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História Young Forever - Capítulo 28


Escrita por:


Notas do Autor


Sobre meu sumiço: aos(às) interessados(as), favor entrar em meu perfil e ler meu jornal.

Música: Give It To Me (Agust D -- Suga).
Álbum: Agust D, 1st Mixtape.

Boa Leitura!
Perdão pelos erros'

Capítulo 28 - Give It To Me


Fanfic / Fanfiction Young Forever - Capítulo 28 - Give It To Me

“Inclusive minha família não previu meu sucesso.

Qual o ponto de falar sobre isso quando não estava certo de mim?”.

*

Jin desembarcou nervoso da caminhonete, batendo a porta descuidadamente, rumando à delegacia e pulando degraus.

Namjoon desceu seguido de Taehyung e Jimin, assustados com a conjuntura, sobretudo o primeiro, afinal, assassinara o pai e agora jazia frente à delegacia, mesmo que o problema não fosse com ele. Percebendo a trepidez de Taehyung, Namjoon pousou uma mão no ombro dele e outra no de Jimin.

Sou inimigo público: veteranos beneficiaram-se após caluniar-me.

- Esperem-nos aqui, entenderam? – engolindo seco, assentiram. – Voltaremos com os meninos e encontraremos Yoongi. – sorriu, pedindo pelo olhar que Jimin vigiasse Taehyung, vendo-o assentir sutil.

Seguiu Jin, enquanto Jimin encarava Taehyung: por ter sido muito pobre, o amigo temia policiais, que sempre avaliavam pobres como ladrões. Virou-se a ele e pegou sua mão, atraindo o olhar medroso.

- Está tudo bem: os trarão de volta e procuraremos pelo Yoon. – sorriu timidamente, deixando transparecer preocupação. – Estou contigo, tá?

- Valeu, Jiminnie... – encarou novamente a delegacia. – O que será que aconteceu...?

*

Jin e Namjoon entraram na sala do delegado sentado desleixadamente, avaliando a explicação dos meninos à frente – agora desalgemados. Pediu para que sentassem-se e assim fizeram: Namjoon ao lado de Hoseok, enquanto Jin, nervoso, sentou-se ao lado de Jungkook, também irado. Aos poucos a elucidação e ocorrência encorparam, Namjoon compreendendo o ocorrido e ficando impaciente.

Yoongi podia estar em qualquer lugar e eles jaziam ali.

Perdendo tempo.

- Aqueles caras são bandidos! – irritou-se Jungkook. – Deviam estar atrás deles ao invés de perderem tempo conosco! Yoongi foi levado, droga!

- Controle-se, Kookie, por favor. – pediu Hoseok, encarando sério o delegado. – Conhece baderneiros e deve achar que somos assim, com razão, afinal, nossas famílias são desmembradas e rua é mais nosso lar que casas, mas ainda assim não somos os errados dessa história.

- Queria conversar com seus familiares, mas são maiores de idade. – o delegado Iseul ajeitou a postura, adquirindo documentos das mãos de outro policial. – Min Yoongi, é? – franziu o cenho. – Bem, ele não é o mais limpo.

- Não estamos discutindo ficha limpa, certo? O trabalho da polícia é defender cidadãos, não julgá-los! – rebateu Jungkook. – Não sabem nada—

O que sabe sobre mim?

Você não pode controlar minha merda.

- Acalme-se, garoto, ou terei de prendê-lo. – ameaçou Iseul e Jin colocou a mão sobre a de Jungkook, ouvindo-o bufar. – Sem registro parental, é de Daegu, morou nas ruas, teve diversas passagens por vandalismo, brigas, furtos, incêndios, destruição de patrimônios públicos, adulterações, uso e tráfico de drogas—

- Ei, ei... – interviu Namjoon, confuso como os amigos. – Como assim “uso e tráfico”? Yoongi não—

- Min é meu conhecido: já prendi-o por desacato e outras infrações. Há tempos não vem passar as férias aqui. – fitou o comparsa atrás e riram brevemente. – Os traficantes que levaram-no talvez tenham motivo, como dívida ou coisas assim. Após Min ser dispensado do reformatório e internado na reabilitação, nunca mais deu problemas de nosso conhecimento, entretanto, nem tudo podemos evitar. Se deve-os, então—

- O trabalho de vocês não é julgar, Jungkook falou certo. – Jin articulou seco, tentando não perder a linha. – Sabíamos disso, contudo, Yoongi nunca contou-nos detalhes, porque é época que machuca-o e, estando mudado, não quer revivê-la. – mentiu Jin, porquanto tudo era novidade.

Se for embora, leve de volta tudo que disse-me antes.

- Então sabem com quem andam. – colocou os papéis na mesa. – Significa que Min, dessa vez, é vítima?

- É o que estamos dizendo há mais de uma hora! – exaltou-se Jungkook. – Os traficantes puxaram briga e nós entramos para defendê-lo—

- Conheço suas versões. – suspirou Iseul, coçando os olhos. – Muito bem, a viatura está procurando-o e logo o encontrará.

- Quando acontecer, Yoongi estará encrencado? – indagou Hoseok preocupado.

- Se dizem a verdade, não. – cruzou braços. – Alegro-me em saber que ele saiu das drogas, contudo, uma questão se Min está tão mudado: o antigo apartamento dele incendiou. Foi hospitalizado e fugiu: por quê?

- Com todo respeito, delegado. – Namjoon apoiou-se na mesa. – Anos passam, mas a vida é difícil e Yoongi não é alguém assertivo, assim como muitos jovens e adultos não são. – entreolhou-se com os amigos, crendo ser melhor expor. – A cabeça dele pilhou e tentou suicídio, contudo, Jungkook salvou-o. – Iseul franziu o cenho, aparentemente preocupado e triste. – Quando perde o caminho, Yoongi age na emoção e enfia-se em problemas, em coisas que sabotam-no e pioram-no. Ao perceber que sobreviveu, fugiu do hospital para terminar o serviço—

- Mas estávamos lá para acolhê-lo. – concluiu Jin.

Ainda não tenho certeza sobre o segredo do sucesso, mas acho que sei o da falha.

- Droga, Min... – murmurou Iseul, fitando o comparsa atrás, que também parecia abatido, o que não passou despercebido. Fitou Jungkook agitado e ferido no rosto. – Você é o novo relacionamento dele?

- Hã? – Jungkook gelou ao perceber que o delegado sabia de uma verdade que Yoongi ainda não expusera aos meninos. – Não, não! Somos irmãos e admiro-o muito! Ele ensina-me diversas coisas, não rola nada—

- Por que a pergunta? – interrompeu Hoseok. – Sabe algo do Yoon?

- Bem, quando alguém é reincidente e tem biografia complicada, interessamo-nos pelo indivíduo, sobretudo Min com o incondicional apoio e proteção do antigo relacionamento. – ajeitou-se na cadeira, longínquo ao comentar sobre. – Não importa: o trarei de volta. Não preocupem-se e não metam-se em confusão como ele, por favor.

O celular de Namjoon tocou em mensagem:

“Saída da cidade, perto da ponte que corta fronteiras.

Acho que estamos descendo para debaixo dela”.

- É ele! – rapidamente mostrou ao delgado e os meninos exaltaram-se. – Sabe onde é?

- Sei: deve ser o núcleo do tráfico. – sinalizou ao comparsa reunir policiais. – Não sei como Min conseguiu comunicar-se, mas pelo menos nos adiantará. – levantou-se. – Iremos buscá-lo e vocês aguardarão: chamaremos quando o trouxermos de volta.

- Não podemos acompanhar? – indagou Jin antes de Jungkook. – Não conseguiremos ficar de braços cruzados—

- É perigoso e a polícia não permite que civis andem conosco e atrapalhem, tampouco firam-se. – colocou o emblema de delegado e abriu a porta, sinalizando rapidamente. – Vão e aguardem nosso chamado.

A contragosto, saíram da sala e delegacia, vendo policiais embarcarem rapidamente nas viaturas e dirigirem-se ao local da mensagem. Taehyung apertou a mão de Jimin e escondeu-se atrás dele, que deu-lhe segurança de que nada aconteceria.

- O que aconteceu? – indagou Jimin, ainda segurando a mão de Taehyung.

- Kookie, seu rosto—

- Não importa: não ficarei de braços cruzados enquanto Yoon está sequestrado! – devolveu Jungkook. – Irei também!

- Queria impedir-te, mas concordo. – Namjoon franziu o cenho. – Afinal, Kookie: o que sabe do Yoon? Ele contou-te algo sobre o relacionamento passado? Talvez o pretexto à tentativa de suicídio?

- Não—

- Estão bem próximos e, quando fizemos aquela primeira viagem sem rumo, perguntei-o sobre isso e ele indagou-me o que insinuava. – Jungkook engoliu seco. – Sabe algo, não sabe?

- Somos irmãos. – respirou fundou quando percebeu-os entreolharem-se. – E conclusões precipitadas são fatais. Suga é meu irmão, quem admiro e sempre quis imitar. Possui um relacionamento passado que não sei nada, além de que foi sim pretexto para ele incendiar o apartamento e também deve ter sido o motivo que fê-lo voltar antes da briga incidir. – franziu o cenho. – Se querem respostas, saibam que também quero, mas isso somente ele contará.

- Tem razão. – Hoseok ficou sério. – Melhor irmos atrás dele.

- É perto de onde meu pai acidentou-se. – manifestou-se Jin. – Ainda recordo-me do caminho e sei de um atalho.

- Ótimo, assim o resgatamos e voltamos para jantar, certo? – Jimin tentou sorrir, embora preocupação e angústia estivessem estampadas em seu rosto. – Como celebração...

- É. – Taehyung abriu a porta da caminhonete e puxou a mão de Jimin. – Precisamos do açúcar e estamos perdendo tempo.

Sorriram, muito embora os corações quase abrissem uma cratera nos peitos devido à preocupação e ansiedade com relação à conjuntura atual, ao passado levantado e mal explicado, além de um amor incógnito que era, muito provavelmente, a maior dor de Yoongi. Rumaram à localização da mensagem: se queriam respostas, precisariam tê-las da boca do único que sabia.

Todavia, mais desejavam Yoongi de volta do que propriamente revelações.

O segredo é brincar feito bobo, apenas balbuciando, mas não viveria assim nem se eu morresse.

*

- Cadê ele? – empurrou o líder. – Desgraça, por que não vigiou-o?

- Estávamos em movimento e ele desacordado, amarrado! – devolveu. – Como preveria que o perderíamos de vista, hein? Era impossível!

- Nada é impossível ao Agust! – limpou o nariz, cuspindo na grama e apontando aos seis integrantes. – Vão, achem-no! Certamente não pulou conosco em movimento, então escondeu-se feito rato! – olhou os carros quebrados: ferro-velho no meio do nada, diferença que aqueles veículos pertenciam a antigos devedores que “desapareceram” ao não saldarem débitos. – Somos sete contra um, Agust. – murmurou, rindo cínico. – Espere só quando encontrarmos-te.

Tomou direção, bem como os comparsas, enquanto Yoongi esgueirava-se atrás do trailer que tombaram quando chegaram ao local e não viram-no –pulara pouco antes de estacionarem e escondera-se atrás de árvores, acompanhando a discussão. Puxou o celular: sem sinal, não poderia solicitar ajuda. Bufou: a cabeça só ia em direção a Hoseok e Jungkook, imaginando se estavam bem.

- Tenho de sair daqui. – cautelosamente, volveu onde carros estavam, alternando a visão entre volantes e caminho dos traficantes. – Droga... – trincou dentes. – Nenhum está com chave, provavelmente nem bateria. – fitou a ponte acima. – Certamente não teria como tirar o carro daqui sem chamar atenção e ser encalçado. O problema é que está escurecendo e minha única rota de fuga é caminhar, voltar horas a pé. – tocou o rosto sangrando e inchado. – É, é o jeito.

Dê para mim: dinheiro, honra, qualquer coisa que possa ser.

Fama, fogueira: não importo-me com o que é, apenas traga-me.

Ao colocar a mão no bolso, sentiu o canivete e o isqueiro, bem como a garrafa de bebida que prendera nas roupas. Uma ideia estalou sua mente, fazendo-o sorrir petulante: uma bela vingança que dá-lo-ia tempo hábil para fugir.

- Gasolina os carros ainda tem. – checou os tanques. – Molhar com álcool e atear fogo para prendê-los aqui será minha chance. – franziu cenho. – Se explodir, torno-me assassino, mas se ficar... – estou morto, completou mentalmente, trincando dentes. – E não posso morrer quando tenho motivo para viver, um local para voltar, uma razão para tentar novamente...

Seis mundinhos.

Chatos e irritantes, mas só seus.

Não posso viver como cachorro quando nasci para ser tigre.

Rapidamente abriu a garrafa, molhando o solo com álcool enquanto o sol abandonava o local. Correu ao trailer virado e adquiriu latas de cerveja. Deixava rastros molhados por onde andava, arremessando nos carros e tanques, preocupando-se com a escuridão. Ouvindo passos apressados, abriu duas latinhas e virou-as concomitantemente, subindo no trailer.

Derrame qualquer coisa que você tenha: licor, dinheiro ou honra.

Avaliou-os voltarem: não daria tempo de fugir como arquitetara, mas se prendesse-os em meio ao fogo já seria sucesso – se tudo explodisse com ele no meio, pelo menos os amigos estariam seguros daqueles traficantes. O líder apontou rindo, enquanto outros faziam o mesmo, abrindo braços e vendo Yoongi debochar ao colocar as mãos molhadas dentro da jaqueta militar, girando um isqueiro.

- Olhem só: não disse que Agust não morre nem quando deseja? É imortal, uma pena ao suicida que é! – debochou. – Desça daí, Agust, e resolva-se conosco. Se agir bem, tomará nossas drogas e se desligará eternamente desse mundo, que tal?

- Ah, valeu, mas há dias desisti da ideia de morrer. – franziu cenho. – Só não peçam-me para implorar por minha vida.

Nunca imploro por isso.

- E por que não? – devolveu outro. – Acha que sairá vivo de nossas mãos?

- Das mãos de vocês sim, mas não das minhas. – puxou o isqueiro, acendendo-o na terceira apertada. – Coisa que também não sobreviverão.

- Desgraçado...! – compreendeu o líder ao avaliar a umidade em que pisavam. – Não atreva-se—

Yoongi arremessou o isqueiro, espalhando fogo.

O que quer que você segure, não desejo: apenas faço o que tenho de fazer.

Lei da selva? É o mundo político dentro da palavra ‘sucesso’.

A flama correu, subindo na perna de um e jaqueta de outro, que debateram-se enquanto os demais corriam a um local em que não estivesse tão úmido, contudo, encurralaram-se pelas flamas ardentes que chamuscavam o céu e esquentavam a noite. Ouvindo-os gritarem, Yoongi olhou o firmamento estrelado, respirando ofegante: novamente em meio ao fogo.

Por que era-lhe tão confortável, mas tão assustador?

Tão incoerente?

Continuam indo atrás das gargantas de cada um: sim, muito idiota, continue lutando.

- Agust! – gritou o líder. – Desça daí e apague as chamas! Explodirá todos! Ei, está ouvindo? Morrerá em seu próprio fogo, imbecil!

- É... – murmurou, imaginando como Jungkook salvara-o de sua tentativa falha no apartamento. Retirou a fotografia de Dong-Yul, única memória sobrevivente do incêndio, e lábios tremularam para conter o pranto há tempos encerrado em si. – Meu fogo...

- Agust! Agust, cretino! – urrou outro quando queimou-se com o aumento das chamas, chegando aos carros abandonados. – Se deseja suicidar-se, não meta-nos nisso!

Não ligo se você continua escavando sua própria cova ou perdendo tempo, então, por favor, continue vivendo assim.

- Agust, desgraçado! – complementou o líder. – Espero que sobreviva todo queimado e sofra o resto de sua patética e drogada vida, entendeu? Seja esse inútil que sempre foi e exista para sofrer! Ouviu, Agust? Agust!

- Suga! – o grito de uma voz conhecida fê-lo arregalar olhar e erguê-lo da fotografia ao meio do fogo, que atordoava-o junto com sirenes. – Ei!

- Yoon! – o coração acelerou com mais uma voz que amava.

- Yoongi! – e outra.

- Açúcar! – os olhos arderam.

- Pai! – a lágrima desceu concomitantemente que alguns policiais apagavam o fogo e outros rendiam traficantes.

- Min Yoongi! – enfim discerniu os amigos pulando da caminhonete, estacionando de qualquer jeito ao lado das viaturas. Acenavam preocupados, exigindo para que descesse e saísse do meio do fogo.

Guardou a fotografia no bolso. O corpo doeu com a adrenalina e confusão que ficara a mente já pronta para apagar, mas não antes de pular do trailer de qualquer jeito, torcendo os calcanhares e levantando-se apressado, correndo às únicas pessoas que ainda constituíam sua razão de não só viver e sobreviver, mas de existir e ser quem era: um açúcar tedioso, por vezes irritado e apático, pai do grupo, irmão mais velho e amigo.

Uma estrela daquele universo tão particular.

E tão especial.

Não toque-me, tampouco coloque um dedo em mim.

O líder dos traficantes tentou impedir Yoongi, contudo, fora rapidamente imobilizado e algemado, trincando os dentes ao vê-lo correr a um grupo, não mais sozinho como sempre estivera acostumado a vê-lo. O olhar desviou ao pouco de fogo que impregnava no carro e arregalou: explodiria em segundos. Percebendo isso, o delegado ordenou.

- Afastem-se e abaixem-se! – puxaram os traficantes para além. – Protejam-se!

Você poderia terminar num caixão se continuasse brincando desleixadamente.

- Yoon, vem! – Yoongi acelerou, tempo o suficiente de infiltrar-se no meio dos amigos e cair junto com eles no chão quando a explosão ensurdecedora ao longe aconteceu, voando estilhaços pelos ares, por sorte não ferindo ninguém. – Ei...! – avocou Namjoon, chacoalhando-o quando percebeu-o ferido e sem muita consciência. – Suga!

- Yoon! – insistiu Jungkook, seguido dos demais, observando Hoseok ajudar Namjoon a fazer Yoongi sentar-se perdido nos sentidos.

- Qual é, açúcar, reaja! – brincou Hoseok, vendo-o sorrir cansado e cínico, abrindo os olhos. – Agora sim!

- Já disse para não chamar-me assim, inferno... – murmurou rouco, tossindo por novamente inalar fumaça tóxica. – Demoraram demais...

- Culpa sua por não dizer direito a localização! – retrucou Taehyung, nervoso e aliviado em ter Yoongi de volta, embora nada saudável e ferido.

- Graças ao Jinnie chegamos a tempo. – sorriu Jimin, controlando o pranto. – Novamente no fogo cruzado, Yoon?

- É, está clichê... – fechou pálpebras, ouvindo tudo abafado. – Droga...

- Fique firme! – solicitou Jin, enquanto Namjoon e Hoseok apoiavam-no e Taehyung com Jungkook abanavam-no. – Está ferido, certo? Diga-nos o que sente para adiantarmos seu tratamento!

- Paz... – a resposta fora tão inesperada, que todos calaram-se. – Ficarei bem com vocês, então não estressem-se...

- Yoon... – murmurou Jungkook, derramando lágrimas que ficaram presas desde o dia em que salvara-o do suicídio: aquela palavra era tão sincera, que realmente alegrara-se de ter agido como agira.

- Não tenha tanta certeza... – brincou Namjoon, sorrindo largo quando viu-o reabrir pálpebras levemente e ofegante. – Somos estúpidos, esqueceu?

- Claro que não: também sou... – fê-los rir com a rouquidão e deboche, encarando o delegado que parara frente ao grupo agachado. – Você...

- Oi, Min. – sorriu de canto. – Está seguro agora e espero que bem em seu coração. – ninguém compreendeu, a não ser Yoongi, que sorriu e fechou os olhos, desfalecendo. – Temos um ferido: levem-no ao hospital, enquanto os outros irão à delegacia. – observou os meninos tentando reanimá-lo. – Acalmem-se: Min ficará bem se assim desejar.

- Sabemos... – Taehyung sorriu calmo. – Ele é forte.

- Mais do que pensa. – completou Jimin, todos ajudando a carregar Yoongi ao carro para levá-lo ao hospital.

Admiravam algo de Yoongi: a força de vontade para viver apesar das adversidades.

O fogo que era, que ardia mais quando tinha razão para ficar.

Pessoas para amar.

*

“Não importa-me o que é, apenas traga-me”.


Notas Finais


Comentários? *-*

Beijos ♡


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