— Professor, você sabe guardar segredo?

— Claro! — ele respondeu sentindo certa excitação, pela primeira vez parecia que alguém lhe esclareceria algo sobre toda aquela história confusa.

Kang fez um bico e o moveu de um lado para o outro, não tinha certeza se realmente deveria compartilhar qualquer informação a respeito de Jungkook com o Kim, mas algo lhe dizia que era uma boa ideia. Os fatos foram surgindo em sua cabeça e aos poucos as palavras foram saindo de sua boca.

— Eu preciso que o senhor prometa que nada do que eu disser vai sair desta sala e que jamais chegará aos ouvidos do Jungkook.

Ele acenou com a cabeça e prometeu a ela, fazendo um voto de silêncio. Ela tentou procurar as expressões mais apropriadas, entretanto, achou que seria melhor ser direta e deixar a fluência do pensamento cuidar do resto.

— Jungkook é órfão há dois anos e vive com o irmão mais velho em um lugar bem afastado do centro. Ele costumava falar bastante quando era mais novo, eu sei disso porque quando ele vivia com os pais erámos vizinhos e meu filho e ele eram ou são melhores amigos, não sei dizer. Enfim, ele perdeu os pais de uma forma bem traumática e acabou se fechando demais nem mesmo conversa direito comigo quando eu tento, é complicado.

O folego de Taehyung pareceu desaparecer por um minuto, aquilo talvez explicasse muita coisa, mas não tudo o que lhe deixava curioso. Ao menos agora ele sabia quem cuidava daquele adolescente esquisito e porque ele era tão calado.

— Desculpe, diretora, mas seria muito inconveniente perguntar como os pais dele morreram? — ele perguntou e a viu ponderar por algum tempo.

— Foi latrocínio. Dois caras de bala-clava invadiram a casa deles durante a noite para roubar os pertences e aparentemente o homem tentou reagir e foi baleado, Soyeon tentou ajudar o marido e levou um tiro nas costas. O serviço de segurança chegou depois que o pior já tinha acontecido, conseguindo pegar os bandidos, mas era muito tarde.

— Que horrível. Onde o garoto estava? —  ele perguntou, parecendo de fato preocupado.

— Por sorte, ele e Jimin, meu filho, haviam combinado de dormirem na minha casa, então Jungkook estava conosco aquela noite.

Ela olhou para o vazio, recordando do próprio desespero quando acordou no meio da noite com a barulheira de tantas sirenes. Viu três viaturas da polícia e duas ambulâncias estacionando frente à casa dos Jeon e quando saiu de sua própria residência, ordenando aos garotos que ficassem para que ela pudesse ver o que acontecia, sentiu uma pedra muito pesada assumir o lugar do coração. Eles estavam colocando sua melhor amiga e o marido dela em dois sacos pretos. Kang vestia um hobbie por cima do pijama e tapou a própria boca para não gritar, ela nem mesmo sabia como teve coragem de contar ao filho deles o que acontecera com seus pais.

— E o irmão?

— Ele é adulto e vivia sozinho há algum tempo quando aconteceu. Ficou sabendo apenas dias depois, porque era o parente mais próximo do Jungkook e alguém precisava ficar com ele.

— E eles se dão bem?

Ela riu sem graça.

— Não sei ao certo, mas acredito que não. Acho que havia uma certa implicância. O filho mais velho e o filho mais novo, gato e rato e outras coisas também, mas não vou entrar em detalhes.

Da relação entre Jungkook e Taekwoon ela sabia muito pouco, mas lembrava-se das conversas tidas com Soyeon. O filho mais velho era um tanto rebelde e dava-lhe dores de cabeça. Quando criança ele era apenas tímido, retraído e à medida que envelhecia se tornava arisco, quando Jungkook nasceu ele ficou quase inacessível, até o dia em que a mãe precisou expulsá-lo de casa. Minji teve muito medo quando a justiça decretou que o filho mais novo de sua melhor amiga ficasse com o mais velho, acreditava que aquela relação pudesse ser danosa ao menor. Precisou conversar com Taekwoon, as expressões mais monótonas que poderia ter trocado com alguém e, em uma segunda conversa, se colocou como responsável pelos estudos do garoto. Ele precisou sair da escola pública nos arredores do distrito industrial por problemas de agressão por parte dos colegas, trazendo-o para aquele colégio tão longe no centro, para que pudesse cuidar dele de perto.

— Que história triste. — Taehyung disse e coçou a própria nuca — Eu nem sei como reagir.

— Não existe um jeito apropriado para reagir a isso. Mas eu quero lhe pedir um favor.

Os músculos de Taehyung se retesaram, imaginava que talvez não fosse boa coisa.

— Não precisa ficar tenso, professor e não precisa fazê-lo se não quiser, é claro.

— O que seria? — ele perguntou, curioso, o corpo vagarosamente relaxando.

— Gostaria que tentasse se aproximar dele. Tenho tido problemas para conversar com ele, desde que perdeu os pais está assim, monossilábico e arredio, talvez também não esteja feliz em frequentar essa escola porque eu o conheço, imagino que deva sentir certa vergonha.

Taehyung balançou a cabeça, concordando com o que ela dizia. Tudo agora fazia tanto sentido.

— Não sei como poderia fazer isso, mas... — ela disse e logo interrompeu a própria fala para pegar um pedaço de papel e anotar nele um número de telefone — Este aqui é o meu número, caso precise de algo e principalmente se for relacionado ao garoto, pode me ligar e me chame de Minji quando não estivermos aqui dentro.

Ela empurrou o pedaço de papel sobre a mesa, ele ficou observando aquele número com receio, não sabia para que poderia utilizar aquilo, entretanto, imaginou que seria melhor guarda-lo. O Kim pegou o pequeno cartão e o enfiou no bolso de sua calça.

— Posso contar com você, Taehyung? — ela indagou, colocando sua mão sobre a dele na mesa e olhando-o no fundo dos olhos. Ele confirmou com um aceno de cabeça, virando a palma da mão e apertando a sua na dela, desfizeram o contato em seguida e ela sorriu. — Ótimo, fico feliz que esteja disposto a ajudar. — ela se recostou na cadeira — Ah e antes que eu me esqueça, o aluno novo deve aparecer amanhã em sua aula, cuide dele também. Agora vá, já tomei demais do seu tempo.

— Com licença, diretora. — ele disse e se levantou de seu acento, curvando o corpo em respeito e se despedindo dela ao sair.

 

 

Durante o resto daquele dia, Taehyung só viu Jungkook uma última vez, quando o garoto subiu no ônibus de volta para casa, enquanto ele esperava para atravessar a rua para que pudesse tomar o seu. Apesar do transporte de ida ser o mesmo, o de volta era diferente, o veículo que deixava o adolescente em casa já não passava pelo caminho que o adulto deveria seguir, eram ônibus diferentes para regiões diferentes da cidade.

Foram muitas respostas recebidas de uma vez em uma única manhã, ele não imaginava que a diretora Kang pudesse saber tanto sobre o garoto. Ainda assim ela não sabia, ou pelo menos não parecia saber, da vida dupla do menor, Taehyung tinha em mãos uma peça extra do quebra-cabeça. Era possível que fosse o único a ter conhecimento daquelas facetas da história, sentindo-se tentado a conhecer o resto e algo lhe dizia que só o descobriria se conquistasse a confiança do adolescente. Não seria fácil, ele imaginava, porém, as dúvidas não o deixavam em paz. O irmão poderia o estar forçando àquilo ou talvez ele não fizesse ideia de quem Jungkook era fora de casa.

Estava voltando para casa em um ônibus vazio, sua cabeça era que estava cheia. O celular não tocara uma única vez durante o dia, o seu carro ainda não havia sido encontrado. Sentia preguiça ao pensar que precisaria acordar cedo na manhã seguinte e ao pensar no esforço e no tempo que desprenderia para comprar um carro novo com o dinheiro do seguro. Era melhor do que nada, apesar de toda a trabalheira, deveria pensar pelo lado bom, quem sabe passar um tempo extra no transporte público fizesse com que a relação entre Jungkook e ele se tornasse mais próxima. Ele olhou para o teto do ônibus e suspirou, tinha um outro sentimento nele que dizia que, por mais que não fizesse sentido, ele gostava da distância que mantinham um do outro, aquela implicância também era um pouco extasiante.

Lembrou-se de algumas vezes em que o menino foi insubordinado ou dissimulado, aquela teatralidade poderia ser uma máscara para tanta dor ou apenas um traço da personalidade dele. Pensou na noite em que havia possuído o moleque, em como ele conduziu tudo em um jogo excitante e em como se deixou levar. Depois rememorou os pequenos atritos que tiveram depois de passarem a estar no mesmo ambiente quase diariamente e em como as vezes ele parecia uma moeda de quinhentos won de um lado e uma de cinco do outro. Perguntou-se o que teria acontecido se tivesse aceitado transar com o garoto como ele propusera.

Aquela bagunça toda ainda o atiçava, ele não havia deixado de ser homem, mas sabia que se envolver daquela maneira o deixaria confuso e em maus lençóis e em outros lençóis também. A única coisa que sabia agora era que não conseguiria mais recuar na busca por compreender toda aquela história. Era como Jungkook mesmo dissera, ele vivia com o diabo, Taehyung queria se defrontar com a figura do próprio em pessoa.

 

 

A porta de entrada da casa se abriu e Jimin se assustou por um instante, recompondo-se em seguida. Fechou a tela do celular, sabia que a falta de resposta deixaria Yoongi confuso, mas não poderia responder àquele tipo de pergunta ao namorado enquanto sua mãe zanzava pela sala, deixando um pertence aqui ou acolá.

— Olá, querido! — disse a Kang, ela não notou a ligeira tensão do filho.

— Oi, mãe, chegou cedo. O que é isso? Comida? — ele perguntou, tentando parecer tranquilo e observando as embalagens nas mãos da outra. Jimin aspirou o ar de olhos fechados e quando os abriu encarou a mãe sorrindo. — Tem um cheiro bom.

— Você acertou, é comida, vou deixar na cozinha e tomar um banho, depois vamos conversar um pouco, está bem?

— Conversar?! Conversar sobre o quê? — ele perguntou, agora era possível perceber o seu nervosismo.

— Não é nada demais querido, quero lhe fazer um convite, eu volto logo.

— Certo... convite...

A Kang subiu as escadas e o Park rapidamente pegou seu celular esquecido, ele riu um pouco ao ver as mensagens de Yoongi. Ultimamente eles estavam em um jogo excitante entre adolescentes, Jimin era muito tímido, mas com o namorado alguns desejos afloravam nele. Afinal, ele era apenas um garoto e um grande relógio parecia dizer a si que já era hora de descobrir as coisas que o ensino regular coreano não lhes explicava com clareza, pior ainda se tratando do sexo entre meninos. Era exatamente isso, há algumas semanas eles haviam decidido que os beijos afogueados não lhes eram suficientes e as conversas e os toques ficaram um pouco mais afoitos, curiosos e atrevidos.

Queria poder conversar sobre aquilo com alguém além do próprio Yoongi, sentia falta de Jungkook nesses momentos. A mãe parecia querer saber de algo, mas temia que a mulher pudesse se chatear com o fato dele estar envolvido com alguém do mesmo gênero. Ele não saberia como viver sem ela ou sem o seu apoio, apesar de pouco lhe contar dos detalhes de sua vida, a mãe era a pessoa a quem ele mais amava. O pai lhes abanadora há anos por outra família e as vezes ligava para o Park em seus aniversários, enviava presentes caros e nada mais além disso. Ficou perdido naqueles devaneios desgostos por algum tempo e a Kang surgiu vestida em trajes confortáveis, chamando-o para comerem.

Eles ficaram em silêncio, enquanto ela aquecia a comida e ele colava as tigelas na mesa, dessa vez a mulher trouxera lámen.

— Como foi o seu dia? — ela perguntou enquanto servia os dois recipientes. — Alguma aventura?

— Nada demais, apenas o mesmo de sempre. — ele respondeu, dando de ombros e pegando os hashis de metal para começar a comer.

— O mesmo de sempre?! Eu não sei o que acontece sempre na sua vida, Jimin. Consegue ser mais específico?

— Ah, está bem... Eu fui ao colégio, passei o dia inteiro tendo aulas de várias matérias, comi, estudei, fiz minhas atividades, acho que foi isso.

— E o Yoongi? — ela perguntou, seu tom de voz era despretensioso, afinal, guardava as pretensões para si.

Jimin por pouco não cuspiu o líquido que tentava sorver, mas ao invés disso apenas escondeu o rosto enquanto virava um pouco do caldo na tigela. Por que ela queria saber do Yoongi?

— O que tem o Yoongi? — ele perguntou, apreensivo.

— Ah, faz algum tempo que não o vejo, por que ele não tem vindo aqui? Vocês brigaram?

— Não, nós não brigamos. Ele normalmente vem aqui para fazer trabalhos, mas nós saímos juntos aos fins de semana.

— Ah, entendi. — ela disse e pegou um pouco do macarrão levando-o até a boca e esperando alguns segundos para continuar a falar. — Você lembra do Heechul?

— O que tem ele? Vocês estão namorando?

A Kang começou a rir de forma que quase perdera todo o fôlego. Jimin ficou assustado com a reação da mãe, aquilo era um sim? Um não? Esperou que ela se acalmasse para responder, observou-a limpar as lágrimas dos cantos dos olhos.

— Não, não estamos namorando, mas isso seria engraçado.

— Por que seria engraçado?

— Porque ele já namora alguém, querido e era sobre isso que gostaria de falar com você. Sábado eles vêm comer aqui e eu queria que estivesse em casa para jantar conosco. Pode trazer o Yoongi se quiser, assim não seria o único no meio dos adultos. Ele parece um bom garoto, eu queria conhece-lo melhor. — ela respondeu e sorriu para o filho, alargando o sorriso ao vê-lo retribuir — O que me diz?

— Está bem, por mim pode ser, eu só tenho que perguntar ao Yoongi.

— Ótimo, ótimo! — ela exclamou e bateu palminhas fazendo Jimin rir.

Após o jantar, o Park subiu ao próprio quarto para fazer uma vídeo-chamada com Yoongi, queria contar a ele as novidades. Ele estava deitado em sua cama com o celular na frente do rosto parcialmente iluminado pela luz do abajur, ele já havia rido um bocado do namorado com aquela máscara hidratante na face. O Min costumava ser um tanto quanto durão e perdia toda a sua pose com aquela coisa na cara.

— Então você quer vir? — o Park perguntou após introduzir a conversa, bocejou um pouco depois, estava ficando cansado.

— Por mim tudo certo, mas sabe de uma coisa?

— O quê? — Jimin perguntou e recomeçou a rir, Yoongi fez cara feia. — Ai, desculpa, você está igual a Vera de “A Pele que Habito.”

— É um ótimo filme, mas eu vou desligar, eu ‘tô falando sério.

— Não! — ele exclamou, tentando parecer convincente. — Eu prometo que acabou. O que ia dizer?

— Eu até me perdi. Deixa eu pensar. — Yoongi respondeu e tentou recordar-se do que pretendia dizer ao namorado. — Ah, lembrei! Jimin, eu acho que ela sabe!

— Ela quem? A Vera?! — Jimin insistiu na brincadeira, deixar o namorado irritado era um de seus passatempos favoritos.

— Merda, Jimin, eu vou desligar!

— Você quis dizer a minha mãe?

Naquele minuto Jimin ficou um pouco mais tenso que o normal, aquela era uma possibilidade que cogitou, sem nunca chegar a qualquer conclusão.

— Sim, mas ela não parece desgostar da ideia. Afinal, ela não disse nada, não esbravejou ou algo assim, até está toda contente me chamando para jantar com vocês. O que acha de contarmos a ela?

— Sobre a gente?

— É, sobre nós.

— Eu não sei, Yoon, eu tenho um pouco de medo ainda.

— Que tal esperarmos até o sábado? Uh? Podemos pensar sobre isso durante a semana e se você se sentir à vontade nós contamos a ela após o jantar. Acho que diferente dos meus pais, a sua mãe me parece um pouco mais aberta.

— Só se eu me sentir à vontade, certo?

— Sim, apenas se e somente se.

— Então está bem.

O mais velho bocejou e depois sorriu para o mais novo, eles realmente estavam cansados.

— Combinado então, agora eu preciso tirar essa máscara e dormir. Boa noite, amor.

— Boa noite, Ver...

Yoongi nem mesmo esperou o resto da frase, apenas desligou a chamada, fazendo Jimin rir, pelo menos não havia sido no meio da conversa. Ele desligou o abajur e virou-se de lado na cama, ficou um tempo acordado ainda, pensando no que o outro lhe dissera, permanecia com medo, mas precisava esperar para ver, estava bastante ansioso.


Notas Finais


Esse é o maior capítulo até agora, quem sabe isso se torne uma tendência, né. Eu finalmente resolvi abrir um pouco o jogo, hehe. Não que seja grande novidade, mas ainda tem mistérios por vir e TRETA hsaushaushsu. Gente, eu descobri que férias não querem dizer muita coisa para mim, não ia mesmo poder ficar escrevendo minhas fanfics o tanto que eu gostaria. Estou terminando de escrever meu relatório final de pesquisa e esses dias foram uma loucura porque descobri o quero fazer da minha vida, que engraçado, né, estou quase terminando a faculdade, mas só agora descobri o que eu quero fazer, rs. E esse semestre vou ter mil atividades, eu creio que isso vá afetar sim o ritmo de postagem, só que não largo esse osso dessa história, só largo se vocês estiverem morrendo de tédio lendo e desistirem total de mim, aí eu só fecho isso aqui e vou escrever apenas as minhas oneshots. É isso, galerinha, espero que continuem comigo.

XOXO


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