História Young Dreams - Capítulo 1


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Categorias Originais
Tags Adolescência, Colégio, Drama, High School, Originais, Romance, Sexo
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Palavras 2.545
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá, pessoas! Como estão?
Permitam-se me que apresente. Podem me chamar de Jey, tenho 18 anos, uma imaginação fértil e gosto de escrever algumas coisinhas. Sou nova nisso tudo, tenho muito a aprender, mas estou escrevendo esta história e quis trazer para que leiam e desfrutem.
Espero do fundo do coração que gostem!!! ♡

Capítulo 1 - Primeiro Dia


Fanfic / Fanfiction Young Dreams - Capítulo 1 - Primeiro Dia

– Agatha! – A morena ouviu seu nome ser chamado e retirou as mãos do rosto, abrindo os olhos devagar, olhando para a amiga, mas evitando enxergar o que dizia na tela do computador atrás dela.

– O que diz aí, Thais? – Perguntou roendo as unhas de ansiedade.

– Amiga, – Pausa para reler o e-mail. – você passou!

– O quê?! – Agatha perguntou incrédula. – Não, Thais, não é possível. – Ela então voou em direção ao computador e leu o e-mail por si própria. Um gritinho de empolgação escapou de sua garganta e as duas amigas se abraçaram apertado. – Eu passei, Thais! Eu ganhei a bolsa!

– Agatha, Agatha... Quem te viu, quem te vê! Estudando no Elite! Só espero que não esqueça da sua amiga pobrinha aqui, viu?

– Agatha estapeou o braço da amiga em brincadeira.  

Não fala besteira, Thais! – Agatha respondeu entre risadas. Risadas que não cessaram até o fim do dia tamanha a excitação da novidade. Ela enfim sentia que estava um passo mais próxima de seu sonho.



Duas semanas depois...


Exatamente dois meses atrás Agatha entrava neste prédio pela primeira vez, para fazer uma prova que poderia lhe garantir uma bolsa estudantil integral - 100% de desconto nas mensalidades durante todo o ensino médio. Só havia alguns problemas: Bolsas limitadas e muita concorrência. Ainda assim, a menina não se deixou intimidar. Sempre fora a número um de sua turma, teria ao menos que tentar. Dias depois, veio a surpresa, ela havia conseguido.

              Hoje, a construção parecia ainda mais imponente e suas paredes brancas pareciam reluzir. Ao adentrar o local a primeira visão era do gigantesco pátio externo. A região central no pátio era uma estradinha que levava dos portões da entrada até o interior do prédio principal, já as laterais do pátio eram tomadas por bancos de madeira e mesinhas onde os alunos podia sentar e relaxar sob as sombras das árvores que rodeavam e adornavam o ambiente.

 O prédio principal seguia o estilo de construção dos colégios navais brasileiros. E apesar de ter uma aparência antiga, a polidez e a boa mantença o conservavam sempre novo.

Agatha caminhava em linha reta pelo pátio, mas seus olhos moviam-se rápido tentando absorver toda a grandiosidade do colégio. Quando viera fazer a prova para concorrer a bolsa, além de estar extremamente nervosa, os alunos que ali estavam eram também alunos de fora, que ficaram igualmente embasbacados com o lugar. Hoje era diferente, os alunos que ali se encontravam estavam tão à vontade que pareciam fazer parte do cenário.

Meninas e meninos passeavam ostentando seus uniformes novos. O feminino se compreendia numa blusa social branca de mangas curtas, uma gravata xadrez azul turquesa e uma saia xadrez do mesmo tom da gravata. O masculino era composto por uma camisa social branca de mangas longas (que a maioria dos garotos dobrava até  o cotovelo), uma gravata idêntica à do uniforme feminino e uma calça preta. Os calçados variavam entre sapatilhas, tênis e botas de cano curto à médio. Sandálias ou saltos estavam supostamente proibidos. Agatha havia recebido também um blazer social preto com o emblema do colégio, mas provavelmente só usaria nas épocas mais frias do ano, se é que podemos dizer que faz frio no Rio de Janeiro.

Agatha sabia que era bonita. Dona de uma beleza singela, traços harmoniosos, olhos cor de chocolate, uma pele bronzeada e longos cabelos castanhos. Mas ali ela sentiu sua autoestima se esconder baixo terra. Até os professores eram os mais belos que já vira. Concluiu uma verdade: Dinheiro não traz felicidade, mas traz beleza - ou produtos importados de beleza e procedimentos estéticos, como preferir chamar.

Apressou-se para encontrar a diretoria e buscar sua grade de horários. Ao chegar é recebida por uma moça de quase 40 anos, cabelos loiros curtos e um sorriso simpático, que estava sentada atrás de um computador.

– Posso lhe ajudar?

– Ah, claro. Eu vim buscar meus horários.

– Nome? – Perguntou com os dedos no teclado.

– Agatha Martins. – A jovem disse e uma expressão empolgada tomou o rosto da mais velha.

– Claro, claro! Você foi a bolsista que passou em primeiro lugar, não é mesmo? – Agatha riu sem graça, concordando. – Seja muito bem-vinda! Nós do Elite ficamos muito felizes em receber alunos tão talentosos! – A mulher dizia orgulhosa enquanto imprimia e lhe entregava uma tabela com as informações de sua turma, horários das disciplinas e nomes dos respectivos professores, além de um pequeno mapa do colégio, onde ela sinalizou sua sala, a quadra, o vestiário, o refeitório, a biblioteca e a diretoria. – Seja muito bem-vinda! – Exclamou novamente. – Meu nome é Cláudia, e qualquer dúvida pode me procurar.

– Muito obrigada, Cláudia. – Sorriu, acenou despedindo-se e dirigiu-se à saída da sala, antes de fechar a porta completamente ouviu um "boa aula!".

//////////

Um sinal estridente soou – 08:00 h – convidando os alunos para entrarem em suas salas de aula. Agatha analisou o mapa em suas mãos. As salas de primeiro ano ficavam na extremidade oeste do colégio, as de segundo ano no centro e a as de terceiro no extremo este e a diretoria ficava logo depois. Uma gota de suor frio surgiu em seu rosto com a constatação de que ela não poderia estar mais longe. Decidiu acelerar os passos, mais corria que andava, mas parecia que ia dar tempo. Avistou a plaquinha que sinalava “1-D” e foi com tudo em direção a porta, mas não entrou.

Um baque se escutou chamando a atenção de todos os alunos presentes. Todos correram em direção a porta da sala e entenderam o que havia acontecido. Duas garotas caídas no chão, uma para o lado de dentro e a outra para o lado de fora.

– Muito bem, Agatha, meus parabéns! Você merece o prêmio de pessoa mais desastrada do ano! – A morena constatou sobre si mesma em pensamento assim que percebeu o que havia acontecido. Começou a se levantar o mais rápido possível balbuciando infinitas desculpas. – Eu sinto muito! Eu sinto muito mesmo! – Desastradamente se ergueu e se aproximou da loira que estava estendida à sua frente. Ela era incrivelmente bonita, pequena e magra, de rosto delicado, os cabelos claros presos em um meio rabo de cavalo, dando-lhe um ar bem feminino, e argolas douradas reluziam penduradas em suas orelhas. Agatha ofereceu a mão para ajudá-la a levantar, mas a mesma recusou, lançando-lhe um olhar ameaçador.

Outra garota aproximou-se para ajudar. Alta, magra, de pele escura, traços fortes e seu cabelo inteiramente trançado – as famosas afro braids – formava um rabo de cavalo no topo de sua cabeça. Beleza digna de uma modelo.

– Obrigada, Lara. – A loira que se levantava agradeceu à amiga. Então seus olhos azuis fitaram Agatha: – Olha por onde anda, pé-rapada.

Agatha observava as duas partirem em silêncio pelo corredor, então juntou as mãos e rezou: – Deus, por favor, não me deixa arranjar mais problema com essa Regina George paraguaia.

Os alunos se dispersaram, voltando aos seus lugares, alguns riam da situação, outros encaravam curiosos e um ou dois não pareciam nem ter visto o que acontecera, sentados em seus lugares com fones nos ouvidos e os olhos no celular.

Agatha percebeu alguém vir em sua direção.

– Pelo visto já conheceu a Aurora, nossa princesinha. – Uma voz doce e amistosa falou, dando uma ênfase irônica na última palavra. Agatha a encarou surpresa e ela estendeu a mão, apresentando-se: – Prazer, Stephanie.

– Prazer, Agatha. – A morena correspondeu o ato e as duas sorriram.

Stephanie era também loira, mas seu cabelo não era tão comprido quanto o de Aurora. Seus olhos eram castanhos e sua expressão era muito mais receptiva. Sua pele possuía um leve brilho dourado e seus pulsos estavam adornados com pulseiras artesanais, do tipo que se encontram sendo vendidas por hippies nas praias. – Então o nome dela é Aurora? – Agatha perguntou apontando com o polegar na direção do corredor.

– É, – Stephanie ria. – Ela pode parecer um pouco ameaçadora, mas não faz mal nem a uma mosca. – Ela constatou fazendo a outra se sentir mais aliviada.

Antes que a conversa se alongasse um senhor de cabelos castanhos e blazer cinza se aproximou.

– Vamos, pode sentar do meu lado. – Sugeriu Stephanie e Agatha a seguiu.

O professor esperou os alunos se ajeitarem em seus lugares, e os que estavam no corredor correrem para a sala – inclusive Aurora e sua amiga Lara. O professor se desculpou pelo atraso, se apresentou e a aula começou.

//////////

Quando o sinal tocou indicando o término da última aula, apesar do cansaço, Agatha estampava um sorriso de orelha a orelha. Fitou o relógio – 15:00 h – e ponderou sobre a carga horária nova. No ensino público ela estava acostumada a estar na escola três ou quatro horas no máximo, às vezes menos, às vezes mais, variava bastante, tudo graças à constante falta de professores. Agora ela passaria sete horas na escola, seis horas estudando e apenas uma hora livre para almoço e descanso. Mas ao contrário do que maioria imaginaria, Agatha não podia estar mais feliz. Uma boa educação era tudo o que ela e a mãe sonhavam, para que Agatha pudesse fazer uma boa faculdade, ter um bom emprego, e uma vida diferente do que sua mãe teve.

No intervalo Agatha explorou o pátio junto a Stephanie. Cuja já estava começando a considerar uma amiga. A garota havia se mostrado muito acolhedora, e Agatha se sentia bem ao seu lado. Stephanie era leve, como uma brisa, falava manso, ria à toa, e não parecia levar as coisas muito a sério. Explicou a Agatha diversas coisas, por exemplo, o porquê de quase todos os alunos do Colégio Elite se conhecerem desde criança, apesar do colégio só matricular alunos de ensino médio. A maioria deles vieram da mesma escolinha: A melhor escola de maternal e ensino fundamental do Estado – cuja Agatha havia somente ouvido falar. Este fato não a surpreendeu nem um pouco, ainda assim se sentiu desolada. Esperava poder se misturar e se tornar invisível durante os próximos três anos, mas agora via o quanto seria difícil, pois além de ser clara sua situação socioeconômica – tanto pela aparência, roupas, acessórios e materiais escolares, quanto pelo fato dos professores pararem todas as aulas para parabenizarem a bolsista nº.1 – , ela ainda era uma intrusa.

Agatha estava chamando atenção, e não era uma atenção exatamente positiva. Só precisava se manter na linha a primeira semana e logo todos a esqueceriam, assim esperava.

– Te vejo amanhã! – Stephanie disse alegremente quando agarrou a mochila verde-água e pendurou-a em um único ombro. Agatha sorriu em resposta e observou a mais nova amiga saltitar até o corredor e desaparecer de vista.

Ela guardou os materiais com toda a calma do mundo, deixando seus colegas irem embora na frente, para evitar qualquer tipo de acidente parecido com o que ocorrera mais cedo. Quando seu último colega saiu ela agarrou a mochila surrada, colocou-a sobre os ombros e caminhou, mas só deu dois passos antes de ser surpreendida por um garoto que a encarava em silêncio.

Ele era alto, de cabelos loiros e olhos azuis claros, como um céu infinito, límpido e sem nuvens. Sua pele era clara e rosada. O rosto era belo, a destacar-se pelo nariz e maxilar, retos e bem marcados. Os lábios eram avermelhados e convidativos, o corpo forte e atlético, e a postura confiante. Agatha tremeu por um instante. Nunca vira nenhum garoto mais bonito.

Os dois trocaram olhares em silêncio por alguns segundos, ele curioso, ela nervosa e sem graça.

– Hm... Posso te ajudar? – Agatha decide quebrar o silêncio antes que ele possa notar qualquer interesse de sua parte.

– Ah, desculpa. Estava procurando uma pessoa. Mas parece que ela já foi.

– S-sim. Já foi todo mundo embora. – Agatha explicou, olhando para as carteiras vazias ao redor, como se mostrando o óbvio.

Ele pareceu pensar por um momento.

– Bom, obrigada então. Nos vemos por aí.

Então Agatha levantou a mão em aceno, e ele virou as costas. Quando ela deixou de ouvir seus passos tentou controlar a própria respiração. Isso não era bom, nada bom. Ela sabia que encontraria caras bonitos no novo colégio, mas não esperava encontrar um tão bonito. Sentir atração por alguém como ele era completamente normal, mas ela compreendeu isso como um sinal para estar mais atenta e colocar em seu coração mais uma fechadura. Da última vez que se apaixonara, não tivera um final feliz.

//////////

Sentada na mesa da minúscula cozinha comendo um bife com arroz, feijão e batata frita, Agatha contava à mãe e à irmã menor como fora seu primeiro dia no novo colégio. A pequena ouvia tudo com muita atenção, tanto que acabava se distraindo de vez em quando e batendo a colher de comida do lado de fora da boca, sujando as bochechas com caldo de feijão. Já a mãe, que no dia anterior estava tão ansiosa quanto ela mesma, hoje estava calada e distante, forçando um sorriso uma hora ou outra apenas para mostrar que estava ouvindo.

Agatha sentiu a paciência se esvair.

– Mãe, você está com essa cara desde que chegou do trabalho. O que aconteceu?

A mãe arregalou os olhos e franziu os lábios antes de responder.

– Filha, me desculpa. – Ela começou, olhando nos olhos de Agatha e segurando a mão da pequena – Eu estava tentando adiar isso, tentando achar uma solução, mas...

– Diz, mãe. O que foi?

– Vamos nos mudar. – Ela soltou a notícia de uma vez, deixando as outras duas confusas e um tanto perplexas.

– Como é? Quando? – Agatha perguntou.

– Para onde a gente vai, mamãe? – Foi a vez da mais nova.

– Agatha, Alice. O dono dessa casa pediu ela de volta. Ele disse que não vai mais alugar, vai reformar e talvez dar ao filho dele. Enfim, vamos ter que sair. Ele conversou comigo há uns dias e eu até procurei outras casas aqui por perto, mas é tudo tão caro. Não estamos podendo agora...

– E o que a gente vai fazer agora? A gente pode ir para um bairro mais longe, né? A gente pode procurar alguma coisa no Morro do...

– Calma, filha! Eu pensei nisso também. Mas acho que não vai ser preciso. Eu acabei comentando isso no meu trabalho. Meu patrão acabou ouvindo e convidou a gente para ir morar lá. Eles têm vários quartos desocupados, vamos poder usar um deles, é só um quarto, claro, mas tem espaço de sobra para nós três. É ao lado do seu colégio, e não vamos precisar pagar nada, nem aluguel, nem água, nem luz, nem comprar comida. Os gastos vão ser muito reduzidos... Acho que é válido para nós agora.

A garota pensou por uns segundos. Seria duro deixar a casa e a vizinhança onde nascera e se criara. E seria difícil viver sob o teto dos patrões de sua mãe, não teriam a mesma liberdade e privacidade. Contudo, se sua mãe acreditava que essa era a melhor opção, ela apostaria nisso. Colaboraria com tudo. Não era hora de fazer a rebelde.

As três passaram mais um par de horas sentadas à mesa, conversando e acertando detalhes da mudança que seria em breve. Talvez no começo da próxima semana já estivessem na nova moradia.

Quando foi dormir, Agatha não sabia exatamente o porquê, mas sentia seu coração fora de ritmo. Havia em seu interior uma certa empolgação e ao mesmo tempo receio. Uma inquietude lhe tomou aquela noite, e de forma inesperada, ela encontrou em seus sonhos um encantador par de olhos azuis.

 


Notas Finais


E aí pessoas, o que acharam? ><
Esse primeiro capítulo foi mais um capítulo de introdução, então foi mais parado, mas não desistam, logo as coisas vão ficar mais animadas!
Elogios, críticas, opiniões e tudo mais são muito bem vindos!
Comentários em geral são um grande incentivo, então se quer continuar acompanhando essa história, me deixe saber ♡


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