História Young God - VKook/TaeKook - Capítulo 26


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7, TWICE
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Drama, Namjin, Romance, Vkook, Yaoi, Yoonseok
Visualizações 150
Palavras 2.032
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Lemon, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Cross-dresser, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eae
O capítulo tá pequeno pq eu não tô tendo muito tempo nesses últimos dias, então é só isso mesmo.

Capítulo 26 - Capítulo Vinte e Quatro


    — Sem pressa. — Namjoon falou sarcástico, se sentando na poltrona ao lado de Chaerin. 

Ele não tinha sentado ali por acaso; queria observar Atropos mais de perto. Queria entender por que ela encarava Jungkook com tanto medo. Ela olhava para o mais novo do mesmo jeito que IU o olhava, na mesma intensidade, mas Cloto tinha algo a mais do que só o medo. Parecia ser admiração, ela parecia venerar Jungkook, mesmo com um pouco de receio. Ela parecia realmente adorar ele. 

— Existe alguém que quer muito aniquilar vocês. — Hyuna começou, falando o óbvio — Porém, ele - ou ela - não quer de jeito nenhum que vocês descubram quem ele é. 

— E vocês não vão nos contar, claro. — Yoongi a cortou. — Então por que estão aqui? 

— Ouviu a parte que falamos que alguém nos mandou aqui, certo? — Chaerin praguejou. Odiava estar ali, não odiava os Yen mas sabia de todo o mal que eles haviam feito, e de fato não acha que eles devam sair impune. — Essa pessoa está usando outra pessoa, para apagar seu rastro, o anjo YoungJae. 

— Isso a gente já sabe. 

— Não foi isso que viemos contar para vocês. — IU afirmou, suspirando. — Vocês estão amaldiçoados!

— Uau, como você descobriu isso? — Hoseok ironizou. Estava bastante incômodo com aquelas mulheres em sua casa, mas temia que a sua visão fosse fruto delas. Mesmo sabendo que elas não têm nada a ver com eles - de certa forma - ainda tinha uma birra pelas três irmãs.  

— A cada semana, vocês perderam algo. — Chaerin disse se levantando. — Algo importante para cada um de vocês. Juntando as sete coisas, ou pessoas, que vocês perderam, ao final da sétima semana eu irei voltar e levar um de vocês. 

 — Ela é encantadora não é?! — Taehyung riu nervoso. — Como fazemos para impedir isso? 

— Vocês tem sete semanas para descobrir quem quer matar vocês. — respondeu simples, antes de simplesmente sumir. Ela não se dava muito bem com pessoas, não gostava de ninguém que não fosse suas irmãs.

— Ela é meio anti social. — Hyuna se desculpou.

— É isso então? — Jin indagou para a ruiva. — Não ajudou muito, na verdade você só nos atrapalhou colocando pressão.

— Foi o que nos deixaram dizer, eu sinto muito.— Cloto diz cabisbaixa, se dirigindo a porta, logo indo embora.

— E ela tem um péssimo cronômetro de culpa; se uma formiga morre, é culpa dela. — Hyuna se virou para os outros. — Não deixem chegar ao último dia, por favor. — pediu sincera, ao contrário de Chaerin, Hyuna via que eles tinham mudado, e não mereciam sofrer mais. — Eu vou odiar ter que escolher um de vocês.


                                            […]


    — Então, ela foi simplesmente embora depois de dizer isso? — Sunny indagava para o filho.

    — Sim. E logo depois eu fui também. — Jungkook respondeu, olhando para as mulheres que se encaravam entre si.

    Os Jeons estavam em um restaurante, no centro da cidade. Assim que Jungkook saiu da casa de Hoseok, fora para o shopping com suas mães para fazer as compras das decorações para a árvore de natal. Já era dia vinte e dois e eles ainda não tinham montado a árvore. Isso era decepcionante. Depois de comprar o que precisavam, pararam em um restaurante antes de chegar em casa e agora estava ali, naquele impasse: suas mães queriam falar algo, mas tinha medo de ofender Jungkook de alguma forma.

   — Podem falar. — Jungkook pediu, percebendo a ânsia das duas mais velhas de falar o que queriam saber, então as perguntas vieram como metralhadoras.

    — Você já falou com o Seokjin? — Taeyeon indagou.

    — E com o Namjoon? — Sunny perguntou dessa vez.

   — E não podemos esquecer do Taehyung. — ouviu Yoongi perguntar, surgindo absolutamente do nada. — Ah, e tem o Yoongi também. — sorriu amarelo, tentando não assustar muito, mas não deu certo.  

 — De onde você surgiu?? — Jungkook se segurou para não gritar com o susto, Sunny nem tanto, já Taeyeon se preparava para um ataque:


    — Quem é você? — indagou apontando uma faca de serra para o loiro.

    — Mãe, calma. — Jungkook pediu afobado, ao perceber o que Tae ia fazer. Yoongi era maligno, talvez apenas uma ameaça, faria ele querer matar sua mãe, Jungkook se preocupava com isso. — É o Yoongi.

    — Ah… — pensou melhor, abaixando a faca. — Isso deveria me acalmar? — Levantou a faca de novo.

    — Agora eu descobri porque você parece ter uns problemas de personalidade. — Yoongi sussurrou sarcástico.

    — O que você está fazendo aqui? — o mais novo perguntou, olhando Yoongi.

    — Vim me desculpar. — disse um pouco apreensivo. Nunca tinha feito aquilo, até que em um certo dia ficou assustado ao sentir uma pontada de culpa no coração. Nem mesmo se lembrava que tinha um coração.

    — Você não entendeu mesmo, não é? — Jungkook riu sem achar graça. - Eu não te desculpo.

    — Mas me deixa pelo menos tentar?  — Yoongi insistiu.

    — Sim! — Sunny respondeu, contradizendo o filho. — Você vai falar com ele sim!

    — Sua mãe tá certa, você não pode viver brigado com eles pelo resto da sua vida. — a mais velha completou.

    — Vida essa que é imortal. — a outra falou.

    — Sabe, eu já ouvi dizer que nunca devemos recusar um conselho vindo da nossa mãe? — Yoongi sorriu pequeno, pedindo uma chance.

    — Descobriu isso quando matou a sua? — provocou. E o espírito infantil nunca abandonava Jungkook.

    — Jungkook! — foi repreendido pela cara de desaprovação da mãe mais velha.

    — Desculpa. — a loira conseguia ser bem brava quando deveria. — Vamos? — se levantou, indicando a porta para Yoongi.

                                            […]

    — Você acha mesmo que eu matei minha mãe? Isso é cruel. — a voz de Yoongi irá triste. Tudo que o fazia lembrar de sua mãe o deixava triste. Mesmo ele não admitindo isso, foi por causa dela que ele virou ‘um monstro’.

    — Você não matou ela então? — Jungkook se sentiu mal por ter dito aquilo. Julgou Yoongi errada

    — Claro que não, Jungkook! — negou freneticamente. Ela era sua mãe, nunca faria mal alguém para ela. — Sabe, se a gente tivesse se conhecendo enquanto eu ainda era humano, talvez podíamos até… — suas palavras sumiram de sua boca. Ele ia mesmo dizer aquilo?

    — Até sermos amigo? — Jungkook completou, com tom de pergunta.

    — Na verdade não, eu nunca seria amigo de alguém não infantil quanto você. — xingou com eufemismo. Só estava brincando com a cara do mais velho, mas Jungkook era infantil demais para entender isto também.

    — Parabéns, Yoongi. Você está fazendo um ótimo trabalho tentando fazer com que eu te desculpe. — fisse com a cara fechada.

    — Desculpa. — Deu risada, logo voltando com sua pose séria. — Mas agora falando sério… eu de fato fui muito ruim durante minha vida humana, mas sabe… todo monstro tem a sua história. — continuou andando, olhando para o chão, cabisbaixo.

    — Quer me contar a sua? — Jungkook indagou, querendo se aproximar do mais velho. Bem, pelo menos ele estava tentando.

    — Para resumir: eu era filho bastardo de um chefe de família com uma subordinada. — revirou os olho. Ele simplesmente odiava clichê, mas a sua história era um. — Eu sempre odiei meu pai, foi bom sentir o coração dele parar de bater na minha mão assim que eu o arranquei do seu peito. — sussurrou para si mesmo, sorrindo satisfeito com a lembrança.

    — Isso é de fato, bem sentimental. — falou irônico. — Não matou a mãe mas matou o pai, que santo.

    — Eu tenho meus motivos. — afirmou. Logo depois, parou de falar, para se sentar em um banco da praça em que estavam. Era bom ficar observando o movimento. Porém as lembranças de sua curta vida humana voltaram para a sua mente. — Ele matou ela. — suspirou fundo. — A única mulher que eu amei em toda a minha vida; minha mãe. Ele a matou afogada na banheira, e me obrigou a ver. — levou as mãos para os cabelos os bagunçando em uma falha tentativa de se distrair. Não queria chorar, não ia chorar. Mas era um assunto bem  delicado para si. — Naquele momento eu achei que não existia amor. — riu. Outro clichê. — Não existia mais compaixão ou carinho, não nesse mundo, então eu desisti de tentar fazê-lo. Eu tinha quinze anos quando vi ele matar ela, e tinha dezesseis quando matei ele. Eu definitivamente fiz ele sofrer! — aquela era uma lembrança de como podia ser agressivo e cruel quando queria. Yoongi dizimou toda a família do homem. Filho, filhas, esposa e netos: todos mortos cruelmente por Yoongi, enquanto o mesmo fazia o pai assistir, do mesmo jeito que ele fez com sua mãe. — Nesta época eu merecia seu ódio. Merecia o ódio de todos. — abaixou a cabeça. Aceitava seu juntamento com pior monstro que já pôs os pés na terra.

    — E o que mudou agora? — Jungkook indagou — Isso você fez quando era humano, você se transformou em um demônio literalmente, não é mais cruel agora?

    — Não. — Yoongi afirmou sorrindo. Naquele momento, ele não era mais o cara que só sentia ódio, mas seu sorriso se foi. Ele sentia todas as outras coisas também, mas porque aquilo não era bom?  — Eu não sei como é para os outros, nunca conversei sobre isso com nenhum deles, mas comigo não.

    “Depois que me tornei um Yen e me separei da minha parte boa, eu provei no maior e mais puro mal, e percebi que não é tão bom assim.”

    “Nada é tão bom quando você não tem ninguém pra compartilhar, não é tão bom quando você não tem ninguém com você. Eu estava totalmente sozinho, não existia mais nada que me lembrasse de como era receber um abraço ou qualquer forma de afeto.”

    “Meu ódio vinha da vingança, mas se eu não sentisse o amor, como eu sentiria a vingança? O mundo gira em torno das coisas boas, mesmo que a gente não perceba isso; o amor pela nação, ou ao menos pelo poder, promove guerras, e saudade de quem se ama pode trazer a morte de várias formas. O amor pode trazer um sofrimento imenso mesmo parecendo totalmente contraditório”

    — Eu só precisava de alguém que me lembrasse de como era isso, então Hoseok apareceu.  E então eu voltei a sentir, mas a vingança não estava mais lá porque não tinha mais sentido eu matar pessoas inocentes por causa de uma coisa que aconteceu comigo a séculos atrás.

    — Se você entendeu que não tem sentido, porque continua matando então? — franziu o cenho confuso.

    — Porque eu sou egoísta! — exclamou óbvio, olhando o mais novo nos olhos. — Hoseok é a única coisa que me faz feliz, e eu não tenho ele. Se eu não  tenho felicidade, por que as outras pessoas têm que ter?

    — Seu sentido aqui é me fazer te perdoar, porque você tá falando isso pra mim? — Jungkook perguntou olhando para Yoongi, que virou o rosto.

    — Porque eu não posso ser egoísta com as pessoas que eu amo. — não conseguia pedir desculpas olhando para Jungkook, mas virar o rosto era inevitável para um covarde como si. — E você é uma dessas pessoas, seu idiota infantil. Eu quero me desculpar, Jungkook, por não ter ficado com você no final do confronto com o Yugyeom. Eu quero me desculpar por não ter te protegido quando criança, tendo que te abandonar com desconhecidos. Eu te peço desculpas por ter ignorado tantas oportunidades de te fazer feliz.

    Jungkook tinha aceitado suas desculpas, e percebeu isso ao sentir os braços do maior em seus ombros. Estava recebendo um abraço do Jeon? Era isso?!

    Jungkook perdoava ele pelo simples fato de ele ter voltado para lhe pedir desculpas. Ao menos dessa vez ele voltou. Aprendeu a lição, então estava perdoado.  


                                                […]



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